Transmissões automatizadas: Da teoria à prática

Câmbio Volvo I-Shift 2012 (1)




Há dois anos, a indústria brasileira de caminhões começou a adotar com cada vez mais força as transmissões automatizadas em seus modelos extrapesados de alto padrão. E a Fenatran de 2013 assistiu a uma presença marcante do produto como um item de série nos caminhões extrapesados “Top de Linha”. Como a principal característica destes veículos é o sofisticado pacote tecnológico embarcado, não poderiam faltar as presenças das automatizadas. As grandes fabricantes sabem perfeitamente que transportadores e motoristas profissionais, hoje em dia, não abrem mais mão das vantagens operacionais desses equipamentos, que equipam veículos cuja principal característica é vencer grandes distâncias.

Uma das marcas de maior renome no fornecimento de transmissões automatizadas é a ZF. “Podemos dizer que a adoção da nossa transmissão automatizada ZF AS-Tronic pelas fabricantes não apenas reforça, mas consolida a tendência de mercado dos segmentos pesado e extrapesado em adotá-la como um item de série. É uma iniciativa que traz ganhos para todo o setor: por ser uma inovação tecnológica que garante menor consumo médio de combustível à frota via padronização na condução do veículo, oferece maior rentabilidade ao transportador, proteção ao trem-de-força e muito mais conforto ao motorista”, diz Frederico Colella, gerente de vendas da ZF para veículos comerciais.

as-tronic zfA transmissão traz vantagens para motoristas e empresários de transporte. Os primeiros conseguem entregar as mercadorias em seu destino com mais segurança e melhor conforto (não há trancos ou golpes durante a troca de marchas), direcionando toda a sua atenção para o trânsito. Já para os frotistas, a transmissão também oferece significativa redução no custo operacional do veículo, pois reduz o consumo de combustível com trocas rápidas e eficientes de marchas.

A tecnologia empregada por uma automatizada gera uma comunicação ágil entre o motor, a embreagem e a transmissão, o que alivia todo o driveline, prolonga a vida útil dos componentes e aumenta os intervalos de manutenção e troca de óleo. Dependendo das condições de operação, o intervalo de troca de óleo das transmissões pode chegar a 540.000 quilômetros.

A opinião das fabricantes

A Ford, que tem décadas de experiência no mercado brasileiro, fez em 2013 a sua estreia no disputado mercado de caminhões extrapesados com os novos Cargo 2042 e 2842. “Optamos por utilizar a transmissão automatizada de 12 velocidades por entendermos que o equipamento é o mais adequado às características inovadoras de nossos caminhões”, conta Marcel Bueno, gerente de marketing de produto da Ford Caminhões.

A Iveco, que já conhece muito bem o segmento de extrapesados no País, lançou seu caminhão mais sofisticado, o Iveco Hi-Way, com uma transmissão de 16 velocidades. E desde o final do ano passado, a fabricante também passou a adotar em seus caminhões com motorização de 9 litros o mesmo produto. “Até hoje, no Brasil, a transmissão automatizada equipava apenas caminhões da linha Premium. Com esta novidade, a Iveco contempla os clientes que buscam alta tecnologia nas linhas mais básicas de veículos”, diz Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco.

De acordo com Rodrigo Chaves, diretor de engenharia da MAN Latin America, mais do que conforto e comodidade, as transmissões automatizadas asseguram significativa redução do consumo de combustível: “Um excelente conjunto de trem de força garante alta rentabilidade para nossos caminhões”. A MAN equipa seus modelos TGX com uma automatizada de 16 velocidades e, agora, também oferece o mesmo produto para seus extrapesados Constellation 25.420 e 26.420.

Fonte: iCaminhões




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