Programa de renovação de frota deve sair do papel em 2017




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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, afirmou que o programa de renovação de frota que está sendo discutido entre o setor automotivo e o governo pode sair do papel já no primeiro semestre do ano que vem. O ministro participou nesta quinta da abertura do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, e disse que as vendas de veículos na primeira semana de novembro passaram de dez mil, segundo números da Anfavea, sinalizando um ’ânimo e otimismo’ para o setor, que vive um de suas piores crises, com os níveis de produção regredindo a 2003.

“Nós queremos apresentar ao presidente o projeto de renovação de frota no início de dezembro, dependendo da conclusão dos estudos, e vamos avaliar se é melhor fazer por Medida provisória ou Projeto de Lei. Acredito que ele pode sair do papel no ano que vem, mais tardar no fim do primeiro semestre” afirmou Pereira.

Pereira disse que a ideia é renovar entre 800 mil e um milhão de veículos por ano, entre leves, caminhões e motos. Primeiro, a renovação atingiria veículos com mais de 30 anos de uso, e depois 25 anos e assim sucessivamente, disse o ministro, que não deu detalhes de como o programa será financiado, já que diversas propostas estão em discussão.

“Mas não posso dar mais detalhes porque isso ainda está em estudo” afirmou o ministro, lembrando que a frota atual do país é de 50 milhões de unidades

Pereira também afirmou que o governo está conversando com os bancos públicos para melhorar as condições de financiamento, especificamente para motos. Há um pleito da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes, de que não há financiamento para motos.

“Há uma demanda do setor de que não existe financiamento, já que os bancos privados resistem. Eu fiz a interlocução entre os bancos públicos e associação” afirmou.

O ministro afirmou ainda que o governo discute com o Paraguai a proibição de importar veículos usados, que é feita por aquele país. Segundo o ministro, o Paraguai informou que trata-se de um decisão complicada interromper essa importação, e que a redução poderá ser feita aos poucos. Pela via da exportação, Pereira informou que estão sendo concluídos acordos com a Colômbia e o Peru.

O presidente da Anfavea, associação que reúne as montadoras, disse durante a abertura do Salão do Automóvel que várias tecnologias nos veículos que estão sendo apresentados saíram do programa do governo Inovar Auto, que tem como objetivo dar mais competitividade à indústria automobilística. Foram investidos pelas empresas R$ 15,3 bilhões no programa entre 2013 e 2015 em pesquisa e desenvolvimento, segundo o ministro Marcos Pereira.

“Precisamos ter uma nova política industrial, com visão de longo prazo, de mais de dez anos. Não podemos viver ano após ano sem recursos para financiar máquinas agrícolas, ou linhas de financiamentos para caminhões. Ou ter regras que mudam a toda hora” disse Megale, durante a abertura do evento.

Megale afirmou que entre os 540 veículos apresentados no salão, cem deles são lançamentos, entre eles alguns modelos mundiais, com tecnologia de ponta. A expectativa é que pelo menos 700 mil pessoas visitem o salão até o dia 20 de novembro.

Fonte: O Globo




31 comentários em “Programa de renovação de frota deve sair do papel em 2017

  • 25/11/2016 em 19:41
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    Concordo com último comentário, o frete mal paga despesas. o buraco é mais imbuído, MINISTRO.

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  • 21/11/2016 em 03:51
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    Sem renovação do frete, renovação do modo de agir do empresariado, não adianta querer renovar frota, com esses fretes lixo que autônomo consegue manter um caminhão novo, com diesel s10 e o arla….

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  • 15/11/2016 em 17:16
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    espero que esta renovasao de frota benefesinha us auntomos i nao us empresario dono de trsportadora comu u pro camionheru que serviu pra lava u dienhru da populasao brasilera

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  • 15/11/2016 em 07:39
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    Não devemos comprar mais caminhões, há um excedente de 400 mil veículos ou mais, isso só atende o agronegócio, vejam quantas empresas quebraram estes últimos anos. Devemos é lutar pela baixa dos insumos e tributos, bem como uma justiça trabalhista mais equilibrada e acabar com as indenizações milionárias que estas impõem aos transportadores.

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  • 14/11/2016 em 22:58
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    O certo era cada caminhoneiro ter seu próprio caminhão e ninguém deveria ter mais de um caminhão e daí só trabalha quando os fretes compensarem, se não fica parado.
    Não de deveria ter transportado, só autônomos pegando carga direto com as embarcadoras

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  • 14/11/2016 em 22:39
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    Eles vendem 50 caminhões p transportadoras, dão até carência de vários anos, os bancos abrem as pernas, o cu abrem tudo q for possível p vender as transportadoras, mas p o autônomo é uma burocracia q acaba nem vendendo, uma pessoa q anda certo paga suas contas em dia. Eles põe tanta dificuldade q a pessoa acaba desistindo.

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