Pouco mais de 10% das estradas brasileiras são asfaltadas

transamazonicaUm risco para quem viaja são as péssimas condições de muitas estradas pelo país. Pouco mais de 10% das estradas brasileiras são pavimentadas e 88% da malha rodoviária não tem nem asfalto.

Passar pela Transamazônica é um desafio, principalmente para os caminhoneiros. Cerca de dois mil quilômetros da rodovia só podem ser usados nos seis meses nos quais não chove na região. A falta de pavimentação faz a estrada virar um lamaçal no período chuvoso. Em Mato Grosso, os produtores enfrentam estradas esburacadas para escoar a safra.

Há problemas também no Rio Grande do Norte, onde um dos dois acessos para o novo aeroporto, no município de São Gonçalo do Amarante, é apenas um caminho aberto no mato. Por lá, não há nem sinal de homens trabalhando na execução do projeto de pavimentação, com conclusão anunciada para daqui a 44 dias.

“Em obra aqui, na estrada, no acesso? Nem pensar, não se fala nem nisso”, comenta o motorista Manoel Jorge.

Esses não são exemplos isolados. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, a malha rodoviária do país tem quase 1,7 milhão de quilômetros. Desse total, 87,9% não têm pavimentação.

A situação é pior nas estradas municipais, com 92,2% sem asfalto. Nas estaduais, quase metade da malha, 43,7%, não é pavimentada. A melhor situação é das rodovias federais: 10,8%.

De acordo com o diretor geral do departamento de Estradas de Rodagem do RN, a falta de recursos é o principal fator que contribui para a precariedade da malha viária.

“Hoje, nos estados brasileiros, o recurso tem que vir do próprio estado, ou através de recursos próprios ou empréstimos. A tendência é que o nosso sistema rodoviário piore enquanto isso não for resolvido” afirma o diretor geral do DER-RN Demetrios Torres.

Fonte: Bom Dia Brasil

Quase 40% dos caminhões tem problemas no sistema de freios

sistema de freios de caminhaoDurante as avaliações gratuitas, realizadas, de 2010 a 2013, em rodovias, por meio do programa Caminhão 100%, os principais itens identificados com problemas foram relacionados ao sistema de freio. De um total de 2.001 caminhões inspecionados, 740 tinham algum tipo de defeito nesse item.

Dos 2.001 caminhões avaliados durante o programa Caminhão 100%, 37% deles, ou seja, 740 apresentaram problemas no sistema de freios, segundo levantamento do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva. Foram identificados mais defeitos em itens relacionados aos freios, seguidos por vazamentos no motor, com 25% (540) do total de veículos inspecionados. “Esta ação é muito importante para que os motoristas se conscientizarem sobre os cuidados que devem ter com a manutenção do veículo, especialmente, de itens de segurança, como os freios”, afirma Elias Mufarej, coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva.

Problemas nos cubos de rodas também foram constatados em 20% dos caminhões avaliados. Com relação ao nível de emissões de poluentes, 5% estavam acima do limite.

Desenvolvido pelo GMA, em parceria com a CCR, o programa Caminhão 100%, que tem como finalidade conscientizar motoristas de caminhões sobre a importância da manutenção preventiva, iniciou, em 2010, na Rodovia Presidente Dutra, junto com o Projeto Estrada para a Saúde, e, em junho de 2013, foi ampliado para a Rodovia Castello Branco. Nas avaliações são checados, gratuitamente, componentes da parte mecânica, itens de segurança e de emissões dos caminhões que transitam por essas duas importantes rodovias, que registram intensa movimentação de tráfego de caminhões.

Segundo, Antônio Gaspar de Oliveira, responsável pelas avaliações gratuitas do programa e diretor do Sindirepa – SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos de Acessórios do Estado de São Paulo), falhas ou desgaste em itens de segurança, como os freios, fazem com o veículo perca estabilidade e não responda com a mesma eficiência quando são acionados, podendo provocar acidentes.

“Este trabalho de avaliação dos veículos contribui para informar o motorista sobre o estado de itens do veículo e também ajuda a promover mais segurança nas rodovias”, afirma Mufarej.

Segundo o coordenador do GMA, a amostra das avaliações gratuitas revela as condições dos veículos que trafegam o estado e os resultados indicam altos índices de problemas em itens de segurança, o que é preocupante.

Para Gaspar, que coordena a equipe de técnicos nas avaliações, a orientação ao condutor sobre o estado de conservação do veículo é o ponto de partida para mostrar os benefícios da manutenção preventiva que evita desperdício de combustível, segurança e reduz emissão de poluentes”, salienta Gaspar, lembrando que a manutenção preventiva é menos dispendiosa que a corretiva.

Os motoristas que participam das avaliações gratuitas do Caminhão 100% recebem um relatório com o resultado dos itens checados, apontando o estado de cada componente.

O programa do GMA também tem as marcas Carro 100% e Moto 100%. Algumas ações já são realizadas, mas a ideia é ampliar as avaliações para veículos de passeio e motos. Para 2014, estão previstas iniciativas voltadas ao motorista de veículo de passeio, levando informação e promovendo interação com serviço sobre dicas de manutenção.

Confira o calendário do programa Caminhão 100% para o 1º semestre:

Rodovia Presidente Dutra

  • 23 e 24 de Abril / Posto Graal Embaixador – Rodovia Presidente Dutra, km 299 – Pista Sul – Resende/RJ
  • 28 e 29 de Maio Posto Arco Íris – Rodovia Presidente Dutra, km 81,9 – Pista Norte – Roseira/SP
  • 25 e 26 de Junho Posto Graal Embaixador – Rodovia Presidente Dutra, km 299 – Pista Sul – Resende/RJ

Rodovia Castello Branco

  • 21 e 22 de maio Rodovia Castello Branco, km 57 Leste
  • 04 e 05 de junho Rodovia Castello Branco, km 57 Leste

Fonte: Divulgação

Estradas luminosas saem do papel e viram realidade na Holanda

estradas-que-brilham-1Há cerca de dois anos, o designer holandês Daan Roosegaarde começou a trabalhar em um conceito de estradas luminosas, que armazenariam a energia da luz solar durante o dia e a usariam para brilhar à noite. Pois, se parecia só mais uma ideia distante na época, agora as “Glowing Lines” estão se tornando bem reais em seu país de origem.

Um trecho de 500 metros de estrada, próxima à cidade de Oss, foi o primeiro a receber uma pintura especial capaz de brilhar no escuro. A tinta foi desenvolvida pela empresa holandesa Heijmans em parceria com o Studio Roosegaard, e contém um pó fotoluminescente especial capaz de brilhar por até oito horas depois de um dia inteiro banhado pelo sol.

Smart-HighwayEsta é só uma das 20 ideias que compõem o projeto Smart Highways (“Rodovias Inteligentes”) — e, possivelmente por sua simplicidade, foi a primeira a ser colocada em prática. Mas é justamente esta simplicidade que torna a ideia genial. Como Roosegaarde contou à Wired em 2012, o princípio é o mesmo daqueles brinquedos que brilham no escuro, porém aperfeiçoado para garantir um brilho muito mais intenso, comparável ao de uma lâmpada de rua. “É quase radioativo”, Roosegaarde brincou na época.

E não é exagero. A ministra holandesa da Infra-estrutura e Meio Ambiente, Melanie Schultz van Haege, acompanhou o processo de pintura e foi uma das pessoas que o viram em ação pela primeira vez. A foto abaixo, postada no Twitter, dá uma boa noção da luminosidade gerada pela tinta.

estradas-que-brilham-2Apesar de sua eficiência, o projeto enfrentou muita burocracia antes de ser colocado em prática — embora já estivesse pronto há tempos, levou alguns meses até ser aprovado, e por isso sua estreia, prevista para meados de 2013, aconteceu só agora. A Heijmans diz que está ansiosa para expandir o projeto mas ainda não assinou nenhum contrato. Uma das razões é o fato de que ainda não se sabe como a tinta reagirá a condições climáticas extremas e ao desgaste causado pelo tráfego.

Independentemente de tudo isto, esta é uma ideia simples e relativamente barata que pode trazer benefícios à segurança de qualquer estrada (e ainda por cima deixá-la mais bonita). É uma daquelas situações em que nos perguntamos “como ninguém fez isso antes?”. Adoraríamos vê-la sendo adotada em todas as estradas, e não apenas em trechos de 500 metros.

Fonte: FlatOut Texto Dalmo Hernandes

Temerosos por problemas, motoristas ‘fogem’ da MT-358

atoleiroAs péssimas condições de trafegabilidade da rodovia MT-358, que liga Tangará da Serra a Campos de Júlio, impactam diretamente na vida dos moradores da região. Produtores reclamam que motoristas estão recusando frete para evitar passar por este trecho. Os atoleiros que persistem há anos foram intensificados com as fortes chuvas dos últimos dias.

A estrada é considerada uma das mais importantes da região oeste de Mato Grosso. Por ela, passam centenas de veículos e caminhões. As condições foram conferidas in loco pelos integrantes do Estradeiro da BR-174, realizado pela Aprosoja e Movimento Pró-Logística.

Antes da largada, em Tangará da Serra, houve uma reunião informal da comitiva do Estradeiro com alguns políticos da região, os deputados Ezequiel Fonseca e Wagner Ramos e o senador Pedro Taques. “Atualmente, a gestão do Estado tem impedido o desenvolvimento de Mato Grosso, porque não está fazendo sua parte na questão do licenciamento ambiental e está desviando os objetivos do Fethab”, afirmou o senador.

Para a produtora rural e delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja em Tangará da Serra, Eloiza Zuconelli, a situação da rodovia estadual é reflexo do descaso. “A falta de manutenção é um acúmulo e repetição de erros”.

A região, conhecida como Chapadão do Rio Verde, é uma das maiores produtoras de grãos do oeste mato-grossense. Os problemas são proporcionais à grandiosidade. A 120 quilômetros de Tangará da Serra, essa área de 66 mil hectares produz aproximadamente 22.500 toneladas de soja. São necessárias aproximadamente 6.500 carretas para levar os grãos para Rondonópolis. E assim surge um novo problema.

De acordo com o produtor rural Israel Vendrame, os motoristas não querem ‘pegar’ frete para a MT-358. O nível da rodovia é baixo, o que causa alagamentos e atolamentos constantes. “Muitos caminhoneiros simplesmente recusam transportar nossa safra. E quando aceitam, cobram um valor superfaturado, para ‘compensar’ os possíveis danos ao veículo”, desabafou. Para conseguir tirar sua produção da propriedade, ele teve que contratar caminhões do estado de São Paulo.

Além da MT-358, no primeiro dia do Estradeiro, a comitiva passou também pela MT-368. Os grãos produzidos no entorno destas rodovias podem ser escoados para três lugares: Porto Velho-RO, Santo Antônio das Lendas, passando pela MT-175, ou para Rondonópolis, de onde são levados para os portos do sul e sudeste.

De acordo com o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a MT-358 precisa de duas linhas de trabalho para regularizar a situação. “Primeiro, o levantamento do nível da rodovia. É preciso torná-la trafegável, e para isso é necessário o acascalhamento e a drenagem. E por último, lutamos para a pavimentação neste trecho”.

Fonte: Expresso MT

Senado vê retrocesso na lei que regulamenta a atividade dos motoristas

lei do descanso - motoristaOs avanços da Lei 12.619-2012, que regulamenta a profissão de motorista, principalmente na questão de segurança nas estradas, estão ameaçados pelo Projeto de Lei 5943-2013, que tramita, em regime de urgência, na Câmara de Federal. A opinião é do presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo, Valdir de Souza Pestana, que participou de audiência pública sobre o assunto, no começo desta semana, no Senado.

O sindicalista adverte que, entre outros problemas, o projeto permite que a jornada de trabalho do profissional volte a ser indeterminada, ao contrário dos períodos ao volante determinados pela nova legislação. Segundo ele, a lei teria evitado 1500 mortes desde sua publicação.

Também presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região, Pestana pondera que o projeto permite a contagem do tempo de espera para carga ou descarga como período de descanso, sem direito a compensação.

Segundo o sindicalista, apesar de apenas um quarto dos motoristas seguirem o novo regime de trabalho, pois a lei ainda não foi plenamente assimilada pelas empresas, houve redução significativa de envolvimento de caminhoneiros em acidentes.

Agronegócio

Pestana lembra que “a lei do descanso é resultado de consenso entre trabalhadores e empresários do setor, mas, infelizmente, questionada por motoristas autônomos e pelo agronegócio. O Congresso Nacional não pode ceder, sob pena de ser culpado indiretamente por milhares de mortes”.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), que presidiu a audiência, foi uma surpresa a promulgação e as controvérsias que surgiram desde a sanção da Lei. Ele acredita na retomada do diálogo para aperfeiçoamento da legislação.

Entre os principais avanços da Lei 12.619, está o descanso de 30 minutos a cada 4 horas de direção, além de repouso diário de 11 horas a cada 24 horas trabalhadas, medidas essenciais para a redução do número de acidentes nas rodovias.

Fonte: Portogente

De onde vem nosso Diesel nas veias?? [pensata]

caminhão

Coleção de miniaturas que possuo até hoje!

Tudo começa muito cedo, você ainda não consegue expressar palavras de maneira clara mas quando vê um caminhão algum murmuro com final “ão” ou um som que imite o barulho do motor sai da sua boca. A paixão por caminhão nasce de uma maneira sem explicação, sem data para começar muito menos para acabar (talvez a morte, quem sabe),  um sentimento a uma profissão que dificilmente se vê em outros cenários. De onde vem a paixão por caminhão?

Quando nasce a primeira coisa que os amigos e familiares falam é “esse vai seguir a profissão do pai? Será?”. Tendo o pai caminhoneiro, esta pergunta ou afirmação é tão inevitável quanto o gosto por esse mundo, mundo que desde cedo é nos apresentado, seja pelo primeiro brinquedo que é um caminhão ou uma viagem feita com os pais logo nos primeiros meses de vida.

Eu e meus antigos brinquedos!

Eu e meus antigos brinquedos!

Nesses primeiros meses ou anos de vida é inexplicável como o barulho daquele motor Diesel que incomoda muitos te faz relaxar e dormir, dormir como nunca dormiu antes, mas quando se ouvia os últimos “batidos de pistão” quando se puxava o afogador, era como um despertador, ali você acordava e não dormia mais, começava ali suas primeiras noites de insônia na estrada.

Seu pai entra na cidade, de longe você conhece o barulho do possante, corre para o portão e fica aguardando, seja um presente, seja a presença do pai ou na maioria das vezes o momento dele te sentar no banco e você se segurar no volante, como se tivesse dominando aquela maquina mesmo sem enxergar nada além do painel na sua frente, muito menos encostar os pés no chão. E não seria exatamente desta maneira que se nasce um sonho? Sem saber o que vem pela frente, e sonhar, como se não estivesse com os pés no chão? Talvez ali nascesse um sonho.

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Você vai para a escola e a professora sempre da aquela aula de artes clichê que você tentava desenhar algo com os dedos, e na verdade se pintava todo menos o papel. O tema mais usado era “o que vai ser quando crescer?”, seus amigos desenhavam médicos, bombeiros, policiais e você desenhava um caminhão. Não porque você queria ser um caminhão quando crescer, mais porque seu sonho não se resumia em ser alguém, mas sim em ter e fazer parte de algo grandioso.

A primeira viagem sozinho com seu pai é algo inexplicável, por falta de quem conversar ele fala de assuntos sérios com você, mesmo que você não entenda, te coloca no colo e você “comanda” o caminhão agora em movimento, até porque antes sua mãe não o deixava fazer isso. Tudo durante a viagem é magico, até que você tem que esperar na portaria ele descarregar e sempre ha demora. Talvez ali seja sua primeira espera em uma fila de muitas que virão, sempre na ansiedade de sua vez chegar.

Você vai para a escola, aprende varias coisas mas uma matéria você sempre domina, Geografia, não porque é uma das mais fáceis, mais porque você já conheceu tudo aquilo que a professora fala. Nas outras matérias? Bom nas outras matérias é só você olhar nas ultimas folhas do caderno, quanto mais caminhões desenhados tinham ali, menos nota você tinha nelas. Momentos de tedio eram substituídos pela imaginação da estrada. Ai é a primeira experiência de que, mesmo tendo oportunidades melhores, você não tira a estrada da cabeça.

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Dai para frente você sabe o que faz, você larga a escola para pegar a estrada ou continua para um dia possuir uma frota. Mas na essência a estrada, o caminhão, nunca saem da sua cabeça. Eu segui a segunda parte, hoje curso engenharia, penso em ter meu escritório trabalhar na área, mas além de tudo ter uma pequena frota dos caminhões que gosto para poder admirar.

Ainda desenho caminhões atrás dos cadernos das matérias que pouco me interessam, minha monografia esta sendo sobre caminhões, domino as matérias que envolvem mecânica, tenho noites de insônia quando tenho algum trabalho para entregar no horário e vivo longe da minha família. Talvez de alguma maneira indireta essa paixão por caminhão tem me ajudado na faculdade e na vida.

Meu atual caderno de Legislação Ambiental!

Meu atual caderno de Legislação Ambiental!

E mesmo depois disso tudo não consigo explicar porque quando passa um caminhão na rua eu quebro o pescoço pra ver, sinto uma paz interior de sentar em um local onde eu possa ver o movimento de uma rodovia, ter o prazer de dirigir um caminhão, sujar a mão de graxa e poeira, conversar sobre (essa coluna resume bem isso) e muito mais. Acho que meus amigos estão certos, eu devo ter algum tipo de doença, uma doença que eu gostaria de descobrir como se contraí, mas não para evitar e sim pra poder contagiar meus filhos, filhas, netos. Porque se tem algo que não tem explicação, é o orgulho que eu tenho de ter essa paixão!

Hélio David.

Ergonomia: posição do motorista na cabine durante a viagem influencia desempenho ao volante

ergonomia ao volantePara dirigir de maneira confortável e obter uma boa performance, o motorista precisa ficar de olho na ergonomia. Mas o que exatamente significa este termo? A palavra ergonomia remete à interação entre o homem e seu ambiente e instrumento de trabalho – no caso dos condutores, o caminhão ou ônibus. Para dirigir em boas condições ergonômicas, os profissionais precisam estar em uma posição confortável, que não sobrecarregue partes do corpo como tornozelos, pulsos e demais articulações.

Alguns dos fatores que influenciam a ergonomia da cabine são o ajuste dos bancos e a altura dos pedais, assim como o visual e a acústica do ambiente. A ergonomia influencia diretamente na saúde do motorista e no seu desempenho ao volante – um profissional sem dores no corpo consegue trabalhar com mais atenção e tranquilidade.

Confira algumas dicas práticas para o dia a dia do motorista:

  • Mantenha as mãos retas quando estiver segurando o volante
  • Cuidado com o movimento da troca de marcha; não flexione ou estenda o antebraço
  • Evite colocar os pés debaixo do banco na hora do descanso; mantenha as pernas flexionadas a 110 graus
  • Não descanse o pé sobre o pedal do câmbio durante a condução; mantenha-o totalmente apoiado no piso do veículo
  • Durante as paradas, desça do caminhão e caminhe um pouco para estimular as articulações
  • Faça alongamentos sempre que possível, para ativar a circulação sanguínea

Fonte: Scania

Choque entre caminhões alerta sobre transporte de cargas perigosas

AcidenteDepois de dez horas de trabalho, técnicos da Companhia Ambiental de São Paulo conseguiram conter os 29 mil litros de ácido clorídrico que vazaram em um acidente entre dois caminhões, na Rodovia Castello Branco.

Essas cargas perigosas são transportadas todos os dias nas estradas brasileiras.

As normas são rígidas, incluem sinalização e até a distância que os carros devem manter desses caminhões.

Mas, o problema é que a segurança desse tipo de transporte depende também de outros motoristas. Que nem sempre estão atentos aos perigos.

A Rodovia Castello Branco ficou fechada nos dois sentidos durante quatro horas, mas o trabalho durou dez. Um caminhão-baú bateu na traseira de um caminhão-tanque, ficou enganchado e acabou sendo arrastado por 30 metros.

O motorista do caminhão-baú morreu na hora. O passageiro foi levado de helicóptero ao Hospital Das Clínicas, em São Paulo. O motorista do caminhão-tanque não se machucou. Mas vazaram todos os 29 mil litros de ácido clorídrico que ele transportava.

Os bombeiros têm uma viatura especial para socorro químico. Além de treinamento adequado, a equipe carrega equipamentos próprios, como roupas especiais, com cilindros de oxigênio.

Os técnicos da companhia ambiental usaram uma solução para neutralizar o efeito corrosivo do ácido. Fizeram a mesma coisa no córrego ao lado da estrada, em Itapevi, que continua a ser monitorado.

“Enquanto nós não tivermos certeza que esse terreno está em uma condição segura, não dá para encerrar operação. Então, ele deve levar alguns dias ainda”, explicou Mauro Souza Teixeira, técnico ambiental da Cetesb.

Esses produtos perigosos são essenciais para o funcionamento da cidade. A carga mais transportada é a de combustível. Depois vêm os corrosivos, muito usados nas indústrias, e em seguida os gases, como o oxigênio dos hospitais e o gás de cozinha. Se não dá para tirar esses produtos de circulação, o que se tenta é investir em regras e leis que diminuam os riscos.

A legislação do transporte de cargas perigosas segue padrões internacionais. Ela define como tem que ser a sinalização e até detalhes importantes do caminhão-tanque, como por exemplo, que a válvula fique afastada do para-choque. Mas na terça-feira (18), isso não adiantou.

“Ele arrancou a válvula que fica depois do para-choque do caminhão, que hoje esses para-choques são reforçados de uma maneira, para não haver, não haver esse rompimento de válvula, o que aconteceu”, contou o capitão do Corpo de Bombeiros Arthur Bicudo.

A Associação Nacional dos Transportadores de Carga e Logística diz que o cuidado tem que ser de todos os motoristas, não só dos que transportam produtos perigosos.

“Eu acho que a gente precisa de uma maior divulgação para que os outros motoristas entendam que eles têm que estar afastados daquilo ali e se, por acaso acontecer um acidente, ele vai afetar não só ao meio ambiente, mas afetar também toda uma população, inclusive aquele que se envolveu no acidente”, afirma a assessora da associação, Glória Benazzi. “A recomendação é manter a distância”.

Só este ano, os bombeiros de São Paulo já atenderam 800 ocorrências envolvendo produtos perigosos – uma média de 15 por dia.

Fonte: Bom Dia Brasil