Finame simplificado deve destravar vendas de caminhões

WM14041-088O governo vai alterar o Finame PSI para destravar os financiamentos de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. A linha de crédito subsidiada passará de convencional para simplificada. A Fenabrave, federação dos distribuidores de veículos, garante que a medida foi prometida e deve sair em breve. A entidade estima que a mudança reduzirá o tempo de aprovação do crédito dos atuais 45 a 50 dias para perto de 30 dias.

Pelo Finame PSI simplificado o financiamento é aprovado diretamente pela instituição financeira mediadora da operação e o caminhão pode ser faturado. Já na linha convencional, depois de aprovada pelo banco a documentação é enviada para verificação do BNDES e só então o veículo pode ser efetivamente vendido.

“Houve um represamento das vendas no primeiro trimestre e só agora com essa mudança poderemos regularizar”, explica Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, referindo-se ao atraso na regulamentação das regras do Finame PSI para este ano. A oferta da linha com taxa de 6% ao ano só começou no fim de janeiro e, com o processo mais burocrático para a liberação, as vendas sofreram queda expressiva no início do ano.

Os emplacamentos de veículos pesados diminuíram 10,4% no primeiro trimestre na comparação com igual período do ano passado. Foram licenciados 38,3 mil veículos. O segmento de caminhões foi o mais afetado, acumulando queda de 11,2% para 30,6 mil unidades. As vendas de ônibus caíram 6,9%, para 7,7 mil chassis.

Reunião no MDIC

Meneghetti e a diretoria da Fenabrave participaram de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no último dia 31 de março. O presidente da Fenabrave aponta que o objetivo do encontro foi conhecer o novo ministro da pasta, Mauro Borges, e pedir a atenção dele a alguns assuntos. Um deles foi justamente a manutenção da oferta de recursos para o Finame PSI.

“Esse mecanismo é fundamental para garantir um bom volume de vendas e precisamos evitar que aconteça novamente o que vimos no início deste ano”, pede Meneghetti. O executivo também tratou do programa de renovação de frota e pediu a manutenção do grupo de trabalho formado na gestão anterior para buscar uma solução para a questão da reciclagem veicular.

Fonte: Automotive Business – Texto de Giovanna Riato

Ford volta a parar produção de caminhões

m_fabrica_02-linhaA Ford vai parar por mais seis dias a produção de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. A partir de hoje, 900 operários da linha saem de folga e só retornam no dia 14. Esses dias serão descontados do banco de horas dos empregados.

Outras montadoras de veículos pesados – como a MAN, a Mercedes-Benz e a Scania – também estão ajustando a produção com medidas que vão de paradas de linha a férias coletivas e afastamento temporário de operários. Antes do Carnaval, a Ford já tinha interrompido por cinco dias a produção de caminhões no ABC, em virtude da retração do mercado doméstico e das exportações para a Argentina.

Ontem, a Fenabrave, que representa as concessionárias de veículos, informou que as vendas de caminhões no Brasil caíram 11,2% no primeiro trimestre. Mesmo assim, a entidade das revendas ainda espera uma recuperação do mercado com a simplificação dos processos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em virtude do atraso na definição das novas regras da linha de financiamento para bens de capital do banco, seguida por lentidão nas aprovações de crédito, as vendas de caminhões interromperam a recuperação mostrada no ano passado. Segundo a Fenabrave, as aprovações de financiamento, que costumam levar entre 25 e 30 dias, chegaram a demorar até 50 dias no início do ano. Contudo, o BNDES anunciou às empresas que vai simplificar a tramitação desses processos, o que deve destravar as vendas, informou Flavio Meneghetti, presidente da Fenabrave.

Assim, a entidade segue projetando crescimento de 2% a 6,4% nos emplacamentos de caminhões até o fim deste ano, o que significaria um volume na faixa de 158,8 mil a 165,7 mil unidades.

Números divulgados ontem pela Fenabrave mostraram queda quase generalizada entre os diversos segmentos da indústria automobilística no mês passado. No total, os emplacamentos de veículos – entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus – caíram 15,2% na comparação com o resultado de um ano antes e 7,2% em relação a fevereiro.

Foram licenciadas 240,8 mil unidades em março, no pior resultado em 13 meses. O setor não mostrava volume tão baixo desde fevereiro do ano passado, quando 235,1 mil veículos tinham sido emplacados. Com isso, o mercado, que crescia 4,6% até fevereiro, inverteu a curva e fechou o trimestre acumulando queda de 2,1%, num total de 812,8 mil veículos vendidos nos três meses.

Durante a divulgação dos números, Meneghetti, atribuiu o resultado negativo ao impacto do reajuste de preços – da ordem de 5% – em decorrência da recomposição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e da obrigatoriedade de dois novos equipamentos de segurança nos carros: airbags e freios ABS. Isso, disse ele, se combina ao cenário de escalada dos juros, inflação em alta e seletividade dos bancos na liberação de crédito. “O apetite dos bancos em assumir risco diminuiu consideravelmente”, comentou o executivo em coletiva à imprensa.

Fonte: Valor Econômico

Vídeos do caminhão Actros da Mercedes-Benz superam 1,5 milhão de visualizações no Youtube

Mercedes-Benz Actros Brasileiro (1)A Mercedes-Benz vem alcançando notável êxito em sua estratégia de comunicação sobre a nacionalização do caminhão extrapesado Actros, que é produzido na fábrica da Empresa em Juiz de Fora, Minas Gerais. Os dois vídeos postados no Youtube já superam a marca de 1,5 milhão de visualizações.

“De forma inédita no segmento de veículos comerciais, a Mercedes-Benz utilizou o Youtube para o lançamento de uma nova campanha publicitária e estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado”, diz Cláudia Campos, gerente de Marketing e Comunicação Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “O primeiro vídeo, chamado de SambActros, encantou pela descontração e bom humor, obtendo 1.130.000 visualizações em 22 dias, sendo rapidamente compartilhado nas redes sociais”.

Mercedes-Benz Actros Brasileiro (2)Na última segunda-feira, 17 de março, a Empresa postou um novo vídeo da campanha. Desta vez, Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina, reforça o posicionamento do Actros como um caminhão cada vez mais brasileiro e adequado ao perfil do transporte de carga no País, com destaque especial para o financiamento via BNDES Finame. Em sua mensagem, Schiemer convida os clientes a conhecerem o Actros na rede de concessionários da marca, presente em todos os estados do território nacional.

A campanha de nacionalização do Actros, eleito quatro vezes o caminhão do ano na Europa, também inclui anúncios de revista e jornal com concepções específicas para as diferentes regiões do País, sendo veiculados em parceria com os concessionários. Esse mesmo conceito foi aplicado aos jingles, que são cantados em ritmo de carnaval, samba, sertanejo e música gaúcha, reforçando o aspecto regional da comunicação.

Com essa campanha, a Mercedes-Benz reforça importantes atributos da linha Actros de caminhões extrapesados, como: economia no consumo de combustível, elevado padrão de conforto e, a partir de agora, financiamento via Finame, ampliando as facilidades para o cliente adquirir o seu caminhão. “Destacamos ainda nos anúncios que o Actros, além de agora ser fabricado no Brasil, atende às necessidades específicas dos nossos transportadores, o que demonstra a preocupação com a qualidade do produto oferecido aos clientes”, diz Cláudia.

Actros já pode ser financiado com até 80% das condições do Finame

Mercedes-Benz Actros Brasileiro (3)Os caminhões extrapesados Mercedes-Benz Actros 2646 6×4 e 2546 6×2, para aplicações rodoviárias, já podem ser financiados com até 80% das condições do BNDES Finame. A previsão é que, em 2015, o Actros atenda a todos os requisitos do BNDES Finame, ampliando as facilidades e as vantagens para o cliente adquirir o seu caminhão.

Veja os vídeos:

Fonte: Mercedes-Benz

Caminhões ainda não superaram atraso das regras do PSI

Scania R StreamlineNem a maior quantidade de dias úteis e o tardio feriado de carnaval fizeram com que a indústria de caminhões registrasse um primeiro bimestre superior ao do ano passado.

Em fevereiro, contrariando as expectativas do setor, o mercado consumiu 10 mil 465 unidades, volume 3,5% inferior aos 10 mil 841 licenciamentos do primeiro mês do ano, segundo dados da Fenabrave.

Como a indústria considerou janeiro como ‘mês perdido’ em função da demora na oficialização do PSI Finame 2014 – as novas regras entraram em vigor apenas em 27 de janeiro – a baixa nos resultados de fevereiro torna-se ainda mais relevante.

O resultado do bimestre ficou 3,8% inferior ao do mesmo período do ano passado, com 21 mil 306 unidades ante 22 mil 164 caminhões licenciados em janeiro e fevereiro de 2013.

Para Luiz Moan, presidente da Anfavea, o acúmulo de processos no BNDES ainda prejudica o desempenho do segmento. “Em razão do atraso não houve liberações de crédito durante quase cinquenta dias. Ainda há processos enroscados.”

Alarico Assumpção Jr., presidente executivo da Fenabrave, também relatou o excesso de propostas de financiamento PSI encaminhadas ao BNDES, o que prejudicou o fluxo de aprovações. “Foi um volume pesado para a estrutura do BNDES. Em março as liberações de crédito se normalizaram, mas vale lembrar que já se trata de um processo historicamente demorado, de 30 a 60 dias.”

Concessionários consultados pela reportagem citaram ainda a suspensão da PAC, Proposta de Abertura de Crédito, simplificada: por meio dela o próprio agente financeiro analisava a proposta e liberava o crédito, cabendo ao BNDES apenas sua ratificação. Pelas novas regras no momento está vigente apenas a PAC convencional, na qual o agente financeiro apenas reúne e envia todas as informações do cliente ao banco estatal, responsável agora também por analisar o cadastro e aprovar ou reprovar o crédito.

Assumpção Jr. afirma desconhecer problemas relacionados a liberação de crédito por meio do PSI, mas afirma que a Fenabrave pleiteia o retorno da modalidade simplificada.

O BNDES afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o volume de crédito do bimestre ainda não tem divulgação autorizada “mas dado o alto volume de aprovações em dezembro, com R$ 4,5 bilhões para o PSI BK Ônibus e Caminhão, as liberações seguiram fortes nos meses subsequentes, janeiro e fevereiro”.

Para a indústria, entretanto, a queda nas vendas não está relacionada apenas ao Finame. Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea e diretor de assuntos institucionais da Mercedes-Benz, entende que o consumidor do segmento está em compasso de espera. “O cliente está dando um tempo. Não se sabe exatamente se haverá alta no PIB este ano, e se o PIB vem o caminhão vem atrás. Mas a alta na safra de grãos, estimada em 190 milhões de toneladas, movimentará o segmento de extrapesados.”

Rogério Rezende, também vice-presidente da Anfavea e diretor de assuntos institucionais e governamentais da Scania, acredita que o momento é de reflexão por parte do consumidor e, portanto, não se pode falar em mercado desaquecido. “O cliente de caminhões já é racional e está mais racional do que nunca, aguardando os movimentos da economia e do mercado.”

Fonte: Portal Autodata

Fabricantes de implementos descartam recorde de produção este ano

bitrem nomaApesar do ano recorde registrado em 2013, a indústria de reboques está pessimista para 2014, mesmo com a projeção de crescimento de 5% para o mercado de caminhões (as duas atividades são intimamente ligadas). De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), a expectativa é de queda de 5,4% da produção neste ano, puxada pelo segmento pesado.

“Temos uma postura bem conservadora para 2014. Acredito que vamos andar um pouco para trás”, afirma o presidente da Anfir, Alcides Braga.

O executivo explica que os reboques e semirreboques (usados em caminhões pesados) sofreram uma certa antecipação de compra em 2013, uma vez que o setor usufruiu de condições especiais do financiamento do BNDES para a compra de bens de capital (Finame). Por isso, neste ano, a queda no segmento pesado deverá ser de 10,94% em relação a 2013.

Segundo Braga, os motivos que sustentam a previsão pessimista da entidade giram em torno, basicamente, do aumento das taxas do Finame e eventos como Copa do Mundo e eleições. “Estamos preocupados com essas interrupções, que podem desviar o foco do apetite de compra dos empresários”, destaca Braga.

As novas condições do Finame, de acordo com a Anfir, devem impactar sensivelmente os negócios no setor. Durante todo o ano passado, as taxas de juros foram consideradas muito atrativas (entre 3% e 4%) e o financiamento cobria 100% do bem de capital. Em 2014, as alíquotas subiram para 6% e será exigida uma entrada de 10% para pequenos e médios e 20% para grandes empresas.

“O raciocínio é de que será um ano difícil para o segmento”, ressalta Braga. Já na linha leve, espera-se que a queda seja bem menor, de 2,64% na mesma base de comparação.
“A expectativa de aquecimento do comércio de bebidas e eletroeletrônicos pode contribuir com as vendas de carrocerias sobre chassis, que transportam estes itens”, diz Braga.

Em 2013, os emplacamentos de reboques e semirreboques cresceram 33,56% em relação a 2012. Já em leves, houve queda de 18,06% na mesma base de comparação. “Carroceria sobre chassi foi a grande decepção do ano”, diz Braga, que explica. “Pequenos e médios, maiores consumidores do segmento, têm pouco acesso ao BNDES”, diz.

Fonte: DCI

Anfavea diz que atraso na regras do PSI prejudicou setor

Volvo FH - Auto SuecoA Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avaliou nesta quinta-feira, 6, que a queda de 18,7% na produção de veículos em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2013, é explicada pela demora na regulamentação das novas regras do Programa de Sustentação dos Investimentos – o BNDES Finame – PSI, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para máquinas e equipamentos. Apesar de as mudanças terem sido anunciadas em dezembro, a portaria que oficializa as normas para o financiamento só foi publicada no dia 24 de janeiro, uma sexta-feira, prejudicando os resultados do setor no início do ano.

“Algumas montadoras concederam férias coletivas antecipadas em dezembro e as estenderam até 20 de janeiro. O impacto foi bastante forte na produção”, explica o presidente da Anfavea, Luiz Moan. De acordo com ele, de 13 de dezembro, quando foi suspenso o PSI em vigor no ano passado, até 26 de janeiro, houve uma redução da produção.

“O PSI somente foi colocado em operação no final de janeiro, o que prejudicou sobremaneira a comercialização de caminhões e ônibus”, destacou Moan. As vendas de caminhões caíram 10,9% na comparação com janeiro do ano passado. Para ônibus, a queda foi de 19,6% no mesmo período.

Rogério de Rezende, vice-presidente da Anfavea e responsável por Assuntos Institucionais e Governamentais da Scania, ressaltou que é “muito importante” para a indústria de caminhões trabalhar com previsibilidade no tempo, o que não ocorreu no ano passado. De acordo com ele, 90% da produção de caminhões hoje é financiada pelo PSI.

Apesar disso, o atraso não interfere nas metas da Anfavea para 2014. “A regulamentação da operação (do PSI) começou a valer a partir de 27 de janeiro e permanece até o fim do ano, daqui para frente temos que considerar as operações normais do PSI. Foi um efeito pontual do mês de janeiro”, afirmou Moan. A projeção é de alta de 1,4% na produção de veículos, na comparação com 2013, e aumento de 1,1% nas vendas.

As vendas de veículos novos, considerando comerciais leves, automóveis, caminhões e ônibus, cresceram 0,4% na comparação com janeiro de 2013, chegando a 312.618 unidades comercializadas. Moan afirmou que o resultado é o maior para o mês de janeiro já apurado pela entidade, mas poderia ser ainda melhor se não fosse o entrave provocado pela demora na regulamentação do PSI.

De acordo com o presidente da Anfavea, houve redução de 9% no estoque do setor, de dezembro para janeiro, de 353 mil unidades para 320 mil, o que significa 31 dias de venda. A expectativa é de que fevereiro seja um mês forte de vendas, na comparação com o mesmo período do ano passado, já que o carnaval neste ano acontece só em março.

Máquinas agrícolas

A demora na publicação da portaria do PSI afetou também o resultado de máquinas agrícolas, cuja produção caiu 13,6% ante janeiro do ano passado. As vendas recuaram 29,9% na mesma base de comparação. Milton Rego, também vice-presidente da Anfavea, explica que desde novembro, pela demora na regulamentação do programa, havia uma expectativa de redução drástica nas vendas de máquinas agrícolas. As férias coletivas, de acordo com ele, foram ampliadas em razão da dificuldade do processamento dos contratos de financiamento. “Mas não indica tendência do mercado do ponto de vista estrutural e a previsão continua sendo de estabilidade para 2014″, disse.

Apesar disso, Rego alerta que janeiro é um período importante de venda de colheitadeiras, mas o resultado deste ano ficou prejudicado pela falta de regulamentação do PSI e a situação pode se repetir na virada para 2015. “A expectativa é de previsibilidade, mas, de novo, no final do ano, se não for contornada a questão antes, deve voltar a acontecer.”

Fonte: Agência Estado

Concessionárias se apressam para faturar caminhões até sexta

konradDepois de mais de 40 dias sem poder fazer negócios pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), as concessionárias de caminhão respiraram aliviadas na última sexta-feira (24), com a publicação, no Diário Oficial da União, da portaria 29, que traz as novas regras de Finame e Pró-Caminhoeiro. Só agora, as lojas poderão faturar os primeiros veículos do ano utilizando os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O gerente comercial da Konrad, concessionária da marca Ford, em Maringá, Fernando Xavier Mourão, conta que está correndo contra o tempo para faturar até a próxima sexta-feira (31) todos os veículos que foram vendidos nos últimos 40 dias. É que até lá será possível utilizar a modalidade simplificada. Depois, somente a convencional.

Na primeira, o banco de varejo autoriza o faturamento e depois manda a documentação para o BNDES. Na forma convencional, o banco envia a documentação para o BNDES, que a analisa e autoriza o faturamento, o que pode levar a concessionária a uma espera de até 90 dias pelo dinheiro.

Apesar dos negócios estarem suspensos desde 13 de dezembro, Mourão comemorou o fato de o banco de fomento ter liberado em grande monta os recursos pendentes do ano passado. “Tínhamos R$ 10 milhões para receber e recebemos mais de R$ 8 milhões”, afirma.

Fonte: Revista Carga Pesada Texto de Nelson Bortolin

BNDES deve desembolsar R$ 10,5 bilhões para financiar projetos na área de logística em 2014

estrada1O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê que irá liberar financiamentos num total de R$ 10,5 bilhões para o setor de logística no Brasil ao longo deste ano. Os recursos estão previstos nas linhas de financiamento da instituição para os modais ferroviário, rodoviário e investimentos em infraestrutura no setor de transportes.

Além disso, o crédito também pode contemplar projetos de eficiência energética, aquisição, importação e leasing de bens de capital e planos de investimentos para micro, pequenas e médias empresas. O apoio às concessionárias que venceram leilões realizados pelo governo federal também está contemplado.

Do montante, R$ 2,4 bilhões irão para portos, R$ 2,6 bilhões para aeroportos, R$ 1,7 bilhão para ferrovias e R$ 3,8 bilhões para rodovias.

Nos dois últimos anos, a instituição desembolsou R$ 21,6 bilhões para investimentos no setor. O setor privado levou a maior parte da verba: aproximadamente R$ 20 bilhões.

Conforme o BNDES, portos receberam R$ 4,8 bilhões. Desse total, uma parcela de 87% foi para empresas privadas, sendo que em 18% desses casos foi para concessões. Outros 13% foram solicitados pelo setor público. Para aeroportos, o financiamento somou R$ 6,1 bilhões e, para ferrovias, R$ 5,9 bilhões. Nas duas situações todo o valor foi para o setor privado e, quase a totalidade, para concessionárias. Já projetos para rodovias receberam R$ 4,8 bilhões, sendo 19% para o setor público e 81% para o setor privado. No último caso, todo o valor foi para concessões, 30% delas federais.

Fonte: Agência CNT de Notícias Texto de Natália Pianegonda