Anos dedicados as rodovias brasileiras

Scania LK 111A profissão de caminhoneiro requer muita atenção e profissionalismo. Atualmente é considerada uma profissão de perigo, pois muitos saem para trabalhar sem saber ao certo o que poderá acontecer. Os assaltos a caminhoneiros cresceram deixando-os bastante preocupados.

No dia 30 de junho é comemorado o Dia do Caminhoneiro e para falar desta profissão nada melhor do que o ex-caminhoneiro Nilo Sanches, que percorreu as estradas brasileiras em seu caminhão durante 38 anos. Atualmente ele tem 77 anos, é casado com a Vera Ferdinando Sanches, com quem teve 4 filhos sendo 3 homens e 1 mulher e tem 6 netos. Nasceu e foi criado em Cravinhos na Fazenda Buenópolis, trabalhava com trator, sendo que começou a aprender a dirigir também caminhão. Desde 1954 começou a trabalhar com caminhão, mas somente em 1957 tirou a CNH para poder dirigir caminhões nas estradas.

“Trabalhava com café nas fazendas das Flores e na Buenópolis, depois passei por diversas empresas onde exercia o trabalho de motorista de caminhão, e após 38 anos nas estradas do Brasil decidi me aposentar”, conta Nilo Sanches.

Nilo se dedicou ao trabalho por 38 anos e em todo esse tempo de profissão não passou por nenhuma história triste. Na família de Nilo o filho Carlos Cesar se espelhou no pai e também decidiu ser caminhoneiro, uma paixão que teve quando ainda era criança.
“Sempre orientei meu filho de que se tratava de uma profissão perigosa, e que ele ficaria longe da família, mas mesmo assim decidiu optar pela minha profissão”, diz Sanches.

Carlos César tem o filho Gabriel, 23 anos, que o acompanha em viagens sendo também apaixonado por caminhões. “Quando íamos descarregar e carregar era muito complicado, pois as pessoas não respeitam, muitas vezes passavam-se dias e dias na fila para poder descarregar, é um trabalho cansativo. O motorista não tem valor, atualmente os donos das empresas engatam carretas e um motorista faz o trabalho de dois, o que deixa o caminhoneiro cansado fisicamente e psicologicamente”, conta Nilo Sanches.

Segundo Nilo, o motorista era mais valorizado até o ano de 1990 e que a partir daí as pessoas passaram a abusar dos caminhoneiros, deixando-os sobrecarregados e muitas vezes cansados, pois pouco tempo sobra para que eles relaxem.

“Tive sorte em trabalhar em bons lugares, mas vi muitos companheiros de profissão passarem apertado. Tudo que conquistei na minha vida foi em cima de um caminhão, ser caminhoneiro para mim foi bom, mas atualmente a profissão está muito perigosa”, diz o cravinhense.

Por isso se a pessoa sonha em ser caminhoneiro e pretende seguir a profissão ela deve saber que ficará longe de casa por muito tempo, pois é uma profissão dedicada as estradas brasileiras, sejam elas ruins ou boas, assim deixando a família em segundo plano.

Fonte: A Tribuna Texto de Jamila Grecco

Será que faltam caminhoneiros?

Caminhões na BR-476 - Foto de Rafael Brusque Toporowicz - Blog do CaminhoneiroMais uma vez saiu na mídia uma matéria falando da falta de caminhoneiros e da preocupação dos produtores com a dificuldade de escoamento da produção por causa disso. O Sindicato das Empresas de Transporte de Mato Grosso do Sul disse que faltam mais de 4 mil motoristas naquele estado.

Mas onde estão as vagas? No Blog do Caminhoneiro há espaço para publicação de vagas de emprego e também de currículos, e o número de currículos é impressionantemente maior que o número de vagas.

Caminhoneiros que conheço, com anos de experiência, um deles, que conversou com o Blog, trabalhou até como Master Driver em uma das mais importantes montadoras de caminhões do Brasil, estava desempregado e não conseguia nenhuma oportunidade. Milhares de jovens motoristas, muitos deles com seriedade e postura de profissional, não conseguem a primeira oportunidade de trabalho.

De acordo com Alexandre Rangel, caminhoneiro de Linhares no Espírito Santo, duas situações agravam o problema da falta de oportunidades: “Creio eu que são dois fatores mais agravantes… O primeiro é a falta de experiência, muitas vezes não comprovada em carteira, e a outra é a necessidade de ter alguém para influenciar, um amigo ou conhecido, que já esteja na empresa na qual a pessoa queira entrar. Mas acho que das duas, a influência de alguém é mais importante que a própria experiência”.

Hélio David de Almeida, colunista aqui do Blog e sócio de uma transportadora, diz que o problema não é a falta de experiência, mas sim a mentalidade de quem decide ser caminhoneiro, a onda “jovem” que tem tomado conta dos noticiários com acidentes e atitudes imprudentes e nada profissionais atrás do volante, além de não se ter confiança de que o motorista vá ficar na empresa, e que, se sair do emprego, o que fará com a empresa. Por isso, se o candidato à vaga for indicado por alguém de confiança, terá mais chance de conseguir o emprego.

Outro grande ponto, que dificulta a contratação de caminhoneiros, é a falta de vontade de muitas empresas em treinar os motoristas jovens sem experiência, dentro da própria empresa, ao lado de um motorista experiente. As poucas empresas que fazem isso tem um ótimo retorno, já que o jovem aprendiz terá o conhecimento fornecido pela empresa, para trabalhar em um veículo da empresa, evitando vícios de trabalho, com erros corriqueiros, diminuindo riscos e quebras do veículo.

O investimento das empresas em caminhões cada vez mais tecnológicos e caros mudou o perfil do caminhoneiro, antes generalizado em um motorista sujo de graxa, para um profissional uniformizado, educado e cada vez mais antenado. Agora, além dos conhecimentos básicos de direção e mecânica, o caminhoneiro precisa entender de computadores de bordo, rastreadores, além de conviver com cobranças por médias de consumo e horários cada vez mais apertados.

Se o perfil das empresas também não for atualizado, logo teremos proprietários de caminhões, com grandes frotas, tendo que sentar atrás de um volante para cumprir contratos.

A profissão de caminhoneiro, que na verdade se trata de um estilo de vida, está realmente afastando os motoristas experientes e diminuindo o número de novos caminhoneiros, por causa de vários problemas enfrentados na estrada, como falta de segurança, acidentes e tantos outros. Por isso é necessário uma grande modificações dos padrões do relacionamento entre caminhoneiros e empresas, visando melhorar a vida de quem está no volante e também a rentabilidade do negócio de transportes.

Blog do Caminhoneiro

30 de Junho – Dia do Caminhoneiro

background-truck130 de junho, 2014. São mais de 100 anos de transportes por caminhões e a data do “Caminhoneiro” é comemorada desde 1986 no Brasil. Esses homens e mulheres, feras do volante, vivem uma dura e triste realidade, transportando mais de 60% de tudo o que é produzido em nosso país. São milhões de caminhões e milhões de caminhoneiros que todos os dias andam por milhares de quilômetros de asfalto.

Mesmo com uma importante e delicada profissão, trabalhar como caminhoneiro não gera o merecido reconhecimento, não dá retorno financeiro equivalente aos tantos dias foras de casa, não dá direitos. Sobram explorações, abusos contra a profissão, que roubam a esperança e a vontade de devorar o asfalto.

A cada dia surge uma nova cobrança, um novo documento, um nova exigência, sobram caminhões potentes, caros e imponentes. Faltam investimentos em serviços necessários, falta segurança, falta apoio. Faltam cursos, treinamentos e outros investimentos à peça mais importante do transporte, que é o caminhoneiro.

Eu não desejo ao caminhoneiro um dia feliz. O caminhoneiro merece uma vida feliz, merece poder trabalhar com segurança e conforto, merece poder descansar melhor, merece poder dar um abraço na família com mais frequência, merece se aposentar com dignidade. Dignidade de um trabalho que movimenta uma economia gigantesca.

O Blog do Caminhoneiro acredita em um futuro mais digno a todos os CAMINHONEIROS.

PARABÉNS AMIGOS DA ESTRADA!

Caminhoneiros não descansam e riscos de acidentes continuam

caminhoes-noiteEmbora exista uma lei federal que regulamenta as condições da jornada de trabalho dos motoristas profissionais no Brasil, a fiscalização tem deixado a desejar e a maioria das empresas tira proveito da situação e não segue o que está estabelecido.

O problema, além de desrespeitar a legislação trabalhista, colabora para o aumento do índice de acidentes nas mal conservadas rodovias federais e estaduais. Em Mato Grosso, a situação não é diferente.

Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores de Empresas de Transporte Terrestre de Cuiabá e Região, Ledevino Conceição, as poucas empresas que cumprem a legislação o fazem por força do contrato com os próprios motoristas.

“A maioria das empresas não cumpre a lei e as que cumprem é por causa do contrato com os profissionais. A lei está em vigor, mas a fiscalização é pouco efetiva, quase suspensa no nosso estado”, afirma o sindicalista.

Além disso, há o temor quanto à possibilidade de aplicação de multa, caso a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagre o desrespeito à legislação.

O problema é que raramente os motoristas são parados por esses casos. O senhor Marildo José Dequique, de 51 anos, conta que não cumpre a lei, pois precisa cumprir os prazos de entrega da mercadoria que transporta pelo Brasil. Mesmo assim, nunca foi autuado.

“Somos cobrados para cumprir o prazo. Então, mesmo com a lei em vigor há dois anos, eu nunca cumpri e nunca fui multado ou fiscalizado”. A PRF garante que há fiscalização e em caso de flagrante, além da multa, retém o veículo para que o motorista possa descansar no local.

De acordo com a Lei 12.619 de 2012 (conhecida como lei do descanso), a jornada diária do motorista profissional é de oito horas, com possibilidade de duas horas extras, totalizando então o máximo de dez horas.

A legislação em vigor ainda prevê que, nas viagens de longa distância, aquelas em que o motorista permanece fora de casa por mais de 24 horas, o profissional deverá fazer intervalo mínimo de descanso de 30 minutos a cada quatro horas ininterruptas de direção.

Ledevino lembra que a categoria precisa cumprir o horário por conta da pressão física e mental sobre os profissionais. “É uma profissão cansativa, física e emocionalmente. Os motoristas ficam dias longe da família, dormem pouco e estão sujeitos aos perigos das estradas, como buracos, outros motoristas imprudentes e também a violência, os assaltos e sequestros”, diz.

O Sindicato das Empresas Transportadoras de Carga de Mato Grosso (Sindmat), por sua vez, negou a afirmação de Ledevino. Segundo o advogado Roni Barbosa, que representa o Sindmat, as empresas estão obedecendo a legislação, embora cada empresa realize contratos diferentes com os servidores . “Nego veementemente. As empresas têm as suas formas de contratação, mas a legislação está sendo cumprida”, afirmou.

Lei impede cumprir prazos de entrega da mercadoria, afirmam motoristas

Foto: Renan Marcel“Se a gente parar o caminhão, o Brasil para”. A afirmação é do caminhoneiro Guilherme Carlos, de 43 anos. Ele argumenta que é praticamente inviável seguir à risca a Lei do Descanso.

Há 12 anos percorrendo todo o país transportando alimentos perecíveis, o motorista defende a liberação da jornada.

“O certo seria o motorista começar às 5 horas da manhã e parar às 22 horas, o intervalo ele faz quando achar necessário, sem essa de quatro em quatro horas”. Na empresa em que ele trabalha a legislação só foi seguida nos primeiros dias após a sanção presidencial e consequente entrada em vigor. “Mas hoje, ninguém segue mais”, afirma.

Foto: Renan MarcelAssim como Guilherme, os motoristas Juvenal Ruas, 49, e Valtenir Martins de Aquino, 48, dizem criticam a efetividade da jornada legal.

Ruas, que há trinta anos atua na profissão, diz que nenhum dos motoristas autônomos observa a lei, já que “fazem o próprio horário”. “Nós paramos para descansar dentro do nosso próprio horário. Às vezes, até antes de quatro horas seguidas de direção. Eu mesmo, de duas em duas horas faço uma parada ou outra”, afirma.

Aquino, por sua vez, lembra que não conseguiria cumprir os prazos para entregar a carga se seguisse a Lei do Descanso. “Uma viagem de Campo Grande a Cuiabá, que eu levo 12 horas para chegar, iria levar muito mais tempo. De Campo Grande a Porto Velho por exemplo, que fazemos em três dias, levaria um dia a mais”, afirma o profissional, que há 20 anos está percorre as estradas.

Congresso discute mudanças

Está em discussão no Congresso Nacional uma série de alterações na Lei 12.619, sancionada em 2012, que regulamenta a profissão e a jornada de trabalho dos motoristas profissionais. A reforma pretende flexibilizar a legislação e permitir que os motoristas possam aumentar tanto a carga horária obrigatória quanto as horas extras cumpridas durante uma viagem de longa distância.

Inicialmente, a Câmara dos Deputados propôs e aprovou o aumento do tempo máximo ao volante de 4 para 5,5 horas. Com a mudança, os profissionais ainda ficaram autorizados a realizarem até quatro horas extras e não apenas duas como anteriormente. A jornada de trabalho, porém, continuou limitada a oito horas. Somadas as oito horas com as quatro extras, a jornada máxima poderia chegar a 12 horas diárias.

De acordo com a proposta aprovada, a pausa obrigatória de 30 minutos deverá ser feita a cada 6 horas no volante. O tempo poderá ser fracionado, assim como o da direção, desde que o número de horas contínuas não passe de 5,5 horas. Atualmente, o tempo máximo de direção é de 4 horas contínuas.

Quando chegou ao Senado, novas alterações foram sugeridas e projeto foi duramente criticado. Os senadores resolveram manter a jornada máxima de trabalho em 10 horas, sendo permitidas apenas duas horas extras. Agora, a proposta voltou a ser discutida na Câmara até chegar a um consenso e poder ser sancionado.

Fonte: Circuito MT

14 dicas para evitar roubos e furtos de cargas

hr bauO número de roubos e furtos de cargas subiu de aproximadamente 2.500 em 1994 para mais de 32.000 em 2013, segundo um estudo realizado pela GRISTEC (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento). Por isso, a associação elencou 14 dicas de prevenção para motoristas de caminhões. Confira a lista:

1) Ao receber sinal de estranhos, não pare e nem dê carona;

2) Ao sair da transportadora ou da empresa, procure o caminho mais rápido para pegar a estrada;

3) Aproveite que o caminhão ficou vazio e faça uma revisão, verificando novamente os pneus, a parte mecânica, elétrica etc.

4) Caso seja abordado por assaltantes armados, não reaja.

5) Dormir num lugar que você não conhece é sempre um perigo. Procure o estacionamento de um posto de gasolina ou pare perto de um posto de Policiamento Rodoviário;

6) Evite deixar o veículo aberto ou a chave no contato;

7) Fique atento ao desembarque da carga. Confirme se a carga está em ordem e entregue a documentação;

8) Instale sistema de alarme e segurança. Faça seguro total (roubo, incêndio).

9) Nas paradas para refeição, abastecimento ou manutenção, não comente com ninguém sobre a sua carga, nem para onde você está indo;

10) Nunca deixe documentos ou objetos de valor expostos dentro do veículo;

11) Procure estacionar o caminhão em locais apropriados e bem iluminados;

12) Quando estiver chegando ao destino, antes de entrar na cidade, verifique o horário e calcule bem se haverá tempo para entregar a carga no mesmo dia.

13) Se não for possível, vá dormir em um estacionamento seguro, de preferência com segurança armado;

14) Se acontecer algum problema com o seu caminhão, faça o possível para chegar até um posto de Policiamento Rodoviário. Evite ficar parado em lugar deserto.

Pior colocação em estudo de saúde para profissional do transporte

Lei-do-motoristaNo dia 30 de junho comemora-se o Dia do Caminhoneiro, profissão que enfrenta inúmeros obstáculos no dia a dia, como as más condições das estradas, a pressão pela entrega da carga em tempo curto e a jornada excessiva de trabalho. A rotina problemática, no entanto, também é verificada de forma semelhante em outras ocupações do ramo de Transportes (aéreo, aquaviário e terrestre) e, por isso, a SulAmérica concluiu em estudo de saúde compreendendo dez ramos de atividade econômica, com mais de 40 mil segurados de 240 empresas, em dez capitais brasileiras, que os trabalhadores do setor apresentam o maior número de distúrbios.

Para o ramo de Transportes foram entrevistadas 2.735 pessoas de 30 a 39 anos, de 14 empresas diferentes. O resultado foi preocupante: a atividade concentrou o maior número de índices críticos, somando posições negativas em sete indicadores (IMC; Glicemia; Colesterol Total; Tabagismo; Consumo de Álcool; Infarto/AVC; e Escore de Framingham). Dos pontos negativos, o destaque ficou para o Colesterol Alto, verificado em 15% dos perfis analisados.

As incidências de sobrepeso e obesidade também estão muito presentes na vida dos segurados da carreira de Transportes, com variação entre 49,8% e 63,4%, acima do percentual de 51 pontos estimados pelo Ministério da Saúde. Já os índices de Sedentarismo alcançaram elevadas taxas em todas as áreas, entre 54,6% a 69,5%, o que indica que mais de 50% da população pesquisada não pratica exercícios ou o faz eventualmente, estatística 20% superior ao dado mundial.

“Esse resultado pode ser atribuído, em grande medida, aos reflexos das condições de trabalho dos motoristas profissionais, que costumam passar longos períodos longe da família e em solidão, dormindo poucas horas por dia quando viajam. Falta de infraestrutura rodoviária e estímulos pecuniários para a diminuição do tempo de entrega da mercadoria, muitas vezes envolvendo cargas perigosas, são fatores que também contribuem para o desencadeamento de alterações das condições de saúde do indivíduo, explica o superintendente de Gestão de Saúde, Gentil Alves.

Por outro lado, a categoria apresentou taxa de Estresse Moderado ou Alto de 29,5%, o segundo nível mais baixos do quesito dentre todas as atividades econômicas.

A pesquisa considerou mais de 15 variáveis como Pressão Arterial; Consumo de Álcool; Sedentarismo; Prevenção de Câncer; Estresse; Tabagismo; Glicemia; Colesterol Alto; IMC; entre outras. Os resultados foram divididos por Transporte; Atividades Profissionais; Comércio; Indústria da Transformação; Atividades Administrativas; Atividades Financeiras; Construção; Informação e Comunicação; Saúde; e Outros Serviços (associações e sindicatos ligados à cultura, arte e política).

Clique aqui e veja versão completa do Estudo Saúde Ativa – Ramos de Atividade Econômica.

Fonte: Editora Na Boléia

Aplicativos para conseguir fretes facilitam a vida do caminhoneiro

Truck PadA localização e a contratação de motoristas para a realização das operações de transporte tem sido motivo de preocupação para as milhares de empresas de transporte rodoviário de cargas e de logística no Brasil. Muitas transportadoras perdem contratos e deixam de faturar pela falta de carreteiros disponíveis. Uma ferramenta na internet e um aplicativo para smartphone que conectam a necessidade das transportadoras com um banco de dados de quase 200 mil caminhoneiros cadastrados podem trazer solução para este problema do setor.

Trata-se do TruckPad, o primeiro aplicativo criado para ligar o caminhoneiro à carga, iniciativa criada por Carlos Alberto Mira, empreendedor validado no transporte de cargas brasileiro por sua atuação em uma transportadora líder de cargas para o Centro-Oeste e como ex Presidente da Associação Brasileira de Logística, ASLOG. A ideia é simples, a tecnologia envolvida para transformá-la em realidade levou quase dois anos para ficar pronta e hoje já tem mais de 2.500 downloads na GooglePlay.

O TruckPad é o aplicativo que liga a carga ao caminhoneiro em um ambiente organizado, seguro e prático. “Temos, atualmente, uma base de quase 200 mil motoristas cadastrados, que estão conectados com ofertas de cargas de todo o Brasil, gerando uma rede de contatos que facilita a vida do transportador, que terá caminhoneiros disponíveis para transportar sua carga, e do motorista, que – usando nosso aplicativo em seu smartphone – não terá mais dificuldades para conseguir seu próximo frete”, explica o criador do projeto e atual vice presidente da ABTC (Associação Brasileira do Transporte de Cargas, com sede em Brasília).

A marca e o sistema TruckPad foram registrados no escritório de Copyright dos Estados Unidos em 2012 e o aplicativo foi lançado em 15 de setembro de 2013 para dispositivos Android e está disponível gratuitamente na Google Play. “Infelizmente nossa idéia tem sido copiada, contudo por sermos pioneiros e termos mais de 30 anos de experiência no setor, sabemos como ninguém como funciona a dinâmica do transporte rodoviário de cargas do Brasil. Os empresários do setor saberão distinguir quem é do ramo e quem não é”, diz o empresário. TruckPad é o primeiro aplicativo que conecta o caminhoneiro à carga no Brasil.

A primeira agência de cargas 2.0 do Brasil

A ligação entre as cargas e os caminhoneiros sempre foi feita pelas agências de cargas, tradicionais intermediários que sempre deram conta do recado. Com a evolução da tecnologia e a criação do TruckPad, o sistema tem sido utilizado como o gestor de uma agência localizada no Terminal de Cargas Fernão Dias, em São Paulo. Trata-se da “primeira agência de cargas 2.0 do Brasil”, que agora opera 100% com o sistema TruckPad, por meio do qual são geradas mais de 3 mil ofertas de cargas por mês. A agência, tradicional no terminal, é a WF Cargas, administrada por Jorge Wilmar.

Projeto premiado

Em sua trajetória até aqui, no lançamento ao mercado, o TruckPad foi eleito a “melhor startup de 2013″ no concurso Startup Weekend 2013 – em novembro do ano passado, do Google. O projeto também recebeu a medalha de primeiro lugar da etapa paulista do DemoBrasil 2014 e, recentemente, foi escolhido entre as quatro startups para a Abril Plug and Play, divisão de negócios eletrônicos do Grupo Abril, vencendo mais de 900 projetos de startups de diversos segmentos.

“A chancela do Grupo Abril (editor das revistas EXAME, VEJA, INFO, entre outras) traz uma forte credencial ao nosso projeto. E foi muito bacana ver uma startup de transporte de cargas ganhar este reconhecimento – dentre tantos outros projetos brasileiros de inovação digital”, diz o empreendedor digital Carlos Mira.

Está no ar e à disposição das transportadoras

As empresas de transporte já podem localizar e contratar um carreteiro autônomo para suas cargas através do site www.TruckPad.com.br. O serviço é gratuito para empresas e para caminhoneiros.

Fonte: Divulgação

Caminhões com excesso de peso se multiplicam nas estradas, onde fiscalização é precária

Balança inoperanteEram cerca de 9h da última segunda-feira, no quilômetro 190 da Via Dutra, em Queimados. Em menos de 15 minutos, cerca de dez caminhões-basculante deixam uma mineradora às margens da estrada, abarrotados de pedra ou areia. Na maioria deles, a carga ultrapassava a altura das caçambas, num indicativo de que circulavam com excesso de peso. No estado com a segunda maior economia do país, encontrar veículos rodando com toneladas acima do permitido é comum. A fiscalização é falha. E, além dos prejuízos às estradas, que se danificam mais rápido, sobram riscos de acidentes tanto para caminhoneiros quanto para outros motoristas.

Naquela mesma manhã, flagrantes do tipo foram feitos na BR-465, a antiga Rio-São Paulo, em Seropédica; na RJ-093, próximo às obras do Arco Metropolitano, em Japeri; e na Rio-Teresópolis, em Magé. E, apesar do perigo, o equipamento mais eficaz para coibir essa irregularidade é escasso no Rio. Atualmente, nos quase sete mil quilômetros de estradas pavimentadas do estado, existem apenas cinco balanças funcionando, todas em rodovias federais concedidas à iniciativa privada.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelos postos de pesagem nessas vias, são três na Dutra (dois em Paracambi e outro em Resende), um na Rio-Teresópolis (em Teresópolis) e um na BR-393 (em Sapucaia). Outras duas balanças estão temporariamente fora de operação, para obras: uma na Rio-Teresópolis, próximo de Magé (com previsão de retorno para agosto), e uma na BR-393, em Barra do Piraí (que deve voltar a funcionar mês que vem). Na BR-040, o equipamento na altura de Xerém está desativado para a duplicação da subida da Serra de Petrópolis.

Em SP, 186 postos de pesagem

Nas estradas estaduais, não há qualquer balança em funcionamento, admite o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). As fiscalizações são feitas com verificação de documentos. Como comparação, apenas nas rodovias estaduais, São Paulo tem 186 postos (a área do estado, no entanto, é mais de cinco vezes maior que a do Rio).

Na capital, o problema também ocorre em vias municipais, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e outras. Nem a CET-Rio, nem a Guarda Municipal atuam para combater o excesso de peso dos caminhões, até por não terem equipamentos para isso. Assim, em bairros como Olaria, onde há uma pedreira, ou Barra da Tijuca, com um grande volume de obras, se multiplicam os caminhões trafegando com carga tão pesada que chega a transbordar. Da mesma forma que acontece em regiões como o Norte e o Noroeste do estado, que são verdadeiros vazios de balanças para fiscalização.

Presidente da Associação dos Caçambeiros do Estado do Rio (Acaerj), Neno Wanderley aponta pedreiras da Região Metropolitana, em municípios como Queimados, Japeri e Nova Iguaçu, mas também outras na Região dos Lagos, como fonte de algumas das mais frequentes irregularidades. Delas, partem caminhões-basculante com excesso de peso, muitas vezes em direção a obras na capital.

— O que fazem com o caminhoneiro é um ato criminoso. Se ele não carrega, vem outro e leva. Vidas já foram ceifadas por isso. É uma prática que põe em risco a sociedade. Com excesso de peso, o desgaste do caminhão é muito maior. Os pneus, por exemplo, ficam lisos mais rápido. A suspensão e o sistema de frenagem são prejudicados — diz Neno.

Ele lembra que, no ano passado, a categoria fez uma paralisação para exigir o cumprimento de leis. Houve reuniões com órgãos como o Ministério Público Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), terminando num acordo para as mineradoras se adequarem. Neno diz, no entanto, que ele não vem sendo cumprido. Por isso, defende agora que seja firmado um termo de ajustamento de conduta (TAC), para a instalação de balanças em todas as 33 mineradoras do estado.

Para a PRF, caminhões que trabalham para pedreiras e areais também são o principal problema. Um dos responsáveis por iniciativas de combate a essa irregularidade, o policial Leandro Xavier lembra que, ano passado, foram realizadas três grandes operações para coibir a prática, com o uso de balanças de terceiros, uma vez que a PRF não tem o equipamento. Logo se constatou, porém, que caminhoneiros passaram a buscar rotas alternativas às estradas federais.

— Esses caminhões causam transtornos no trânsito. E são vários os riscos. Num caminhão com pedras, por exemplo, algumas podem se soltar pelo caminho, provocando um acidente. Outro risco é que esses veículos são projetados para um determinado peso, mas, se a carga a excede, a capacidade de frenagem diminuiu — disse ele.

Só nas balanças da ANTT, no ano passado foram autuados 76.282 veículos. Até o último dia 3 deste mês, tinham sido 29.045 autuados nas rodovias do Rio. O excesso de peso é considerado uma infração média, com multa inicial de R$ 85,13, que aumenta a cada 200 quilos ou fração de excesso de peso apurados.

Prejuízos

Não só no Rio, como em todo o país, a fiscalização não vem funcionando a contento. Há oito anos, o Dnit lançou o Plano Diretor Nacional Estratégico de Pesagem. Mas um relatório da Controladoria Geral da União, do ano passado, apontou que a implementação do plano estava muito aquém do previsto. Segundo o relatório, nas estradas federais administradas pelo Dnit, o prejuízo causado pela ineficiência do sistema era de mais de R$ 1,4 bilhão por ano aos cofres públicos, com a recuperação da pavimentação.

Para as rodovias estaduais, José Hylen, da Diretoria de Operação, Monitoramento e Controle de Trânsito do DER, afirma que o órgão contratou uma consultoria para levantar os pontos de volume de tráfego e carga nas rodovias. A partir desse estudo, que deve ficar pronto em até 60 dias, será estabelecido quantas balanças são necessárias.

Vídeo

Fonte: O Globo

Caminhoneiro cai no golpe do consórcio

consorcio-casa-carro-moto-caminhaoO caminhoneiro autônomo Alessandro Pereira dos Reis queria aumentar sua renda e, para isso, planejou adquirir outro caminhão. Só que acabou fazendo consórcio de um imóvel. “O vendedor falou que não haveria nenhum problema, que eu poderia usar o saldo de caixa do consórcio para adquirir o caminhão”, conta.

A prática, segundo a gerente do departamento jurídico da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), Elaine da Silva Gomes, não é aceita. “Há regras. O consumidor deve verificar qual é o bem de referência a que ele tem direito no contrato. Os grupos são divididos por segmentos, que podem ser de bens ou serviços. Se ele adquiriu uma cota de imóvel, ele não pode trocar por um veículo. Agora, se ele entrou com a ideia de adquirir um caminhão, pode trocar por carros e motos”, explica.

Ela aconselha que o consumidor nunca confie em promessas verbais, e guarde panfletos e propagandas das empresas. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informa que é preciso verificar se existem reclamações contra a administradora no Banco Central ou nos Procons.

A entidade ressaltou, em nota, que é importante que o consumidor se informe sobre a quantidade de participantes que já aderiram, e, se o grupo já foi constituído, sobre a saúde financeira do grupo.

Promessa

Alessandro Reis disse que o vendedor da empresa, cuja razão social é Marconsor Representações Comerciais, no bairro do Tatuapé, em São Paulo, prometeu que o crédito seria liberado em 30 dias e pediu para que fosse depositado em sua conta pessoal R$ 2.200, que é uma espécie de seguro. “Só que o caminhão não saiu. Além do mais, o valor que eles me falaram das prestações seria de R$ 1.900, e recebi boletos de R$ 4.000, R$ 6.000”, diz.

A advogada da Abac ressalta que o consorciado só é contemplado através de sorteio ou lance. “O consumidor pode comprar uma carta contemplada, só que, para isso, a administradora tem que aceitar”, observa.

Polícia

O consumidor conta que tentou solucionar o problema e voltou a São Paulo, no último dia 16, mas não teve resultado. “Cheguei a fazer boletim de ocorrência. E já liguei para administradora informando que não queria mais o consórcio”, diz.

Empresa diz que cumpre a lei

A Marconsor, no Tatuapé, em São Paulo, que vendeu a cota de consórcio para Alessandro Pereira dos Reis, foi procurada insistentemente pela reportagem, mas, até o fechamento desta edição, não retornou aos contatos. Um atendente informou que a empresa cumpre a lei que trata do Sistema de Consórcio. “Temos uma ficha de check-up, com várias perguntas para que o cliente fique ciente de tudo. E, depois, a administradora liga para o cliente”, diz.

E ressaltou que a empresa não vende cota contemplada. “Além do mais, qualquer depósito é feito na conta do consórcio e nunca do vendedor”, frisa. A empresa vendeu uma cota da H Consórcio, que informou que Reis é consorciado, mas que não tem relação com a Marconsor. “A placa tinha um nome quando em fui lá a primeira vez e, depois, mudou”, conta Reis.image

“Se oferecer entrega imediata, é indício de golpe”

Qualquer tipo de negócio requer cuidado. Há empresas sérias, que estão há muito tempo no mercado. Só que há também fraudes. O consumidor deve desconfiar quando as vantagens são excessivas na comparação com outras empresas. Se um vendedor oferecer entrega do bem de forma imediata ou em poucos dias, isso é indício de golpe. No consórcio, só há duas formas de conseguir o bem, que são o sorteio e o lance. Só que o seu lance deve ser maior que o dos demais, e você não sabe quanto os outros estão oferecendo. A pessoa tem que saber para quando quer o bem. Se ela tem urgência, há outras opções, como o financiamento. Se todo mundo que procurasse o consórcio quisesse para o mesmo mês, isso tornaria o consórcio inviável.

O que o consumidor deve fazer antes de decidir participar de um consórcio?

Além de buscar referências, o consumidor deve procurar no site do Banco Central se a empresa administradora está cadastrada e qual é a sua reputação. Ele também não deve se iludir pela aparência da loja. Os fraudadores, muitas vezes, apostam no visual para enganar as pessoas. Há casos que empresas são constituídas e cotas são vendidas. Só que, na verdade, a cota não passa apenas de papel, não existe, não vale nada. E essas empresas fecham as portas pouco tempo depois.

Quais as vantagens de um consórcio?

Uma das vantagens é que não tem cobrança de juros. O consumidor vai pagar uma taxa de administração, além de um seguro e um fundo de reserva. Só que a contemplação ocorre por sorteio ou lance. Assim, ele vai ter que esperar.

Como é feita a restituição do dinheiro se o consumidor decide sair do consórcio?

De duas formas. Uma é 30 dias após o encerramento do grupo. Outra é mediante sorteio. Ele para de contribuir e o dinheiro fica guardado.

Fonte: O Tempo