GREVE: Aumenta o número de rodovias interditadas por protestos de caminhoneiros em todo o País

greve dos caminhoneiros




Subiu para 56 o número de locais interditados por caminhoneiros em rodovias de todo o Brasil, segundo o último balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal), divulgado às 15h deste sábado (28). No começo da manhã, eram 38 pontos de bloqueio.

O Estado com a situação mais complicada continua sendo o Rio Grande do Sul, com 28 trechos de rodovias fechados por manifestantes. Também há estradas federais com bloqueios em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Maranhão e Rio de Janeiro.

Hoje cedo, na BR-392, em São Sapé (RS), um caminhoneiro matou outro atropelado. Ele furou o bloqueio e fugiu sem prestar socorro. O local continuou interditado durante todo o dia e foi liberado pouco depois das 16h. Mas, um grupo interditou a mesma rodovia na região de Ijuí, no km 638. A BR-285 também foi fechada na altura do km 529.

Desde a quinta-feira (26), policiais estão autorizados a aplicar multas de R$ 5.000 a R$ 10 mil aos caminhoneiros que insistem em manter os bloqueios. A Justiça de diversos Estados já autorizou que a polícia use a força, se for o caso, para desobstruir as rodovias.

A onda de protestos de caminhoneiros começou há dez dias e se estendeu por boa parte do País. A categoria pede a redução do preço do diesel e revisão do valor do frete. O pacote de medidas econômicas anunciado pelo governo acrescentou R$ 0,15 ao preço do litro do diesel.

O governo chegou a fechar um acordo com os caminhoneiros, na quarta-feira (25), para pôr fim ao movimento. O Planalto prometeu sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro, além da criação, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, de uma tabela referencial de frete.

A situação não mudou nos últimos dias e há locais enfrentando problemas de abastecimento, principalmente de combustível. Leite tem sido jogado fora por produtores que não conseguem retirá-lo das fazendas, devido à falta de caminhões. Em algumas cidades, a polícia tem que escoltar os caminhões-tanque que levam gasolina.

Fonte: R7




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