Governo mantém investimento em rodovias não privatizadas

rodovia esburacada




O ministro dos Transportes, César Borges, disse, durante a assinatura de contratos de concessão de duas rodovias federais, que o governo vai continuar investindo em estradas que não despertem interesse do setor privado. As concessões assinadas ontem fazem parte do Programa de Investimentos em Logística, lançado pelo governo no ano passado para modernizar o setor de infraestrutura de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Segundo Borges, no caso da concessão de rodovias, os trechos oferecidos à iniciativa privada são definidos a partir de estudos de demanda, que avaliam a viabilidade econômica do contrato. Algumas rodovias não têm potencial para atrair investimentos privados e, nesses casos, de acordo com o ministro, serão atendidas com obras públicas.

“Qualquer concessão só terá êxito se houver atratividade, volume de tráfego suficiente para viabilizar-se economicamente, financeiramente. Por exemplo, se a produção é elevada, você tem muitos caminhões, a rodovia se viabiliza muito facilmente. Se tiver só carro de passeio, vai ficar um pouco mais difícil. São os estudos que vão determinar se é possível, ou não. Naquelas rodovias que não tenham atratividade para concessão, é claro que o governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), vai continuar investindo em obras públicas”, disse Borges.

A Rodovia BR-020, que liga Brasília a Fortaleza, é uma das que poderão entrar em novas rodadas de contratos de concessão, informou o ministro. “A BR-020, por exemplo, que é importantíssima, tem um trecho que não está concluído, no estado da Bahia, e nós temos interesse de concluir, se for possível, incluí-la no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e duplicar um trecho na saída de Brasília, que já tem um volume de tráfego considerável. Se for possível uma concessão, vamos trabalhar pela concessão, mas não é algo que esteja determinado, isso vai depender dos estudos de tráfego”, avaliou.

Perguntado sobre as concessões ferroviárias do programa, que ainda não deslancharam, Borges disse que, ao contrário das licitações de rodovias, o modelo para ferrovias é pouco conhecido e está sendo aperfeiçoado para atrair investidores privados.

“No setor ferroviário há um modelo que não atendeu as necessidades do País. Tivemos que repensar todo o modal e pensar de que forma seria feita essa concessão. Por ser um processo novo, algumas dúvidas existem, e estamos procurando tirar essas dúvidas e dar uma base sólida para que o setor privado se interesse também por esse modal, que é importantíssimo para o barateamento dos custos da logística brasileira”, ponderou.

As concessões assinadas ontem transferem para a iniciativa privada a gestão de trechos das rodovias BR-163, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e da BR-040, entre Juiz de Fora, em Minas Gerais, e o Distrito Federal. No total, os contratos preveem a duplicação de mais 1,8 mil quilômetros, com investimentos de cerca de R$ 18,2 bilhões nos três trechos.

Fonte: Agência Brasil




2 comentários em “Governo mantém investimento em rodovias não privatizadas

  • 14/03/2014 em 12:34
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    Funciona assim: Um mil para a rodovia , 5 mil para a corrupção..

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  • 14/03/2014 em 11:38
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    Estranho a posição do Governo Federal, eis que a BR 386, entre Porto Alegre e Passo Fundo, especialmente, tem muito interesse de privatização. Pelos noticiários havia interesse na continuidade das empresas que administravam a rodovia, inclusive com proposta de duplicação de 100 Km, entre Lajeado e Soledade, com abaixamento do preço do pedágio, além de construção de várias pontes, o que não foi aceito. Muito estranho esta posição federal. Será que é decisão política? Mas e a estrada que está emburacada, ninguém a mantem, o DNIT parece não se importar, não há mais ambulância, não há mais assistência para problemas mecânicos, há insegurança no dirigir, carros com carter quebrados, pneus estourados e rodas quebradas, acidentes causados por ondulações e buracos, vegetação tomando conta. Onde vai parar? estamos regredindo?

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