Testes dos EuroCombi na Alemanha sem candidatos




Desde 1 de Janeiro que os EuroCombi (composições de 25,25m) podem circular na Alemanha. Mas até ao momento apenas cerca de 40 empresas pediram informações sobre o processo. Contra (quase) tudo e contra (quase) todos, o governo federal alemão autorizou a realização dos testes de estrada dos EuroCombi, os conjuntos de 25,25 metros, em algumas auto-estradas germânicas.

Os maiores defensores da inovação, os transportadores rodoviários de mercadorias, mostram-se agora cautelosos e nada afoitos a investirem nos novos equipamentos. De acordo com a imprensa especializada, até ao momento o Instituto Federal de Pesquisa Rodoviária, que fará o acompanhamento científico da experiência, terá recebido apenas quatro dezenas de pedidos de informações referentes as novas leis.

E o serviço encarregado de emitir as autorizações de circulação dos EuroCombi continua à espera dos primeiros pedidos. A fase de testes de estrada dos mega-caminhões deverá decorrer durante cinco anos, até 2017. E precisamente o caráter experimental dos testes é uma das explicações avançadas para o pouco interesse manifestado pelos transportadores de mercadorias. Porque não têm qualquer garantia de poderem continuar a utilizar os novos equipamentos – em que terão de investir – depois de 2017.

Os testes dos EuroCombi são vivamente contestados na Alemanha, vários governos das localidades e pelos movimentos ecologistas.

Fonte: Transporte & Negócios




Um comentário em “Testes dos EuroCombi na Alemanha sem candidatos

  • 09/02/2012 em 20:38
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    Esse tipo de composição é muito comum na Holanda, Suécia e Noruega por exemplo e olha que a capacidade de carga por lá é inferior a nossa e aqui temos liberação para composições de até 30m, sem falar na Austrália onde é possível com restrições de circulação os de 50m e mais de 200 ton de capacidade.

    Para mim, esse descretido ao produto se deve a atualização, como diz o texto, que terão que fazer em 2017. Utilizar um conjunto que ainda está sob análise para ter vida útil inferior a 4 anos fica ruim diante de investimentos altos e com a crise que cerca a Alemanha.

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