Rodas forjadas de alumínio têm maior resistência e autonomia superior comprovadas no mundo dos transportes




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O alumínio é um dos metais mais leves disponíveis no mercado. Seu peso específico é cerca de um terço do peso do aço. Para o segmento dos transportes, isso significa redução expressiva do consumo de combustível, menor desgaste de pneus e maior eficiência na capacidade de carga. Um ônibus ou um caminhão de porte médio chega a pesar 700 kg a menos se tiver uma carroceria de alumínio, em vez de uma similar de aço.

Diminuir o peso de caminhões e carretas, com alumínio, permite aumentar a carga útil transportada a custos menores, sem exceder os limites de peso rodoviários estabelecidos pela Lei da Balança. Em locais cujo acesso de caminhões e carretas é restrito, o uso do metal potencializa também a capacidade de carga de veículos leves e semipesados. Ou seja, roda-se mais gastando menos quando utiliza o alumínio. A redução de uma tonelada no peso dos veículos na linha dos eixos (massa não suspensa), por exemplo, economiza, a cada 100 mil km, cerca de 1.500 litros de diesel para veículos de nove eixos.Um veículo que usa 14 rodas de alumínio tem uma redução de até 300 kg em seu peso total. Cada vez mais o mercado brasileiro vem percebendo este benefício, mas certamente ainda há espaço para o crescimento desta aplicação no País. Em mercados considerados mais maduros, como por exemplo o norte-americano, cerca de 70% da frota pesada já são equipadas com rodas de alumínio forjadas.

De acordo com uma pesquisa elaborada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), 77% dos caminhões transitam com excesso de peso pelas rodovias do País. A sobrecarga varia de 10 a 30% do peso máximo permitido. A irregularidade mostra que os caminhões multados em todo o país, no primeiro semestre do ano passado, somaram mais de 72 mil toneladas em carga conforme o Núcleo de Estatísticas da Polícia Rodoviária Federal. Para transportar todo esse volume excedente, seriam necessárias mais de 1.900 viagens com modelos bitrens com capacidade de carga de 37 toneladas.

No caso da nova lei da balança, mais rígida para o segmento canavieiro, uma das saídas para evitar que implemento ultrapasse o limite pode estar no uso de rodas de alumínio. No ano passado, por exemplo, muitas empresas dos setores sucroenergéticos tiveram de se readequar e algumas até arcar com multas pesadas, uma vez que a responsabilidade pelo excesso da carga transportada passou a ser da usina.

Ao refletir sobre todos esses números, podemos entender melhor como investimento em rodas de alumínio pode ser facilmente revertido em financeiros. A Transportadora Santa Izabel, por exemplo, constatou que após a aplicação das rodas de alumínio em sua frota houve uma economia de combustível de 2,1% e uma redução no consumo de pneus de 10,5%. Operacionalmente, a empresa sediada no Mato Grosso do Sul também afirma que passou a carregar 1000 litros a mais de diesel após a troca das rodas.

Já a Expresso Serrano, localizada em Cariacica (ES), ao usar as rodas de alumínio obteve a redução de 3% no consumo de combustível. Outro benefício apontado pela transportadora é a oportunidade de poder carregar 800 kg a mais de carga.

A Belo Santa, especializada no transporte de cal virgem, usa rodas de alumínio desde 2012 e tem observado uma redução de consumo de óleo diesel de 2,5% e diminuição no desgaste de pneus em 9,5%. Com relação à capacidade de carga, o ganho foi de 500 kg.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) identificou que o uso de rodas de alumínio é uma das principais tecnologias encontradas pelos frotistas para aumentar a autonomia da frota e consequentemente reduzir o consumo de combustível.

Outras vantagens do uso das rodas de alumínio estão na sua maior resistência se comparada com as de aço. De acordo com o teste JWL-T (Japan Light Alloy Wheels Standard), que simula a deformação de uma roda de um veículo pesado a 50 km/h após o impacto, onde é apresentado o grau de deformação do modelo de alumínio versus a de aço, o resultado foi uma maior avaria no componente fabricado com metal pesado. Outro teste de resistência mostra que para deformar 5 cm do diâmetro de uma roda de alumínio, é preciso usar uma força cinco vezes superior que na de aço.

Com tudo isso, é possível considerar que as rodas forjadas de alumínio são as melhores opções aos caminhoneiros e aos transportadores para levar mais e gastar menos.

Rodrigo LealDiretor do Negócio de Rodas da Alcoa na América do Sul




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