Fiscalização de cargas perigosas no Paraná encontra irregularidades em 85% das vistorias




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Os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo promoveram na quinta-feira (10), de forma simultânea, uma operação de abordagem e fiscalização dos veículos que transportam produtos perigosos. A ação foi proposta pela Comissão de Defesa Civil do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). No Paraná, apresentaram irregularidades 36 dos 42 veículos abordados em dois postos paranaenses da Polícia Rodoviária Federal – na BR-277 e na BR-116. Significa que as vistorias realizadas, em 85,7% dos casos foram encontradas irregularidades.

A operação foi nominada Diamante de Hommel, que é a metodologia utilizada para classificar os produtos perigosos. Foi a primeira vez que uma operação deste porte é desencadeada simultaneamente entre os cinco estados. Ao todo, foram instalados 23 postos principais de fiscalização e 80 pontos secundários entre os estados.

O objetivo foi verificar se os procedimentos e os itens de segurança que são prescritos por lei estão sendo respeitados pelas empresas transportadoras e pelos motoristas. “Assim, é possível garantir que as pessoas transitem com mais segurança pelas estradas, evitando acidentes como o que ocorreu em julho deste ano no Paraná, em que cinco pessoas morreram”, afirmou o tenente Marcos Vidal, da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Um caminhão foi apreendido na BR-277 por levar óleo vegetal em um tanque habilitado para transportar combustíveis. Entre os outros 35 veículos com irregularidades, 21 receberam advertências e 14 foram autuados por irregularidades, principalmente por equipamentos de segurança. A Polícia Rodoviária Federal expediu 31 multas por problemas com o transporte de produtos perigosos e oito por infrações de trânsito.

Os dados preliminares apontam que nos cinco estados 152 veículos haviam sido fiscalizados até 13h30. Destes, 21 foram advertidos, 36 autuados e um apreendido (no Paraná). Foram expedidas 34 multas por irregularidades no transporte de produtos perigosos e dez multas por infrações de trânsito.

Codesul

A operação foi idealizada pela Comissão de Defesa Civil do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) e reuniu as Coordenadorias Estaduais de Proteção e Defesa Civil, Polícia Rodoviária Federal e Estaduais, Corpo de Bombeiros, Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Vigilâncias Sanitárias, concessionárias e órgãos ambientais dos cinco estados.

Para o tenente Marcos Vidal, foi uma operação importante para verificar quais são os itens que mais apresentam problemas e para implementar ações preventivas mais direcionadas. “Além de verificar se os caminhões atendiam às normas de segurança que a legislação determina, nossa ideia é também mudar a atitude dos motoristas que transportam produtos perigosos”, explicou. “Se o veículo não estiver com as sinalizações adequadas, ele coloca em risco tanto a vida do motorista, como a das equipes de socorro e das outras pessoas que transitam naquela via”, ressaltou.

Periódicas

De acordo com ele, operações desse porte devem ser feitas regularmente. “Pretendíamos já há algum tempo operacionalizar as ações de fiscalização juntamente com os outros quatros estados. No Paraná temos operações periódicas e cada estado faz a fiscalização em seu território, mas temos a necessidade de integrar os outros órgãos e os estados do Codesul para garantir mais segurança nas estradas”, disse o tenente Vidal.

No Paraná, participaram também o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Sanepar, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat).

São Paulo não faz parte do Codesul, mas foi convidado para integrar a operação pela proximidade com a região e pelo grande número de caminhões vindos de lá para os outros estados, principalmente ao Paraná.

Fonte: Casa Civil




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