BMC-Hyundai estima receita de R$ 900 milhões

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A BMC-Hyundai, joint venture da brasileira BMC e da coreana Hyundai Heavy Industries no setor de equipamentos de linha amarela, calcula terminar o ano com uma receita de R$ 900 milhões, 15% acima dos R$ 780 milhões do ano passado. A conta é de Felipe Cavalieri, presidente da companhia. Ele afirma que as compras feitas pelo governo, como parte do programa de distribuição de máquinas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), foram fundamentais para um resultado positivo em 2014.

No primeiro semestre, as vendas para o governo somaram cerca de R$ 200 milhões, um terço do total. Segundo o executivo, a empresa foi agressiva em suas propostas nas licitações, o que pressionou suas margens, mas ajudou a manter um bom nível de atividade.

Agora, o movimento tende a cair. Como as entregas de máquinas do programa do MDA terminaram em julho, a BMC-Hyundai não vai mais contar com esse cliente em suas planilhas no segundo semestre. A expectativa de Cavalieri é de um ritmo de negócios bem mais fraco de julho a dezembro. “O resultado vai cair pela metade”, afirma. Segundo ele, faltam investimentos em infraestrutura no país para impulsionar o setor.

A companhia fabrica escavadeiras, pás-carregadeiras e retroescavadeiras na sua fábrica inaugurada em abril do ano passado em Itatiaia (RJ). O investimento foi de US$ 180 milhões na unidade, que tem capacidade para produzir quatro mil equipamentos ao ano. Os outros produtos vendidos pela companhia são importados, da Hyundai Heavy Industries.

Para operar em um ritmo de plena capacidade da fábrica, o executivo diz que seria necessária uma melhora do mercado interno, com o desenvolvimento de projetos de infraestrutura. “Sou a favor de mais liberação de obras no país, como é o caso de projetos portuários e de concessões de ferrovias. Se conseguirmos destravar os investimentos, voltamos a ver fluidez no setor.”

Cavalieri acredita que 2015 também será um ano difícil para as empresas da área, já que é esperado um ambiente econômico desfavorável, com inflação em alta após reajustes de energia e combustíveis. “Acreditamos que o ano que vem será ainda pior que o restante deste ano”, diz.

Ele também é presidente da BMC, que fundou em 2007, e espera para a companhia uma receita de cerca de R$ 90 milhões neste ano. A empresa comercializa equipamentos das marcas Merlo, Link Belt Cranes, XCMG, Shantui, Terex / Finlay, Ammann e Daemo, além da Hyundai Construction Equipment, divisão de equipamentos de construção da Hyundai Heavy Industries.

À espera de um mercado mais difícil nos próximos meses, Cavalieri afirma que tem buscado alternativas de fidelização de clientes, com reforço do pós-venda e instrumentos que possam facilitar o financiamento e o seguro das máquinas. Ao mesmo tempo, tenta elevar as receitas com serviços de manutenção, revisão de máquinas e trocas de peças.

Fonte: Valor Econômico Texto de Olivia Alonso




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