Novas regras para amarração de cargas nas estradas brasileiras

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Embora alguns motoristas torçam o nariz para a Resolução 552 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta a amarração de cargas no Brasil, a mudança não traz nenhum prejuízo para os profissionais do transporte rodoviário de carga. É o que afirma o engenheiro Rubem Penteado de Melo, uma das autoridades no assunto no país e autor do livro “Amarração de Cargas”. A nova Resolução passa a valer em 1.º de janeiro de 2017 e proíbe, entre outras coisas, a utilização de cordas para amarração, sendo substituídas por cintas, correntes ou cabos de aço.

“A mudança pode ser resumida em uma afirmação: nós teremos veículos de carga mais seguros em circulação a partir de 2017 em todo o Brasil. Cordas servem apenas para amarrar a lona que protege a carga, mas não são apropriadas para prender, porque elas esticam, não têm resistência adequada e sofrem influência de intempéries”, afirma.

As novas regras determinam que os veículos fabricados a partir de 1.º de janeiro de 2017 já obedeçam a resolução. Já os veículos que estão em circulação estarão sujeitos ao cumprimento da norma a partir de 1.º de janeiro de 2018, tendo mais um ano para a adaptação.

Entenda

Em setembro do ano passado, o Contran publicou a resolução 552, que estabelece novas regras para a amarração de cargas. A mudança determina que os veículos fabricados a partir de 1.º de janeiro de 2017 já obedeçam as novas regras. Já os veículos que estão em circulação estarão sujeitos ao cumprimento da norma a partir de 1.º de janeiro de 2018. Ou seja, os transportadores terão até o fim de 2017 para adequarem seus veículos aos requisitos estabelecidos pela legislação.

Dentre as proibições, destaca-se a utilização de cordas para a amarração de cargas, sendo seu uso permitido apenas para a fixação da lona de cobertura, quando exigível. A resolução proíbe também a utilização de dispositivos de amarração em pontos constituídos de madeira ou, mesmo sendo metálicos, que estejam fixados na parte de madeira da carroceria.

Deverão ser utilizados cintas têxteis, correntes e cabos de aço, com resistência total à ruptura por tração de, no mínimo, duas vezes o peso da carga. Já as barras de contenção, trilhos, malhas, redes, calços, mantas de atrito, separadores, bloqueadores e protetores poderão ser utilizados como dispositivos adicionais.

O texto estabelece também novas regras para o transporte de cargas indivisíveis em veículos do tipo prancha ou carroceria, como máquinas e equipamentos. Fica determinado que esse tipo de carga deverá conter pelo menos quatro pontos de amarração, por meio da utilização de correntes, cintas têxteis, cabos de aço ou combinação entres esses tipos.

Outro ponto importante a ser destacado é que os dispositivos de amarração só poderão ser passados pelo lado externo da carroceria em veículos do tipo carga seca quando a carga ocupar totalmente o espaço interno da carroceria.

Outro lado

Mas mesmo com os benefícios, a nova resolução não agradou alguns motoristas. Entre os profissionais, há comparações da lei de amarração com outra decisão do Contran, como a do extintor, quando o órgão decidiu que a troca do equipamento pelos do tipo ABC seria opcional.

“Alguns motoristas comparam dizendo que tanto o caso dos extintores quando o da amarração não servem para nada, apenas para atrapalhar o trabalho dos motoristas, mas o único objetivo é garantir a segurança no trânsito”, explica Melo. Ainda segundo o engenheiro, o Brasil estava 40 anos atrasados em relação às atualizações sobre amarração de carga. “Além do impacto direto na melhoria da segurança no transporte rodoviário, os maiores beneficiados são de fato os próprios caminhoneiros. Eles vão encontrar veículos mais modernos, que permitirão melhores condições durante as operações de carga e descarga”, esclarece.

Fonte: Divulgação




12 comentários em “Novas regras para amarração de cargas nas estradas brasileiras

  • 13/11/2016 em 22:47
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    este cidadão quê inventa um projeto deste e da mesma laia daquele que fiscaliza o projeto de um viaduto quando tira os escoramento ele cai ainda mata os inocentes onde que este que este cidadão arrumou este diploma ele deve esta recebendo propina da fábrica de cinta primeiro lugar ele deve analisar que nem toda embalagem no brasil suporta o aperto com cinta fora o preço dela que é muito alto se as empresas embarcadoras quê deveria fazer uma embalagem segura faz é reduzir custo e jogar a mercadoria em cima dos caminhões de quaquer jeito e ainda tem coragem de dar um termo de responsabilidade obrigando o motorista assinar este cidadão deveria ir lá na porta do embarcador e ver como que estas mercadorias esta sendo acondicionadas nos caminhões e depois eles ver este disnivel e a buraqueira que tem nas rodovias brasileiras isto é mais uma maneira de tocar a corrupção e alimentar os cofri do sest senat igual acontece com muitos pedágios no Brasil e muitas outras injustiças quê no fim só o motorista que paga IstoÉ o Brasil de hoje o país da vergonha

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  • 12/11/2016 em 05:05
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    Ainda bem que meu paizinho não está mais aqui pra ver isso… lamentável, só dificulta a vida de homens honestos que tem paixão pelo que fazem.

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  • 12/11/2016 em 00:25
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    Sempre contra o pobre motorista ,,,Nada a Favor ,, mas temos que se concientizar O governo Brasileiro nao quer mais caminhao, Nos não somos benvindos,,,,

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  • 11/11/2016 em 22:37
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    Isso é acionista de alguma fábrica de cintas,cintas q não duram um ano.melhor mesmo é acabar com esse modal de transporte,traz muitos prejuízos e o Brasil não precisa de nós,a mercadoria vai vir sozinha p vossas mesas imbecis.

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  • 11/11/2016 em 10:15
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    Muito boa a decisão, pois é bastante comum verificar cargas em estado péssimo de segurança e em muitos casos quase caindo nas pistas. Penso que deve haver uma mudança também no treminhões transportadores de cana e madeira, pois esses despejam dezenas de canas pelas pistas e sempre não se preocupando com quem transita junto a eles. Toda mudança para aumentar a segurança é bem vinda, o que não pode a acontecer é carga matando pessoas e ainda lançando sobre a vitima a culpa do acidente. Exemplos são os que não faltam; vejamos os “berços” para transportes de bobinas de aço, antes era bobina caindo de caminhões e matando gente, hoje com a proibição de transporte em caminhões que não possuem o “berço” esse tipo de acidente quase zerou. Transporte de chapas de granito e mesmo o bloco, que só devem ser transportado por caminhões com as adaptações necessárias. Outra coisa que deve ser proibida é transporte de máquinas sobre caminhões de carrocerias, pois são muitos os casos de máquinas caindo de caminhões não adaptados para esse fim.

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