Transportadores estão menos otimistas

transportadora - Iveco Stralis AS




​Os transportadores brasileiros – nos modais rodoviário, aquaviário e ferroviário – estão menos otimistas com os rumos da economia neste ano, segundo anuncia o presidente da CNT, senador Clésio Andrade. “A expectativa de baixo crescimento e a alta da inflação impactam os planos de investimentos.”

Um levantamento realizado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), a Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2014 – Fase 1, mostra as perspectivas do setor. Ao conhecer as necessidades apontadas para este ano, a CNT conseguirá desenvolver um trabalho mais direcionado, com o objetivo de promover ações que fortaleçam o setor transportador. Mais de 500 empresários da área de cargas e de passageiros foram ouvidos.

Do total de entrevistados, 70,9% não acreditam em um aumento do dinamismo da economia brasileira. Eles acham que não haverá elevação da taxa de crescimento do PIB em 2014. Somente 29,1% estão otimistas. No mesmo período de 2013, 42,9% dos entrevistados acreditavam no aumento do crescimento econômico. Já no segundo semestre do ano passado, a proporção era de 30,3%.

Na avaliação do senador Clésio Andrade, “esse resultado pode estar relacionado também, entre outros fatores, à elevação da taxa de juros, à expectativa de elevação do preço dos insumos e à dificuldade do governo federal em realizar os investimentos necessários.”

O público-alvo dessa avaliação, que chega à quinta edição, são empresas de transporte rodoviário de cargas e de passageiros, empresas de navegação marítima e interior e concessionárias de transporte ferroviário de carga. É a primeira vez que os ferroviários participam do levantamento, que está bem mais abrangente. Foram entrevistados 516 transportadores, entre 11 de janeiro e 24 de fevereiro.

Os participantes também relataram suas expectativas em relação às obras de infraestrutura. De forma geral, cresce a desconfiança na gestão econômica do governo federal. A Sondagem revela que 52,3% dos transportadores disseram ter baixo grau de confiança. Para a maior parte deles, o menor desempenho da economia é consequência da política econômica adotada no país (78,9%), contra apenas 20,1% que acreditam haver reflexos de crises econômicas internacionais.

A falta de planejamento é apontada como o principal motivo para que o governo não realize os investimentos autorizados. Quase a metade dos entrevistados (49,7%) acredita na manutenção das atuais condições de infraestrutura de transportes e 27,6% consideram que vai melhorar.

O estudo também traz a opinião dos empresários sobre quais medidas prioritárias precisam ser implementadas pelo governo federal para solucionar os atuais entraves e desenvolver o setor de transporte no país. “O investimento em infraestrutura, a desoneração do diesel, redução da carga tributária e a desburocratização são questões apontadas como urgentes para serem solucionadas”, diz o senador Clésio Andrade. Os empresários também relataram a dificuldade de contratação de mão de obra qualificada.

Os ferroviários deixam clara sua posição sobre a necessidade de que os recursos pagos pelo arrendamento sejam revertidos para a malha ferroviária nacional. A maioria das concessionárias de ferrovias (80%) acredita que o novo modelo de concessões ferroviárias será menos eficiente.

Os empresários se mostraram cautelosos em relação ao desempenho na atividade. Do total de entrevistados, 43,2% esperam ter aumento na receita bruta e 33,3% disseram que haverá aumento nas contratações formais.

Para 63,2% dos transportadores, haverá aumento da inflação. E 49,8% consideram que a inflação tem elevado impacto em sua atividade, podendo representar pressão sobre os custos e comprometer o desempenho do setor no ano.

Fonte: Agência CNT de Notícias




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