Indústria ferroviária aguarda definições sobre repactuação das concessões

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A prorrogação dos prazos das concessões com a repactuação dos contratos vigentes das concessionárias ferroviárias de carga é esperado com ansiedade pelo setor. As negociações dos termos da repactuação com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) começaram em junho de 2015 quando o Programa de Investimentos em Logística (PIL) foi lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff. À época, o governo federal sinalizava uma série de investimentos estimados em R$ 16 bilhões.

As tratativas mais avançadas são com as concessionárias Rumo Logística, VLI e MRS. A decisão deve sair após a definição da medida provisória (MP) que deve estabelecer regras da repactuação dos contratos vigentes e também de audiências públicas a serem realizadas em paralelo. “Nossa expectativa é de que a assinatura da repactuação da Rumo aconteça este ano. Após essa primeira, esperamos que os contratos da VLI e MRS saiam mais rapidamente ainda no primeiro trimestre de 2017”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.

Para Abate, a celeridade no processo é fundamental uma vez que a demora na repactuação dos contratos coloca em risco o ritmo da produção dos fabricantes de vagões e locomotivas e de toda a sua cadeia produtiva em 2017. “Ao conseguir equacionar os contratos junto ao governo, os investimentos previstos das operadoras em melhorias na via permanente, aquisição de material rodante e expansões serão mais imediatos. Para a indústria ferroviária, isso significa uma continuidade no volume de contratos com concessionárias e a manutenção da mão de obra atual”, afirma.

A preocupação com a estabilidade dos volumes produzidos no próximo ano é fundamentada pelos resultados satisfatórios que a indústria ferroviária vem registrando nos últimos anos. Em 2015 foram entregues 4.700 vagões e 129 locomotivas, este último recorde histórico no segmento. Para 2016, a previsão é entregar 4.000 vagões e 100 locomotivas, número que está dentro da média esperada para a década atual, segundo o presidente da Abifer.

Renovação da frota

Além dos investimentos imediatos citados acima e a estabilidade do setor, para o presidente da Abifer a rápida definição em torno das concessionárias pode acarretar também no destravamento de investimentos a curto prazo, especificamente na renovação da frota de vagões e locomotivas com mais de 40 anos, o que geraria um acréscimo de 10% na contratação de mão de obra.

“Nossa estimativa é que com investimentos neste sentido, além de manter os empregos atuais, a indústria que compreende os fabricantes de vagões e locomotivas e a sua cadeia produtiva pode vir a contratar até 2.000 mil trabalhadores”. A indústria ferroviária emprega cerca de 20 mil pessoas diretamente, das quais oito mil estão ligadas à fabricação de vagões e locomotivas.

Este novo cenário que começa a ser construído para o modal ferroviário e seus desdobramentos estarão em pauta na NT Expo – 19ª Negócios nos Trilhos que acontece de 8 a 10 de novembro no Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho, em São Paulo. Para Abate, o encontro tem extrema importância para que indústria possa expor seus produtos, inovações e serviços para o público alvo que vai ao evento ávido em busca de novas soluções e tecnologias. “A NT Expo é um evento tradicional e consagrado, muito esperado pela possibilidade de realização de networking e a troca de experiências e informações durante os congressos”, avalia.

Fonte: Divulgação




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