Última Kombi vai parar na Alemanha

Kombi Last Edition - Museu de Hannover - Volkswagen (1)A última unidade da Kombi saiu da linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e foi parar no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, na cidade de Hannover.

A edição brasileira Last Edition, com preço sugerido de R$ 85 mil, foi escolhida justamente pelo fato de o Brasil ser o último país do mundo a encerrar a produção da Velha Senhora. O modelo que agorá “repousará” no museu tem pintura especial em duas cores azul e branco no estilo “saia e blusa” como ficou conhecido pelo público.

O interior conta com cortina nas janelas laterais e traseira, bancos com forração em vinil com faixas azul e branca. Nas portas o acabamento é azul. O motor é o 1.4 flexível com 78 cv quando abastecido com gasolina e 80 cv com etanol. O torque é de 12,5 mkgf e 12,7 mkgf, respectivamente. O câmbio é o manual de quatro marchas e os pneus tem medida 185.

Vendas no Brasil empacam

Quando anunciada, a nova versão que recebeu o nome de Last Edition, a Volks estimava uma tiragem de 600 unidades que seriam comercializadas a um preço de R$ 85 mil, logo em setembro a montadora passou a estimativa de tiragem para 1.200 unidades para atender a alta demanda da nova versão.

Passaram cinco meses até que o novo modelo foi lançado e o que vemos hoje é um grande número da perua de fato “encalhada” nos estoques das concessionárias, o que tem feito algumas revendedoras elaborarem verdadeiros saldões para conseguirem vender a Kombi.

No ABC Paulista, por exemplo, é possível encontrar lojas vendendo a Kombi Last Edition por R$ 82.500, R$ 2.500 menor do que o valor proposto e há quem esteja anunciando a nova Kombi por até R$ 81.900 e mesmo assim alguns vendedores ainda garantem: “Mas, se vier na loja e der uma choradinha com o gerente, podemos conseguir um preço melhor ainda”.

Outros vendedores ainda declaram: “É muito caro, fica difícil de vender” e “Ainda temos 10 unidades no estoque. Até vendemos alguma coisa, mas é um modelo de nicho, vai saindo devagar”.

Fontes: Estadão e Carro Bonito

Kombi se despede e realiza últimos desejos

Últimos Desejos - Kombi - VolkswagenA Volkswagen do Brasil preparou uma nova campanha publicitária sobre o fim de produção da Kombi, que se despede de seus fãs em dezembro. Neste sábado, 30 de novembro, um anúncio, em formato de testamento, foi publicado na mídia, no qual o modelo “agradece” o carinho de quem fez parte de sua história e das pessoas que a escolheram como parte de suas vidas. O anúncio exibe uma lista com os “últimos desejos” da Kombi: oferecer uma lembrança às pessoas que, de diversas formas, viveram ou ainda vivem experiências inesquecíveis com o modelo.

Para Marcelo Olival, gerente executivo de Vendas e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil, “a Kombi é um ícone na indústria mundial que, além do sucesso de vendas, tem um enorme carisma. Muita gente tem uma boa história com o modelo, seja como o veículo da família, do trabalho ou que o levava para a escola”.

O anúncio faz parte da campanha produzida pela Volkswagen para homenagear o modelo fabricado no Brasil desde a década de 50. A última Kombi do mundo sairá da linha de montagem da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo, no final de dezembro. A primeira etapa da campanha, lançada em setembro, contava com um anúncio impresso que tinha como tema o “deslançamento” da Kombi e com o hotsite “www.vw.com.br/kombi”, onde usuários e fãs da “perua” contam histórias vividas com ela, enviando textos, fotos ou vídeos. A partir dos relatos feitos no site, que já somam centenas de histórias, foram selecionadas algumas pessoas que serão homenageadas pela Kombi, citadas no “anúncio-testamento”.

“A Kombi fez diferença na vida de muita gente e vai deixar saudade. Por este motivo, não poderíamos deixar de fazer uma campanha inédita de ‘deslançamento’ para homenagear esse ícone da indústria automobilística mundial. A ideia da ação é aproximar, em tom emocional, as pessoas que viveram e conviveram com o modelo. Por meio do hotsite, por exemplo, buscamos reunir boas experiências que os fãs têm com a Kombi”, destaca Carlos Leite, gerente de Produto e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil.

O novo anúncio tem as mesmas cores azul e branca da série especial Last Edition da Kombi, lançada pela Volkswagen e com produção limitada a 1.200 unidades. Entre os homenageados que constam na lista da Kombi estão “Seu” Nenê, que levou a Kombi “para ver a seleção brasileira jogar mundo afora”; o australiano Jason Rehm, que viaja pelo mundo com a mulher e o filho em um modelo vermelho; Noel Villas Bôas, filho do sertanista Orlando Villas Bôas, que rodou o Brasil em uma Kombi; e Miriam Maia, que nasceu dentro de uma delas.

No contexto do modelo, a Kombi também “informa” que realizará um encontro com todos os “parentes” na fábrica da Volkswagen, em uma exposição. Ela também vai deixar para amigos e fãs um livro digital gratuito com histórias reais que recebeu no site.

No 15º e último item da lista de desejos, ela faz um pedido: voltar para casa. O desejo será realizado e todos acompanharão seu caminho de volta ao lar no filme e que estreará em janeiro de 2014.

Kombi Last Edition – uma série mais do que especial

A Volkswagen do Brasil lançou a série especial Last Edition da Kombi, um dos modelos de maior sucesso da marca no Brasil e que se destaca também, juntamente com o Fusca, pela maior longevidade da indústria automobilística mundial.

Com produção limitada a 1.200 unidades, a edição especial é oferecida com preço sugerido de R$ 85 mil. A edição traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às inúmeras versões do veículo fabricadas no País desde 1957. As unidades são numeradas e têm placa de identificação.

A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura. As rodas e as calotas são pintadas de branco. A grade dianteira superior é também pintada na cor azul da carroceria, assim como as molduras das setas e aros dos faróis.

Os pneus com faixa branca dão um toque a mais de requinte e nostalgia ao modelo. Os vidros são escurecidos e o vigia traseiro tem desembaçador elétrico. As setas dianteiras têm lentes de cristal branco. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

Mais de meio século de sucesso

A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 40, que pretendia incluir o confiável conjunto mecânico do Fusca em um veículo leve de carga. A produção do modelo começou na Alemanha em 1950. O destaque era a carroceria monobloco, a suspensão reforçada e o motor traseiro, refrigerado a ar, de 25 cv.

Em 1957 foram fabricadas as primeiras unidades no Brasil. Com um índice de nacionalização de 50%, a Kombi tinha motor de 1.200 cm³ de cilindrada. Menos de quatro anos mais tarde chegou ao mercado o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão pick-up surge em 1967, já com motor de 1.500 cm³ e sistema elétrico de 12 volts.

A trajetória internacional da Kombi brasileira se inicia com a história das exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 70 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.

No Brasil, em 1975, com uma reestilização, a Kombi passa a ser equipada com o motor 1.6l e, três anos mais tarde, o modelo ganha dupla carburação. O motor diesel 1.6l, refrigerado a água, surgiu em 1981, mesmo ano do lançamento das versões furgão e pick-up com cabine dupla. No ano seguinte surge o modelo a etanol e, em 1983, a Kombi apresenta painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel.

As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça, temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros. Em 1992, a Kombi ganhou conversores catalíticos de três vias, sistema servo-freio, incluindo discos na frente e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.

Uma versão mais moderna chegou em 1997 com o nome de Kombi Carat, apresentando novas soluções, como teto mais alto, porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores.

No final de 2005, a Kombi passou a ser equipada com o motor 1.4 Total Flex (arrefecido a água), até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor refrigerado a ar. Desde janeiro de 2006 até julho de 2012, o utilitário teve mais de 170 mil unidades produzidas. Com o novo motor, a Kombi desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com gasolina e 80 cv, com etanol.

Fonte: Portal R3

Kombi Last Edition x 1964: veja o que mudou em quase 50 anos

kombi1964pfussy-2A Kombi deixará de ser fabricada no Brasil em dezembro, depois de uma longa história que remete a 1953, no início das operações da Volkswagen no Brasil. Para o adeus, a fabricante criou a série especial Last Edition com 1.200 unidades enumeradas, dignas de colecionador. Difíceis de serem encontradas nas concessionárias, elas começaram a ser entregues há cerca de três semanas. Um dos primeiros proprietários é o empresário e restaurador de veículos Leonardo Pierucci, que já tinha como “xodó” uma versão de 1964.

O investimento foi de R$ 85 mil – o mesmo preço sugerido pela montadora, mas cerca de R$ 35 mil a mais que uma Kombi Standard que continua a ser fabricada e vendida por R$ 50 mil. Como diferenciais, a Last Edition tem pintura exterior de cores diferentes na parte mais alta (branco) e na mais baixa (azul) , grade dianteira superior e molduras de setas e faróis pintados na cor do veículo e pneus com faixa branca. No interior, os bancos são de vinil, nas mesma cores do exterior, e o painel possui uma (importante) plaqueta no painel: 0403/1200.

kombilasteditionpfussy-2Lado a lado, as versões de 1964 e 2013 têm poucas diferenças no exterior. O formato é praticamente o mesmo, com alguns detalhes mais modernos na Last Edition. No entanto, por dentro a evolução é grande. No modelo antigo, chamado carinhosamente de “Corujinha”, o motor de 1.2 litro é refrigerado a ar, com quatro cilindros e 30 cavalos de potência, o mesmo que equipava o Fusca na época. O painel tem velocímetro e medidor do tanque de combustível analógicos, além de rádio FM/OM.

Quase 50 anos depois, o modelo vem equipado com o motor bicombustível de 1.4 litro, que desenvolve potência de até 80 cv com etanol. Enquanto o motor quase dobrou de potência, o câmbio continua sendo de quatro marchas. Tirando os botões do painel, mostradores digitais e rádio com CD/SD/Bluetooth, a disposição interna não mudou muito. As cortinas na janelas laterais dão o toque vintage das décadas de 1960 e 1970.

Mesmo com a evolução, o modelos de 1964 ainda mais prazeroso de guiar, não somente pelo charme, mas também pela posição de dirigir, segundo Pierucci. Desde setembro de 1957 até julho de 2013 foram produzidas 1.551.140 unidades da Kombi na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) – os 56 anos ininterruptos de produção marcam um recorde de maior longevidade na indústria automobilística mundial.

Fonte: Terra

São Bernardo do Campo tenta adiar aposentadoria da Kombi

viewimage1A veterana Kombi será descontinuada em 2014, mas se depender do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), isso pode não acontecer. Durante um seminário de segurança veicular realizado na cidade, o político defendeu sua posição e, segundo informações da Rádio ABC, pediu ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, uma sobrevida de dois a três anos para a perua.

“O governo forçou as montadoras a adequarem seus produtos (às novas normas de segurança), mas é preciso certo tempo para que a Volkswagen substitua a Kombi. Além disso, ela é um veículo de carga para o uso urbano, e muita gente a utiliza, como feirantes, pequenos empresários e trabalhadores autônomos. A Kombi é a única forma de estes profissionais terem um veículo novo a um preço relativamente baixo”, declarou Marinho.

O prefeito também citou como outro motivo para postergar o fim da perua a possibilidade de demissões na linha de montagem da Volkswagen após a Kombi sair de linha. Apesar dos apelos feitos por Marinho, são mínimas as chances de o governo abrir uma exceção.

A Kombi será descontinuada em janeiro de 2014 por não poder receber airbag duplo, item obrigatório juntamente com os freios ABS em todos os veículos feitos no país a partir do ano que vem. Para marcar a despedida do modelo, a Volkswagen lançou a Kombi Last Edition, série especial cheia de acessórios que terá 1.200 unidades produzidas.

Fonte: Quatro Rodas

Volkswagen duplica produção da Kombi Last Edition

imageA Volkswagen do Brasil irá duplicar o volume de produção previsto para a série especial Last Edition da Kombi, devido à grande demanda pela edição. A produção limitada passará de 600 para 1.200 unidades, que são oferecidas pelo preço sugerido de R$ 85.000.

A edição traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às inúmeras versões do veículo fabricadas no País desde 1957. As unidades serão numeradas e terão placa de identificação.

A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura. As rodas e as calotas são pintadas de branco.

A grade dianteira superior é também pintada na cor azul da carroceria, assim como as molduras das setas e aros dos faróis.

Os pneus com faixa branca dão um toque a mais de requinte e nostalgia ao modelo. Os vidros são escurecidos e o vigia traseiro tem desembaçador elétrico. As setas dianteiras têm lentes de cristal branco. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

Interior – tratamento especial

Kombi_Last_Edition_24O interior da Kombi Last Edition mereceu cuidados especiais, começando pelas cortinas em tear azul nas janelas laterais e no vigia traseiro – as braçadeiras trazem o logotipo ‘Kombi’ bordado, um elemento de decoração típico das versões mais luxuosas das décadas de 1960 e 1970.

Os bancos têm forração especial de vinil: bordas em Azul Atlanta e faixas centrais de duas cores (azul e branca). As laterais e as costas dos assentos têm acabamento de vinil expandido Cinza Lotus. O modelo tem capacidade para 9 ocupantes.

O revestimento interno das laterais, portas e porta-malas também é de vinil Azul Atlanta, com costuras decorativas pespontadas. O assoalho e o porta-malas são recobertos por tapetes com insertos em carpete dilour Basalto, mesmo material que reveste o estepe. O revestimento do teto é em material não tecido Stampatto.

No painel, um dos destaques é a plaqueta de alumínio escovado que identifica a série especial, com o número correspondente a uma das 1.200 unidades. Por exemplo: a primeira unidade levará a placa “0001/1.200”.

Além disso, o painel traz serigrafia especial do quadro de instrumentos, que mantém o tradicional padrão com o velocímetro em posição central e, à direita, o mostrador do nível de combustível. O sistema de som tem LEDs vermelhos, lê arquivos MP3 e possui entradas auxiliar e USB.

Dentro do porta-luvas, o comprador encontrará o manual do proprietário com uma capa especial comemorativa. A Kombi Last Edition será acompanhada, também, por um certificado especial atestando sua autenticidade.

O modelo é equipado com o motor EA111 1.4L Total Flex, que desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com gasolina e de 80 cv com etanol, sempre a 4.800 rpm. O torque máximo é de 12,5 kgfm com gasolina e de 12,7 kgfm com etanol, a 3.500 rpm. O câmbio é manual de 4 marchas. As rodas são de 14 polegadas, com pneus 185 R14C.

Fatos sobre a Kombi

A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do confiável conjunto mecânico do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).

Com estrutura leve, do tipo monobloco, e carroceria em forma de “caixa”, a Kombi oferecia amplo espaço interno abrigado e capacidade para transportar uma tonelada de carga. Ao mesmo tempo, era um veículo muito fácil de manobrar. Resistente, econômico e de mecânica simples, foi amplamente aceita no mercado nacional.

Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como pick-up, com cabine simples ou cabine dupla.

Um dos pontos fortes em sua comercialização sempre foi a fácil adaptação para os mais diversos tipos de uso: a Kombi foi usada como ambulância, viatura policial, veículo do Corpo de Bombeiros, veículo de lazer, escritório volante, biblioteca circulante, carro funerário, lanchonete e até carro de reportagem de televisão e rádio, entre muitas outras versões.

Nos últimos anos, mesmo com a concorrência de vans maiores lançadas no mercado brasileiro, a Kombi continuou merecendo a preferência de muitos clientes. Desde setembro de 1957 até setembro de 2013 foram produzidas mais de 1.560.000 unidades do modelo na fábrica de São Bernardo do Campo.

Hotsite

A empresa também lançou, neste sábado (21/9), uma campanha publicitária que homenageia a Kombi. Criada pela AlmapBBDO, ela conta também com um hotsite – o www.vw.com.br/kombi, no qual usuários e fãs da Kombi poderão contar histórias vividas com o veículo, enviando textos, fotos ou vídeos que uma vez publicadas farão parte do hotsite.

Fonte: Volkswagen

Volkswagen lança Kombi Last Edition – uma série mais do que especial

Kombi_Last_Edition_02A Volkswagen do Brasil apresenta a série especial Last Edition da Kombi, um dos modelos de maior sucesso da marca no Brasil e que se destaca também pela maior longevidade da indústria automobilística mundial.

Com produção limitada a 600 unidades, a edição especial será oferecida a partir deste mês com preço sugerido de R$ 85 mil.

A edição traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às inúmeras versões do veículo fabricadas no País desde 1957. As unidades serão numeradas e terão placa de identificação.

A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura. As rodas e as calotas são pintadas de branco.

A grade dianteira superior é também pintada na cor azul da carroceria, assim como as molduras das setas e aros dos faróis.

Os pneus com faixa branca dão um toque a mais de requinte e nostalgia ao modelo. Os vidros são escurecidos e o vigia traseiro tem desembaçador elétrico. As setas dianteiras têm lentes de cristal branco. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

Interior – tratamento especial

O interior da Kombi Last Edition mereceu cuidados especiais, começando pelas cortinas em tear azul nas janelas laterais e no vigia traseiro – as braçadeiras trazem o logotipo ‘Kombi’ bordado, um elemento de decoração típico das versões mais luxuosas das décadas de 1960 e 1970.

Os bancos têm forração especial de vinil: bordas em Azul Atlanta e faixas centrais de duas cores (azul e branca). As laterais e as costas dos assentos têm acabamento de vinil expandido Cinza Lotus. O modelo tem capacidade para 9 ocupantes.

O revestimento interno das laterais, portas e porta-malas também é de vinil Azul Atlanta, com costuras decorativas pespontadas. O assoalho e o porta-malas são recobertos por tapetes com insertos em carpete dilour Basalto, mesmo material que reveste o estepe. O revestimento do teto é em material não tecido Stampatto.

No painel, um dos destaques é a plaqueta de alumínio escovado que identifica a série especial, com o número correspondente a uma das 600 unidades. Por exemplo: a primeira unidade levará a placa “001/600”.

Além disso, o painel traz serigrafia especial do quadro de instrumentos, que mantém o tradicional padrão com o velocímetro em posição central e, à direita, o mostrador do nível de combustível. O sistema de som tem LEDs vermelhos, lê arquivos MP3 e possui entradas auxiliar e USB.

Dentro do porta-luvas, o comprador encontrará o manual do proprietário com uma capa especial comemorativa. A Kombi Last Edition será acompanhada, também, por um certificado especial atestando sua autenticidade.

O modelo é equipado com o motor EA111 1.4l Total Flex, que desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com gasolina e de 80 cv com etanol, sempre a 4.800 rpm. O torque máximo é de 12,5 kgfm com gasolina e de 12,7 kgfm com etanol, a 3.500 rpm. O câmbio é manual de 4 marchas. As rodas são de 14 polegadas, com pneus 185 R14C.

A forma segue a função – a História da Kombi

A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do confiável conjunto mecânico do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo se destacou pela versatilidade, sendo adotada tanto para transporte urbano de carga como para levar passageiros. Seu motor era o quatro-cilindros 1.2l com refrigeração a ar e 25 cv.

Ao lado do Fusca, a Kombi marcou o início das atividades da Volkswagen no País, há 60 anos. Sua montagem começou no ano de 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

A partir de 2 de setembro de 1957 o modelo passou a ser efetivamente produzido no Brasil, na Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil, antes mesmo do Fusca – e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha.

O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).

A versão brasileira trouxe em seu lançamento o mesmo motor de quatro cilindros contrapostos (“boxer”) de 1.200 cm³ refrigerado a ar, mas com potência de 30 cv.

Com estrutura leve, do tipo monobloco, e carroceria em forma de “caixa”, a Kombi oferecia amplo espaço interno abrigado e capacidade para transportar uma tonelada de carga. Ao mesmo tempo, era um veículo muito fácil de manobrar. Resistente, econômico e de mecânica simples, foi amplamente aceita no mercado nacional.

Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como pick-up, com cabine simples ou cabine dupla.

Menos de quatro anos após seu lançamento no Brasil foi introduzido no mercado nacional o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão pick-up surgiu em 1967, já com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cv) e sistema elétrico de 12 volts.

A trajetória internacional da Kombi brasileira se iniciou com as exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 1970 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.

Em 1975, a Kombi passou por uma reestilização e também teve a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³. A potência bruta era de 58 cv. Três anos mais tarde, esse motor 1.6l ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência bruta para 65 cv.

A opção com motor 1.6l a diesel surgiu em 1981. Com quatro cilindros em linha e refrigerado a água, esse motor desenvolvia potência de 60 cv e era oferecido para as carrocerias furgão e pick-up – a opção cabine dupla também foi introduzida naquele mesmo ano.

Em 1982 foi introduzida a versão movida a etanol do motor 1.6l. Com taxa de compressão de 10:1 e novo coletor de admissão, entre outras modificações, o motor desenvolvia potência de 56 cv.

No ano seguinte, a Kombi ganhou painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça e temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros.

A Kombi foi o primeiro utilitário nacional equipado com catalisadores, em 1992. Naquele ano também foi introduzido o sistema de servo-freio a vácuo, incluindo discos na dianteira e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.

Em 1997 chegou a Kombi Carat, que apresentava soluções como teto mais alto (recurso que passou a ser adotado em toda a linha), porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores. A potência do motor 1.6l era de 52 cv.

No fim de 2005, a Kombi se tornou flexível, recebendo o motor quatro-cilindros 1.4 Total Flex da família EA111, capaz de rodar com gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois combustíveis. Com arrefecimento a líquido, o modelo se tornou até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor, refrigerado a ar.

Um dos pontos fortes em sua comercialização sempre foi a fácil adaptação para os mais diversos tipos de uso: a Kombi foi usada como ambulância, viatura policial, veículo do Corpo de Bombeiros, veículo de lazer, escritório volante, biblioteca circulante, carro funerário, lanchonete e até carro de reportagem de televisão e rádio, entre muitas outras versões.

Nos últimos anos, apesar da concorrência de vans maiores lançadas no mercado brasileiro, a Kombi continuou merecendo a preferência de muitos clientes. Desde setembro de 1957 até julho de 2013 foram produzidas 1.551.140 unidades do modelo na fábrica de São Bernardo do Campo.

Após 56 anos ininterruptos de produção no Brasil, a Kombi tem a história de maior longevidade na indústria automobilística mundial.

Fonte: Volkswagen