Câmara aprova parcelamento de multas de trânsito

multa-a-caminhõesA Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (16) o Projeto de Lei 2690/03, do deputado Wellington Fagundes (PR-MT), que permite parcelamento de multas de trânsito. Como tramita em caráter conclusivo, o projeto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não possibilita o parcelamento. O projeto mantém a previsão da legislação vigente de permitir o pagamento opcional da multa em parcela única, até a data do vencimento, por 80% de seu valor.

De acordo com a proposta, se o infrator pagar a multa e depois ganhar recurso contra a penalidade, terá o valor devolvido.

O relator da matéria na CCJ, deputado Hugo Leal (Pros-RJ), defendeu a aprovação do texto, propondo apenas emendas de redação.

Íntegra da proposta:
PL-2690/2003

Fonte: Agência Câmara Notícias

Aumento no roubo de carga preocupa caminhoneiros no Alto Tietê

Roubo de cargasCaminhoneiros que utilizam as estradas do Alto Tietê redobram os cuidados na hora de transportar cargas. No Alto Tietê, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes se destacam nas estatísticas.

Segundo os caminhoneiros, a noite os perigos aumentam e os criminosos tentam abordar os motoristas com dois carros. “Um encosta na frente, outro atrás. Um fala que está caindo coisa lá atrás e aí a gente sabe que é uma tentativa de roubo. Graças a Deus eu não paro, eu vou até o Batalhão da Polícia”, explica o caminhoneiro Graziano Milioli.

Em Ferraz de Vasconcelos os dados impresionam, a cidade registrou um crescimento de 114% de roubos de carga. Mas o crescimento pode ser notado em toda a região. De acordo com a SSP, de janeiro a abril de 2014 o assalto a motoristas de caminhão aumentou de 70, nos mesmos meses em 2013, para 74 neste ano.

Suzano teve um crescimento de 61% nos casos de roubos de carga de um ano para o outro. Já Mogi das cruzes registrou um dos menores aumentos, de 12%. “É feito um trabalho de investigação pela Polícia Civil e da nossa parte é feito um trabalho de prevenção com essas operações de visibilidade e abordagens de caminhões. É o nosso trabalho de prevenção ao delito”, explica a Chefe de Comunicação da Polícia Militar, Cláudia Regina Cândido Oliveira.

Uma transportadora, em Mogi das Cruzes, trabalha com cargas de bebidas, produtos químicos e materiais elétricos. O caso mais recente de roubo foi há um mês. “O caminhão saiu carregado daqui com componentes elétricos para descarregar em Osasco. Chegando na porta da empresa, ele foi abordado por dois bandidos. Foi levado o caminhão junto com o motorista até uma área próxima da empresa. Foi transbordada a carga para outro caminhão e foram liberados nosso caminhão e o motorista”, diz Erivaldo Ramos da Silva, proprietário da empresa.

Segundo Erivaldo, a preocupação faz com que ele invista por mês cerca de R$ 10 mil com a segurança dos 15 caminhões. Além do seguro da carga, para monitorar a frota, a empresa usa também um sistema de rastreamento via internet. “Nós temos um sistema de rastreamento pela internet e temos também o seguro da carga. Inicialmente [o sistema] era mais para rastrear nossos caminhões para passar para os nossos clientes. Mas hoje, com o aumento do roubo, a gente usa também para monitorar essa parte de roubo”, diz.

Em nota, a Polícia Militar diz que orienta aos caminhoneiros a evitar locais isolados e, se for necesário parar, que seja em um lugar visível e bem iluminado. Em caso de pane, a PM orienta ainda a procurar um posto de combustível.

Fonte: TV Diário

Primeiro passo para o tabelamento do valor do frete

Bitrem TanqueIniciará amanhã a audiência pública referente ao Projeto de Lei 5000/13, de autoria do Deputado Washington Reis (PMDB/RJ), que visa, entre outras propostas, criar o piso do frete para transporte rodoviário de combustíveis, um primeiro passo quando se fala em tabelamento do valor do frete. Outro ponto da proposta, que institui a Política Nacional de Transporte Rodoviário de Combustíveis, é a redução de taxas e impostos como forma de desonerar o transporte de combustíveis, que é fundamental para o funcionamento do país.

Para diminuir os custos de transporte a proposta prevê investimentos na qualificação dos profissionais envolvidos no transporte de combustíveis; modernização e renovação dos caminhões, para redução dos riscos de acidentes; e racionalização das restrições a esse tipo de transporte.

O relator da proposta na Comissão de Minas e Energia, na qual o projeto já foi aprovado, deputado Missionário José Olímpio (PP/SP), destacou que o transporte de combustíveis deve ser considerado um serviço de utilidade pública e por isso precisa de uma legislação própria. “Até hoje não tem uma regulamentação específica no transporte de combustível que é uma carga perigosa, inflamável e hoje não tem ainda aí uma diretriz.”

O presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos, Paulo de Tarso Martins, lembrou que já houve no país uma legislação específica para esse tipo de transporte, mas hoje, a qualificação deve ser feita pelas transportadoras. Paulo de Tarso informou que por ter um grande volume, o transporte de combustíveis é atrativo, mas por seu alto custo, acaba sendo realizado por empresas não qualificadas.

“Aquele que é mais organizado e faz conta prefere se afastar e aquele que não faz conta continua trabalhando até o dia em que vê que está sendo aviltado e que vai quebrar. Então ou ele deixa de fazer ou faz mal feito. Então – eu não sei se a legislação vai ser aprovada no totum – mas, ela tenta resgatar que esse transporte tem interesse público.”

Na manhã deste dia 11, no Centro de Convenções Hotel Opala Avenida, em Campinas-SP, será realizada a Audiência Pública do projeto, para debater, sugerir emendas e encaminhá-las ao Deputado Washington Reis, autor do projeto.

Discutir a infraestrutura viária; regulação do setor de transporte paulista e elaboração de propostas para melhoria ao setor de transporte de cargas, e a sua contribuição enquanto ator principal neste cenário é fundamental nesta oportunidade única.

A íntegra do projeto pode ser lida neste LINK.

Blog do Caminhoneiro com informações da Agência Câmara

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Pontos de parada

Estacionamento de caminhõesAo final de cada dia, o estradeiro começa a ficar aflito, preocupado em encontrar um ponto de parada onde possa estacionar o caminhão e passar a noite com segurança, numa disputa acirrada com outros colegas que precisam cumprir a Lei do Motorista, ou mesmo os que querem apenas descansar. A cena é comum, nos finais de tarde os estacionamentos nos postos de combustíveis ficam lotados e, claro, com a preferência de uma vaga para quem abastece no local ou é “freguês” antigo. Muitas vezes, os carreteiros aproveitam pequenos espaços à margem das estradas, em frente a bares, restaurantes ou qualquer lugar onde possa existir pelo menos uma boa iluminação e uma aparente segurança. Ainda assim “dormem com um olho aberto, sempre atentos ao menor ruído ou movimento suspeito próximo ao caminhão”.

Com décadas de atraso, as rodovias não oferecem pontos de paradas e nem atendem o número de caminhões em atividade, lembra Cláudio Veronese

Com décadas de atraso, as rodovias não oferecem pontos de paradas e nem atendem o número de caminhões em atividade, lembra Cláudio Veronese

Mesmo seguindo um roteiro de viagem definido com antecedência, prevendo todos os pontos de parada para abastecimento, refeições e pernoite, o carreteiro Cláudio Veronese, o China, 45 anos de idade, 22 de profissão, natural de Garibaldi/RS, e trabalhando como empregado ao volante de um bitrem graneleiro, considera complicado o assunto das paradas e estacionamentos. Ele explica que procura seguir uma rotina de horários de direção e de paradas para descanso, inclusive de horas de sono. Lembra que as rodovias continuam as mesmas de 20 anos atrás, enquanto o número de caminhões e de veículos leves mais do que quadriplicou nesse período, sem que houvesse qualquer preocupação com a infraestrutura, a começar pelos pontos de paradas, hoje tão discutidos por causa da Lei do Motorista.

Para Dilson Benetti, a maioria dos motoristas não está cumprindo a Lei do Descanso, mesmo assim há muitos caminhões nos pátios de postos

Para Dilson Benetti, a maioria dos motoristas não está cumprindo a Lei do Descanso, mesmo assim há muitos caminhões nos pátios de postos

China lembra que apesar do planejamento da viagem e das paradas, sempre podem surgir imprevistos na viagem. Por isso, os horários são mais flexíveis, mantendo um ritmo próprio de trabalho. Ele começa às 5h00 da manhã e roda até às 7h00 quando, quando faz uma parada para tomar café. Depois toca direto até a hora do almoço, por volta das 12h30. Se estiver folgado na questão de tempo, ele mesmo prepara a refeição, ou se sujeita a almoçar num restaurante onde tem de pagar por um alimento geralmente ruim e caro. Após uns 40 minutos de descanso volta a seguir viagem até às 18h00, hora de mais um descanso, de tomar chimarrão, jantar e dar uma “geral” no caminhão. Costuma tocar mais um pouco, até às 23h, momento de estacionar o bruto de dormir, de preferência num lugar seguro e conhecido. Isso não significa que não faça outras paradas, sempre que necessário, ou no caso de sentir cansaço. Destaca que o patrão é tranquilo e não interfere nos seus hábitos de dirigir.

Se parar mais cedo para garantir vaga no estacionamento é prejuízo certo. Hoje não há condições de trabalhar dentro dos limites, comenta Nélin Quevedo

Se parar mais cedo para garantir vaga no estacionamento é prejuízo certo. Hoje não há condições de trabalhar dentro dos limites, comenta Nélin Quevedo

Para o carreteiro Dilson Luiz Benetti, o Ponta de faca, apelido que ganhou depois de ter sido assaltado no Paraná e sofrido diversos golpes de faca – e escapado com vida por milagre-, a situação no trecho é mais confortável. Natural de Sananduva/RS, com 49 anos de idade, 25 de estrada, ele evita percursos mais longos e prefere viajar mais na região. Com isso, tudo é planejado, o que não impede de muitas vezes ficar alguns dias parado nos postos de serviço esperando vaga para carregar ou descarregar. Mas, quase sempre para em lugares conhecidos, sem grandes problemas, a não ser o custo do estacionamento, dos banhos e da alimentação, que se não levar tudo muito bem controlado, “quebra financeiramente”, garante. Também se queixa do excesso de caminhões nos pátios dos postos durante a noite por causa da lei, embora acredite que a maioria não está cumprindo essas determinações, “afinal, ninguém fiscaliza”.

Vanderlei Piccoli diz que costuma ficar estacionado em postos de combustível e não se preocupa com as despesas, as quais são por conta do patrão

Vanderlei Piccoli diz que costuma ficar estacionado em postos de combustível e não se preocupa com as despesas, as quais são por conta do patrão

Na opinião do motorista Nélin Quevedo, o Nélinho, 34 anos de idade e 13 de volante, “não tem jeito de trabalhar dentro dos limites da Lei do Motorista. Não tem como sobreviver”. Natural de Barracão/PR e dirigindo uma carreta pelas estradas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Bahia, ele também reclama da falta de vaga nos estacionamentos dos postos, os quais, dependendo do horário, ficam lotados. Além disso, tudo custa muito caro: o estacionamento, o uso dos banheiros e a alimentação. Então, segundo ele, é preciso seguir viagem, mas sempre dentro dos limites de segurança, parando sempre que for preciso ou sentir sono. “Se parar cedo para garantir a vaga no estacionamento é prejuízo certo”, afirma. Por enquanto, vai tocando, fazendo os seus próprios horários e economizando ao máximo para as contas fecharem no final do mês, afirma.

Apesar de planejar as viagens e paradas, Fernando Justen afirma que por falta de vagas nos postos de combustível já e estacionou o caminhão na beira da estrada

Apesar de planejar as viagens e paradas, Fernando Justen afirma que por falta de vagas nos postos de combustível já e estacionou o caminhão na beira da estrada

Há 18 anos na profissão, o gaúcho de Putinga, Vanderlei José Piccoli, 43 anos de idade, trabalha com um bitrem graneleiro, nos Estados do Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul transportando grãos para os portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande. Quando falou com a reportagem da Revista O Carreteiro, estava aproveitando a passagem perto de sua casa para matar as saudades do filho Vicente, de quatro anos, e também levar junto a família a Porto Alegre. Ele comenta que neste ano está dando menos problemas de espera no descarregamento por causa dos agendamentos. Mas acrescenta que mesmo assim algumas vezes precisa esperar por três ou quatro dias para descarregar em razão de algum imprevisto nas operações do porto. Costuma ficar nos postos de combustíveis à espera, porém não se preocupa pois todas as despesas correm por conta do patrão, inclusive com um adicional previsto na Lei do Motorista. “O único inconveniente é ficar parado, sem nada para fazer, a não ser cuidar do caminhão”, lamenta.

Na opinião de Cléber Radaelli o ideal seria se houvessem lugares adequados, com serviços de qualidade e preços justos, em pontos estratégicos das rodovias

Na opinião de Cléber Radaelli o ideal seria se houvessem lugares adequados, com serviços de qualidade e preços justos, em pontos estratégicos das rodovias

Conhecido no trecho como Chinelinho, o catarinense Fernando Justen, de Guarujá do Sul, tem 27 anos de idade, sete de profissão e roda pelas estradas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul. Segundo ele, todas as viagens são planejadas na hora em que carrega e costuma parar a cada quatro horas por cerca de 30 minutos para dar uma esticada nas pernas e bater os pneus. Diz que devido ao problema de falta de vagas nos postos de combustíveis para estacionar durante a noite, costuma parar mais cedo e garantir um lugar. Ou, como já aconteceu muitas vezes, precisa se arriscar e estacionar o caminhão à beira da estrada, em locais aparentemente mais seguros. “O que não dá é dirigir cansado ou com sono”, afirma. Assim como muita gente tem feito, Chinelinho critica o governo por instituir a Lei do Motorista sem que existam lugares ou infraestrutura adequada para os pernoites dos estradeiros, além dos inevitáveis prejuízos financeiros para quem queira cumprir a Lei, devido, principalmente aos altos custos de manutenção do caminhão e dos fretes baixos decorrentes do excesso de caminhões nas estradas.

O carreteiro Cléber Júnior Radaelli, 37 anos de idade e 11 anos de profissão, natural de Anta Gorda/RS, lembra que um dos grandes problemas do transporte rodoviário de cargas no Brasil é a falta de infraestrutura adequada, em termos de estradas e de pontos de apoio. Ele trabalha com uma carreta agregada à Valelog (Cooperativa de Transportes do Vale do Taquari Ltda.), de Arroio do Meio/RS e viaja para as regiões Centro Oeste, Sudeste e Sul e costuma parar nos locais conveniados para abastecer o caminhão ou pernoitar. Porém, afirma já ter passado muitas noites no acostamento por falta de vagas nos postos. Segundo ele, faltam lugares adequados e em pontos estratégicos das rodovias e que cobrem um valor justo para os carreteiros, fornecendo serviço de qualidade. Reconhece que os donos dos postos têm todo o direito de cobrar pelo estacionamento e de dar preferência para os clientes mais assíduos. “Acontece é que não tem infraestrutura e o motorista precisa parar de vez em quando, mesmo que seja por apenas alguns minutos, e não pode ser no acostamento, pois ele precisa de um lugar seguro. Tudo está muito complicado”, conclui.

Fonte: Revista O Carreteiro – Edição 476 - Texto de Evilazio Oliveira

Pela estrada do conhecimento

vanderlei_marcato1Vanderlei Marcato sempre encontrou na oportunidade de novos aprendizados o caminho para driblar as dificuldades ao longo da vida. E foi dessa forma que, em 1997, o técnico em química, então desempregado, resolveu aceitar convite do irmão para trabalhar junto com ele como motorista. “Eu estava acostumado a dirigir apenas carro de passeio e meu irmão ficava bastante bravo quando eu errava a passada da marcha no Scania 111S dele. Costumava brincar que enquanto eu estivesse dirigindo só para a frente tudo bem; o problema ia ser na hora de manobrar”, conta ele, afirmando que chegou a pensar em desistir, mas recebeu o apoio e a orientação dos colegas para continuar seguindo.

Trabalhando com o transporte de cana, ele fez os primeiros cursos de capacitação em instituições como Senai, Sest/Senat e a Fabet. Depois atuou com containers, cargas secas e de siderurgia. “As características da carga interferem tanto no caminhão que se utiliza como na dirigibilidade do motorista, e é preciso se aperfeiçoar para estar apto a qualquer tipo de transporte”, destaca.

Do acidente ao diploma superior

Nem mesmo uma colisão frontal com outro caminhão, no final de 2009, que o deixou afastado do trabalho por quase dois anos, fez com que Vanderlei desistisse de crescer na carreira. “Aproveitei este tempo para realizar um antigo sonho que o dia a dia nas estradas não havia me permitido: fazer um curso superior ”, conta ele, que se formou em Logística na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) na cidade de Sorocaba, onde mora com a esposa Valdirene e a filha do casal, Eduarda. No dia da formauta, inclusive, Vanderlei foi homenageado pelo Conselho Regional de Administração pelo destaque como melhor aluno do curso Logística entre os formandos de 2013.

O diploma o ajudou a estar mais preparado para o desafio que recebeu da empresa, a Transportadora Vantroba, quando retornou ao trabalho. “Assumi a coordenação da manutenção, e hoje atuo com uma equipe de 17 profissionais, cuidando da frota de 450 veículos, entre modelos Off-Road e Semipesados.”

MMCB: a emoção de retornar à direção

Vanderlei já tinha ouvido falar do Melhor Motorista de Caminhão do Brasil, mas foi só em 2012, no final da sua recuperação, que decidiu participar da competição. Para isso, se dedicou em estudar para as provas teóricas, mas a parte prática ficou exclusivamente para o momento da prova, a primeira vez na direção desde o acidente.

“Fiquei muito emocionado porque, mais do que o desafio de fazer o teste, aquele foi o meu reencontro com o caminhão, o recomeço após um período muito difícil. O mais importante foi descobrir que eu estava pronto novamente. A paixão pela profissão, pelas estradas, falou mais alto”, relembra o motorista, que ficou em primeiro lugar na etapa regional da competição em 2012, e foi o 18º colocado na classificação nacional. “Este ano, já fiz a minha inscrição e o meu objetivo é nada menos que ser o grande vencedor!”

Fonte: Scania

Anos dedicados as rodovias brasileiras

Scania LK 111A profissão de caminhoneiro requer muita atenção e profissionalismo. Atualmente é considerada uma profissão de perigo, pois muitos saem para trabalhar sem saber ao certo o que poderá acontecer. Os assaltos a caminhoneiros cresceram deixando-os bastante preocupados.

No dia 30 de junho é comemorado o Dia do Caminhoneiro e para falar desta profissão nada melhor do que o ex-caminhoneiro Nilo Sanches, que percorreu as estradas brasileiras em seu caminhão durante 38 anos. Atualmente ele tem 77 anos, é casado com a Vera Ferdinando Sanches, com quem teve 4 filhos sendo 3 homens e 1 mulher e tem 6 netos. Nasceu e foi criado em Cravinhos na Fazenda Buenópolis, trabalhava com trator, sendo que começou a aprender a dirigir também caminhão. Desde 1954 começou a trabalhar com caminhão, mas somente em 1957 tirou a CNH para poder dirigir caminhões nas estradas.

“Trabalhava com café nas fazendas das Flores e na Buenópolis, depois passei por diversas empresas onde exercia o trabalho de motorista de caminhão, e após 38 anos nas estradas do Brasil decidi me aposentar”, conta Nilo Sanches.

Nilo se dedicou ao trabalho por 38 anos e em todo esse tempo de profissão não passou por nenhuma história triste. Na família de Nilo o filho Carlos Cesar se espelhou no pai e também decidiu ser caminhoneiro, uma paixão que teve quando ainda era criança.
“Sempre orientei meu filho de que se tratava de uma profissão perigosa, e que ele ficaria longe da família, mas mesmo assim decidiu optar pela minha profissão”, diz Sanches.

Carlos César tem o filho Gabriel, 23 anos, que o acompanha em viagens sendo também apaixonado por caminhões. “Quando íamos descarregar e carregar era muito complicado, pois as pessoas não respeitam, muitas vezes passavam-se dias e dias na fila para poder descarregar, é um trabalho cansativo. O motorista não tem valor, atualmente os donos das empresas engatam carretas e um motorista faz o trabalho de dois, o que deixa o caminhoneiro cansado fisicamente e psicologicamente”, conta Nilo Sanches.

Segundo Nilo, o motorista era mais valorizado até o ano de 1990 e que a partir daí as pessoas passaram a abusar dos caminhoneiros, deixando-os sobrecarregados e muitas vezes cansados, pois pouco tempo sobra para que eles relaxem.

“Tive sorte em trabalhar em bons lugares, mas vi muitos companheiros de profissão passarem apertado. Tudo que conquistei na minha vida foi em cima de um caminhão, ser caminhoneiro para mim foi bom, mas atualmente a profissão está muito perigosa”, diz o cravinhense.

Por isso se a pessoa sonha em ser caminhoneiro e pretende seguir a profissão ela deve saber que ficará longe de casa por muito tempo, pois é uma profissão dedicada as estradas brasileiras, sejam elas ruins ou boas, assim deixando a família em segundo plano.

Fonte: A Tribuna Texto de Jamila Grecco

Será que faltam caminhoneiros?

Caminhões na BR-476 - Foto de Rafael Brusque Toporowicz - Blog do CaminhoneiroMais uma vez saiu na mídia uma matéria falando da falta de caminhoneiros e da preocupação dos produtores com a dificuldade de escoamento da produção por causa disso. O Sindicato das Empresas de Transporte de Mato Grosso do Sul disse que faltam mais de 4 mil motoristas naquele estado.

Mas onde estão as vagas? No Blog do Caminhoneiro há espaço para publicação de vagas de emprego e também de currículos, e o número de currículos é impressionantemente maior que o número de vagas.

Caminhoneiros que conheço, com anos de experiência, um deles, que conversou com o Blog, trabalhou até como Master Driver em uma das mais importantes montadoras de caminhões do Brasil, estava desempregado e não conseguia nenhuma oportunidade. Milhares de jovens motoristas, muitos deles com seriedade e postura de profissional, não conseguem a primeira oportunidade de trabalho.

De acordo com Alexandre Rangel, caminhoneiro de Linhares no Espírito Santo, duas situações agravam o problema da falta de oportunidades: “Creio eu que são dois fatores mais agravantes… O primeiro é a falta de experiência, muitas vezes não comprovada em carteira, e a outra é a necessidade de ter alguém para influenciar, um amigo ou conhecido, que já esteja na empresa na qual a pessoa queira entrar. Mas acho que das duas, a influência de alguém é mais importante que a própria experiência”.

Hélio David de Almeida, colunista aqui do Blog e sócio de uma transportadora, diz que o problema não é a falta de experiência, mas sim a mentalidade de quem decide ser caminhoneiro, a onda “jovem” que tem tomado conta dos noticiários com acidentes e atitudes imprudentes e nada profissionais atrás do volante, além de não se ter confiança de que o motorista vá ficar na empresa, e que, se sair do emprego, o que fará com a empresa. Por isso, se o candidato à vaga for indicado por alguém de confiança, terá mais chance de conseguir o emprego.

Outro grande ponto, que dificulta a contratação de caminhoneiros, é a falta de vontade de muitas empresas em treinar os motoristas jovens sem experiência, dentro da própria empresa, ao lado de um motorista experiente. As poucas empresas que fazem isso tem um ótimo retorno, já que o jovem aprendiz terá o conhecimento fornecido pela empresa, para trabalhar em um veículo da empresa, evitando vícios de trabalho, com erros corriqueiros, diminuindo riscos e quebras do veículo.

O investimento das empresas em caminhões cada vez mais tecnológicos e caros mudou o perfil do caminhoneiro, antes generalizado em um motorista sujo de graxa, para um profissional uniformizado, educado e cada vez mais antenado. Agora, além dos conhecimentos básicos de direção e mecânica, o caminhoneiro precisa entender de computadores de bordo, rastreadores, além de conviver com cobranças por médias de consumo e horários cada vez mais apertados.

Se o perfil das empresas também não for atualizado, logo teremos proprietários de caminhões, com grandes frotas, tendo que sentar atrás de um volante para cumprir contratos.

A profissão de caminhoneiro, que na verdade se trata de um estilo de vida, está realmente afastando os motoristas experientes e diminuindo o número de novos caminhoneiros, por causa de vários problemas enfrentados na estrada, como falta de segurança, acidentes e tantos outros. Por isso é necessário uma grande modificações dos padrões do relacionamento entre caminhoneiros e empresas, visando melhorar a vida de quem está no volante e também a rentabilidade do negócio de transportes.

Blog do Caminhoneiro

30 de Junho – Dia do Caminhoneiro

background-truck130 de junho, 2014. São mais de 100 anos de transportes por caminhões e a data do “Caminhoneiro” é comemorada desde 1986 no Brasil. Esses homens e mulheres, feras do volante, vivem uma dura e triste realidade, transportando mais de 60% de tudo o que é produzido em nosso país. São milhões de caminhões e milhões de caminhoneiros que todos os dias andam por milhares de quilômetros de asfalto.

Mesmo com uma importante e delicada profissão, trabalhar como caminhoneiro não gera o merecido reconhecimento, não dá retorno financeiro equivalente aos tantos dias foras de casa, não dá direitos. Sobram explorações, abusos contra a profissão, que roubam a esperança e a vontade de devorar o asfalto.

A cada dia surge uma nova cobrança, um novo documento, um nova exigência, sobram caminhões potentes, caros e imponentes. Faltam investimentos em serviços necessários, falta segurança, falta apoio. Faltam cursos, treinamentos e outros investimentos à peça mais importante do transporte, que é o caminhoneiro.

Eu não desejo ao caminhoneiro um dia feliz. O caminhoneiro merece uma vida feliz, merece poder trabalhar com segurança e conforto, merece poder descansar melhor, merece poder dar um abraço na família com mais frequência, merece se aposentar com dignidade. Dignidade de um trabalho que movimenta uma economia gigantesca.

O Blog do Caminhoneiro acredita em um futuro mais digno a todos os CAMINHONEIROS.

PARABÉNS AMIGOS DA ESTRADA!