Fim do ciclo Euro III




Independente dos estoques armazenados nos concessionários autorizados, cujo volume esta difícil apurar, o fato é que encerrou nesta sexta-feira, dia 30 de março, um importante ciclo da indústria brasileira. Essa é a data legal limite para as montadoras faturarem a entrega dos veículos comerciais da safra Euro III para a rede autorizada. A partir de segunda-feira, dia 02 de abril, as fábricas só poderão entregar para suas lojas autorizadas veículos comerciais pesados com tecnologia Euro V. A importância da data está no fato de que essa mudança eleva o Brasil, ao menos neste particular, ao bloco dos países de primeiro mundo nas questões de controle de emissões geradas por veículos automotores.

Pelo acordo, as montadoras poderiam processar a manufatura dos veículos comerciais pesados Euro III até o dia 31 de dezembro 2011 e entregar a produção para a rede até final de março. A partir de primeiro de janeiro só veículos com tecnologia Euro V poderiam ser produzidos no Brasil. Muitas montadoras, para atender a alta demanda do mercado pelos veículos antigos (e mais baratos) no ano passado, elevaram a produção o que acabou gerando um estoque que tem o dia 30 de março como prazo máximo para ser escoado. Com isso, a indústria acabou batendo seu recorde de produção e venda em 2011 quando as compras antecipadas contribuíram para o histórico volume total de 207.410 unidades, sendo 172.661 caminhões e 34.749 ônibus. No início dessa semana algumas montadoras estavam com os pátios cheios de modelos Euro III.

Com a tecnologia Euro V, o Brasil se posiciona bem e com destaque entre os países que aplicam políticas avançadas para o controle de emissões veiculares. A fase 7 do Proconve exige a redução de 80% nas emissões de Material Particulado e de 60% nas emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx), em relação à legislação atual. Para alcançar essas metas os fabricantes recorreram às mais avançadas tecnologias que vão resultar em melhor qualidade do ar, especialmente nas grandes metrópoles. A diminuição do volume de emissões é alcançada basicamente de duas formas, sendo que a maior parte utilizada a tecnologia SCR – redução catalítica seletiva, com o auxílio do aditivo Arla 32 para pós-tratamento dos gases de escape. A outra é a EGR, mais usado nos comerciais leves, que recorre à recirculação dos gases emitidos pelo escapamento como forma de redução de HC e CO. Nesse, os materiais particulados são reduzidos através da alta pressão de injeção de combustível e não há necessidade de usar aditivos.

Fonte: Transpoonline




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