América Latina pode poupar 40 mil vidas com regras sobre segurança veicular




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Um relatório divulgado pelo Global NCAP (Programa de Avaliação de Carros Novos) e pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aponta que a adoção de regas básicas recomendadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) sobre segurança veicular em países da América Latina pode evitar 40 mil mortes e 400 mil sequelas graves até 2030 em acidentes de trânsito.

As indicações mínimas para que os veículos fiquem mais seguros são referentes à obrigatoriedade de instalação de cintos de segurança e ancoragens; proteção para ocupantes em impacto frontal; e proteção para ocupantes em impacto lateral.

A análise fez a estimativa com base em dados da Argentina, do Chile, do México e do Brasil, estipulando normativas de segurança mínimas para veículos por meio dos programas de testes de colisão.

“Alguns países da América Latina iniciaram o processo legislativo e agora estão aplicando algumas normas similares às da União Europeia e às de outras regiões industrializadas; mas continua existindo uma brecha significativa entre as normas de segurança dos veículos regulados nas regiões industrializadas com as da América Latina. Em particular, os testes de impacto frontal e lateral deveriam ser obrigatórios e aplicados a todos os carros novos que fossem vendidos em toda a região da América Latina, devendo isso ocorrer o mais rápido possível”, diz o coordenador de Segurança Viária do BID, Dalve Soria Alves.

Década de Ação pela Segurança no Trânsito

Ampliar a segurança dos veículos é uma das estratégias estabelecidas pela ONU para reduzir as mortes e feridos em acidentes de trânsito. A meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, iniciada em 2010, é reduzir as estatísticas pela metade até 2020.

O fórum das Nações Unidas sobre a harmonização das regulamentações sobre veículos elencou sete padrões de segurança que são considerados os mais importantes de serem adotados pelos países. Elas dizem respeito a cintos de três pontos, cintos de segurança e cadeirinhas para as crianças, redução de danos em colisões frontais e laterais, sistema eletrônico de estabilidade (que corrige a trajetória do veículo em momentos de risco, como em curvas rápidas, por exemplo) e proteção para pedestres (sistema capaz de reduzir riscos de atropelamentos). No entanto, apenas 40 dos 193 países que são membros da ONU aplicam as sete regulações mais relevantes.

Fonte: Agência CNT de Notícias




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