GREVE: ‘Continuamos fortes, diz caminhoneiro após buzinaço em Maringá-PR

greve dos caminhoneiros - maringa




Um buzinaço que reuniu quase uma centena de veículos deixou o trânsito na região central de Maringá ainda mais movimentado na manhã de sábado (28). Dezenas de caminhoneiros e inúmeros motoristas de carros de passeio e motocicletas participaram de uma carreata em protesto contra o governo federal e a favor da greve dos caminhoneiros.

De acordo com agentes da Setrans, o protesto teve início na Avenida Dr. Gastão Vidigal, percorreu toda a Avenida Brasil e um trecho da Avenida Colombo, entre 10 horas e o meio-dia, quando a carreata foi encerrada em frente ao Posto G10, na PR-317, saída para Astorga.

Segundo informou o caminhoneiro Luiz Araújo, 33, que estava com seu caminhão estacionado na PR-317, a greve continuará pelos próximos dias. “A gente calcula que estão aqui parados hoje uns 3.500 caminhões. A fila de caminhões aqui é de pelo menos quatro quilômetros. E voltaremos a bloquear o outro trecho da PR-317, próximo ao Ceasa. Estamos mais fortes, a população nos ajuda dando dinheiro, água e comida”, disse.

População adere

No Centro, um grande número de pessoas fazia compras em função das promoções da Maringá Liquida quando o protesto dos caminhoneiros chegou até a Avenida Brasil. Além do buzinaço, faixas com os dizeres “Luto Transporte” e “Fora Dilma” estimularam a população a aderir ao protesto. “Eu apoio o protesto. Não só os caminhoneiros, mas o comércio todo tinha que parar”, comentou o aposentado Antônio Costa, 71, que acompanhava da calçada a carreata dos caminhoneiros.

Passageiros em motocicletas e carros, além de pedestres, filmavam o buzinaço e davam sinal de apoio aos caminhoneiros, muitos deles acompanhados com toda a família na boleia do caminhão. Ao passar pelo carro da reportagem, um motociclista pediu com ênfase a cobertura dos fatos. “Registrem tudo lá. Temos que tirar aquela mulher (a presidente Dilma Rousseff) de lá”, gritou o motociclista enquanto subia a Avenida Brasil em direção à Praça 7 de Setembro.

Mesmo alegando que o protesto segue cada vez mais forte, alguns dos bloqueios de caminhoneiros tiveram o encerramento decretado, após liminar da Advocacia-Geral da União (AGU) determinar multa de R$ 5 mil por hora aos donos de veículos que continuassem bloqueando rodovias federais na região de Maringá.

Fonte: O Diário de Maringá




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