Caminhoneiro cai no golpe do consórcio

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O caminhoneiro autônomo Alessandro Pereira dos Reis queria aumentar sua renda e, para isso, planejou adquirir outro caminhão. Só que acabou fazendo consórcio de um imóvel. “O vendedor falou que não haveria nenhum problema, que eu poderia usar o saldo de caixa do consórcio para adquirir o caminhão”, conta.

A prática, segundo a gerente do departamento jurídico da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), Elaine da Silva Gomes, não é aceita. “Há regras. O consumidor deve verificar qual é o bem de referência a que ele tem direito no contrato. Os grupos são divididos por segmentos, que podem ser de bens ou serviços. Se ele adquiriu uma cota de imóvel, ele não pode trocar por um veículo. Agora, se ele entrou com a ideia de adquirir um caminhão, pode trocar por carros e motos”, explica.

Ela aconselha que o consumidor nunca confie em promessas verbais, e guarde panfletos e propagandas das empresas. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informa que é preciso verificar se existem reclamações contra a administradora no Banco Central ou nos Procons.

A entidade ressaltou, em nota, que é importante que o consumidor se informe sobre a quantidade de participantes que já aderiram, e, se o grupo já foi constituído, sobre a saúde financeira do grupo.

Promessa

Alessandro Reis disse que o vendedor da empresa, cuja razão social é Marconsor Representações Comerciais, no bairro do Tatuapé, em São Paulo, prometeu que o crédito seria liberado em 30 dias e pediu para que fosse depositado em sua conta pessoal R$ 2.200, que é uma espécie de seguro. “Só que o caminhão não saiu. Além do mais, o valor que eles me falaram das prestações seria de R$ 1.900, e recebi boletos de R$ 4.000, R$ 6.000”, diz.

A advogada da Abac ressalta que o consorciado só é contemplado através de sorteio ou lance. “O consumidor pode comprar uma carta contemplada, só que, para isso, a administradora tem que aceitar”, observa.

Polícia

O consumidor conta que tentou solucionar o problema e voltou a São Paulo, no último dia 16, mas não teve resultado. “Cheguei a fazer boletim de ocorrência. E já liguei para administradora informando que não queria mais o consórcio”, diz.

Empresa diz que cumpre a lei

A Marconsor, no Tatuapé, em São Paulo, que vendeu a cota de consórcio para Alessandro Pereira dos Reis, foi procurada insistentemente pela reportagem, mas, até o fechamento desta edição, não retornou aos contatos. Um atendente informou que a empresa cumpre a lei que trata do Sistema de Consórcio. “Temos uma ficha de check-up, com várias perguntas para que o cliente fique ciente de tudo. E, depois, a administradora liga para o cliente”, diz.

E ressaltou que a empresa não vende cota contemplada. “Além do mais, qualquer depósito é feito na conta do consórcio e nunca do vendedor”, frisa. A empresa vendeu uma cota da H Consórcio, que informou que Reis é consorciado, mas que não tem relação com a Marconsor. “A placa tinha um nome quando em fui lá a primeira vez e, depois, mudou”, conta Reis.image

“Se oferecer entrega imediata, é indício de golpe”

Qualquer tipo de negócio requer cuidado. Há empresas sérias, que estão há muito tempo no mercado. Só que há também fraudes. O consumidor deve desconfiar quando as vantagens são excessivas na comparação com outras empresas. Se um vendedor oferecer entrega do bem de forma imediata ou em poucos dias, isso é indício de golpe. No consórcio, só há duas formas de conseguir o bem, que são o sorteio e o lance. Só que o seu lance deve ser maior que o dos demais, e você não sabe quanto os outros estão oferecendo. A pessoa tem que saber para quando quer o bem. Se ela tem urgência, há outras opções, como o financiamento. Se todo mundo que procurasse o consórcio quisesse para o mesmo mês, isso tornaria o consórcio inviável.

O que o consumidor deve fazer antes de decidir participar de um consórcio?

Além de buscar referências, o consumidor deve procurar no site do Banco Central se a empresa administradora está cadastrada e qual é a sua reputação. Ele também não deve se iludir pela aparência da loja. Os fraudadores, muitas vezes, apostam no visual para enganar as pessoas. Há casos que empresas são constituídas e cotas são vendidas. Só que, na verdade, a cota não passa apenas de papel, não existe, não vale nada. E essas empresas fecham as portas pouco tempo depois.

Quais as vantagens de um consórcio?

Uma das vantagens é que não tem cobrança de juros. O consumidor vai pagar uma taxa de administração, além de um seguro e um fundo de reserva. Só que a contemplação ocorre por sorteio ou lance. Assim, ele vai ter que esperar.

Como é feita a restituição do dinheiro se o consumidor decide sair do consórcio?

De duas formas. Uma é 30 dias após o encerramento do grupo. Outra é mediante sorteio. Ele para de contribuir e o dinheiro fica guardado.

Fonte: O Tempo




3 comentários em “Caminhoneiro cai no golpe do consórcio

  • 30/07/2014 em 10:55
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    Parabéns pela matéria é muito importante para nós profissionais e empresários do Consórcio, que respeita o Próximo e que Trabalha com transparência e dignamente para a realização de um sonho.
    E isso mesmo, você que tem o interesse em fazer um consorcio não tenha medo. O consórcio é um dos investimentos mais seguros e com o melhor custo benefícios, mais antes verifique a procedência da empresa e se ela é realmente cadastrada no Banco Central.
    Não acredite em promessas, leia o contrato e conheça a empresa com que estar negociando.
    Eu sou Executivo de Vendas da Unifisa, uma empresa com mais de 22 anos no mercado, Trabalhamos com Todo tipo de Investimentos e Quitações de Financiamentos e Imóveis na Planta. Hoje o consórcio pode se programar uma estimativa de contemplação mediante um estudo de grupos com o recurso que o cliente tem para justificar o lance. O meu Diretor é o Sr. Luiz Fernando Savian. Presidente da ABAC Associação Brasileira de Administradora de Consórcio. Regional SP/ Capital.

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  • 24/06/2014 em 17:20
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    eu ja cai nesse conto o consoçio tadesco entrei e nao saia caminhao dei de entrada 8.000 reais fui na matriz em sao manoel la me diseram que era so casa isso foi rolo do gerente e do vendedor ai voltei em santo andre onde comprei gato por lebre coloquei o cano no fucinho do gerente dei 24h para me dar o meu dinheiro devolta ele mandou um motoboi em monguagua me levar o 8.000 eu realmente fiquei loco em pensar em perder toda minha enconomia ai fui por tudo ou nada era muinto dinheiro ano de 2000 mas resolvi poliçia nao adianta falar numa boa nao resolve aparti que a gente cai eles acha que samos troxa espero que voçe resolva tudo na santa paz e consiiga ter seu sonho

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  • 24/06/2014 em 16:11
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    Nunca consegui entender como o consórcio sendo uma boa medida para comprar um bem; Penso da seguinte maneira: A melhor pessoas para guardar o meu dinheiro é eu mesmo! Veja só, eu deposito todo mês um valor em uma conta poupança com debito automático e quando tiver o valor pretendido, compro o bem sem ficar alienando a ninguém e ainda posso negociar o preço. No consorcio você não pode tomar decisão e acaba ficando a mercê do que eles querem. Muitos irão me criticar, mas é o que faço, tem outros que dizem que não tem domínio suficiente para guardar o dinheiro e acaba pagando caro para que alguém o faça por ele. Os juros que você paga no consórcio, são desprezíveis, mas as taxas e IOFs., entre outros eleva sua perda para algo muito alto. Se você ajuntar o dinheiro, certamente comprará o bem em um período muito menor do que o período do consórcio e ainda não corre o risco de enganadores sumirem com sua grana. Outra boa opção é fazer um título de capitalização com debito automático em sua conta no banco, pois assim você não precisa de se preocupar com o pagamento das parcelas. Quando o bem subir de preço, você faz a atualização e fica sempre em dias com o que se pretende comprar. Não pague caro para os outros que as vezes é desconhecido guardar seu dinheiro que certamente é suado. Faça você mesmo e não pague para fazer o que deveria ser seu! Dinheiro bom [é aquele que está em seu poder. Se acaso no meio do caminho você decide fazer investimento em outro projeto, você não precisa pedir nada a ninguém que muitas vezes dificultará a sua decisão não liberando o dinheiro, pois cada parcela paga é o “lucro” que eles recebem sem nada fazer. Saia fora!

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