Kombis ainda aguardam interessados em pagar R$ 85 mil pela ‘Last Edition’

KombiDezenas de Kombis da última série ainda estão estocadas na Volkswagen, à espera de interessados em pagar até R$ 85 mil pela perua que parou de ser fabricada no dia 20 de dezembro do ano passado, após 56 anos de sucesso no mercado brasileiro.

O fotógrafo Márcio Fernandes flagrou o estoque que sobrou da Kombi no pátio da montadora em São Bernardo do Campo. As fotos feitas durante um voo de helicóptero mostram o pátio repleto de veículos e algumas dezenas de Kombis.

Procurada, a Volkswagen informou que ‘ainda restam poucas unidades’ no estoque. Parte das peruas estacionadas em São Bernardo seria de vendas já fechadas com compradores do exterior ainda não embarcadas. Há um mês, o número oficial de sobras da Kombi era de 300 unidades.

As Kombis do estoque são da edição de despedida, a “Last Edition”, nas cores branca e azul e com placa em bronze com a numeração da edição. Foram produzidas 1,2 mil unidades da última série, vendidas por R$ 85 mil. A Volkswagen informou que também restam unidades disponíveis do modelo básico (standart), que podem ser adquiridas nas concessionárias por preços que variam de R$ 47,5 mil a R$ 50,9 mil.

Fonte: Estadão

Kombi, a ‘velha senhora’, se despede

Deslancamento_Kombi_01A campanha publicitária que marcou o final da fabricação da Kombi, em dezembro do ano passado, está sendo encerrada pela Volkswagen com um vídeo sobre “o último desejo” do veículo que fez sucesso ao longo de 63 anos de história no mundo.

“Voltar para casa” é o tema do documentário, que termina com a ida da Kombi Last Edition – versão especial de despedida da Kombi – ao seu lugar de origem.

A Kombi começou a ser fabricada na Alemanha, em 1950. Fabricada no Brasil desde 02 de setembro de 1957, a Kombi foi produzida no Brasil por 56 anos consecutivos. A última Kombi produzida no mundo saiu da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, em dezembro de 2013.

Para marcar o final da longa existência do modelo no País, a Volkswagen lançou uma série especial de 1.200 unidades, a Kombi Last Edition – com pintura bicolor estilo “saia e blusa” e detalhes especiais, como interior diferenciado e cortinas nas janelas.

Ao mesmo tempo, a Volkswagen promoveu uma inédita campanha de “deslançamento” do modelo, que incluiu um site especial, aberto para receber histórias de proprietários e outras pessoas para quem a Kombi teve papel importante em suas vidas.

O site da Kombi recebeu quase 300 relatos, todos marcados por uma profunda carga emocional. Com base nesses relatos, a Volkswagen publicou o “testamento” da Kombi, contendo seus “15 últimos desejos”, que incluíam premiar alguns dos autores das histórias recebidas e, no final, a vontade de retornar para casa para rever a família.
“A história da Kombi no Brasil envolve uma intensa interação com o país e, em particular, com a vida de milhares de pessoas que conviveram com ela das mais diferentes maneiras. Não seria justo encerrar sua produção sem registrar como isso ocorreu e sem homenagear um veículo que contribui tanto para a vida de seus proprietários e suas famílias”, explica Carlos Leite, gerente de Produto e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil.

Produção trabalhosa

A produção do vídeo exigiu cerca de seis meses de trabalho. A peça, que será veiculada no site www.vw.com.br/kombi, é narrada na primeira pessoa pela atriz Maria Alice Vergueiro e contém cenas com personagens que viveram histórias especiais com a Kombi, entre elas o designer americano Bob Hieronimous, visitado em sua residência em Owing Mills, na região de Baltimore, nos Estados Unidos. Hieronimous pintou uma Kombi que se tornou famosa nas imagens que documentam o festival de Woodstock, que marcou a história do rock’n’roll, em 1969. Por seu relato, ele foi um dos agraciados pela Kombi em seu testamento.

Em sua trajetória de retorno, a Kombi também passou pela cidade de Amersfoort, na Holanda, para rever seu “irmão”, Ben Pon Jr., cujo pai – primeiro importador da Volkswagen no mundo – foi quem teve a ideia de criar um veículo de carga usando a mecânica do Fusca e com as características que fizeram da Kombi um sucesso universal.

A forma segue a função – a História da Kombi

A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do confiável conjunto mecânico do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo se destacou pela versatilidade, sendo adotada tanto para transporte urbano de carga como para levar passageiros. Seu motor era o quatro-cilindros 1.2l com refrigeração a ar e 25 cv.

Ao lado do Fusca, a Kombi marcou o início das atividades da Volkswagen no País, há 60 anos. Sua montagem começou no ano de 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

A partir de 2 de setembro de 1957 o modelo passou a ser efetivamente produzido no Brasil, na Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil, antes mesmo do Fusca – e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha.

O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).

A versão brasileira trouxe em seu lançamento o mesmo motor de quatro cilindros contrapostos (“boxer”) de 1.200 cm³ refrigerado a ar, mas com potência de 30 cv.

Com estrutura leve, do tipo monobloco, e carroceria em forma de “caixa”, a Kombi oferecia amplo espaço interno abrigado e capacidade para transportar uma tonelada de carga. Ao mesmo tempo, era um veículo muito fácil de manobrar. Resistente, econômico e de mecânica simples, foi amplamente aceita no mercado nacional.

Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como pick-up, com cabine simples ou cabine dupla.

Menos de quatro anos após seu lançamento no Brasil foi introduzido no mercado nacional o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão pick-up surgiu em 1967, já com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cv) e sistema elétrico de 12 volts.

A trajetória internacional da Kombi brasileira se iniciou com as exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 1970 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.

Em 1975, a Kombi passou por uma reestilização e também teve a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³. A potência bruta era de 58 cv. Três anos mais tarde, esse motor 1.6l ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência bruta para 65 cv.

A opção com motor 1.6l a diesel surgiu em 1981. Com quatro cilindros em linha e refrigerado a água, esse motor desenvolvia potência de 60 cv e era oferecido para as carrocerias furgão e pick-up – a opção cabine dupla também foi introduzida naquele mesmo ano.

Em 1982 foi introduzida a versão movida a etanol do motor 1.6l. Com taxa de compressão de 10:1 e novo coletor de admissão, entre outras modificações, o motor desenvolvia potência de 56 cv.

No ano seguinte, a Kombi ganhou painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça e temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros.

A Kombi foi o primeiro utilitário nacional equipado com catalisadores, em 1992. Naquele ano também foi introduzido o sistema de servo-freio a vácuo, incluindo discos na dianteira e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.

Em 1997 chegou a Kombi Carat, que apresentava soluções como teto mais alto (recurso que passou a ser adotado em toda a linha), porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores. A potência do motor 1.6l era de 52 cv.

No fim de 2005, a Kombi se tornou flexível, recebendo o motor quatro-cilindros 1.4 Total Flex da família EA111, capaz de rodar com gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois combustíveis. Com arrefecimento a líquido, o modelo se tornou até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor, refrigerado a ar.

Um dos pontos fortes em sua comercialização sempre foi a fácil adaptação para os mais diversos tipos de uso: a Kombi foi usada como ambulância, viatura policial, veículo do Corpo de Bombeiros, veículo de lazer, escritório volante, biblioteca circulante, carro funerário, lanchonete e até carro de reportagem de televisão e rádio, entre muitas outras versões.

Fonte: Volkswagen

Fim da produção da Kombi afeta cerca de 40 empresas

Kombi_Last_Edition_08O fim da produção da Kombi não deixou apenas consumidores órfãos, já que não há no mercado atual modelo similar em preço e características: cerca de 40 fabricantes de autopeças que abasteciam a linha de produção do utilitário precisaram rever seus negócios.

A paulistana Ciamet foi uma delas. Fabricante de peças estampadas e usinadas de pequeno e médio porte, fornecia buchas de suspensão para o longevo utilitário – segundo a empresa, negócio que representava faturamento anual de R$ 900 mil. Porta-voz da Ciamet afirmou que não ocorreram demissões e que a empresa está confiante no desenvolvimento de novos produtos, mas reconhece que haverá dificuldades para compensar totalmente a redução desta receita.

Na TRW, que fornecia mecanismos de direção e sistemas de freio para a Kombi, os funcionários foram realocados para as áreas de produção de ABS e airbag no início desse ano.

Iniciativa semelhante ocorreu na Flamma, antiga Automotiva Usiminas, que produzia as partes de estamparia para o modelo da Volkswagen há mais de vinte anos em Pouso Alegre, MG. Segundo Flávio Del Soldato, diretor, a empresa conseguiu se adaptar sem maiores sobressaltos ao fim da produção do modelo graças ao aviso com larga antecedência emitido pela VW: “Era uma morte mais do que anunciada, mas foi uma comoção”. Doze funcionários da empresa eram responsáveis pela produção da estamparia das laterais e partes frontal e traseira da Kombi e, de acordo com o executivo, foram realocados em outras áreas. “Esperamos que novos negócios possam suprir a demanda.”

Na Karmann Ghia a situação é mais delicada. A empresa tem quinhentos funcionários e está em negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para encontrar alternativa à demissão de cem trabalhadores, que atuavam na produção de autopeças para a Kombi e agora estão ociosos. Procurada, a empresa não quis comentar o assunto.

Outras empresas do ABC Paulista, como Arteb e Autometal, também estão em contato com o sindicato para encontrar soluções de modo a evitar cortes de pessoal como consequência do fim das encomendas para o modelo.

Enquanto isso na própria unidade Anchieta da Volkswagen o sindicato estima excedente de mão de obra de cerca de 1,8 mil funcionários – neste caso soma-se ao fim da linha de montagem da Kombi a do Gol G4, ambos por não contarem com freios ABS e airbags, obrigatórios em 100% da produção desde o primeiro dia do ano. O hatch compacto foi substituído pelo up!, produzido em Taubaté, SP.

A montadora concedeu férias coletivas para dois grupos de trabalhadores neste ano, que totalizam 700 funcionários. Procurada, não comentou o assunto.

A Kombi permaneceu em produção no Brasil por 56 anos, caso único. Ao todo foram comercializadas cerca de 1,5 milhão de unidades.

Fonte: Portal Autodata

Volkswagen Kombi Last Edition é exportada para o México

Kombi Last Edition - México (1)A Volkswagen do Brasil, seguindo o planejamento de exportação da Kombi Last Edition, embarcou um lote com 50 unidades do modelo icônico para o México. Os veículos foram embarcados na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), onde foram produzidos, e seguiram diretamente para o Porto de Santos.

O lote com as 50 unidades embarcaram no navio Sirius Leader, com toda a proteção e o cuidado necessários para preservar veículos que já nasceram históricos. Afinal, a Kombi foi produzida na fábrica Anchieta entre 1957 e 2013 e é um dos modelos mais longevos da história da indústria automobilística mundial.

A chegada do lote com 50 unidades ao Porto de VeraCruz, no México, está prevista para o dia 25 de Fevereiro. As unidades serão encaminhadas para a Volkswagen do México, que fará a distribuição dos veículos aos clientes interessados na aquisição de um verdadeiro clássico da Volkswagen.

O México tem tradição em veículos históricos da marca. A planta de Puebla, que hoje fabrica os modelos Jetta e Fusca vendidos no Brasil, também produziu o último Fusca (Beetle) da primeira geração, em 2003. Até hoje o modelo é considerado um dos mais desejados entre os colecionadores de automóveis antigos em todo o mundo.

Entre os fãs e colecionadores da marca, a Kombi Last Edition tem tudo para seguir o mesmo caminho de sucesso do “Volkswagen Sedan Última Edición”, como era conhecido o último Fusca original mexicano.

Kombi Last Edition – uma série mais do que especial

Kombi Last Edition - México (2)Com produção limitada a 1.200 unidades, a Kombi Last Edition chegou ao mercado nacional em setembro do ano passado. A unidade 0001/1200 já está exposta no museu de Autostadt – a Cidade do Automóvel do Grupo Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha.

A edição especial traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às versões do veículo fabricadas no País desde 1957. As unidades são numeradas e têm placa de identificação.

A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura. As rodas e as calotas são pintadas de branco. A grade dianteira superior é também pintada na cor azul, assim como as molduras das setas e aros dos faróis.

Os pneus com faixa branca dão um toque a mais de requinte e nostalgia ao modelo. Os vidros são escurecidos e o vigia traseiro tem desembaçador elétrico. As setas dianteiras têm lentes de cristal branco. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

Aos 60 anos, Volkswagen encerra 2013 com aumento nas exportações

Em 2013, a Volkswagen registrou um aumento de 4,33% no volume de exportações em relação a 2012. Foram 148.933 unidades enviadas para 15 países em 2013. O Gol é o carro mais exportado da marca e da indústria no ano, com 80.092 unidades exportadas para 13 mercados.
O sucesso da renovação da família Gol, iniciada em 2012 e concluída no início de 2013 com a chegada da Nova Saveiro, se consolidou nos mercados e foi o principal motivo do crescimento das vendas externas.

A Volkswagen do Brasil é a maior fabricante de veículos do País e líder em exportações do setor automobilístico brasileiro, com mais de 3 milhões de unidades (automóveis e comerciais leves) exportadas desde 1970, quando tiveram início as vendas da marca para o Exterior.

Atualmente, a Volkswagen do Brasil tem a América Latina como seu principal mercado de exportações; a marca, no entanto, já vendeu seus modelos para 147 países, nos cinco continentes. Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Volkswagen do Brasil é a 15ª maior empresa exportadora do País, considerando todos os setores, e a primeira automobilística do ranking.

Fonte: Volkswagen

Volks vai realocar funcionários da linha da Kombi

Volkswagen Kombi - Linha de montagemTerminam hoje as férias coletivas de cerca de 450 funcionários da fábrica Anchieta da Volkswagen e, nesse mesmo dia, será a vez de outros 280 ficarem descansando em casa por um mês, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A maior parte desse pessoal que volta ao trabalho e também dos que saem agora é de trabalhadores que atuavam na produção da Kombi. Ao todo, trabalhavam na montagem da perua cerca de 900 empregados na unidade do Grande ABC, que estão sendo realocados em outras linhas (do Polo, do Gol e da Saveiro), e as férias são uma forma de preparar a fábrica para alterações na produção, diz o diretor executivo do sindicato, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho. Procurada, a Volkswagen não comentou sobre as férias coletivas.

A linha de produção da Kombi foi desativada no fim de 2013, por causa de regra do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que exigiu a instalação de airbags e ABS em todos os carros produzidos no País (ou importados) a partir deste ano. Pela inviabilidade técnica de colocar esses equipamentos no veículo, sua fabricação teve de ser encerrada pela montadora.

Em 2013, o sindicato participou intensamente, com o apoio da Prefeitura de São Bernardo, de conversas com o governo federal para tentar dar uma sobrevida à Kombi (ou pelo menos a uma das versões desse modelo), mas as discussões não avançaram.

O dirigente assinala ainda que a entidade vem negociando com a empresa para buscar soluções para o futuro da fábrica, que atualmente emprega 13,2 mil trabalhadores e que, além da desativação da linha da perua, também viu encerrar a montagem do Gol G4.

Nesse último caso, o up!, fabricado em Taubaté, já veio para substituir o modelo como carro de entrada (de preço mais acessível). “O nosso acordo (firmado em 2012 e que vale até 2016) prevê um novo modelo para a Anchieta, mas aguardamos a definição da matriz na Alemanha”, afirma Bigodinho.

A entidade dos trabalhadores discute com a direção da Volks, segundo o sindicalista, que a companhia traga para a Anchieta novo projeto de sedã. “Mas não está definido”, diz. Seria uma necessidade, já que há rumores no mercado de que a empresa deixará de produzir o Polo no Brasil a partir de meados deste ano.

Fonte: Diário do Grande ABC

Última Kombi vai parar na Alemanha

Kombi Last Edition - Museu de Hannover - Volkswagen (1)A última unidade da Kombi saiu da linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e foi parar no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, na cidade de Hannover.

A edição brasileira Last Edition, com preço sugerido de R$ 85 mil, foi escolhida justamente pelo fato de o Brasil ser o último país do mundo a encerrar a produção da Velha Senhora. O modelo que agorá “repousará” no museu tem pintura especial em duas cores azul e branco no estilo “saia e blusa” como ficou conhecido pelo público.

O interior conta com cortina nas janelas laterais e traseira, bancos com forração em vinil com faixas azul e branca. Nas portas o acabamento é azul. O motor é o 1.4 flexível com 78 cv quando abastecido com gasolina e 80 cv com etanol. O torque é de 12,5 mkgf e 12,7 mkgf, respectivamente. O câmbio é o manual de quatro marchas e os pneus tem medida 185.

Vendas no Brasil empacam

Quando anunciada, a nova versão que recebeu o nome de Last Edition, a Volks estimava uma tiragem de 600 unidades que seriam comercializadas a um preço de R$ 85 mil, logo em setembro a montadora passou a estimativa de tiragem para 1.200 unidades para atender a alta demanda da nova versão.

Passaram cinco meses até que o novo modelo foi lançado e o que vemos hoje é um grande número da perua de fato “encalhada” nos estoques das concessionárias, o que tem feito algumas revendedoras elaborarem verdadeiros saldões para conseguirem vender a Kombi.

No ABC Paulista, por exemplo, é possível encontrar lojas vendendo a Kombi Last Edition por R$ 82.500, R$ 2.500 menor do que o valor proposto e há quem esteja anunciando a nova Kombi por até R$ 81.900 e mesmo assim alguns vendedores ainda garantem: “Mas, se vier na loja e der uma choradinha com o gerente, podemos conseguir um preço melhor ainda”.

Outros vendedores ainda declaram: “É muito caro, fica difícil de vender” e “Ainda temos 10 unidades no estoque. Até vendemos alguma coisa, mas é um modelo de nicho, vai saindo devagar”.

Fontes: Estadão e Carro Bonito

Volkswagen registra recorde histórico nas vendas de comerciais leves em 2013

amarok highlineA Volkswagen do Brasil encerra 2013 com recorde histórico nas vendas de comerciais leves no mercado nacional. De janeiro a dezembro, a marca comercializou 127.642 unidades, um aumento de 9% sobre as vendas de 2012 no segmento. O recorde anterior foi registrado em 2012, quando atingiu 117.118 unidades de comerciais leves. No mesmo período, a indústria cresceu 4,3% no segmento.

“Esse recorde é um reflexo dos esforços da marca nesse segmento, onde a Volkswagen sempre apresentou uma atuação de destaque, com produtos que atendem às necessidades específicas desse público”, declara o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall.

O modelo mais vendido da marca no segmento é a Saveiro, com 72.373 unidades no período. Na sequência, a Kombi (25.219 unidades), Amarok (24.194 unidades), o Tiguan (5.599 unidades) e o Touareg (253 unidades).

“O sucesso da Amarok incrementou as vendas da Volkswagen no segmento de comerciais leves. Um modelo com apenas três anos de mercado e que tem apresentado um crescimento contínuo, principalmente após a chegada da versão com transmissão automática de oito marchas e da cabine simples”, destaca a vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil, Jutta Dierks.

Em 2013, a Volkswagen também comemorou (em março), a importante marca de 2.500.000 de comerciais leves produzidos em 60 anos de atividades no Brasil.

Amarok – nova referência no segmento

A pick-up média Amarok também tem contribuído de forma fundamental para o desempenho da Volkswagen no segmento de comerciais leves. Em 2013, as vendas da Amarok apresentaram um aumento de 20% em relação a 2012.

No segmento de picapes médias, foi um dos modelos que mais cresceu, aumentando para 13,4% a participação em vendas, passando para a terceira posição no ranking de picapes médias, superando competidores com mais tradição no mercado nacional.

Desde o seu lançamento, a Amarok estabeleceu um novo parâmetro no segmento, trazendo soluções e inovações que conquistaram esse público específico. A linha 2014 da pick-up Amarok, passa a oferecer ainda mais tecnologia, com mais equipamentos de série e novos opcionais.

Entre os destaques está a configuração Highline, topo de linha, que agora passa a contar de série com controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente para partidas em rampas (HSA), controle automático de descida (HDC) e faróis de neblina com luzes dinâmicas para manobras – recurso inédito entre as picapes médias no Brasil.

Outra novidade para a versão Highline é a opção de ser equipada com airbags laterais para tórax e cabeça, além do duplo airbag frontal. As bolsas do airbag para tórax e cabeça (uma única bolsa que cobre essas regiões) estão localizadas no encosto dos bancos dianteiros e proporcionam maior proteção em colisões laterais.

A versão topo de linha oferece o rebatimento elétrico dos espelhos retrovisores, o que facilita estacionar a pick-up em vagas mais estreitas. Com os espelhos rebatidos a largura é reduzida em 17 cm. A fim de tornar as manobras da picape mais seguras, a Amarok Highline, que já tem como item de série um exclusivo (no segmento) sistema de sensores de estacionamento dianteiros e traseiros com OPS (Optical Parking System), passa a ofertar como opcional a câmera traseira.

A Amarok é oferecida em sete opções de configuração, entre carroceria cabine simples e cabine dupla, tração 4×2 e tração 4×4, transmissão manual de seis marchas ou automática de oito marchas.

Na versão S da pick-up – oferecida em configurações de cabine simples (com tração 4×2 ou 4×4) e de dupla (tração 4×4) – o motor 2.0 TDI conta com um turbocompressor e tem potência de 140 cv, que surgem a 3.500 rpm. O torque é de 34,7 kgfm, disponível a partir de 1.600 rpm.

Nas versões SE, Trendline e Highline, o motor 2.0 TDI tem dois turbos, o que eleva sua potência para 180 cv. O torque máximo é de 40,8 kgfm a 1.500 rpm, com o câmbio manual de 6 marchas. Com o câmbio automático de 8 marchas (recurso opcional para a versão Trendline e de série na Highline), o torque máximo é de 42,8 kgfm a 1.750 rpm.

Nova Saveiro

Da mesma forma, a Nova Saveiro, lançada em 2013, também fortaleceu a participação da marca no segmento de comerciais leves. Com um novo design a pick-up está alinhada aos demais integrantes da família Gol e com mais inovações tecnológicas exclusivas em seu segmento de mercado. A principal delas é a nova arquitetura eletrônica, que permitiu a utilização de novos recursos de segurança, conforto e tecnologia inéditos na categoria.

Entre as mudanças visuais mais importantes está o novo para-choque dianteiro, que reforça a imagem de robustez do veículo. Também completamente novos são o capô e os para-lamas dianteiros, e as grades oferecidas nas diversas versões, todos os detalhes exclusivos do utilitário. Está disponível nas versões de entrada, com cabines simples ou estendida; além das versões Trooper e da Cross, ambas com cabine estendida.

A Saveiro completou, no ano passado, a marca histórica de 1 milhão de unidades produzidas no Brasil, e é o modelo mais vendido da marca no segmento de comerciais leves.

Fonte: Volkswagen

Volks dá férias coletivas para funcionários da linha da Kombi

Volkswagen Kombi - Linha de montagemA Volkswagen deu férias coletivas de 30 dias para 500 funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Boa parte deles trabalhava na linha de montagem da Kombi, que deixou de ser produzida em 18 de dezembro.

O período de férias começou no dia 13, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Um porta-voz da entidade informou que estão sendo realizadas reuniões com a empresa para discutir o futuro desses trabalhadores, que podem ser realocados para outras áreas. Por enquanto, não há informações de demissões na fábrica.

A Kombi estava no mercado há 56 anos e deixou de ser fabricada porque não tem estrutura para receber airbag e freios ABS, itens de segurança que passaram a ser obrigatórios em todos os veículos novos a partir de 1º de janeiro.

Ainda há unidades da perua em algumas concessionárias, pois a lei permite a venda das unidades em estoque fabricadas no fim do ano passado.

Às vésperas da suspensão da produção, dirigentes do sindicato e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) tentaram adiar por mais dois anos a aplicação da norma. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a apoiar a medida, que acabou sendo vetada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Na ocasião, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que o fim da Kombi colocaria em risco cerca de 4 mil empregos, entre trabalhadores da Volkswagen e das empresas que produziam peças para a perua.

A fábrica da Volks no ABC emprega cerca de 13 mil funcionários. Ao longo de todo o ano passado, a empresa manteve um programa de demissão voluntária (PDV) direcionado principalmente aos aposentados para evitar cortes diretos com o fim da Kombi. A linha da van operava com cerca de mil trabalhadores. O sindicato ainda não divulgou quantas pessoas aderiram ao PDV.

Além da Kombi, deixou de ser produzido em dezembro, pelo mesmo motivo, o compacto Mille, da Fiat. Outros modelos mais antigos, como as versões mais baratas do Celta, da General Motors, do Fiesta Rocam, da Ford, e do Clio, da Renault, passaram a sair de fábrica com airbag e ABS.

 Fonte: Estadão