O medo do “L” e o ajuste parcial dos freios dianteiros




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Existem várias lendas no universo dos carreteiros. Uma das mais famosas é o efeito e as causas do “L”. Uns falam que é frear na chuva, outros falam que é usar manete do reboque, outros falam que tem a ver com o ajuste dos freios dianteiros. E por aí vai.

Mas o que é realmente o efeito “L”?

O efeito L se dá por uma quebra na estabilidade da carreta sobre a quinta roda e pode ocorrer por várias razões diferentes. Dentre elas: freadas com manete em curvas, freios mal regulados do cavalo, reboque que empurra o cavalo mecânico e velocidade inadequada da composição.

Uma prática bem comum e que deve ser evitada, é a regulagem com folga “a mais” do freio dianteiro. Pela lógica de funcionamento, não há nenhum ganho ou diminuição de riscos, e sim o desequilíbrio de vida útil das lonas de freio, entre tração e dianteira. Então, vamos avaliar na prática a função pneumática?

Quando devidamente regulados os sistemas, com um pequeno toque nos freios, o circuito traseiro já libera ar para o reboque, ou seja, começamos a frenar ligeiramente a carreta e, em seguida, com mínima pressão adiante, segue o circuito traseiro e logo após o circuito dianteiro. Pela lógica, o circuito dianteiro já tem um ligeiro atraso de resposta, na casa de 0,3 bar de diferença até os 5,0 bar. A partir desta pressão, equaliza-se e as respostas de pressão são iguais.

O melhor, então, é regular todas as lonas por igual e deixar a pneumática cumprir com o resto, sem esquecer de usar lonas genuínas, pois além da dureza adequada, o desgaste dos tambores será sempre uniforme.

Lembre-se de tomar precaução defensiva, adotando velocidade compatível com o trecho e as condições da via e clima.

Texto por: Carlos Souza Especialista Iveco




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