Atron 2324, o novo “bicudo” da Mercedes

Com a adoção da motorização Euro 5 no Brasil, a Mercedes-Benz lançou, no início do ano, a inédita linha Atron. Entre os novos modelos, o que mais se destaca é o Atron 2324 6×2, semipesado que substitui o L 1620 6X2, lançado em 1996 e que foi o caminhão mais vendido do Brasil por oito vezes. Os outros três modelos da linha são o médio Atron 1319 e os pesados Atron 1635 e Atron 2729.

“Os caminhões ‘bicudos’ da nossa marca têm uma imagem muito forte no mercado brasileiro, desfrutando de grande preferência e confiança junto aos clientes. Isso se deve a atributos como qualidade, robustez, durabilidade e ótimo valor de revenda. Com o Atron, aprimoramos e atualizamos a Linha Tradicional, especialmente os nossos campeões de venda, como o L 1620 6×2, que se torna agora o Atron 2324 6×2”, afirma Joachim Maier, vice-presidente de Vendas da Mercedes-Benz do Brasil.

Com motores mais potentes, econômicos e ecológicos, que atendem ao PROCONVE P-7, com a tecnologia BlueTec 5, o Atron proporciona um ganho de aproximadamente 8% no consumo de combustível.

“Vamos oferecer muito mais aos nossos clientes, contribuindo para que alcancem maior produtividade e rentabilidade no transporte”, diz Maier.

Além da nova motorização, o novo modelo traz novidades no design em relação ao seu antecessor. Uma das mudanças foi na grade dianteira, mais moderna e com um material mais resistente, o policarbonato, mais apto para enfrentar condições adversas, como impactos, vibrações, umidade, poeira e altas temperaturas.

Com um motor de seis cilindros, com 238 cavalos de potência e torque máximo de 850 Nm (86,7 mkgf), o Atron 2324 tem capacidade para transportar 22 toneladas de carga.

Caminhão “metade urbano e metade rodoviário”

O lançamento do Atron 2324 resgata o caminhão Mercedes-Benz L 1620 6X2, modelo lançado em 1996 e que comercializou 91.449 unidades ao longo desse período. A versão possui 45% do mercado nacional no segmeto 6×2.

“Esse é um caminhão ‘50% urbano e 50% rodoviário’ e tem como característica uma venda bem ‘espalhada’, pois ele é bastante comercializado no varejo, para motoristas autônomos, aqueles que costumam dirigir o próprio veículo”, afirma Corrado Cipolla, Engenheiro de Marketing de caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Como esse modelo é mais barato do que o Atego (outro semipesado da marca neste segmento), muitos optam por ele”, completa Corrado.

Outra vantagem desse caminhão é o seu baixo custo operacional e de manutenção. De acordo com o executivo, o Atron 2324, assim como o seu antecessor, tem muitas vendas nas regiões norte e nordeste do Brasil, onde os caminhões “bicudos” fazem bastante sucesso, principalmente pela sua resistência, fator muito importante no setor de transporte de cargas.

O Atron 2324 é um caminhão “100% nacional”, pois todas as suas peças são fabricadas no Brasil. O preço do modelo é de R$ 227.241,92.

Nem parece que está com essa carga toda

Após conhecer o Atron 2324, era a hora de sentir, na prática, o desempenho do modelo, no chamado “Truck Test”, saindo da fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP). Na direção estava João Moita, motorista com 42 anos de profissão, dos quais 32 deles como funcionário da montadora. Ele é o responsável pelo “Truck Test” de todos os modelos da marca.

“O caminhão está muito bom de dirigir, dá para sentir a diferença no desempenho do motor. Ele ganhou potência, torque e economia de combustível, além de ser bem silencioso”, diz Moita. Viajando ao lado do motorista, nem dava para perceber que o veículo estava com a sua capacidade de carga quase completa (22 toneladas).

Na parte interna do Atron 2324, outro fator que facilita a vida do motorista é o painel de instrumentos, com computador de bordo e tecla de navegação. Com isso, é possível ter a informação exata, durante o percurso, da distância percorrida, do gasto de combustível e da velocidade média do veículo na viagem.

Para se ter uma ideia, durante o nosso trajeto, saindo da fábrica da Mercedes e passando pelo Rodoanel, via Anchieta e pela BR-116, o caminhão rodou 110 quilômetros, em uma velocidade média de 63 quilômetros por hora e gastou 18,3 litros de combustível, o que dá uma média de 6 quilômetros por litro (km/l). Com isso, a economia de combustível do motor Euro 5 foi, em média, de 12% em relação ao Euro 3.

Fonte: Webtranspo

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    GOSTEI MUITO DOS LAMÇAMENTO FAVOR MANDAR PROSPECTO

  • André

    Boa tarde!

    22 toneladas de carga máxima?

    • Rafael Brusque Toporowicz

      O peso bruto total (caminhão e carga) é de 23 toneladas. A carga máxima admissível é de 16,35 tons, na versão trucada. No toco é de 22 tons de pbt e 15,35 tons de carga máxima.

      Abraço

  • André

    Depois me dei conta do que comentei, mesmo assim 16,35 toneladas é maior que o da concorrencia né?

    grande caminhão, pena que estao sumindo os bicudos do mercado!!

    Abs!!

  • paulo cesar

    Muito bonita a nova grade, ficou boa, a reportagem deu ênfase as qualidades do bruto que já são conhecidas dos estradeiros, economia, robustez, bom preço de revenda, qualidades que não acaba mais, é um bom caminhão é? mas esta faltando algo, o que sera que esta faltando ao velho líder tomar a dianteira da concorrência, e não adianta fazer doações de caminhões a grandes transportadoras esperando uma leve recuperação de mercado deste caminhão 2324, um caminhão que custa mais de 227 mil reais, não vem equipado com itens de séries que favoreçam o trabalho do estradeiro tão sofrido neste país. Pelo amor de deus até quando a Mercedes Benz vai usar aquela mola como suspenção em suas cabines erdadas do 1111 achando que o motorista tem coluna de aço e o menosprezando ao longo de varias décadas, sabe o que aconteceu!!!! muitos joão moitas da vida chegaram pra o patrão e disse? é hora de trocar de marca e o resultado esta aí, até porque quem mais entende de caminhão neste país é o estradeiro.

  • http://comunicasombh.com.br roberto

    gostaria de saber o diferencial deste caminhão

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