Eles resistem

DAF XF 2012 (1)




No geral, em qualquer conversa com caminhoneiros, o gosto por caminhões bicudos é indiscutível. Modelos como o Scania 113H, T124, Volvo NH e outros, mesmo que fora de linha a muito tempo, são o sonho de muitos. Mas, por causa das leis que envolvem o comprimento do veículo, e levam em conta o comprimento da cabine, a maioria desses modelos sumiram do mercado.

Hoje, Mercedes-Benz, com a linha Atron, e a International Caminhões, com o DuraStar, são as únicas montadoras que possuem modelos bicudos no Brasil. A Mercedes-Benz mantém ótimas vendas dos modelos, principalmente a autônomos, e a International vem crescendo nas vendas de seu modelo DuraStar, impulsionados por licitações vencidas para fornecimento aos governos, no programa PAC 2. A Ford vai lançar no próximo semestre o novo F-4000, que também tem ótima aceitação no mercado.

E por mais seguros que sejam os caminhões novos, a falta de uma área anterior ao para-brisa passa ao motorista uma sensação de dúvida em caso de acidentes. Realmente, o caminhão bicudo tem uma área deformável muito ampla antes de atingir a cabine, mas não podemos negar o avanço da tecnologia de segurança empregadas nos caminhões atuais.

Na Europa, nenhuma montadora fabrica caminhões bicudos, com exceção, novamente, da Mercedes-Benz, com o Zetros e o Unimog, mas que são veículos especiais e não tão comuns nas estradas daquele continente. Mercados como os Estados Unidos e Austrália tem predominância de caminhões bicudos. Os caminhões americanos são famosos no mundo inteiro por isso. Todas as montadoras vendem bicudos e os cara-chata são minoria.

Porém, falando de Europa, alguma empresas tem realizado o sonho dos donos de caminhões e criado caminhões bicudos, utilizando a plataforma de caminhões cara chata. Dois casos são muito conhecidos: O DAF XT, criado pela concessionária DAF De Burgh em Eindhoven, Holanda, para a empresa A. Jensen B.V. e o Scania T730 V8, criado pela Vlastuin Truckopbouw para a Vaex, na Holanda.

O modelo DAF XF usa o chassi e cabine de um DAF XF convencional, porém alongado, e teve a cabine afastada do motor, com a criação de um capô seguindo as linhas da DAF. O resultado é muito interessante. Foram dois modelos especiais feitos sob encomenda, e não há previsão de produção em linha. A grande vantagem desse modelo é que nada foi alterado, além da posição da cabine, por isso, qualquer manutenção é feita sem maiores problemas.

O outro modelo, criado pela empresa Vlastuin Truckopbouw, de Renswoude, também na Holanda, é um imponente Scania T 730 V8 para a empresa Vaex. O processo de criação foi muito próximo do modelo da DAF, mas o Scania foi criado com base nos Scania T, recebendo apenas um modificação na grade dianteira, para acompanhar a linha Scania 2013.

Scania T 730 V8 (9)Ele também recebeu diversos acessórios, saias laterais, para-choque traseiro modificado, e luzes extras, que o deixaram com muito estilo.

Na Europa, a poucos dias, foi liberada a criação de caminhões novos que poderão ser bicudos, visando a maior segurança dos usuários. Por mais que isso possa demorar, já que a criação de um caminhão novo pode levar mais de 15 anos, nos dá uma boa ideia de como poderá ser o caminhão do futuro, já que o Brasil se espelha muito na Europa em termos de legislação veicular (poluentes e segurança).




9 comentários em “Eles resistem

  • 18/06/2014 em 11:17
    Permalink

    Ainda creio que, houve sim um dedo da industria na elaboração dos limites de tamanho de para-choque a para-choque no Brasil. Posso estar errado até, mas tenho certeza que o custo de um volvo bicudo por ex seja bem maior que um avançado, e vamos combinar: Basta uma simples comparação no ebay e no mercado livre, pra você ver que um volvo fh dc12 comparado a um vnl também dc12 americano, de mesmo ano, mesma km, mesma potencia, tem as vezes o dobro do valor no brasil do que o “grandao” americano…

    Resposta
  • 15/06/2014 em 21:39
    Permalink

    O problema de bicudo e cara chata depende de vários fatores e não adianta muito mostrar exemplos vistos em outros países se o nosso parece não ter a capacidade de ver porque certas coisas funcionam lá fora e aqui não e nem justificativas sensatas dão.

    Nos EUA, até onde sei, o tamanho do caminhão trator não é um problema, mas do reboque e semirreboque. Aqui, o limite de comprimento é determinado pelo conjunto, então um bicudo que normalmente exige um comprimento maior do cavalo não é tão viável em composições maiores porque reduz o espaço que poderia ter mais carga, embora isso seja uma justificativa furada, visto que basta uma combinação diferente para o mesmo conjunto ter capacidade de carga igual ou até superior a um conjunto com cara chata, que se fosse feito neste último ultrapassaria o limite de carga estabelecido, então é possível compensar.

    Se em termos de área de deformação os bicudos se destacam, por outro lado e pode ser adotado em qualquer veículo, nos cara chata top sistemas como piloto automático adaptativo onde se programa a distância do veículo a frente é uma forma minimizar o risco de colisão.

    Não sei como funciona a legislação na Austrália, mas parece que é parecida com a nossa onde há limitações quanto ao comprimento do conjunto e capacidade de carga, mas nota-se onde há bicudo que existe configurações de eixos um pouco diferentes que podem equilibrar a capacidade de carga com relação àqueles onde há cara chata.

    Outra é que as vias por lá onde composições maiores transitam mesmo com pista simples, noto que a movimentação no geral não é intensa para outros veículos, e, claro, há respeito a legislação de trânsito. Aqui vemos condutores dirigindo dopados, com dificuldades em cumprir e lei do descanso por falta de infraestrutura, rodovias com demanda maior e com pontos de risco, impaciência dos condutores de veículos menores, então há um conjunto de fatores que acentuam os costumeiros acidentes. Todavia, não sendo diferente, na Austrália composições acima de 30m também têm limitação de circulação.

    Por fim, enquanto vejo em outros países semirreboques tipo graneleiro com vários eixos sendo alguns do tipo vanderleia com dois ou mais eixos distanciados, mas direcionais, comumente encontrados nos EUA e Canadá, e bitrens e Romeu e Julieta tracionados por veículos 6×2 cujos semirreboques passam de seis eixos em alguns casos, aqui criam restrições questionáveis tipo LS não pode ter 4 eixo, mas estimulam a oferta de cavalos 8×2 cujo uso passa a ser mais específico ainda.

    Resposta
  • 14/06/2014 em 23:38
    Permalink

    no caminhão frontal o parachoque é as pernas do motora que não sabe de uma historia de amigos que ficarão com as pernas presas em algum acidente pelas estradas da vida se o governo estivesse preuculpado com a segurança da galera não obrigaria a ter a tal licença para veiculo acima do comprimento que custa uma fortuna e tem que ter uma para cada estado do brasil uma federal e tem que ser renovadas anualmente.

    Resposta
  • 14/06/2014 em 22:34
    Permalink

    Como seria bom voltar o T da scania e o NH ja com visual do VNL 780! Lamentavel terem encerrado a produção deles no Brasil!
    Como alternativa tem o MB Atron, mas poderia ser confortável como seu irmão Actros.
    Pra provar como teria vendas pros bicudos esse vídeo mostra qual era o atrativo da fenatran 2011 ”Lonestar”: https://www.youtube.com/watch?v=ZwRNCTA4tYQ

    Resposta
  • 14/06/2014 em 18:31
    Permalink

    Montadora acha que caminhoneiro só sabe dirigir e que transportador só pensa na economia do diesel.

    Enquanto as outras só pensam em carretas de 30 paletes, a MB vai abraçando o mercado dos caminhões bicudos com seu Atron.

    Na minha opinião o Brasil é grande e precisa de caminhão do seu porte. Igual Estados Unidos e Canadá.

    Resposta
  • 14/06/2014 em 09:24
    Permalink

    Até que enfim, a Europa voltou a ir para o rumo certo! Os bicudos são muito mais seguros e confortáveis do que os caras-chata e sempre conseguiram puxar a mesma quantidade de peso, uma prova do que escrevo aqui é que sempre vi os Volvo NH e Scania 420 série T puxarem grandes bitrens por vários anos pelas estradas, ou seja, fazem o mesmo que os outros tipos de caminhões. Que Deus abençoe a cabine semiavançada! Vida longa para ela!

    Resposta
  • 13/06/2014 em 17:08
    Permalink

    Tem também a Iveco com o POWERSTAR que particularmente acho muito bonito! Alem que o POWERSTAR tem a cabine do Wi-Hay que é bem confortavel, mas com o bicudo vai ser melhor ainda já que o chão vai ser plano e vai até aumentar um pouco a altura por dentro já que não vai ter o motor embaixo.Enfim os modelos da Iveco são todos bonitos rsrs.

    Resposta
  • 13/06/2014 em 16:46
    Permalink

    Acho (é apenas uma opinião) que o Brasil deveria observar mais a Austrália e menos as Europa. Acho que a Austrália com seus road-trains é um exemplo para o Brasil, pois lá tem pouca ferrovia e muita pista simples (a topografia lá é mais plana). Interessante, agora falam que o bicudo é mais seguro, mas quando deixaram de fabricar no Brasil, disseram que a impressão de segurança era falsa. Ou será que o argumento era falso???

    Resposta
  • 13/06/2014 em 15:56
    Permalink

    eu ja venho a tempo falando sobre esse asunto eu sempre vivi no meio de carreteirro dos 18 anos ao 60 anos a unica coisa que eles gosta do frontal e bom para manobrar em lugar apertado e mas nada o brasil tinha que seguir os cxaminhoes bicudos americanos nos nao temos nada haver com a europa eu ja ate opinei num comentario sobre o intenational se continuar com frontal vai quebrar a cara outra vez mas sese trazer aguele modelo do programa hestory que se chama caminhoneiro gelo bicuda vai ficar gente na fila para comprar como tem o volvo bicudo 750 o 550 e o mas novo vt870 volvo se eu tivese dinheiro eu trazia uma dessas para mim nem que eu ficaçe engatado nom buck de 20 pes puxanado container o chapa de aço um abraço a todos os colegas

    Resposta

Deixe sua opinião sobre o assunto!