Coluna Mecânica Online – Compatibilidade eletromagnética e supressão de interferências no automóvel

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O desenvolvimento de um veículo passa por muitas fases atualmente. Com o aumento de tecnologias é preciso atentar para que o sistema elétrico de um automóvel possa funcionar de forma isolada, sem sofrer interferências com a proximidade de outros sistemas.

Dessa forma, a compatibilidade eletromagnética (CEM) é a qualidade de um sistema elétrico, de se manter neutro com a proximidade de outros sistemas. Ele não perturba esses sistemas e não se deixa influenciar por eles.

Devido aos riscos de comportamentos imprevisíveis, tais como freios sendo acionados abruptamente, deve existir em projetos de veículos a preocupação com a geração e com a recepção eletromagnética.

Aplicado ao veículo, isto significa que os diferentes sistemas elétricos e eletrônicos instalados como sistema de ignição, injeção eletrônica, ABS/ASR, airbag, central multimídia, telefone celular, sistema de navegação, etc., devem poder funcionar uns próximos aos outros sem influência recíproca.

Por outro lado, o veículo deve ter um comportamento neutro como sistema no seu meio ambiente, isto é, não deve influenciar eletricamente outros veículos ou a transmissão de rádio, televisão e outros serviços por rádio (interferência radiada).

Ao mesmo tempo o veículo deve continuar funcionando plenamente na presença de outros campos, p. ex. nas proximidades de transmissores (imunidade a interferências).

Por esses motivos, os sistemas elétricos para veículos e também os veículos como um todo devem ser equipados de tal maneira que sejam compatíveis eletromagneticamente.

Fontes de interferência

Rede de bordo, ondulação – O alternador alimenta a rede de bordo com uma corrente alternada retificada. Apesar da retificação através da bateria do veículo fica uma ondulação residual. Sua amplitude depende da carga da rede de bordo e da fiação. Sua frequência se altera com a rotação do alternador ou do motor. A oscilação fundamental está na faixa dos kHz. Acoplada ao sistema de som do veículo por via galvânica ou indutiva, a oscilação se apresenta com um chiado nos alto-falantes.

Rede de bordo, impulsos – Ao ligar-se consumidores, são gerados impulsos nos cabos de alimentação. Por um lado, eles penetram diretamente através da alimentação de tensão (acoplamento galvânico) e indiretamente por acoplamento através de cabos de conexão (acoplamento indutivo e capacitivo).

No caso de falta de ajuste, provocam falhas de funcionamento, chegando inclusive a destruir sistemas vizinhos.

Para garantir que não ocorram funções inaceitáveis na rede de bordo, deve ser encontrada uma solução otimizada para tornar as fontes de interferência (locais que geram interferências) compatíveis com os receptores de interferências (dispositivos susceptíveis) para cada veículo.

As amplitudes dos impulsos (diferentes para redes de bordo de 12 V e 24 V) são divididas em categorias.

Ao definir-se o nível permissível da interferência radiada, das fontes de pulsos e da imunidade necessária dos receptores de interferências, ocorre uma adaptação, de modo que seja prevista para todas as fontes de interferência de um veículo uma categoria pelo menos abaixo dos receptores de interferência (p. ex. unidades de comando), e levando em conta uma segurança contra interferências.

A escolha das classes de supressão de interferências é feita de acordo com o esforço necessário para suprimir as fontes de interferência ou proteger os dispositivos susceptíveis.


Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.




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