Suécia autoriza bitrens com até 31,5 metros

Mega Caminhões Scania (1)




A Agência de Transportes da Suécia autorizou o Scania Transport Laboratory a operar caminhões articulados com um comprimento total de 31,5 metros – uma combinação que inclui dois semirreboques – no trajeto entre Södertälje e Helsingborg. Esta solução permite uma redução no consumo de combustível e das emissões de dióxido de carbono até 30% em relação à utilização de dois conjuntos tradicionais constituídos por trator e semirreboque, que têm um comprimento máximo de 18,75 metros.

Nos últimos seis anos, o Scania Transport Laboratory tem conduzido testes com megacaminhões em condições reais de operação, transportando mercadoria da Scania entre as suas unidades de produção em Södertälje, na Suécia, e Zwolle, na Holanda. A experiência demonstrou uma redução para metade nas emissões de dióxido de carbono por tonelada / quilômetro entre 2008 e 2012, graças a motoristas com formação adequada, veículos otimizados e uma baixa velocidade média. Outro passo foi agora dado para demonstrar que os veículos pesados têm potencial para reduzir dramaticamente as emissões de dióxido de carbono para 20 gramas por cada tonelada/quilômetro.

Mega Caminhões Scania (2)Atualmente, a legislação europeia limita o comprimento máximo de um semirreboque a 16,5 metros, exceto em países como a Suécia e a Finlândia. Para uma combinação trator e semirreboque, o comprimento máximo permitido é de 18,75 metros na maioria dos países europeus, sendo de 25,25 metros na Suécia e na Finlândia.

A Agência de Transportes da Suécia concedeu a autorização para a utilização de conjuntos rodoviários com 31,5 metros de comprimento, após a realização de testes que asseguram que aquele tipo de veículo não apresenta qualquer risco, designadamente em manobras evasivas de emergência. “O nosso serviço de longa distância não irá causar quaisquer alterações na fluidez de tráfego e conseguiremos manter com facilidade a velocidade legal máxima de 80 km/h”, assegura o diretor executivo do Scania Transport Laboratory, Anders Gustavsson.

Fonte: Transportes em Revista Texto de Carlos Moura




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