Banquete de empregos e um jogo arriscado (falta de motoristas).

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Muito tem se falado sobre a falta de motoristas nos estados de Mato Grosso do Sul, Goias, Mato Grosso entre outros estados, mostrando até imagens de pátios abarrotados de caminhões novos a espera de um profissional capacitado para entrar naquele bruto e trabalhar. Na contramão dessa historia, nos aqui do Blog do Caminhoneiro recebemos dezenas de currículos por mês de motoristas, muitas vezes com vasta experiência, desempregados a procura de um trabalho. Mas então porque isso ocorre? Porque esses caminhões estão no pátio e porque tantos currículos?

Ao meu ver o cenário de transporte do Brasil hoje se assemelha a uma grande mesa de “Self Service” para os motoristas e um jogo de batalha naval para os transportadores. Para os motoristas existe uma bancada gigantesca de alimentos (empregos) porém 70% composto de arroz, feijão e farofa (empregos normais como transporte de grãos), 20%  composto de salada (empregos bons mas difíceis de ficar por muito tempo) e 10% composto de filé mignon e picanha (emprego de cegonha entre outros). Com isso, ao meu ver, tem muito motorista não querendo comer feijão com arroz, que apesar de normal, é o que mais lhe sustenta e traz benefícios a saúde, deixando de lado a salada e querendo só o filé. Por que penso isso? O que mais vejo é pátio de transportadoras de grãos lotados de caminhões parados, motoristas que tinham ótimos empregos em transportadoras de produtos químicos pedindo demissão e implorando serviço em empresas singulares, na maioria das vezes sem exito.

Já para o transportador a contratação de motoristas é como um jogo de batalha naval, nele existem varias possibilidades de escolha, varias peças a serem escolhidas no jogo, porém existem peças que não lhe trarão resultado algum, apenas irá te manter no jogo e outras que lhe farão vencer a partida. Essas peças que te mantem no jogo são os motoristas comuns, sem experiência, mas que sabem fazer sua parte, ou seja, te mantem no jogo. Já as “peças chave” são aqueles motoristas que se você acertar na escolha ele te manterá no jogo, vai cuidar do seu bem e indicar peças melhores, mas essas peças são difíceis de se encontrar no jogo, você precisa de dicas (indicações) e sorte.

Eu como sócio proprietário de uma transportadora que começou do zero, com 1 caminhão, vejo que esta cada vez mais difícil de se achar “peças chave” no jogo ou algum motorista que queira se alimentar de “arroz feijão e alguma salada”. E também a dificuldade em conseguir segurar um motorista por muito tempo em sua empresa, porque mesmo a oferta sendo de “arroz feijão e salada” existem alguns no mercado diferenciados e como a grama do vizinho (ou prato neste caso) é sempre mais verde, eles sempre ficam pulando de emprego em emprego tentando achar um ideal. A experiência que tanto se fala, que agora os caminhões são mais tecnológicos q não sei oque é o de menos, porque um sujeito interessado em trabalhar pega o traquejo da profissão com 1 mês de ensinamentos de um bom profissional. Aquelas aulinhas de “entrega de caminhão novo”  que ensinam a mexer em gadgets que os concessionários oferecem não servem de nada.

Mas por outro lado também entendo o lado dos motoristas desempregados que não querem trabalhar em uma transportadora pra ser um “sojeiro”, afinal ali estão os piores salários e piores condições de serviço , e sim, está fácil para arrumar emprego hoje no Brasil.

É notável esta situação quando você conhece empresas que dão condições melhores aos motoristas, não faltam funcionários e sobram currículos, mas contra-partida são extremamente seletivas. Já as que sobram caminhões são as que menos valorizam o profissional, mas pegam qualquer um a laço, que saem dando quebra de asa pelas estradas.

A diferença disso tudo é que para o motorista o self service esta a sua vista, ele sabe e pode escolher o que quiser, sem risco algum, sabe que mesmo o arroz com feijão vai lhe manter vivo. Já o transportador esta num jogo sem muita escolha onde uma peça escolhida de forma errada pode lhe causar um grande prejuízo.

DICA: Mais vale um iniciante sem experiência alguma do que um veterano com 100 empregos na carteira (que demonstram que ele não teve compromisso com nem um deles em sua carreira)

Hélio David




Um comentário em “Banquete de empregos e um jogo arriscado (falta de motoristas).

  • 11/02/2017 em 19:38
    Permalink

    gostaria de saber se vcs conhece algum lugar que esteja precisando de motorista cat.D sem experiencia na carteira , tenho experiencia sem registro.

    Desde já agradeço a atenção.

    Segue abaixo meu currículo

    ELTON CARLOS NUNES PORTUGAL
    CNH- AD
    Rua Vitória Regia número 291 Jd. São Sebastião Hortolândia-SP CEP-13187-143 elton.portugal@hotmail.com – (19)98273-1350/ 98120-4552
    Disponibilidade para viagens
    Objetivo
    Motorista
    Ajudante de Motorista
    FORMAÇÃO ACADÊMICA E CURSOS
    MOPP-Movimentação Operacional de Produtos Perigosos.
    Ensino médio completo
    Soldador
    Informática
    Montagem de microcomputador
    EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
    Experiência S/R- Transporte Andrade
    Abril 2016
    Motorista Vuc
    Referencia (19)98237-8162
    Flextronics internacional “Motorola”
    – Jaguariúna, SP.
    Maio de 2014 a Abril de 2016
    Operador de Produção
    EPM Fechaduras (LA FONTE) – Campinas, SP.
    Junho de 2013 a Março de 2014
    Motorista entregador
    Nova Casa Bahia S/A – Hortolândia, SP.
    Março de 2012 a Janeiro de 2013
    Estoquista\Assistente técnico
    DM Martino distribuidora de doces Ltda. EPP.
    Campinas, SP-Outubro de 2009 a Abril de 2011.
    Ajudante de motorista / estoquista
    Arcelormital Gonvarri Brasil produtos siderúrgicos – Hortolândia, SP.
    Maio de 2006 a Abril de 2009.
    Operador de produção

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