Lisa Kelly, a caminhoneira de Estradas Mortais, conta sua aventura pelos Andes

Estradas perigosas, caminhões sujos, viagens intermináveis e muitos riscos de morte. Diferente do que muitos podem estar pensando, o reality show Estradas Mortais não tem somente homens se aventurando nas rodovias do mundo. A caminhoneira Lisa Kelly também faz parte do grupo que se arriscou pela Cordilheira dos Andes na segunda temporada do programa.

Cabelos loiros impecáveis, um jeito tímido de desviar o olhar enquanto fala e a simpatia que deixa qualquer um à vontade. Lisa Kelly é a única mulher no meio dos caminhoneiros grandalhões do reality do The History Channel que volta à TV amanhã (dia 22/03 às 22h), mas conferimos pessoalmente que a caminhoneira americana é mais do que apenas um rosto (muito) bonito na série. Como ela mesmo disse “Eu sou um dos caras”.

Depois de sair do Alasca e ficar um mês na Bolívia e um mês no Peru, Lisa contou com exclusividade para a MONET o que a gente pode esperar da “estrada da morte”. Confira a entrevista abaixo:

Qual foi a situação mais perigosa pela qual você já passou?

Já tiveram muitas. Eu tenho uma história para cada lugar, mas uma que me vem à mente agora é desta temporada, na estrada da morte. O caminhão era muito grande para a estrada e as rodas traseiras estavam um pouco fora da pista. Então eu tive que ser muito rápida para não cair da estrada de uma altura de três a seis metros.

Desde que você começou a dirigir caminhões houve algum momento de dúvida, que você quase desistiu?

Sim, houve, porque foi realmente difícil eu decidir ir para a Bolívia, porque eu sabia que era a estrada mais perigosa. E eu vi como era na internet, e eu disse “Meu Deus, é uma loucura! Eu não consigo fazer isso”. Tive muita dificuldade em tomar a decisão de ir, e então eu falei “bem, em toda a minha carreira de caminhoneira eu não posso deixar de dirigir a estrada mais perigosa e que é simplesmente fantástica”. Até que eu cheguei lá e dirigi e foi “ok, isso é meio estúpido”. Eu venci o medo, porque eu não podia parar, eu estava ali, eu tinha que fazer aquilo.

O que você mais gosta de quando dirige caminhões em estradas perigosas?

Eu amo dirigir em geral. Eu acho que é apenas a minha necessidade de aprender. Gosto de aprender coisas novas. Se eu fizesse o mesmo caminho sempre eu ficaria tão entediada. Quando você passa pelas estradas perigosas, isso te mantém vivo. Quando você está tão perto da morte, ela te lembra como você está vivo.

Qual é a diferença entre dirigir pelo Alasca e dirigir aqui na América do Sul?

Tudo. Eu vivo no Alasca. Eu moro lá já faz uns 25 anos, e eu tenho dirigido por oito anos. Então dirigir no gelo para mim é normal. Eu tenho uma técnica. A estrada é larga, mas ainda é perigosa. Há ainda alguns trechos perigosos, mas depois que você vai para Índia, Peru e Bolívia, é como se o Alasca fosse brincadeira de criança. Mas aqui a cultura, a língua… Você não fala a língua, então você não consegue se comunicar. A cultura não é a americana, é fora da minha bolha, e os caminhões são completamente diferentes. É como aprender a dirigir novamente.

Como e por que você começou a dirigir caminhões?

Meio que se encaixa no meu estilo de vida. Eu gosto de motores e rodas e pneus. É como um relacionamento com a máquina. Minha família atua no campo da medicina e eu não queria fazer isso. E a primeira vez que eu sentei em um caminhão eu soube que era para mim. E se não fosse, eu teria que passar para outra coisa. Você nunca sabe o que você vai acabar gostando até experimentar.

Como você se sente sendo a única mulher no meio de um monte de homens?

Estou muito confortável em ser a única garota. Eu me dou realmente bem com os caras. Sendo a única mulher é como se estivesse em uma zona de conforto. Eu sou um dos caras. Eu não sou uma garota feminina. Eu amo ao ar livre, e eu adoro motores e caminhões e mecânica e reconstruir coisas, eu odeio fazer compras e eu odeio rosa. Então, sem coisas rosa no meu caminhão. (risos).

O que você diria para incentivar outras mulheres a começar a dirigir caminhões?

Depende se isso se adapta ao seu estilo de vida. A vida nos caminhões é meio difícil. Porque você fica longe de casa por muito tempo. Não é algo para alguém que tem filhos. Eu acho que você precisa estar lá para criar seus filhos e se você estiver na estrada você não está lá. É difícil ficar saudável também, porque você fica sentado muito tempo. Eu vi mulheres deixarem de conduzir caminhão porque elas ficaram com medo do tamanho do caminhão. Também é preciso ter um senso de aventura. Você pode fazer isso, se você realmente quer fazer isso. E você não tem que ser viril para dirigir um caminhão.

O que o público pode esperar desta nova temporada do programa?

Eu não quero entregar muito. Mas eu posso te dizer que eu tive uma ótima experiência fazendo o programa e foi muito divertido. E eu espero que os telespectadores gostem de assistir tanto quanto eu gostei de fazer. E um monte de gente me diz “Eu não consigo assistir, é tão assustador!”, e eu falo “Eu estava lá vivendo aquilo, você pode sentar por 40 minutos e assistir!”.

Fonte: Revista Monet

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  • jose luiz

    ola lisa eu sou luiz do Brasil cidade laranjeiras estado sergipe gosto de assisti estes progamas,cara voceis sao doidos que segurança esses caminhoes dao a voçeis,os do gelo sao maquinas boas da para ver mas os do andes e demais sao sucatas sim ou nao .tchau um abraço

  • Edinaldo

    Ola lisa Adorei seu depoimento de vida vc é especial.
    Edinaldo melo rodrigues

    paranavai paraná