Montadoras confirmam US$ 22 bilhões em investimentos até 2015




Após a definição do novo regime automotivo, que vigorará entre 2013 e 2017, os investimentos das montadoras começarão a “deslanchar” ainda neste ano, segundo informou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília.

“A avaliação do novo regime é muito positiva. Já neste ano começam a deslanchar estes investimentos, não só nas montadoras, mas no setor de autopeças. Teremos de ter maior conteúdo nacional, então o setor de autopeças também terá de fazer investimentos”, disse Belini. Segundo ele, os investimentos somente das montadoras foram confirmados em US$ 22 bilhões até 2015.

Com as novas regras, o presidente da Anfavea explicou que algumas montadoras terão de investir mais do que outras para atingir o índice de “conteúdo regional” exigido pelo governo para que não tenham aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). “Algumas vão ter de apertar muito seu índice de nacionalização. Outras têm um pouco mais de folga. Varia de montadora para montadora”, declarou.

Destravar crédito ao consumidor

Belini afirmou ainda que o governo precisa “dar mais atenção” para a oferta de crédito dos bancos para o financiamento da compra de veículos pelos consumidores. “Falamos efetivamente que o governo precisa dar mais atenção ao crédito para expandirmos. O governo tomou nota e falou que está conversando com os bancos”, disse.

Em sua avaliação, a taxa de inadimplência, que está “maior”, está gerando restrição por parte de alguns bancos em liberarem empréstimos. “Isso é o que precisamos destravar. Já começou, pois os próprios bancos oficiais reduziram as taxas de juros. Mas participação de bancos oficiais é baixa. Agora, o ministro vai estudar o que pode fazer”, afirmou. Belini previu que a inadimplência nos financiamentos para compra de veículos está em “processo de queda”.

Caminhões

O presidente da Anfavea avaliou ainda que a redução dos juros por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de caminhões, medida anunciada na semana passada por meio do pacote de estímulo à competitividade das empresas, também ajuda o setor.

Entretanto, disse que é preciso melhorar a distribuição do díesel no país. “Citamos as dificuldades que o consumidor ainda está tendo. É preciso a normalização da distribuição do díesel. O ministro disse que vai encontrar soluções (…) Os frotistas ainda não têm segurança que a capilaridade seja suficiente e não compram caminhão a díesel. A questão que precisa ser acelerada”, concluiu ele.

Fonte: Mídia News




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