Brasdiesel, um marco de Caxias e do país




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A arrojada sede da Brasdiesel em meados dos anos 1960, com os primeiros caminhões Scania estacionados na fachada.

Os atuais trabalhos de ampliação da Brasdiesel, que farão da unidade caxiense, na Rota do Sol, a maior concessionária de caminhões Scania do mundo, remontam ao início da empresa em Caxias do Sul, há mais de meio século.

Denominada Brasdiesel Comercial e Importadora Ltda, a revendedora foi fundada em 9 de setembro de 1957 por Olinto Biazus, Angelo Zanandrea e Valdir Tregansin, em uma área de mais de 3,5 mil metros quadrados, na Av. Júlio de Castilhos, 777, esquina com a Rua Humberto de Campos.

Já o ano de 1958 marcou a sua transformação em sociedade anônima, sob a razão social de Brasdiesel S.A. Comercial e Importadora, e o início da construção da arrojada sede própria, assinada pelo arquiteto Hugo Grazziotin. Um ano depois, em 1959, um monumental conjunto edificado sob os auspícios do modernismo, com apurado refinamento construtivo e formas ímpares, distinguia-se na arquitetura até então praticada na cidade.

Inauguração e bênção do complexo da Brasdiesel em 1962, com a presença do prefeito Armando Biazus (à direita)
Inauguração e bênção do complexo da Brasdiesel em 1962, com a presença do prefeito Armando Biazus (à direita)

Já em 15 de junho de 1960, um excepcional evento marcou a sede, com a entrega das três primeiras unidades de caminhões Scania produzidos em solo nacional. Foi quando a Brasdiesel tornou-se a primeira concessionária nomeada e reconhecida no Brasil para atuar nos 209 municípios do Rio Grande do Sul.

Caminhão Scania em foto promocional defronte ao Monumento ao Imigrante
Caminhão Scania em foto promocional defronte ao Monumento ao Imigrante
Empresa completará 60 anos em 2017
Empresa completará 60 anos em 2017
Caminhão defronte à sede da empresa, na Av. Júlio de Castilhos
Caminhão defronte à sede da empresa, na Av. Júlio de Castilhos

Fotos históricas

No Facebook da Brasdiesel, um álbum temático traz diversas fotos antigas dos primórdios da empresa. Na imagem abaixo, de 1962, a direção da empresa faz a entrega do caminhão Scania número 200, adquirido pela Transportadora Galiotto. Da esquerda para a direita vemos os senhores Newton del Tedesco, gerente de vendas da Scania; Olinto Luiz Biazus e Lodovino Biazus; as jovens Sophia Iris Sauer, Jane de Carli Perini e Rita Almeida, secretárias da Brasdiesel; Valdir Tregansin e Angelo Zanandrea, diretores da Brasdiesel; e Dorvalino Galiotto, presidente da Transportadora Galiotto. Agachados estão os funcionários da concessionária Valde Perini, Vilson Biazus, Carlos Rech e Jari.

Diretores e funcionários da Brasdiesel durante a entrega do caminhão 200
Diretores e funcionários da Brasdiesel durante a entrega do caminhão 200

Em meados dos anos 1960 também houve um desfile de caminhões pelo Av. Júlio, em comemoração à venda dos primeiros 500 caminhões (foto abaixo). O proprietário do caminhão 500 foi o senhor Alcides Postali, que recebeu as chaves do diretor Angelo Zanandrea.brasdiesel-5

Diretor Angelo Zanandrea entrega a chave do caminhão número 500 para Alcides Postali
Diretor Angelo Zanandrea entrega a chave do caminhão número 500 para Alcides Postali

O imóvel

Desde 2002, o imóvel não é mais de propriedade da Brasdiesel, pertencendo agora à incorporadora Fisa. Protegido pelo Patrimônio Histórico, o complexo agora está no centro de um embate pela preservação.

A Fisa sugere manter apenas o prédio principal e, ao lado dele, na Av. Júlio (construção posterior à original de 1959), erguer um centro médico de 20 andares. Segundo o Plano Diretor, o complexo elenca o conjunto de imóveis fora do Centro Histórico que, mesmo sem estarem tombados, já estão protegidos.

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O complexo da Brasdiesel, na esquina da Júlio com a Humberto de Campos, em meados dos anos 1960

 

A sede da Brasdiesel nos anos 1970, já com intervenções e logotipo na fachada.
A sede da Brasdiesel nos anos 1970, já com intervenções e logotipo na fachada.

Portanto, para a demolição de uma parte também há a necessidade de uma lei especial, que precisa da aprovação do Legislativo. A questão será debatida na próxima reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc), em data a ser definida.

Fonte: Pioneiro




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