Para fazer mais e melhor

Master-Driver_Agostinho




Engana-se quem imagina que o desafio do Melhor Motorista de Caminhão do Brasil é, apenas, dos motoristas que se inscrevem e participam da competição. O Master Driver de eventos da Scania, Agostinho Paixão do Nascimento, é o coordenador da Prova de Manobras das etapas práticas do MMCB e, durante o período da competição, enfrenta uma rotina pesada, viajando pelo País junto com a equipe de coordenação para realizar as etapas regionais. Nesta edição, serão 14, em 11 estados

Segundo Agostinho, a principal dificuldade é encontrar o lugar adequado para os testes de manobra e de percurso, e deixá-los bem preparados, especialmente nos locais onde a prova será realizada pela primeira vez, como são os casos das novas praças da Rota Oeste (Sinop/MT) e Rovema (Porto Velho/RO). “É lógico que a cada ano essas dificuldades vão diminuindo, pois as experiências anteriores nos ensinam a adotar alternativas novas e cada vez melhores, que sempre acabam dando certo”, relativiza o Master Driver, que em cada localidade conta com o apoio de funcionários da casa e da própria Scania para a montagem das áreas de testes. “No dia da prova, temos a ajuda de fiscais voluntários, também funcionários da casa local. Nossa responsabilidade é acompanhar bem de perto e coordenar a arbitragem deles”, completa.

O dia“D”

Com tudo pronto, a missão de Agostinho é se concentrar nas provas, de olho no cumprimento de todas as regras da competição. “A prova requer muita habilidade, além de presteza, pois, para conseguir a pontuação máxima, é necessário que as quatro etapas do teste (da Cancela, Garagem, Pinos e Alvo) sejam todas realizadas no prazo máximo de oito minutos”, destaca. Nem mesmo as trocas de sinais típicas entre os participantes passam em branco pelo coordenador de prova: “quando vejo logo aviso . Se ele persistir, será desclassificado”.

Todos que participam das provas do MMCB saem dali, na opinião do Master Driver, melhores profissionais. Mas eles reconhecem que os motoristas ainda enfrentam muitas dificuldades, especialmente na questão de conhecimento teórico. “A maioria é de profissionais qualificados, que conhecem muito a prática, mas quase nada de teoria. A baixa remuneração que recebem pelo trabalho, faz com que eles próprios não valorizem sua própria atividade, por isso é tão gratificante perceber o quanto o interesse deles cresce durante a passagem pelo MMCB. Em todas as palestras ministradas ao longo das provas, eles ouvem atentamente e assimilam as informações”.

O sentimento de missão cumprida

“Fazer o que se gosta é a melhor coisa da vida. Eu faço o que gosto e sou bem remunerado por isso, em vários sentidos, pois, como instrutor, eu ensino, mas também aprendo muito com os participantes”, faz questão de destacar o coordenador, afirmando que aprendeu, ao longo das competições, a maneira adequada de abordar os motoristas, tanto para oferecer-lhes a inscrição do concurso como na forma orientá-los melhor nas provas práticas.

No entanto, Agostinho considera como a maior conquista, o crescimento profissional daqueles que passaram pela competição. “Os vencedores anteriores deixaram um exemplo de perseverança e conquista, mudaram suas vidas profissionais e passaram a representar a marca Scania em muitos eventos. Veja o caso de Fernando Pitanga, vencedor da competição MMCB de 2010: estava desempregado na época. Hoje ele é proprietário de duas carretas, é um empresário bem sucedido. São histórias que atraem a moçada para a competição e fazem valer o nosso esforço.”

Fonte: Scania




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