Campanha educativa reduz casos de abertura de bica no entorno do Porto de Paranaguá

Porto de Paranaguá (2)




A Polícia Militar de Paranaguá registrou queda de 95% nos casos de abertura de bicas de caminhões, no entorno do Porto de Paranaguá. Mesmo com alta na movimentação de caminhões no porto – no primeiro bimestre foram 56 mil caminhões graneleiros que passaram pelo Pátio de Triagem – apenas quatro ocorrências desta natureza foram registradas na Polícia. Antes da campanha que orienta caminhoneiros, a PM chegava a receber nove casos por dia.

Segundo o capitão Nelson Gonçalves, responsável pelo Pelotão Portuário da unidade, nos últimos três anos, o crime só vem diminuindo. “Em janeiro, registramos apenas duas ocorrências deste tipo e outras duas em fevereiro. Ou seja, perto da quantidade de caminhões que o Pátio de Triagem recebeu, este ano, o número de ocorrência é insignificante. Porém, estamos atentos”, afirma Gonçalves.

Porto de Paranaguá (3)Aliado às operações da Polícia Militar que estão sendo constante, o trabalho de comunicação da Appa, que foi reforçado com o início Operação Safra, também ajuda a combater esse crime.

“Temos folderes informativos sendo distribuídos e informando os caminhoneiros de como eles podem contribuir para que esta prática seja diminuída. Fora isso, temos o importante trabalho da PM, ajudando a coibir a ação de marginais. É um trabalho integrado que já mostra seus frutos”, avalia o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino.

Armazéns

Além de coibir a prática da vazada, a PM está fazendo um trabalho intensivo para chegar até quem recebe o produto destes desvios. Na última operação, realizada em fevereiro, 13 armazéns foram fechados. “Esses estabelecimentos comercializavam esses grãos que – por furto, abertura de bica ou vazada – os criminosos recolhiam”, explica Gonçalves.

Situação

Porto de Paranaguá (1)Para combater essas práticas, além das operações permanentes, a PM disponibiliza efetivo específico. O Pelotão Portuário trabalha com uma viatura, seis motos e 26 policiais, que atuam em escala. Esses policiais fazem a ronda na área do Porto Organizado.

Atualmente, diferente há de anos atrás, as ocorrências de vazadas ou furto de cargas estão sendo registradas apenas mediante constatação. “O que notamos é que, em algumas situações, os caminhoneiros chegam para registrar ocorrência de furto ou vazada, mas quando verificamos no local, nada era constatado. Chegávamos à conclusão que essas ocorrências, muitas vezes, eram registradas para justificar algum tipo de furo ou quebra na pesagem, depois da descarga. O volume que registravam, da perda, era muito exato para ser calculado apenas à vista”, comenta o capitão Gonçalves.

Combate

A manutenção das bicas devidamente lacradas é de responsabilidade do caminhoneiro. A legislação de trânsito prevê multa e responsabilização – em caso de acidentes – se for constatada a inexistência de lacre ou cadeado nas bicas. “A manutenção do lacre em dia é uma medida simples e que já resolve boa parte dos problemas”, afirma o capitão da Polícia.

Fonte: APPA




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