Bloqueadores de sinal de celular são usados no roubo de cargas

roubo de cargas




Um aparelho de uso restrito no Brasil, mas vendido livremente via internet, trouxe de volta para os caminhoneiros o pesadelo dos sequestros nas estradas.

Conhecido como jammer, o bloqueador de celulares de alta potência é usado por quadrilhas especializadas em roubos de carga para impedir a comunicação entre o veículo e a empresa.

Sistemas de comunicação como o GPS começaram a ser usados no país na década de 1990 para rastrear veículos e evitar ataques.

No início desta década, foram registrados os primeiros “desaparecimentos” com o uso de bloqueadores.

Agora, o jammer vem sendo associado a uma nova escalada desse tipo de crime.

Dados parciais da NTC & Logística, entidade que reúne grandes transportadores, indicam que os registros de roubos de carga devem ultrapassar os 15 mil em 2013.

O prejuízo estimado para as empresas é de R$ 1 bilhão. “Já registramos casos de roubos com jammers na Marginal Pinheiros. O veículo apareceu três horas depois próximo ao [shopping] Center Norte”, disse José Hélio Fernandes, presidente da NTC.

Comércio irregular

A venda do dispositivo antirrastreamento é controlada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Apenas os 10 tipos homologados pela agência podem ser legalmente comercializados. Ainda assim, com o uso restrito ao sistema carcerário.

Apesar dessa restrição, o produto é fácil de ser encontrado, principalmente na internet. Sites brasileiros vendem o jammer com frete grátis, parcelamento em até 24 vezes e preços que variam de R$ 110 a R$ 2.000.

Entre os modelos, há inclusive um com formato de cigarros, recomendado para “detetives”. O aparelho, que pode ser camuflado dentro de um maço comum, tem raio de bloqueio de até 10 metros e custa R$ 225 à vista.

Desde 2009, a Polícia Federal já realizou 19 operações contra quadrilhas de roubos de carga. Segundo o delegado responsável pelo setor, Luís Flávio Zampronha, 430 pessoas foram presas. Entre eles, especialistas do setor de telecomunicações.jammer

Fonte: Folha de São Paulo




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