Colheitadeiras de cana-de-açúcar mecânicas – Alta tecnologia no campo




O Brasil fabrica diversos tipos de colheitadeiras mecânicas voltadas para a produção da cana-de-açúcar . As principais empresas responsáveis pelas fatias do mercado mundial são a Santal, Civemasa Implementos Agrícolas e Case (brasileiras, sendo esta última a maior, com fábrica na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo), além da John Deere (com sede na Louisiana, Estados Unidos). Hoje, o País é plataforma de exportação deste tipo de máquina.

De forma geral, a colheitadeira menor não sai por menos de R$ 400 mil no mercado, sendo capaz de substituir cinquenta cortadores de cana. Uma de grande porte faz o trabalho de 100 a 150 trabalhadores, sendo capaz de cortar quinhentas toneladas de cana por dia. Mas junto a estas máquinas é preciso, para uma utilização adequada, uma estrutura de colheita que envolve caminhão-oficina, caminhão-pipa, tratores com transbordo e caminhões com carrocerias apropriadas para o transporte da cana. O investimento inicial pode ultrapassar os R$ 2 milhões.

Na americana John Deere, uma das máquinas mais procuradas é a de modelo 3520, com cabine com basculamento frontal que proporciona ampla visibilidade. Tem motor agrícola John Deere 6090T PowerTechTM de 9 litros, Tier II, com 342 cv (251 kW / 337 hp). O sistema de direção através de um volante proporciona melhoria na operação, facilidade em manter a máquina na linha de colheita, precisão e rapidez nas respostas de direção e facilidade na abertura de áreas novas. Além disso os operadores podem ser rapidamente capacitados. Seu preço está em torno de R$ 850 mil.

Já a colheitadeira modelo 7700 da Case tem 335 cv (246 kW) de potência, comn cabine de duas portas e isolamento termo acústico, ar-condicionado, banco com suspensão e descanso de braço, indicador de pressão de óleo hidráulico do corte de base e do picador, entre outros itens. Pode custar mais de R$ 950 mil.

A colhedora de cana CIV-9000D, da Civemasa, foi desenvolvida em parceria com várias usinas que testaram o protótipo em campo por quatro anos. Dentre as diferenças está o peso da máquina, de nove mil quilos, contra uma média de 22 mil quilos das demais. Há também o uso de pneus de alta flutuação, o que diminui problemas de compactação do solo. O consumo de diesel também é menor: 15 litros por hora de operação, contra uma média de 40 litros das demais colhedoras, o que ocorre por conta do motor utilizado, de 172 cv.

Em 2011, um novo produto foi lançado pela Santal no segmento de colhedoras com sistemas de esteiras: a S5010. Para 2012, a empresa planeja lançar ao mercado uma nova plantadora de cana que terá a versatilidade como característica.

Fonte: Tô Sabendo




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