Organização e regulamentação do trabalho dos caminhoneiros é tema de seminário

caminhoneiros do Brasil“Somos uma categoria grande e buscamos quem é referência em termos de organização dos trabalhadores”.

Assim o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga do Vale do Paraíba, Everaldo Bastos, definiu a parceria entre a CUT e o Movimento Brasil Caminhoneiro para a realização de um seminário no próximo dia 22, em São Paulo. A primeira reunião preparatória será na próxima segunda (4).

A atividade é uma iniciativa do Macrossetor do Comércio e Serviços da Central, fórum que tem por finalidade fortalecer e construir unidade nas ações dos diversos ramos de atividade econômica e apresentar soluções para problemas comuns. Além do segmento de comércio e serviços, a CUT também organiza os macrossetores indústria, serviço público, que já realizaram encontros e, até o final do ano, deve acontecer o do macrossetor rural.

Fundamental para a economia

Para Bastos, o principal problema do caminhoneiro é a falta de reconhecimento da importância da categoria para a economia. “O transporte é um dos principais fatores para a definição do preço dos alimentos. Se for mais organizado, com condições mais dignas para os trabalhadores, teremos também preços menores”, defende.

O dirigente ressalta ainda que há várias leis que beneficiam os caminhoneiros, mas, por falta de fiscalização, não são cumpridas. “Um exemplo é a carta-frete, espécie de vale que só pode ser gasto nos postos de gasolina. A lei determina que o pagamento seja feito em dinheiro ou depósito bancário, porque a carta-frete não favorece a comprovação de renda do trabalhador e não auxilia na economia”, observa.

O que pode parecer um problema simples, na prática, não é, porque a maior parte dos caminhoneiros não consegue mais um frete bom quando o caminhão tem mais de dez anos de uso. Para trocar o veículo, muitos trabalhadores utilizam o financiamento, que é atrelado à renda. Nesse momento, a carta-frete se torna um grande problema, pois não se transforma em recurso na conta do caminhoneiro.

Outros obstáculos

Secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, cita outras demandas levantadas pela categoria. “Queremos discutir, a partir deste seminário, a segurança dos trabalhadores, as concessões de rodovias, os altos pedágios e as condições de trabalho, porque é um setor completamente desregulado. No meio do ano passado, por exemplo, foi aprovada a Lei 12.619/09, que obriga o motorista de caminhão a um intervalo de 30 minutos de descanso a cada quatro horas e também descanso entre jornadas de 11 horas, mas muitos companheiros reclamam que não há lugar seguro que possam utilizar como parada”, explica.

Nobre ainda fala da importância de fortalecer os sindicatos para que possam garantir melhores condições de trabalho. “Com a pressão das empresas para que as mercadorias sejam entregues rapidamente, são os trabalhadores que acabam sofrendo, porque precisam cumprir o prazo, mesmo que seja humanamente impossível. Mas, para mudar essa realidade, é preciso que a categoria esteja organizada e lute em conjunto por questões como um piso mínimo para o frete. E o papel da CUT é ajudar nessa organização”, disse.

Fonte: Portal Mundo Sindical

Greve – Líder de caminhoneiros diz que governo o faz de ‘bode expiatório’

Nelio BotelhoO presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo o trata como “bode expiatório” em razão dos protestos que bloqueiam rodovias de todo o país nos últimos dias.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar suspeitas de locaute (greve patrocinada por empresários) por parte de Botelho. O ministro dos Transportes, César Borges, disse que, “como empresário”, Botelho “engendrou” paralisações. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que Botelho tem 39 contratos com a Petrobras que somam R$ 4 milhões mensais.

Botelho afirmou que não é empresário, mas sim presidente de uma cooperativa de motoristas, a Cooperativa Brasileira dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Cobrascam).

Ele confirmou que a entidade tem contratos com a Petrobras, embora não saiba o valor exato e nem o número, mas que disse se trata de uma cooperativa de caminhoneiros sem fins lucrativos. Ele negou a prática de locaute.

“Em função da gravidade da situação nas rodovias, o governo está querendo pegar alguém como bode expiatório. Sou transportador autônomo, proprietário de um único veículo, membro da diretoria de uma coopertativa de transporte de carga. É uma empresa comercial, mas sem fins lucrativos. Essa informação de que estou comentendo locaute é absurda. Estão querendo um bode expiatório, dizendo que sou empresário”, disse Nélio Botelho.

Botelho disse ter sido informado nesta quarta sobre decisão da Justiça Federal do Rio que bloqueou seus bens e os do Movimento União Brasil Caminhoneiro em razão do descumprimento judicial à decisão que ordenou o não bloqueio de estradas. Ele classificou a decisão como “medida absurda”.

“Tomei conhecimento extraoficial de que na sede do MUBC chegou uma medida judicial aplicando multa de R$ 6 milhões e mandando bloquear os bens do movimento e os do presidente. O movimento não tem nenhuma receita, vive de doaçóes. O presidente, que sou eu, é um caminhoneiro, pagando prestação de um único caminhão, ainda nem está no meu nome. Onde vamos arrumar esse dinheiro?”

Ele informou que, após ser notificado oficialmente, procurará advogados da entidade para apresentação de recurso.

Nélio Botelho negou ser líder das manifestações de protesto nas estradas. Ele afirmou que, como presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, coordena ações. A entidade reivindica, disse, redução no preço do diesel e de pedágios.

“Essa greve foi proposta e programada pela absoluta maioria dos caminhoneiros em todo o território nacional. Eles [governo] elegeram o Movimento União Brasil Caminhoneiro como ponto central da organização. Mas o governo está achando que sou líder, que sou Deus. Como presidente do movimento, supervisiono, coordeno, mas as decisões partem da maioria.”

Botelho diz ainda que o governo está negociando com entidades que não fazem parte da paralisação e que empresários do setor estão tentando “tumultuar”.

“Há empresários que estão tentando sentar na mesa do governo para tumultuar tudo. Isso é esperado, é natural que aconteça. Só quero destacar que o MUBC não tem envolvimento político com quem quer que seja.”

Fonte: G1

Empresário já lidera paralisação de caminhoneiros há 14 anos

Nelio BotelhoNélio Botelho tem estado à frente dos principais movimentos dos caminhoneiros desde 1999, quando a categoria surpreendeu o país com uma greve de quatro dias que bloqueou as grandes rodovias, gerando desabastecimento em algumas cidades.

Estava na pauta naquele ano o fim do pedágio, a redução do custos do diesel e a flexibilização do Código de Trânsito, que estava entrando em vigor no Brasil.

A mobilização dos grevistas era feita por meio de um programa de rádio muito ouvido pelos caminhoneiros.

Apesar de ter conseguido muito pouco do que reivindicava em 1999, Botelho voltou a convocar outras greves. A última delas foi no ano passado, quando a Lei de Descanso dos caminhoneiros começou a valer. O instrumento de mobilização agora, contudo, é a internet e as redes sociais. Apesar da evolução do meio de comunicação, a pauta é basicamente a mesma. E a briga de Botelho com outros representantes da categoria também não mudou muito.

Eles o acusam de não representar os trabalhadores, por ser um empresário do setor –Botelho tem uma frota de caminhões e presta serviço para a Petrobras. O sindicalista afirma sempre ser independente de partidos e governos. No entanto, é muito ligado ao senador Francisco Dornelles (PP-RJ), a quem apoia nas campanhas.

Fonte: Folha

Entenda os motivos dos protestos nas estradas do país nesta segunda

castello_protesto_caminhoneirosEm ao menos 7 estados, caminhoneiros pararam rodovias federais e estaduais do país nesta segunda-feira (1) reclamando das restrições de circulação nas cidades, do valor do pedágio e defendendo a redução do preço dos combustíveis.

As manifestações foram registradas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná e Bahia.

A paralisação foi convocada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, que defende uma greve da categoria por 72 horas a partir das 6h desta segunda-feira.

O movimento pede subsídio no preço do óleo diesel (para baratear preços dos alimentos e produtos), isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do país, criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, e a votação de um projeto de lei nacional que altera a Lei do Motorista e define soluções para concorrência desleal exercida por transportadores ilegais, dentre outros problemas da categoria.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Caminhoneiros (Antrac), Benedito Pantalhão, a categoria foi “orientada a parar no intuito das reivindicações ganharem força”. “Desde que sejam manifestações ordeiras, estamos apoiando e incentivando o pessoal a aderir ao movimento. Ainda estamos formalizando uma pauta de reivindicações que seja possível apresentar”, explica.

“A redução do valor pedágio é um dos nossos objetivos, mas sabemos que não será totalmente possível, pois é formalizado em contrato e alguém vai ter que pagar a conta. Ainda está em avaliação sobre a negociação. Também lutamos contra o desvio de dinheiro de órgãos públicos ligados às obras nas estradas e pela redução da tributação sobre o diesel, para que o preço do combustível possa cair”, diz Pantalhão ao G1.

Veja as estradas que foram bloqueadas nos estados:

Minas Gerais (acompanhe a situação)
- BR-381: Cinco pontos de manifestação. Em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, o trânsito foi bloqueado na madrugada. Por volta das 12h, eram mais de 20 km de caminhões parados, segundo a Polícia Rodoviária Federal. A ideia dos caminhoneiros é paralisar as estradas do Brasil até que haja uma negociação da pauta com o governo federal
- LMG-808, MG-20 e MG-424: ativistas colocaram fogo em pneus pedindo a construção de passarelas e rotatórias
- BR-262: Em Manhuaçu, na Zona da Mata, cafeicultores fecharam o tráfego reivindicando melhores preços do café, conforme a Polícia Rodoviária Federal
- BR-040: Caminhoneiros decidiram protestar em Nova Lima, no sentido Rio de Janeiro

São Paulo (acompanhe a situação)
- Castello Branco: caminhoneiros interromperam o tráfego desde as 5h, na altura de Itapevi, e escreveram suas reivindicações no chão da estrada. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), apesar do bloqueio, motoristas podiam circular pelo acostamento
- Via Anchieta: protesto de caminhoneiros. O tráfego foi parcialmente interrompido na altura do km 23, da pista sentido litoral.
- Guarujá: protesto de caminhoneiros em um acesso que liga ao porto de Santos, na Rua do Adubo. Eles reclamam de buracos na via e também pedem a redução da tarifa dos pedágios no Sistema Anchieta-Imigrantes
- Rodoanel: trecho sul foi fechado pela manhã por moradores de Itapecerica da Serra, que reivindicam melhorias para a região
- SP-127: a Rodovia Francisco da Silva Pontes foi bloqueda na região de Itapetininga
- Rodovia João Mellão: caminhoneiros protestaram em Avaré parados às margens da rodovia contra a nova cobrança dos eixos suspensos e pedindo mais seguranças nas estradas
- Rodovia Cônego Domênico Rangoni: caminhoneiros bloquearam o pedágio pedindo que o governo estadual volte atrás na medida que passa a cobrar o pedágio de todos os eixos existentes nos caminhões e não somente os que são utilizados

Espírito Santo
- BR-262: protesto de caminhoneiros em Viana contra o valor elevado do óleo diesel que compromete o frete
- BR-101: Em Iconha, no Sul do estado, manifestação de caminhoneiros interditou as pistas centrais no km 373, segundo a PRF, contra o valor do pedágio e do combustível
- BR-101: protesto de caminhoneiros em Rio Novo do Sul, pelos mesmos motivos

Bahia
- BR-116: protesto em Cândido Sales, no sudoeste do estado, com os dois lados da via fechados às 12h40
- BR-242: trecho entre Barreiras e Luis Eduardo Magalhães, bloqueado por caminhoneiros
- BR-020: bloqueada na região oeste do estado, também pela redução do preço do diesel

Rio de Janeiro
- BR-040: 500 caminhoneiros pararam a rodovia em Petrópolis, Região Serrana. Eles pedem a redução do pedágio em 50% (o valor é de R$ 8 para cada eixo), mudança na restrição dos caminhões com três eixos ou mais que não podem trafegar pela subida da Serra de Petrópolis em determinados horários de sextas, sábados e vésperas de feriados, alteração na lei da balança e redução do preço do combustível.

Mato Grosso
- BR-364: saída de Cuiabá para Rondonópolis foi paralisada. Caminhoneiros pedem melhores condições nas estradas do estado, destinação exclusiva de recursos à infraestrutura, redução no preço do óleo diesel e valorização da categoria.
- BR-163: manifestantes protestam nas proximidades de Sorriso

Paraná
-PR-182: em Realeza, próximo ao trevo de acesso a Planalto e Francisco Beltrão, no sudoeste, os dois sentidos da rodovia estão interditados desde as 11h, pelos caminhoneiros
- BR-376: Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, caminhoneiros interditaram a via pela manhã.

Fonte: G1

Dez mil caminhoneiros param por 72 horas em todo o Estado de Minas Gerais

caminhoneiros br 381Na onda dos protestos realizados em todo o país há duas semanas, os caminhoneiros de Minas Gerais aderem nesta segunda-feira (1º) à paralisação nacional de 72 horas. Apesar da orientação do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) de os motoristas não saírem das garagens, vários protestos estão previstos nas rodovias mineiras.

Para o coordenador do MUBC em Minas Gerais, Geraldo de Assis, 10 mil caminhoneiros devem participar do movimento no Estado. “A categoria vai enfileirar os veículos nas principais rodovias mineiras a partir das 6h de hoje”, adiantou.

Estradas

Na Grande BH, as vias escolhidas foram as Brs 040 e 381. “Vamos parar os caminhões a partir do Posto Chefão, na saída para o Rio de Janeiro, e também próximo ao Ceasa e em Igarapé. A pista da esquerda sempre irá ficar liberada. O protesto deve durar até a manhã de quinta-feira”, diz.

Os caminhoneiros pedem que a jornada de descanso seja de oito horas ininterruptas, ao invés das atuais 11 horas, isenção de pagamento de pedágios, diminuição do valor do óleo diesel, entre outras.

Coordenador nacional do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho admite que também poderá haver tumulto no trânsito na BR-116, perto de Governador Valadares, no Leste do Estado. “Dessas, a de maior adesão deve ser em Betim”, pontua.

Fonte: Hoje em Dia

MUBC – Greve dos caminhoneiro – Texto da convocação

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Os caminhoneiros vão aderir à onda de protestos e prometem parar o país a partir de segunda-feira. A proposta do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) é que os 2,5 milhões de caminhões do país não façam viagem no período entre 6h de segunda-feira e 6h de quinta-feira, o que deve gerar prejuízos incalculáveis para todos os setores. “A partir de 48 horas de paralisação, o Brasil fica desabastecido. Vai começar a faltar combustível, comida, tudo”, diz o presidente nacional do MUBC, Nélio Botelho.

De acordo com o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), do Ministério dos Transportes, 52% da carga brasileira é transportada por rodovias. Se a conta desconsiderar o minério de ferro, que é praticamente todo transportado por ferrovias, a dependência das rodovias sobe para 68%.

De acordo com Botelho, a intenção não é impedir o fluxo nas rodovias, mas, sim, suspender as viagens e forçar o governo a negociar. Em Minas Gerais, o coordenador do MUBC, Geraldo Assis, diz que haverá fechamento parcial das BRs 381 e 040. “Vamos deixar a pista da esquerda livre para o tráfego”, afirma.

Na BR–381, o protesto será na altura de Igarapé, a 33 km de Belo Horizonte. Na BR–040, a concentração dos caminhoneiros será no posto Chefão, na saída para o Rio de Janeiro. É possível que haja também a interdição parcial da BR–262, mas o local ainda não foi definido. Haverá ainda protestos em outras estradas que cortam o Estado.

Os caminhoneiros pedem subsídios para baratear o óleo diesel e isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias, o que, de acordo com eles, reduziria o custo com frete e, como reflexo, iria baratear o preço dos produtos em geral. Eles querem ainda a criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas.

Outra reivindicação é a alteração na lei 12.619 que estabelece 11 horas de descanso ininterruptas. A categoria reivindica apenas oito horas seguidas de pausa. A categoria também quer discutir questões como soluções a atuação de transportadores ilegais. Nélio Botelho diz que haverá adesão em massa da categoria, já que o movimento foi aprovado por unanimidade nas assembleias realizadas.

Ele acredita também que não será preciso alcançar as 72 horas de protesto, porque, em razão dos reflexos da paralisação, no primeiro dia já deve haver sinalizações para o início das negociações. “Na própria segunda-feira já devem ser iniciadas as tratativas”, afirma.

Fonte: O Tempo

Abaixo o texto de Nélio Botelho, presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, sobre convocação para greve de caminhoneiros nesta segunda-feira.

PARALISAÇÃO GERAL

 

Em resposta à convocação que fizemos na data de ontem, estamos recebendo mensagens vindas do TRC de todo o Brasil, informando CONCORDÂNCIA UNÂNIME de apoio imediato às Manifestações Populares em andamento no país, com a consecutiva apresentação ao governo da PAUTA DE QUESTÕES QUE ENVOLVEM NEGATIVAMENTE O TRANSPORTE RODOVIÁRIO NACIONAL.

Assim sendo, o MUBC convoca todos os membros do TRC – Caminhoneiros, empresas e cooperativas de transporte e demais serviços relacionados ao setor – a promover uma PARALISAÇÃO PACÍFICA das suas atividades, até que as autoridades do país apresentem soluções para as questões nacionais e do TRC.

INÍCIO: 2ª FEIRA – DIA 01/07/2013 – A PARTIR DAS 6:00 HORAS DA MANHÃ.

TÉRMINO: (72 HORAS) 5ª FEIRA – DIA 04/07/2013 – 6:00 HORAS DA MANHÃ.

Recomendamos a todos a não programarem viagens para esse período, de maneira a reduzir o número de veículos de carga em tráfego nas rodovias e, consecutivamente, eliminar qualquer possibilidade de transtornos aos demais usuários.

PAUTA DO TRC:

Subsídio no preço do óleo diesel (para baratear preços dos alimentos e produtos);

Isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do país (para baratear preços dos alimentos e produtos);

Criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas;

Votação e sanção imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei 12619/12 (Lei do Motorista), e também define soluções para as questões: Cartão Frete, CIOT, concorrência desleal exercida por transportadores ilegais (causa dos valores defasados dos fretes), e outros…
É fundamental que nesse período todos fiquem ligados ao site www.uniaobrasilcaminhoneiro.org.br onde haverá completa informação do andamento.

Os telefones: (21) 2471-2202 e 3448-9090 estarão no ar 24:00 horas.

Que Deus proteja a todos.

Nélio Botelho
MUBC

Mais Informações http://www.uniaobrasilcaminhoneiro.org.br/

GREVE – Caminhoneiros param na segunda-feira para pressionar governo

greve caminhoneirosOs caminhoneiros vão aderir à onda de protestos para pressionar o governo e o Congresso Nacional em busca de soluções para os problemas que afetam a categoria. A convocação partiu do Movimento União Brasil Caminhoneiro, que disse contar com “concordância unânime” do setor (caminhoneiros, cooperativas, transportadoras e outras empresas de serviços) de apoio imediato às manifestações populares.

A paralisação começa às 6 horas da manhã de segunda-feira (1º) e termina às 6 horas de quinta-feira (4). O movimento recomenda a todos caminhoneiros que não programem viagens para o período de paralisação, a fim de reduzir o número de veículos de carga nas rodovias e eliminar qualquer possibilidade de transtornos aos demais usuários.

Entre as propostas do Movimento União Brasil Caminhoneiro estão subsídio ao preço do óleo diesel e isenção do pagamento de pedágio pela categoria em todas rodovias do País, “para baratear preços dos alimentos e produtos”. Eles pedem a criação de uma Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas.

A categoria também pedirá nas ruas a votação e sanção imediata do projeto em tramitação no Congresso Nacional que aprimora a Lei do Motorista. O movimento também cobra soluções para questões como o cartão frete, exigência do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e concorrência desleal exercida por transportadores ilegais.

Fonte: Estadão

MUBC pede redução do tempo de descanso para 8 horas

greve dos caminhoneiros 4O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) participa no próximo dia 19, em Brasília, de uma reunião visando mudanças na Lei 12.619, a Lei do Descanso. A reunião será com a bancada do transporte rodoviário de carga, grupo que, segundo o presidente do MUBC, Nélio Botelho, reúne quase 70 deputados federais, sob a coordenação de Nelson Marquezelli (PTB-SP).

A ideia é que a Câmara aprove um projeto de lei reduzindo de 11 horas para 8 horas o tempo de descanso entre dois dias de trabalho previsto na Lei 12.619. Junto com representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Botelho levou o pedido à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, dia 25 de janeiro. “A ministra disse que apoia nosso pleito, mas que esta é uma questão a ser resolvida no Congresso”, afirma.

O MUBC é a única entidade de caminhoneiros que vêm se manifestando contrária a lei. “Não é que somos contra, é que ela é impossível de ser cumprida. Como está, vai provocar um aumento de frete bastante elevado, vai exigir o dobro de frota de caminhões, o triplo de motoristas e já estamos com falta de profissionais”, ressalta. Para ele, a lei vai “complicar totalmente a economia e parar o País”, no momento em que será colhida uma safra recorde.

Questionado se o aumento nos fretes não beneficia o próprio transporte de carga, ele diz que não. “É um aumento de frete para cobrir os custos adicionais da lei e não vai para o bolso nem dos donos de transportadoras, nem dos caminhoneiros”, afirma.

De acordo com ele, com 8 horas de descanso, o impacto será menor. “Quando houver pontos de parada para os caminhoneiros descansarem, até podemos pensar em 11 horas”, declara. Botelho afirma que a alteração deve servir tanto para autônomos como para motoristas empregados. “A lei não deveria diferenciar as duas categorias. Somos todos trabalhadores”, ressalta.

Mas os deputados ligados ao agronegócio e ao MUBC querem uma mudança mais rápida: através de Medida Provisória editada pelo governo. “A tramitação de um novo projeto seria muito demorada e burocrática, precisamos de uma medida mais ágil e de efeito imediato”, diz o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), em nota enviada à imprensa.

Segundo ele, a lei prejudica “especialmente a agricultura, que se encontra em plena colheita de grãos”. “Isso será sentido no bolso do consumidor, que pagará ainda mais caro pelos alimentos, uma vez que o frete sofrerá um aumento cerca de 50%, inviabilizando o transporte brasileiro”, declara.

A Lei 12.619, sancionada no ano passado, é fruto de debates promovidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e conta com o apoio da NTC&Logística, associação nacional que representa as maiores empresas de transporte de cargas do País. E também com o apoio de várias entidades que representam os caminhoneiros empregados e autônomos, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), da União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil (Unicam) e da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que congrega os Sindicam´s.

Fonte: Carga Pesada