Custo do frete sobe no PR e onera o escoamento da safra de grãos

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Os agricultores do Paraná estão gastando mais com o frete este ano e o preço só não subiu mais porque teve queda expressiva na safra de grãos. Pelas rodovias do Paraná devem passar 14,5 milhões de toneladas de soja e levar a produção até o Porto de Paranaguá está mais caro este ano.

O valor do frete médio no estado é de R$ 103 a tonelada, R$ 10 a mais que no ano passado. “Nós tivemos no acumulado de 2013, 17,5% de aumento no óleo diesel, 12% de aumento no custo do pneu, fora o custo com mão de obra, e isso nós temos que repassar para o consumidor final para que possamos trabalhar de forma rentável”, explica Antônio Ruiz, representante do Sindicato de Transportadoras.

Mesmo com esse aumento, os moinhos que pagam pelo frete não reclamam porque esperavam um valor ainda mais alto com a expectativa de uma safra recorde no Paraná.

Por causa da falta de chuva, isso não se confirmou. A quebra foi de 12% e além disso, muitos agricultores estão segurando a produção à espera de preços melhores.

Valmir Adamanti, superintendente de um moinho, está pagando pelo frete R$ 110 a tonelada e diz que estava preparado para desembolsar até R$ 130. Ele lembra que outro fator que contribuiu para o valor do frete não subir tanto foi a agilidade no embarque do grão.

Fonte: Globo Rural




Um comentário em “Custo do frete sobe no PR e onera o escoamento da safra de grãos

  • 21/03/2014 em 23:58
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    Tem razão quando diz que houve aumento de custos em função do óleo diesel e pneus. Agora , dizer isso com relação a mão de obra, é muita hipocrisia, cinismo e cara de pau, pois é histórica a exploração de mão de obra de motorista de caminhão, principalmente no segmento de grãos. Nunca pagaram hora extra, adicional noturno, nem mesmo diárias, sempre na base da comissão por fora do hollerith. Tratam até hoje motorista como escravo. Agora vem a lei 12619, que obriga botar um pouco de freio nessa exploração e esse pessoal vem com esse papo furado que por culpa dela não tem lucratividade, apesar dos sucessivos recordes de produção de grãos e na alta dos valores negociados, como pode ser visto diariamente nos meios de comunicação. Senhores, mudem o disco, que esta desculpa não cola mais.

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