RESULTADOS DA GREVE: Caminhoneiros terão nova rodada de negociações com o governo federal hoje

greve dos caminhoneiros - 2015




Quando a categoria resolveu dar um voto de confiança ao governo federal, a classe, que havia organizado em vários estados protestos com os bloqueios de rodovias, decidiu por finalizar o movimento devido aos avanços nas negociações com o governo, marcando para esta terça-feira (10) uma nova rodada de negociações em Brasília.

Conforme um dos interlocutores dos caminhoneiros do Sudoeste, Janir Bottega, que está na capital e acompanha desde o início as negociações, até a tarde de ontem o grupo de trabalho que vai participar da reunião representando os caminhoneiros não havia sido definido. Por tanto, ele não soube informar se estará presente no encontro de hoje. Contudo, adiantou que esta será a primeira reunião realizada com o grupo de trabalho formado, que deverá reunir grandes empresários ligados ao setor, o governo como mediador e os representantes dos caminhoneiros, ou seja, será um encontro que reunirá os mais diversos segmentos do transporte de cargas, desde autônomos, grandes e pequenas empresas e cooperativas de transporte.

De acordo com Bottega, segundo o que está circulando nos bastidores da classe, no Estado de Santa Catarina os caminhoneiros estudam retomar os manifestos na sexta-feira (13), se não houver negociação no dia 10. Contudo, não há nada confirmado até o momento. Ele também disse que está confiante quanto ao avanço das negociações com o governo, mas informou que por ser um movimento que cresceu espontaneamente e não teve uma liderança específica, tudo pode acontecer.

Quando houve a decisão de dar um voto de confiança ao governo federal e paralisar os manifestos, nem todos os caminhoneiros concordaram, o que provocou uma divisão no movimento. No entanto, o movimento acabou perdendo força e no final todos aceitaram dar uma trégua nas manifestações. Contudo, a parte da classe que discordou inicialmente, ameaça retornar com as manifestações. Esse retorno, ao que tudo indica, dependerá dos avanços obtidos nesta nova rodada de negociações.

Negociações

Segundo Bottega, na primeira fase de negociações houve avanço em três pontos, que eram os principais da pauta de reivindicações: o primeiro a sanção da Lei dos Caminhoneiros sem nenhum veto, que foi cumprida pela presidente Dilma Rousseff no dia 2 de março; a carência de um ano para pagamento das parcelas de financiamento do Pró-caminhoneiro e Finame; a criação de uma tabela referencial de fretes a ser intermediada pelo governo federal. Houve também um quarto ponto que foi o congelamento do preço do óleo diesel pelo prazo mínimo de seis meses.

Sendo assim, na reunião de hoje, ele informou que deverão ser discutidos alguns detalhes que ficaram pendentes sobre dois pontos: um sobre carência no pagamento das parcelas de financiamento do Pró-caminhoneiro e Finame, sendo que não foi definido quem terá o direito à carência. O segundo ponto é sobre a criação de uma tabela referencial de fretes.

Bottega comentou sobre a questão da tabela do frete, que ele considera ser o ponto principal e mais importante da reunião, a princípio o que havia sido discutido seria a criação de uma tabela referencial para o frete. Contudo, a classe entende que há a necessidade de ser estipulada uma tabela de preço mínimo. “A classe entende que por ser referencial, não terá uma obrigatoriedade de ser cumprido e então se passou a entender que tem que ser uma tabela de preço mínimo por quilômetro rodado”.

Além disso, há outros pontos de negociação referentes à tabela, que na primeira conversa com o governo, uma nova parcela da classe dos caminhoneiros apresentou ao governo. Este grupo também apresentou outros itens, como o pedido de revisão sobre a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos impostos sobre o combustível, a abertura de uma linha de crédito no valor de R$ 50 mil para os pequenos empresários do setor, que não tiveram acesso ou não procuraram o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e uma reserva de mercado, de 40% dos produtos, principalmente industrializados, para os autônomos através das cooperativas.

Fonte: Diário do Sudoeste




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