MOBILIDADE EM FOCO – O REI NA REGIÃO DO CARVÃO MINERAL




“Tarefa para durões, o transporte de carvão mineral exige veículos sólidos e resistentes, mas que proporcionem conforto aos motoristas. A Transportadora Minérios Ltda., da região carbonífera de Santa Catarina, sabe disso e não abre mão dos Scania para executar esse rude trabalho”.

TRANSPORTE DE CARVÃO, TAREFA PARA VEÍCULOS FORTES – A região de Criciúma, Santa Catarina, incluindo os Municípios de Lauro Müller, Maracajá e Orleans, é um dos maiores polos produtores de carvão mineral do País. Consequentemente, é uma região próspera, com a dinâmica movimentação de várias empresas apoiadas na extração e distribuição dessa riqueza aos pontos de consumo. É o caso da Transportadora Minérios, dirigida por João Edson Ronsani (o Edi) e seu irmão Hélio Ronsani. Na verdade, a transportadora faz parte de um conglomerado de empresas: a Minérios do Sul, Criciúma Transportes, Imobiliária 11 de Junho, Transportadora Minérios, Ibramil – Mineração Ltda., e Pinheirinho Representações Comerciais Ltda. “Mas o grosso de nosso movimento apoia-se na extração de carvão de vários tipos: Cardiff, Coque e CPL”, salienta Edi Ronsani.

Extrai ainda, em menor escala, carvão tipo Florita e Kruck, espécie de subproduto do cimento, tarefas estas confiadas as empresas Ibramil e Indústria de Coque Santana, indústrias que integram o grupo. Dentro da filosofia de verticalização do grupo, a Transportadora Minérios encarrega-se da distribuição da produção desde as minas até seus clientes, cujas distâncias a serem percorridas são de curta e longa distância. “Se há alguma folga dos caminhões puxamos os mesmos produtos para os mesmos destinos para outras empresas de Criciúma”, lembra Edi Ronsani. RENOVAÇÃO CONSTANTE – Para atender a esse fluxo de transporte, a Minérios possui uma frota de 36 caminhões Scania, que tem no máximo cinco anos, pois a empresa costuma manter a frota em contínua atualização, para a qual conta com a retaguarda da Sobrave, concessionária Scania da região com sede em Tubarão, cidade próxima a Criciúma. Edi explica que carregar carvão é um trabalho muito puxado, principalmente na estação das chuvas, quando o caminhão precisa ser bom de tranco para resistir às exigências dos enlamaçados caminhos das minas.

Como eles trafegam indistintamente em trajetos curtos e longos, a empresa optou por padronizar a frota com caminhões pesados com chassis de configuração de rodas tipo 4 x 2, que proporciona a versatilidade necessária. Nas curtas distâncias o trajeto tem 300 quilômetros de distância entre ida e volta até o Porto de Imbituba, quando não é despachado por via férrea até o porto, caindo nesse caso para 50 quilômetros entre a ida e a volta, distância das jazidas até a ferrovia. Os clientes atendidos nesse caso são a Eletrosul (para abastecer suas usinas eletro-térmicas), Açominas, cimenteiras da região, Caeb, Cosipa-Cia. Siderúrgica Paulista, CSN-Cia. Siderúrgica Nacional, CST-Cia. Siderúrgica Tubarão, etc. Já no outro caso, os fornecedores estendem-se para consumidores de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, em distâncias de 2.500 quilômetros entre ida e volta. O PREFERIDO DOS MOTORISTAS – Edi Ronsani confessa considerar os Scania o melhor caminhão do mundo porque é feito para trabalhar incessantemente em qualquer condição, bastando para isso aplicar o modelo adequado à operação do transportador.

Razão porque 85% de sua frota é constituída pela marca, havendo planos de renovação e ampliação para 1989. Como já foi motorista por um bom tempo, ele sabe que conforto ao dirigir é essencial, mas sem deixar de lado a resistência. Baseado nessa experiência, procura oferecer o que há de melhor em matéria de caminhão pesado a seus motoristas, atenção por sua vez retribuída pela alta produtividade apresentada por eles. No caso da manutenção dos veículos, o diretor da Minérios esclarece ficar a cargo da empresa só a parte mais leve, ficando a mais pesada sob a responsabilidade da Sobrave, “pois um caminhão bem feito merece ser bem mantido e bem atendido, e nesse aspecto, a concessionária Scania de Tubarão não deixa a peteca cair em termos de fornecimento de veículos, reposição de peças e assistência técnica”, ressalta Edi. Quanto ao seu ramo de atividades, ele afirma não ter queixas, mas frisa que é importante o giro do trabalho com capital próprio e verticalizar as atividades, dependendo o mínimo de terceiros. Tanto é que – como a maré está excelente para este ano – os planos para uma renovação e ampliação da frota com a marca Scania estão entre as prioridades do grupo.

Carlos Alberto Ribeiro, editor/redator da página Mobilidade em Foco
Fonte dos dados, foto: Jornal Rei da Estrada, publicação da Scania do Brasil. Edição nº 32, página 16, fevereiro/abril de 1989.

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