Roubo de cargas sobe 26,3% em Jundiaí-SP e assusta caminhoneiros

caminhoneiros jundiai




Para os caminhoneiros que trafegam pelo trecho de Jundiaí, olhar constantemente para o retrovisor e os espelhos laterais não é apenas uma necessidade para a condução de seus veículos, mas também um reflexo do medo de serem abordados por quadrilhas especializadas em roubos de cargas. Em Jundiaí, o índice dessa modalidade de crime subiu 26,3% comparando os meses de janeiro a maio deste ano com o mesmo período do ano passado.

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, divulgados esta semana. Eles apontam que nos cinco primeiros meses de 2015, 48 roubos de carga foram registrados em Jundiaí. No mesmo período do ano passado, foram 38 ocorrências e, ainda, de janeiro a maio de 2013, 36.

Para o caminhoneiro Marcos Roberto da Silva, 38 anos, a justificativa para esse aumento da criminalidade é a concentração de grandes empresas no eixo logístico Campinas – São Paulo, do qual Jundiaí é a ligação. “Tem grandes depósitos, empresas de logística, armazéns e indústrias de eletr&ocirocirc;nicos por aqui, por isso é muito visado”, avaliou.

Motorista há 12 anos, ele nunca foi assaltado, mas conhece muitos colegas que vivenciaram o medo ao serem rendidos por criminosos organizados com armamento pesado. “Quando eles assaltam estão sempre em grupo, são vários carros que cercam. A gente tem que dirigir com atenção redobrada. Qualquer sinal diferente na estrada já gela a espinha. Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro I são as vias mais perigosas, principalmente aqui no trecho de Jundiaí.”

Também caminhoneiro há 12 anos, Clodoaldo Cândido Vieira, 39, optou por não dirigir mais à noite, justamente para reduzir o risco de ser assaltado e ter a carga que transporta roubada. “Por sorte a empresa em que eu trabalho não exige isso de nós, então à noite eu encosto e durmo. Só viajo durante o dia para diminuir o risco. Muitos colegas já foram assaltados e está cada vez pior.”

Para ambos, falta policiamento nas rodovias. “Precisaria ter pelo menos três vezes mais postos da Polícia Rodoviária. A gente tem que andar muito para encontrar um. Se estivermos numa situação de risco, nem dá tempo”, sugere Marcos. Patrulhamento rodoviário mais constante também foi citado por ambos os motoristas como uma opção que poderia reduzir os números atuais.

Até o fechamento desta edição, a Polícia Militar não respondeu aos questionamentos a respeito do efetivo empregado em combate aos roubos de carga em Jundiaí e Região, tanto nas rodovias quanto dentro dos municípios.

Fonte: Jornal de Jundiaí Texto de Carina Reis




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