Use a carreta certa

carreta-errada

800x150_blogodocaminhoneiro_02

Em muitas empresas temos observado que é prática comum a utilização de carreta fabricada para um tipo de cavalo-mecânico, engatada em outro tipo.

E isso pode trazer problemas de distribuição de peso.

Quando questiono, a resposta é sempre a mesma: “essa carreta tem duas posições de pino-rei e engata em qualquer tipo de caminhão-trator

Rebato dizendo: ”pode até engatar, mas não distribuirá o peso corretamente

Depois aparecem as multas por excesso no entre-eixo, e não conseguem entender o porque.

Explico a diferença:

A carreta para cavalo “toco” (4×2) tem o balanço traseiro maior (destaque na figura abaixo), porque precisa transferir menos peso para o trator. O “rabo” dela é mais longo.

A carreta para cavalo “LS” (6×2 ou “trucado”) tem o balanço traseiro menor, porque precisa transferir mais peso para o trator. Por isso a suspensão é mais “traseira”. Ou seja, o “rabo” dela é mais curto.

Algumas fábricas de carretas deixam a suspensão na posição intermediária e classificam como “carretas multiuso”. Na verdade não estão corretas nem para um nem para outro tipo de trator.

Para ser “multiuso” de fato, alem de trocar o pino-rei de posição, seria necessário deslocar a suspensão de uma posição para outra. Em outros países isso é comum e a suspensão chama-se “sliding” ou deslizante. Mas no Brasil não temos esse modelo.

Por isso, para uso da lotação máxima: carreta fabricada para cavalo 4×2, só deve engatar em cavalo 4×2. E carreta para cavalo 6×2 só deve engatar em cavalo 6×2.

Observem no conjunto da foto abaixo:

O cavalo-mecânico é do tipo 6×2 (3 eixos), mas a carreta é para cavalo 4×2 (toco), facilmente observado pelo tamanho do balanço traseiro.

Se o embarcador desavisadamente carregar esse conjunto com a Lotação máxima para o PBTC do conjunto normal de 6 eixos (ou seja, 48.500 kg de Peso Bruto), ocorrerá excesso nos eixos da carreta (e falta de carga no trator). Pode até engatar, mas tem que re-adequar a distribuição da carga.

Por isso: atenção a esse pequeno “detalhe”.

Rubem Penteado de Melo




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *