Viação e Transporte aprova lei para teste de impacto de veículos

volvo-fh-2013 - Crash Test




Os testes de impacto (crash test) feitos em veículos podem passar a ser regulamentados em lei e realizados pelo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Esses testes servem para verificar a resistência de carros e caminhões contra colisões, garantindo a proteção aos passageiros.

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto (PL 2976/11), do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que determina que todo modelo de veículo automotor, fabricado ou montado no Brasil, deverá ser submetido a teste de impacto. A exigência também vai valer para veículos importados.

Felipe Bornier justifica a necessidade de testes feitos no Brasil. “A proposta é para criar o que já acontece no mundo todo. Na Europa existe teste de impacto, que é o teste de segurança, que é feito na Europa, nos Estados Unidos, na China – em qualquer desses países desenvolvidos.”

O parlamentar acrescenta que o Brasil é o quarto maior consumidor de veículos do mundo, mas não é um mercado desenvolvido. “As montadoras não enxergam o Brasil com essa capacidade, olhando acima de tudo o consumidor.”

Esse tipo de teste já exigido no País desde 1973 por resolução (463), do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Fiscalização

O relator na comissão, deputado Hugo Leal (Pros-RJ), recomendou a aprovação da proposta. Ele mudou o texto original para definir que os testes de impacto serão executados, fiscalizados e auditados pelo Inmetro.

Hugo Leal explica que, atualmente, o Denatran apenas homologa os testes feitos por certificadoras internacionais.

O parlamentar considera importante que um órgão do governo federal tenha maior controle sobre os testes e a certificação. “É importante que nós aqui tenhamos os nossos próprios testes. É necessário que a gente possa fazer essa fiscalização, analisar esses procedimentos aqui internamente e até aprimorar, se for o caso.”

Leal reconhece que as empresas montadoras possuem seus testes de prova, com campos de prova, para sua própria economia e decisão interna. “Só que é necessário, também, a sociedade, o consumidor ter conhecimento das características que são ofertadas pelo veículo. Um teste de impacto imparcial, ou seja, de uma instituição pública, é fundamental até para poder referendar essas avaliações que são feitas no exterior.”

Anfavea

Por outro lado, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, avalia que o projeto é desnecessário “Hoje eu considero que esse assunto já está amplamente regulamentado e já é cumprido por todas as montadoras. E, detalhe: seguimos o padrão de teste igual à legislação norte-americana, ou igual à legislação europeia. Então já estamos, nesse particular, totalmente alinhados do ponto de vista internacional.”

Tramitação

O projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, mas segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes de ser votado em Plenário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias




7 comentários em “Viação e Transporte aprova lei para teste de impacto de veículos

  • 06/04/2014 em 09:23
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    LUIZ MOAN> Olha cara, sabemos que a ANFAVEA não é flor que se cheire.. mas tu vendeu a tua alma pro diabo mesmo hein?
    Se é cumprido pelas empresas, pq não colocamos logo em teste aqui no país??
    tá com “medinho”?
    Ou é pq podemos descobrir, que alguns associados da ANFAVEA não colocam os mesmos pontos de solda? não colocam as mesmas ligas de aço? não colocam as mesmas e exatamente as mesmas travessas e pontos de apoio da gabine??
    TÁ COM MEDINHO DE COLOCARMOS PRA BATER AQUI??

    hmmmm… tu não me engana fio.. ainda mais alguém falando em niome da ANFAVEA… tu não é santo meu caro.. e muito menos essa organização ai.

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  • 03/04/2014 em 17:54
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    por q nao falam q o frete abaixou 30% ta um vergonha estava em dourados ontem e um fiasco valor dos frete to esperando esses dias tava um pouco melhor fizeram reportagem falavam de boca cheia do valor carreguei caarapo na coamo 69 r ton para xaxim sc e uma vergonha valor 2100 reais so diesel da 1200 e sao 775km quem ta ganhando so pode ser a coamo to indignado com isso assim vamo quebrar

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  • 03/04/2014 em 17:45
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    Fico admirado com as palavras do senhor Luiz Moan, que embora tenha nome de Brasileiro, tenta se justificar que fazem alguma coisa na Europa ou Estados Unidos. Não sei se ele sabe mas, aqui é Brasil e temos todo o direito sim de exigir nossos testes e ter nossas próprias exigências. Dane-se o que os gringos dizem, se a própria matéria diz que somos o quarto pais consumidor, então porque não podemos exigir à altura do consumo do mercado interno? É essa mentalidade egoísta e puramente egocêntrica que faz com que o país viva nesse buraco, por causa de brasileiros como esse! Aliás, falar que o pais é uma merda devido aos governantes ruins e agir dessa forma é ignorância pura! Se cada um faz sua parte, a cena muda…
    Mais uma vez, me admira que um presidente de uma associação tão grande, só visa os interesses comerciais e caga para o seu povo/cliente consumidor.

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  • 02/04/2014 em 19:53
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    Essas cabines frontais são uma vergonha quando se trata de segurança. Hoje mesmo tive oportunidade de ver a cabine de um Scania. Toquei nos painéis frontais e me impressionei da quantidade de PLÁSTICO que tem em toda a frente! Inaceitável! Se for aplicado um daqueles testes de impacto que usam nos Estados Unidos, todos esses “caras-chata” mal-fabricados iriam ser reprovados. Sinceramente: prefiro comprar um Scania cabine T 2008 ou um Volvo NH-12 do mesmo ano do que uma dessas carroças de hoje.
    Brasil: o país onde as montadoras pensam mais no dinheiro do que na segurança das pessoas.

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    • 03/04/2014 em 08:45
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      Realmente um jenio!!! Melhor o motor ir parar dentro da cabine, como nesses lixos frontais.

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