Caminhoneiro é atacado por flechas em bloqueio de índios na BR-174

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Um caminhoneiro de 70 anos teve a carreta atingida por três flechadas nesta quarta-feira (20) enquanto passava por um bloqueio da BR-174 entre Vilhena (RO) e Comodoro (MT). No local, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 70 indígenas da etnia Nambikwara estão cobrando pedágio. A polícia informou que duas flechas atingiram a lateral da carreta e a terceira a parte traseira, perfurando a lona e a madeira do veículo.

Segundo o motorista José Silva da Costa, os índios o atacaram após ele negociar o pagamento de R$ 20 para o pedágio. Ele alega que não tinha o valor de R$ 50 pedidos. “Ao parar no bloqueio abri o vidro e entreguei o dinheiro. No momento que estava saindo ouvi um barulho e vi que estavam jogando pedra no para-brisa. Neste momento firmei o motor e saí com medo”, afirma.

O caminhoneiro diz que no momento do ataque não percebeu as flechadas no caminhão. “Depois que vi pelo retrovisor uma das flechas penduradas do lado direito do veículo, balançando. Não entendi porque me atacaram”, conta José. O motorista alega que no local de bloqueio na BR-174, os índios cobram R$ 50 para a passagem de caminhões, R$ 25 para carros e R$ 15 para motos.

Após perceber que a carreta havia sido atacada com flechadas, José parou no posto da PRF em Vilhena para registrar ocorrência. “É uma situação difícil, pois não estamos acostumados com essas coisas. A gente está trabalhando”, desabafa.

Local onde índios estão cobrando pedágio na BR-174
Local onde índios estão cobrando pedágio na BR-174

De acordo com a PRF em Vilhena, a Polícia Federal (PF) foi acionada para fazer a perícia na carreta de José. Desde domingo (17), quando a cobrança de pedágio iniciou na BR-174, mais de 20 ocorrências por extorsão foram registradas por caminhoneiros no posto.

O inspetor da PRF em Vilhena, João Lobato, informou que a área onde está ocorrendo à cobrança de pedágio é de jurisdição do Mato Grosso, que já está trabalhando a fim de encerrar o bloqueio. “Todas as autoridades, como Ministério Público Federal (MPF), estão cientes do problema. Encaminhamos as ocorrências registradas em Vilhena e estamos aguardando que seja tomada alguma providência por ordem do Ministério da Justiça para reestabelecer a ordem no local”, ressalta Lobato.

Fonte: Rede Amazônica




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