Caminhoneiros têm dificuldades para superar atoleiros em rodovia de MT

Os caminhoneiros enfrentam uma série de atoleiros quando trafegam pela MT-358, perto de Campo Novo do Parecis, distante 397 quilômetros de Cuiabá. Segundo os motoristas, as chuvas dos últimos dias pioraram ainda mais a situação da rodovia. Muitos caminhoneiros interromperam a viajem porque ficaram atolados nos atoleiros.

O caminhão do motorista Aparecido Eugênio chegou a ficar tombado por cinco dias no local. “ É prejuízo para o produtor, para o caminhoneiro e para quem paga IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). O meu vence no mês de abril e vou ter que pagar”, desabafou o caminhoneiro. Os caminhoneiros calculam os prejuízos com os atoleiros. “Praticamente metade da soja caiu do caminhão e foi por água abaixo com a queda”, disse Eugênio.

A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) pede providências para o governo do estado. “ É inadmissível ainda termos em Mato Grosso rodovias em situações precárias como essa, por onde passa toda riqueza do estado”, contestou o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro.

A Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana informou, por meio da assessoria de imprensa, que as máquinas estão no local ajudando os caminhões que estão atolados. Ainda de acordo com a secretaria, este trecho da MT-358 vai passar pela avaliação de engenheiros que vão definir o que deve ser feito para melhorar as condições de trânsito.

Fonte: TV Centro América MT

Rodovia Transamazônica fica tomada por atoleiros nesta época do ano

No Norte do Brasil, nesta época do ano, a rodovia Transamazônica costuma ser tomada pelos atoleiros, e de uma forma que, em muitos trechos, fica impossível seguir viagem. Os repórteres Fabiano Villela e Reginaldo Gonçalves percorreram 200 quilômetros no estado do Pará.

A equipe do Jornal Nacional pegou a estrada em uma típica noite do inverno amazônico. Entre Altamira e Anapu, a situação da rodovia é crítica na região onde está sendo construída a usina de Belo Monte. São sete quilômetros de escuridão, buracos e lamaçal na Transamazônica.

Seu Ivan desceu do carro para ver se tinha condições de seguir viagem. Com ele estavam a mulher, a filha e a neta. “Tem 33 anos que moro aqui, e toda vida nesse sufoco”, lamenta a mulher.

“Vou ter que encarar. Vai ser o jeito. Eu não vou ficar no meio da chuva, vou tentar”, diz Ivan.

Ivan conseguiu. Outros que arriscaram a travessia não tiveram a mesma sorte. À 1h da manhã, a chuva não parava, e a situação da Transamazônica era essa: uma estrada de lama. Um caminhão de azulejos ficou no caminho. A mesma coisa com uma carreta de combustível. Os motoristas precisam passar a noite no local.

“Nós puxamos combustível daqui para Anapu e está nessa demora toda, gastando três dias em uma viagem”, conta um homem.

A chuva persistiu na manhã seguinte, quando os transtornos são mais visíveis. Um trecho da rodovia ficou um caos total. Um caminhão ficou atolado.

São 500 metros de atoleiro entre dois trechos de rodovia asfaltada. “Isso é uma vergonha. Um pedacinho de asfalto faltando e fica esse negócio que ninguém passa”, desabafa um homem.

“Estou indo para Brasil Novo. Só Deus sabe se vou conseguir. Lá na frente tem outro pior”, diz outro.
E tinha mesmo. Um veículo não conseguiu atravessar o atoleiro. Os passageiros precisaram desembarcar.
“Só descendo da moto mesmo para enfrentar esse lamaçal. Porque senão a gente cai. É muito perigoso quebrar uma perna, um braço. A lama está muito ruim”, conta uma mulher.

Entre os municípios de Brasil Novo e Medicilândia, a equipe do Jornal Nacional encontrou uma fila de caminhões e ônibus, provavelmente por causa de um atoleiro à frente. O caminhão afundou na lama e bloqueou a pista. Dezenas de pessoas ficaram no caminho. Os passageiros de outro ônibus estavam no local há mais de 20 horas.

“Passando sede, fome, sono”, revela um passageiro.

A maior extensão da Transamazônica fica no Pará. Em 40 anos, apenas 20% da rodovia foram asfaltados no estado. “Nunca entrou um governo para dar jeito nisso aqui, nunca. O povo aqui sofre demais, é um sofrimento”, reclama um homem.

“Somos todos brasileiros, vivemos com a mesma carga tributária. Mas em condições diferentes. Esse é o retrato do abandono e do descaso que vivemos aqui”, conclui um motorista.

O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) informou que empresas de conservação estão fazendo a manutenção da Transamazônica, e que se mantêm em prontidão para evitar a interrupção no tráfego. O prazo previsto para a conclusão das obras no trecho dos atoleiros é julho de 2015.

Fonte: Jornal Nacional

Caminhoneiros querem cobrar na Justiça prejuízos na Transamazônica

Os caminhoneiros, que passam pela Transamazônica (BR-230), querem cobrar na Justiça os prejuízos causados aos veículos por causa das condições da rodovia. Os trabalhadores chegam a esperar até quatro dias para retomar a viagem em locais da via nas proximidades do rio Aripuanã, na cidade de Novo Aripuanã, a 227 Km de Manaus em linha reta.

As mercadorias transportadas para Apuí, a 453 Km da capital em linha reta, ficam paradas em atoleiros que se formam com o período chuvoso. Segundo o caminhoneiro, Jadson Clayton Santos Souza, os trabalhadores aguardam na fila o momento de seguir viagem. “Quem vai chegando vai enfileirando atrás. Vamos tentando. Quando passa o primeiro, vamos ajudando puxar os outros”, afirmou.

Os motoristas ajudam a puxar os caminhões com cabos de aço, o que pode danificar o motor. O caminhoneiro Geraldo da Silva Gumeiro fica indignado com a situação. “Tive um prejuízo grande. A frente do meu caminhão foi arrancada. Dois mil reais só o prejuízo que tive. Vou chegar em Porto Velho [RO], vou arrumar um advogado, acionar a Justiça Federal e quero receber centavo por centavo que eu gastar no caminhão”, declarou.

Transamazônica

A rodovia Transamazônica foi projetada para integrar a Região Norte ao restante do país. Ela corta sete estados brasileiros e é considerada a terceira maior rodovia do Brasil, com cerca de 4.000 quilômetros de extensão, ligando Cabedelo, na Paraiba, a Benjamin Constant, no Amazonas. Parte da rodovia não é pavimentada, principalmente na região dos estados do Pará e Amazonas.

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Fonte: Globo Amazônia