Ford é a campeã do Rally dos Sertões 2013 com o Novo Cargo na categoria Caminhões

CargoSertões-SalesMendesPianoA Ford foi a campeã do Rally dos Sertões 2013 na categoria Caminhões com o Novo Cargo da equipe Ford Racing Trucks/Território Motorsport. Comandado pelo trio Edu Piano, Solon Mendes e Carlos Sales, o pesado da Ford dominou de ponta a ponta o maior rali das Américas, trazendo mais um título para a marca que é a maior vencedora da competição em Caminhões, com nove títulos conquistados.

O time somou seis vitórias consecutivas nos Caminhões Leves entre 2007 e 2012, com o Ford F-4000, e foi vice-campeã nos Pesados no ano passado com o Ford Cargo 1933 4×4. “Era o título que faltava”, comemora Edu Piano, piloto e chefe da equipe. “Foi um rali sensacional, muito difícil, e o trabalho de toda a equipe foi fantástico. Mas o caminhão esteve perfeito, muito bem preparado, e isso fez a diferença para a nossa vitória.”

O trio venceu sete das dez etapas e foi líder absoluto do rali, com uma vantagem final de mais de 14:30 horas sobre o segundo colocado. A conquista tranquila – se é que se pode chamar assim o desafio de 4.115 km percorrido entre os estados de Goiás e Tocantins – é resultado de muito planejamento e da experiência do time.

CargoSertões2Com seis títulos em 18 participações nos Sertões, Edu Piano é o piloto recordista de vitórias em Caminhões. O navegador Solon Mendes soma 16 participações e cinco títulos na categoria, sempre ao lado de Piano. O co-piloto e mecânico Carlos Sales comemorou seu primeiro título, que por isso tem um sabor especial. “Acho que nunca vou me esquecer deste título. Foi muito gratificante ver a evolução do caminhão e como ele foi guerreiro e não deu trabalho nesse Sertões”, diz.

O caminhão Ford Cargo 1933, do tipo cavalo-mecânico, passou por uma preparação especial para a competição e foi apelidado de “Monstro”. Com mais de 7 toneladas, ele ganhou sistema de tração 4×4 e teve a potência do motor ampliada para 680 cavalos, capaz de acelerar o bruto a mais de 220 km/h. A base robusta do modelo Ford garantiu a resistência para enfrentar o desafio que deixou muitos outros veículos pelo caminho.

Em SP, empresa se especializa em fabricar baú para pequenos veículos

bauEm São Paulo, uma pequena empresa se especializou na fabricação de baús de alumínio para pequenos veículos. Na capital paulista, o tipo de veículo ganhou destaque a partir de 2009, quando a prefeitura proibiu a circulação de caminhões grandes pelo centro expandido. O empresário Nelson Melo e seu filho Rodrigo Melo montaram uma empresa que produz e adapta baús para pequenos veículos.

“O cliente traz para nós o caminhão, o chassi, a cabine, e nós temos um projeto e colocamos esses produtos em cima do chassi do veículo. Adaptado, montado, com ele ligado na parte elétrica, com portas e tampas, tudo de acordo com a legislação”, diz Nelson.

Para enfrentar os concorrentes, muitos deles grandes empresas, os empresários ousaram. E lançaram um produto diferente.

O baú é quase todo feito de alumínio, portas laterais, parte interna e teto. É um material tão leve que chega a pesar 200 quilos menos do que baús similares no mercado que usam aço. E o resultado vai direto para o bolso do cliente. Por ser mais leve, o caminhão pode carregar mais mercadoria. Vazio, ele ainda ajuda o veículo a economizar combustível.

Mas como fazer um baú de alumínio tão resistente quanto o de aço? O segredo está nas barras internas, em forma de tubos. “A gente usa ripamento de alumínio. Dá mais resistência por causa de dobras, ele tem a mesma resistência do aço”, explica Rodrigo.

Para montar o negócio, os empresários investiram R$ 700 mil em maquinário e aluguel de um galpão. A produção começa com a dobra e o corte da chapa de alumínio.

Depois, a estrutura é montada sobre o chassi. As chapas são parafusadas e coladas. Detalhes valorizam o produto, como o acabamento sem rebites e acendimento automático da luz interna.

“Quando nos entramos nesse mercado a gente não queria ser mais um no mercado, o que que nos pensamos a gente tem que ter um produto diferenciado, pra que a qualidade nossa o nosso produto é diferente dos demais.”

O alumínio é três vezes mais caro do que o aço. Mas a empresa bancou a diferença, diminuiu a margem de lucro e mantém preço competitivo. Aqui, o baú já montado custa a partir de R$ 6,7 mil, com três metros de comprimento e 1,80 de largura. O preço sobe conforme o tamanho e modelo. Tem liso natural, branco ou em fresas.

O movimento triplicou em três anos. Hoje a empresa vende 60 baús e fatura R$ 300 mil por mês. E a procura continua crescendo. Com fila de espera, o galpão já não tem mais espaço para receber tanto caminhão. “Hoje nós estamos com quase 2 mil metros quadrados e está pequeno. Estamos pensando em ampliar para uma área maior para atender a nossa clientela.”

Venda de flores

Em Santo André, na Grande São Paulo, o caminhão-baú mudou o negócio do casal de empresários. Ronaldo e Vivian Clemente são donos de um box de flores e plantas ornamentais no Ceasa da cidade.

Até o ano passado, eles compravam flores de intermediários para revender e pagavam caro. Com o veículo adaptado, agora eles compram direto do sítio dos produtores, no interior do estado. O preço caiu quase pela metade.

“O caminhão ajuda 100% nossa vida no ramo de flores, que a gente está trabalhando agora. Então assim, se eu não tivesse, eu não ia vender, eu não iria conseguir sobreviver no mercado de flores. Nós estamos há oito meses, e se não tivesse o caminhão não iria conseguir, não”, afirma a empresária.

A própria Vivian dirige o caminhãozinho. Três vezes por semana, ela viaja e traz as plantas, para na frente do box, e descarrega orquídeas, samambaias, rosas, pinheiros.

Os empresários investiram R$ 60 mil no caminhão, parcelados em 60 vezes. E compraram o baú mais barato, de R$ 6,7 mil. Com as plantas mais em conta, em quatro meses, as vendas no box aumentaram 40%.

Atualmente o casal vende 320 vasos por mês e já pensam em mais caminhões. “É o primeiro da frota. No futuro, a expectativa é crescer mesmo. Que a gente possa crescer. Nós estamos só no Ceasa Santo André, mas a pretensão é ir pra outros ceasas, e crescer no mercado, e que venham outros caminhõezinhos, e outros baús”, diz Vivian.

Vídeo

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

Marcopolo cria aplicativo de pós-vendas para dispositivos móveis

aplicativomarcopoloA Marcopolo lançou um aplicativo mobile de Pós-vendas, que pode ser baixado para smartphones e tablets com sistema operacional Android ou IOS, com o objetivo de facilitar o dia a dia do cliente. Com informações sobre peças originais e até vídeos dos principais procedimentos dos serviços de assistência técnica e rede de representantes, o aplicativo é gratuito e permite que o cliente treine sua equipe para realização da manutenção nos ônibus da marca, com maior segurança, rapidez e comodidade.

Segundo Antonio Carlos Boff, gerente de Pós-vendas da Marcopolo, os pontos mais importantes do aplicativo são os boletins técnicos, dicas de operação e manutenção – como limpeza de faróis e tabela de lubrificantes – e vídeos tutoriais que ensinam desde como montar e desmontar poltronas até como operar o Multipl ex G7. “São vídeos de operação dos ônibus e de manutenção preventiva que ajudam o cliente no uso correto dos seus veículos”, enfatiza o executivo.

Disponível nos idiomas português, inglês e espanhol, o aplicativo Marcopolo Pós-Vendas agrega várias funcionalidades. Destaca em sua interface três divisões: Rede de Assistência Técnica e Venda de Peças, Assistência Técnica e Peças Originais. Na primeira, identifica os pontos de venda de peças originais e oficinas de assistência técnica mais próxima, sendo possível traçar a rota a partir do navegador do aparelho até o representante autorizado Marcopolo. Em Peças Originais, pode-se acessar catálogos fotográficos e técnicos dos componentes originais para reposição, que trazem dados detalhados dos ônibus e das peças separadamente, em formato de visualização em PDF ou online. Já na área de Assistência Técnica estão à disposição os boletins técnicos e informações sobre a operação e manutenção.

Para baixar o aplicativo Marcopolo Pós-vendas, basta acessar o site www.marcopolo.com.br/posvendas e clicar no ícone do aplicativo ou buscar no Apple Store ou Google Play.

Fonte: Marcopolo

Ford confirma participação da Nova Ranger no Rally Dakar 2014 na América do Sul

Ford_Ranger_Dakar_01A Ford confirmou a participação de duas picapes Nova Ranger no Rally Dakar 2014, que será realizado de 5 a 18 de janeiro na América do Sul. Os veículos do Team Ford Racing estão sendo preparados por um time global na África do Sul e serão pilotados pelo argentino Lúcio Alvarez e pelo sul-africano Chris Visser.

“O Rally Dakar é o teste mais radical do mundo para homens e máquinas e estamos empolgados com a oportunidade de participar dessa prova com um time fenomenal, que une uma grande experiência global”, diz Jeff Nemeth, presidente da Ford África do Sul.

A transmissão do Rally Dakar 2013 foi vista por mais de 1 bilhão de espectadores na TV em todo o mundo e mais de 4,6 milhões de pessoas viajaram à América do Sul para acompanhar a prova ao vivo.

“O Dakar é realmente uma vitrine internacional para veículos off-road”, diz Dave Schoch, vice-presidente de grupo da Ford Ásia Pacífico. “Estamos satisfeitos de reunir um time global que tem uma experiência excepcional nessa prova e capacidade de correr extremamente bem com a Ford Ranger.”

Preparação

Ford-Ranger-Dakar-03As Ford Ranger que vão competir no Rally Dakar 2014 são da versão cabine dupla 4×4, com motor V8 5.0 de alumínio com duplo comando variável de válvulas independente, potência de 353 cv e torque de 560 Nm. Têm transmissão sequencial de seis marchas, pesam 1.975 kg e atingem a velocidade máxima de 170 km/h.

As duas picapes estão sendo preparadas na África do Sul, com assistência do time global de desenvolvimento do produto e do time de veículos especiais da Ford (SVT), junto com outros parceiros. Uma delas já está pronta e vai iniciar os testes em agosto. A outra está sendo montada e estará completa no final de outubro. Um time totalmente dedicado de 24 pessoas dará retaguarda aos veículos para enfrentar o desafio do Dakar.

Desafio de 8.500 km

O Rally Dakar 2014 será a 35ª edição do evento e a sexta consecutiva na América do Sul. O seu roteiro será desafiador como sempre. Ele terá início em Rosário, na Argentina, em 5 de janeiro, e chegada em Valparaíso, no Chile, em 18 de janeiro, após 13 etapas e uma distância total de mais de 8.500 km.

Em 2014, o Rally Dakar continuará a explorar a região dos Andes e terá pela primeira vez uma passagem pela Bolívia. Sem dúvida, será uma etapa para pôr à prova a resistência dos veículos e pilotos.

“Temos muito trabalho a ser feito nos próximos meses. O Dakar é um grande desafio, mas temos um time excepcional, dedicado e com pessoas que trabalham duro, contra o relógio, para a largada que será dada logo depois do Ano Novo”, conclui Schoch.

Fonte: Ford

Caminhão FH roda com moderna carreta para eventos da Volvo

release3172013aInovação e qualidade são alguns dos atributos relacionados à marca Volvo. Com foco nestes atributos, e pensando em garantir um atendimento de alta qualidade e conforto aos seus clientes, a Volvo está colando em operação uma moderna carreta para eventos.

“Com esta carreta temos mobilidade para participar de eventos em qualquer lugar do País, assegurando o mesmo padrão de qualidade e cuidado com o cliente que são característicos dos produtos e serviços da marca”, afirma Daniel Homem de Mello, gerente de marketing de caminhões da Volvo. A primeira de quatro carretas já está circulando pelo Brasil.

Equipada com uma moderna tecnologia, a nova carreta esta alinhada aos valores da marca de qualidade, segurança e respeito ao meio ambiente. Foi construída com madeira de reflorestamento, possui um sistema de captação de energia solar e permite o aproveitamento da luz natural.

“Muito mais importante que ter um projeto de autossuficiência energética é o exemplo de uso de energia limpa e renovável, integrado aos objetivos estratégicos da marca, de desenvolvimento de soluções sustentáveis de transporte”, destaca Mello.

Toda a comunicação interna da carreta é feita em painéis de Led e está ligada a uma rede de Wi-fi que permite que todos os equipamentos eletrônicos sejam controlados via tablet. Outro destaque é oferecer acesso a cadeirantes.

Atrelada a um FH 540cv, a carreta possui 15 metros de comprimento e 90 metros quadrados de área útil. O espaço possui um salão principal, sala de reuniões, bar, área de demonstração de produtos e um deck na parte superior.

Sua estrutura é versátil e permite diferentes configurações. Pode ser usada como carreta estande em estande em feiras, como auditório com capacidade para 70 pessoas e em eventos diversos, como o Volvo Experience, que oferece aos interessados a possibilidade de dirigir os caminhões da marca.

Fonte: Volvo

Sai o caminhoneiro, entra a máquina

O caminhão automatizado 793F, da Caterpillar, é usado em minas da Austrália

O caminhão automatizado 793F, da Caterpillar, é usado em minas da Austrália

No decorrer dos próximos 20 anos, dirigir caminhões e outros veículos passará cada vez mais a ser tarefa das próprias máquinas. A tendência já está em curso na Austrália, onde uma mina de minério de ferro da Caterpillar Inc. terá 45 caminhões autônomos com capacidade para 240 toneladas cada.

Até agora, quase todo o burburinho sobre a tecnologia de automação tem focado nos carros de passageiros, notavelmente na maravilha promocional do Google, o Google Car. O presidente do conselho da Ford Motor Co., Bill Ford Jr., diz que carros que se autodirigem chegarão às estradas até 2025. Mas é nas aplicações comerciais que o dinheiro realmente está e onde as coisas acontecem. Nos Estados Unidos, uma imensa frota de 253 milhões de caminhões geram custos de dezenas de bilhões de dólares em setores que respondem por uma parte considerável da economia.

É “praticamente inevitável” que os caminhões autônomos se tornem ubíquos, diz Ted Scott, diretor de engenharia e políticas de segurança da Associação Americana de Transporte por Caminhão. “Teremos caminhões sem motorista porque isso vai gerar dinheiro”, acrescenta James Barrett, presidente da Road Scholar Transport Inc., no Estado da Pensilvânia, que tem uma frota de 105 caminhões pesados.

Segundo a teoria econômica, mudanças básicas como essa melhoram o padrão de vida das pessoas ao longo do tempo, tornando-as mais produtivas e diminuindo o desperdício. Um caminhão parado enquanto seu motorista está dormindo é, no fim das contas, apenas um ativo se depreciando.

Mas considerando o alto desemprego dos últimos cinco anos em várias partes do mundo, é difícil não se preocupar, por exemplo, com o destino dos 5,7 milhões de motoristas que os EUA têm hoje, a última classe de trabalhadores industriais que ainda é bem paga.
Um mundo sem motoristas de caminhões pode no final ser um mundo melhor. Mas para quem?

Ao menos para os donos de transportadoras, que lidam com a falta de motoristas (de até 15% nos EUA), além das constantes dores de cabeça causadas pelo custo do combustível, regulamentações e margens de lucros apertadas. “Minha nossa”, exclama Kevin Mullen, diretor de segurança da ADS Logistics Co., firma americana com uma frota de 300 caminhões. “Ah, se eu não precisasse lidar com motoristas e pudesse simplesmente programar um caminhão e despachá-lo…”

Em geral, um motorista em tempo integral custa às empresas americanas de US$ 65.000 a US$ 100.00 por ano ou mais, incluindo benefícios. Mesmo se um caminhão automatizado adicionasse US$ 400.000 em custos por ano, a maioria dos donos de transportadoras estaria disposta a experimentar, dizem eles.

“Não haveria salários, impostos trabalhistas, seguros de saúde. Você vai listando e a coisa vai ficando bem barata”, disse Barrett, da Road Scholar Transport, acrescentando que tem dificuldade para encontrar motoristas suficientes.

Os motoristas dizem que isso é bobagem. “As pessoas aparecem com essas ideias grandiosas”, diz Bob Ester, um americano que dirige caminhões desde 1968. “Como você vai colocar um caminhão na plataforma ou abastecê-lo?” A maioria dos especialistas em veículos automatizados diz que, pelo menos no começo, os caminhões-robôs teriam de usar estradas separadas das dos veículos normais, o que não seria barato.

E há também a questão da segurança — da carga e das pessoas nas ruas e estradas. Muitas pessoas no setor acreditam que essas máquinas acabariam virando melhores motoristas do que os humanos. De fato, é por causa da segurança que os chamados usos de “circuito fechado”, que mantêm os caminhões autônomos longe do público, estão sendo implementados primeiro. Isso nos trás de volta à mina na Austrália, numa região chamada Pilbara.

É lá que a Caterpillar está usando hoje seis caminhões mineradores automatizados do modelo 793F. Com 2.650 cavalos de potência e mais de 25 milhões de linhas de códigos de software, eles levam montes de pedra e terra para cima e para baixo. Tradicionalmente, esses caminhões precisariam de quatro motoristas para operarem 24 horas por dia.

Os caminhões usam sistemas de orientação para se locomoverem sozinhos, sendo apenas monitorados por técnicos numa sala de controle a quilômetros de distância. Caso um obstáculo apareça no caminho deles, os caminhões têm poder cerebral suficiente para decidir se passam por cima ou desviam.

Além dos riscos de segurança, motoristas em carne e osso “vão frequentemente tomar decisões, a maioria boas, mas algumas ruins, e essas inconsistências podem gerar problemas”, diz Ed McCord, o executivo da Caterpillar responsável pelo programa. Caminhões automatizados nunca vacilam, diz ele. “Se a marcha correta para descer uma ladeira for a quinta, ele estará sempre na quinta marcha.”

“O emprego industrial de hoje é o emprego técnico”, diz ele. “O do passado, era puramente braçal.”

Fonte: The Wall Street Journal

Caminhoneiro que largou a família para passar a maior parte do tempo na estrada

15373061No dia do motorista, homenageamos os profissionais que transportam cargas nas estradas do nosso país. Vamos contar como é a vida de quem abre mão da família e vive grande parte dos dias, dentro da boléia de um caminhão,

A malha viária do Brasil tem quase 1 milhão e 600 mil quilômetros, entre rodovias federais, estaduais e municipais. O motorista Ari Estevão Nabozny é um dos 844,4 mil caminhoneiros que fazem esse serviço em todo país, entre autônomos, registrados e cooperativistas.

De acordo com o último levantamento da Confederação Nacional de Transporte (CNT) cerca de 61% de todas as cargas do país são transportadas por caminhões. Nabozny trabalha com frete há 30 anos. Ele conta que começou na profissão antes mesmo dos dezoito anos.

– Meu pai tinha caminhão, meu tio também. Com 13 anos comecei a aprender, e tudo o que eu tenho eu devo a isso. A partir daí, não parei mais – disse Nabozny.

O sotaque de erre puxado é característico da cidade de Ponta Grossa, no interior do Paraná, onde vive o motorista de 46 anos. Ou melhor, o lugar onde ele cresceu e, atualmente, passa os momentos de folga. São muitos dias longe da família por conta do trabalho.

– Já fiquei mais de três meses sem ir para a casa – disse.

Segundo ele, esta é a pior parte da profissão é a saudade.

– A saudade machuca. Fico emocionado, com certeza – desabafa.

Vídeo:

Fonte: Rural BR

Caminhoneiros reconhecem dificuldade de cumprir Lei dos Motoristas

caminhoneirosNesta quinta, dia 25, se comemorou o Dia do Motorista. Para marcar a data, dedicamos uma série de reportagens sobre aqueles que passam a vida ao volante e cuidam para que as mercadorias estejam ao alcance de cada um de nós. A primeira reportagem da série aborda a Lei dos Motoristas, criada em abril do ano passado, que prevê intervalos de descanso a cada quatro horas.

Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei tenta aumentar este tempo para seis horas e dividir as onze horas de descanso noturno em oito horas de parada, deixando as demais três horas para serem usadas como o motorista preferir. A Lei dos motoristas que estabelece horários para descanso existe há mais de um ano, mas muitos caminhoneiros desconhecem a norma.

– Eu não tenho conhecimento, na verdade, eu vim saber da lei agora, nessa entrevista – diz Valdo Peixoto, caminhoneiro autônomo.

O s caminhoneiros admitem que não conseguem cumprir o que determina a lei. Para eles, parar a cada quatro horas pode se tornar perigoso, porque nem sempre eles conseguem encontrar um local que ofereça segurança, como relata João Cadison, que traz para a capital federal mármore da Bahia e volta com o caminhão carregado de batatas para Salvador.

– Daqui até a Bahia tem dois trechos que não dá pra fazer essa parada, teria que parar na estrada. Não tem estrutura, não tem posto, não têm um apoio pra gente parar, não tem condições – conta Cadison, caminhoneiro autônomo há 26 anos.

Denilson de Oliveira, motorista de uma transportadora, reforça a dificuldade de cumprir a lei por falta de estrutura nos postos e pontos de parada de muitas rodovias do país.

– Oito horas da noite você chega no posto e não acha mais lugar para parar, aí é obrigado a ficar perambulando atrás de posto para achar lugar porque você é obrigado a parar. Se a lei for colocada em prática em todo o território nacional, tem lugares que não vai ter possibilidade de cumprir ela não.

O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), relator da proposta que pretende alterar a lei dos motoristas aumentando de quatro para seis horas o tempo máximo ao volante sem descanso, diz que as estatísticas de roubos de cargas aumentaram 18% após a aprovação da lei, em função da falta de lugares seguros para as paradas regulares.

– Acho que isso é a grande saída porque você favorece o motorista, as transportadoras e também os autônomos, que terão condições de ter mais horas de trabalho, mais produtividade e até diminuir o custo do frete para o consumidor – diz o deputado.
O governo, no entanto, não quer mudanças. Para o deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ), vide-líder do governo, seis horas consecutivas ao volante representam maior risco de acidentes.

– Carga viva e carga perecível para mim é só aquela que está atrás do volante, é com essa que eu preocupo, o resto vai ter que ser adaptado.

Para a Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (Fenatac) é importante que os motoristas tenham o mesmo tratamento.

– A lei prevê que o autônomo possa rodar mais, trabalhar mais; em vez de parar onze horas, pode parar oito, até para poder cumprir com compromissos, pagar o financiamento do veículo. Nós entendemos que a discussão é que tanto o motorista autônomo quanto o registrado têm a mesma condição física. Nós queremos isonomia, da forma como está, o autônomo tem vantagem sobre o profissional registrado na questão de cumprimento de prazos – diz José Hélio Fernandes, presidente da Fenatac.

Bernardo Figueiro, presidente da EPL, uma empresa de planejamento e logística, reforça que é necessário investir na qualidade da logística brasileira para que os caminhoneiros tenham melhores condições de trabalho.

– Se melhorar as estradas, melhora a descarga nos portos, há mais terminais reguladores na ponta, o caminhão vai ser mais produtivo e isso permite ao caminhoneiro ter seu tempo de descanso adequado sem aumentar o valor do frete e sem diminuir a oferta – analisa Figueiro.

Valdir Colatto diz que isso é obrigação do governo, que até agora não fez sua parte.

– Nós precisamos que o governo cumpra a sua parte, que é fazer a infraestrutura. Nós temos hoje uma lei para a Suíça com estradas brasileiras.

Embora reconheçam as dificuldades de cumprir a lei por falta de infraestrutura e segurança, os motoristas concordam que o descanso a cada quatro horas é bem-vindo.

– Dependendo do trecho, do peso que você carrega, do tipo de caminhão que você trabalha, no fim do dia você está moído. Parece que você foi atropelado por um trem. Quatro horas com meia hora de descanso é melhor – afirma Denilson de Oliveira.

Vídeo:

Fonte: Rural BR

Domingo Espetacular vai até Sergipe e mostra detalhes da Festa do Caminhão

festa-dos-caminhoneiros-em-ItabaianaItabaiana, em Sergipe, é famosa por ser a cidade dos caminhões. Lá, existe um caminhão para cada 19 habitantes, algo raro em qualquer região do País. Por esse motivo, é lá que acontece o festival dos caminhoneiros, que conta com uma série de curiosidades e apaixonados pelo transporte de carga pesada.

Vídeo:

Fonte: Domingo Espetacular