Porto de Santos analisa 13 áreas em SP para pátio de caminhões

Caminhão Trânsito Perimetral crédito MATHEUS TAGÉ DLPelo menos 13 interessados responderam à convocação da Companhia Docas do Estado de São Paulo e serão avaliadas pela Secretaria de Portos (SEP) para exploração de áreas de estacionamento no planalto paulista para caminhões com destino a Santos. O número representa a soma de 11 terrenos informados no último dia 8 pelo superintendente de Logística Integrada da Codesp, Osvaldo Vale Barbosa, mais dois apresentados até o final do prazo de convocação, ocorrido nesta quarta-feira, 15.

Duas áreas foram consideradas por técnicos da Codesp que visitaram parte dos locais como de grande potencial para a exploração de estacionamentos integrados ao sistema de agendamento da autoridade portuária. A Codesp, agora, vai fazer relatórios sobre as visitas técnicas e enviar as informações para a SEP, que vai avaliar a viabilidade dos terrenos. De acordo com a secretaria, não há prazo para uma decisão e de quando as áreas escolhidas começarão a operar.

Os novos estacionamentos são necessários para a organização do fluxo de caminhões que levam carga de exportação ao Porto de Santos. Atualmente há dois grandes estacionamentos, o Ecopatio, do grupo EcoRodovias, e o Rodopark, ambos em Cubatão, já na Baixada Santista, mas eles são insuficientes para comportar todo o volume de veículos que precisam descarregar a carga nos terminais do porto.

O agendamento é uma estratégia adotada para minimizar os problemas de acesso ao Porto de Santos e evitar as quilométricas filas nas rodovias do litoral paulista de caminhões carregados de grãos no pico da safra, concentrada no primeiro semestre, a partir de fevereiro. A medida faz parte do planejamento do transporte da safra 2013/2014 feito tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. A SEP não informou, porém, se os novos pátios poderão entrar em funcionamento ainda nesta primeira metade do ano.

A convocação foi feita pela Codesp no dia 6 de dezembro em jornais de Santos, São Paulo, Grande ABC e regiões de Campinas e Mogi das Cruzes. Os investimentos nas novas áreas, de acordo com a SEP, serão realizados pela iniciativa privada.

Fonte: Diário do Litoral

 

Com capacidade para 500 caminhões, estacionamento em Sorriso deve ser inaugurado em breve

estacionamento de caminhoesHá oito anos transportando grandes cargas de soja e milho, o caminhoneiro Rubens Caregnato pôde, enfim, passar uma noite tranqüila em sua viagem. Em Sorriso, ele encontrou um pátio com 70 mil m² para estacionar o caminhão durante a noite. Pela manhã, sem surpresas desagradáveis, voltou para a boléia do Scânia – um, entre milhares de caminhões que escoam a safra de milho do médio norte de Mato Grosso.

A expectativa é que, nos próximos 60 dias, o pátio utilizado por Rubens esteja devidamente calçado com pedras, com guarita e recursos de segurança em pleno funcionamento. No local está sendo construído um estacionamento para caminhões, com capacidade para 500 veículos. Depois de pronto, caminhoneiros como Rubens terão que pagar um valor (ainda não definido) para passarem a noite com o veículo no pátio.

O empreendimento é privado, e surgiu com um grupo de empresários que viram na polêmica gerada em torno da circulação de caminhões no núcleo urbano de Sorriso uma oportunidade de negócio. “Estamos analisando uma forma de oferecer até um desconto para quem é de Sorriso, para incentivar os proprietários de caminhões aqui do município e contribuir para que as ruas fiquem mais livres”, comenta o empresário Telvi Zambiasi.

estacionamento de caminhoes 2Enquanto o estacionamento não está pronto, os donos do negócio liberaram as áreas que não passam por obras para parada gratuita de caminhoneiros como Rubens. A notícia se espalhou, e atualmente o local recebe até 200 caminhões por noite. E esse fluxo já traz lucro a restaurantes, lanchonetes e oficinas nas proximidades.

Transformar o ponto de parada em negócio não é novidade em Sorriso. Não muito longe do estacionamento que Zambiasi está construindo, um posto de combustíveis já explora esse tipo de serviço há meses. É um segmento em expansão, e Rubens sabe bem o porquê: “Tem pouca opção para estacionamento… Aqui tem banheiro, tem estacionamento, ninguém incomoda. Quando estiver tudo pronto, você pode largar o caminhão que você sabe que o malandro não entra”.

A comodidade e a segurança oferecida pelos estacionamentos privados, somada a uma fiscalização mais de punitiva quanto ao descumprimento das leis de trânsito permitirão a redução do número de caminhões circulando em bairros residenciais e comerciais de Sorriso e, conseqüentemente, dos acidentes envolvendo esse tipo de veículo.

Fonte: MT Notícias

Soluções para os congestionamentos no Porto de Santos podem demorar

caminhoes em santos - filaO trânsito na Via Anchieta e no acesso ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, melhorou um pouco nesta quinta-feira (25), mas isso não quer dizer que os problemas acabaram. Ainda faltam pátios para os caminhoneiros estacionarem e acessos que acabem com os congestionamentos registrados durangte a semana. A solução definitiva ainda deve demorar alguns anos.

Mais de 15 mil caminhões circulam por dia no Porto de Santos. O número varia de acordo com o período. No mês passado, em meio à safra de grãos, a média foi de 20 mil ao dia. Com os veículos chegando a todo momento, o porto enfrenta um problema difícil de solucionar. Falta espaço para os caminhoneiros ficarem até a liberação para entrar nos terminais.

Os dois pátios onde eles poderiam estacionar estão em Cubatão (SP). Juntos, têm capacidade para pouco mais de 1.500 veículos por dia. Sem ter onde estacionar, os outros mais de 14 mil ficam parados nas estradas. Em março, o problema maior foi na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, no sentido de Guarujá. Nos últimos dias, o congestionamento foi em Santos, na Anchieta.

Se falta espaço, as opções são aumentar os acessos ao porto e os pátios, para que os caminhões possam ficar estacionados esperando a hora de descarregar. Mas essas são soluções que só podem vir a médio e a longo prazo.

A Codesp conseguiu do Governo Federal mais duas áreas para estacionamento. Uma no bairro Alemoa, que quando estiver pronta vai atender 600 veículos. A outra fica na Avenida Mário Covas e precisa de uma grande reforma. Enquanto isso, caminhoneiros como Leandro Freitas Beltrão não têm onde estacionar. “O terminal manda a gente vir, tem horário para carregar agendado, mas não tem pátio para guardar”, diz Leandro.

A solução para o gargalo da entrada da cidade só deve vir em 2015, com obras de acesso ao porto. A ideia da Prefeitura de Santos é, numa primeira etapa, com o custo de R$ 240 milhões, construir uma ponte entre os bairros Jardim São Manoel e Bom Retiro e ainda dois viadutos, um ligando a Anchieta com a Avenida Nossa Senhora de Fátima e outro ligando a rodovia à Rua Martins Fontes.

“O dinheiro ainda não está aqui. Existe uma liberação da Presidência, nós já estamos com os procedimentos burocráticos para fazer o convênio com a Caixa Econômica Federal e depois haverá a licitação e contratação da empresa responsável pela obra. Esse processo deve levar em torno de um ano e meio”, explica o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

Ainda existem outras alterações viárias previstas, mas para serem feitas em etapas seguintes, com o custo previsto de R$ 360 milhões.

Nesta quinta-feira, a prefeitura notificou um terminal portuário que opera grãos, no bairro Ponta da Praia, porque caminhões que aguardavam para descarregar no armazém estavam atrapalhando o trânsito na Avenida Mário Covas. Caso o problema se repita, o terminal poderá ser multado.

Vídeo:

Fonte: G1

Lei do Tempo de Direção: Três mil postos não são suficientes para atender caminhoneiros

A Lei 12.619/2012 , que estabelece, entre outros direitos, o limite de tempo de direção dos caminhoneiros e o descanso obrigatório entre jornadas, está sendo muito questionada por autônomos e transportadoras que alegam não ter local de parada com segurança.

Fomos buscar junto as distribuidoras algumas informações sobre a realidade atual dos postos de rodovia voltados para o segmento de pesados. Principalmente, considerando que os postos de rodovia são a segunda moradia do caminhoneiro.

A Shell informou que sob sua bandeira são 600 postos de rodovia, sendo que 315 vão ostentar a assinatura do projeto Irmão Caminhoneiro Shell , que está sendo ressucitado.

A Ipiranga informou a presença em 600 postos de rodovia, sendo que 185 estão dentro do padrão Rodo Rede, outra iniciativa antiga que ganha nova cara mas mantém os mesmos conceitos.

A BR (Petrobrás) registra 1.500 postos em rodovia, com estrutura, em maior ou menor grau, para atender caminhoneiros. O projeto Siga Bem Caminhoneiro, que chegou a contar com mais de uma centena de postos, hoje está reduzido a pouco mais de 30. Naturalmente, como as demais distribuidoras, com nova roupagem.

A rede ALE informou a existência de 300 postos de rodovia em 21 estados. Portanto, no somatório das distribuidoras são cerca de 3.000 postos de rodovia. Naturalmente, alguns com mega-estruturas e pátios para mais de 200 caminhões e outros com capacidade para uma dezena de veículos. Isto significa um posto de rodovia a cada 66 km admitindo-se que a malha atual pavimentada esteja em torno dos 200.000 km.

Os números mostram que já existe uma boa base de locais para realizar as paradas. Naturalmente que a demanda aumenta, na medida em que a lei obriga descanso entre jornadas de 11h00. Muitos trechos já apresentavam pátios dos postos lotados e caminhões no acostamento, mesmo antes da entrada em vigor da lei.

A questão da segurança preocupa caminhoneiros, transportadoras, postos, autoridades, seguradoras, dentre outros. Entretanto, nenhum dos segmentos envolvidos pode alegar que foi surpreendido pela lei. A questão do tempo de direção já está em pauta para ser aprovada desde 1996.

Muitos líderes de movimento de caminhoneiros e transportadoras alegam que os postos estão cobrando estacionamento. Essa não é a realidade de mais de 99% dos postos de rodovia do país, embora seja uma tendência, como admite Ricardo Hashimoto, do Diretor de Posto de Rodovia da Fecombustíveis. Entidade que congrega sindicatos de postos de combustível.

E há razões para a implantação da cobrança. Atualmente os caminhões são cada vez maiores, ocupam mais espaço nos pátios, e o consumo de combustível, que seria a contrapartida dos postos caiu muito. As explicações são relativamente simples: muitas transportadoras tem tanques instaldos na garagem e seus caminhões abastecem na própria empresa, além disso, tanques de combustível adicionais, muitos instalados de formar irregular, aumentam a capacidade dos caminhões.

A consequência é que os postos precisam buscar alternativas para sobreviver. Afinal, é complicado atender quem não abastece, ocupa cada vez mais espaço e utiliza área que deveria ser usada pelos verdadeiros clientes. Posto é atividade comercial que precisa de lucro, como qualquer outra atividade.

Curiosamente, embora os proprietários de postos não gostem de mencionar o assunto, as distribuidoras, que deveriam ser parceiras tem agido muitas vezes como concorrentes. Com sistemas que permitem rastrear as transportadoras que mais consomem combustível nos postos, as distribuidoras tem oferecido os tanques paras as empresas e os postos ficam sem o cliente.

A BR criou até o Projeto Cais, concebido dentro da empresa, que formava cooperativas de transportadoras utilizando espaço da BR, fechado com segurança e combustível mais barato. O impacto nos postos de rodovia, onde são instalados o CAIS, era imediato. Embora esteja com a expansão contida, devido a mudanças momentãneas na política da empresa, a simples menção da abertura de um Cais já deixa muito dono de posto com a sensação de que seu negócio vai á pique.

Além disso, há uma proliferação de tanques de combustível com capacidade inferior a 15.000 litros, instalados sem o menor critério e controle ambiental, em terrenos, empresas, condomínios, indústrias, etc…

Como bem observa Giancarlo Pasa, da rede de postos Túlio, do Paraná, a competição é desigual porque os postos são obrigados a atender inúmeras exigências ambientais e cumprir exigências técnicas sofisticadas. “Queremos que exijam as mesmas condições para todos e não apenas os postos.” Giancarlo lembra que no passado quase 70% do diesel no Brasil era vendido em postos, atualmente está em torno de 50%.

Os postos de rodovia investem em estruturas gigantescas para atender os caminhoneiros. No Mato Grosso, Aldo Locatelli, que possui vários postos de grande porte, com média de 100.000 m², suficientes para receber com folgar mais de 200 caminhões, acredita que a lei poderá causar grandes transtornos, pois não existem muitos postos com estruturas adequadas para atender os caminhoneiros.

Crítico dos “teóricos” que elaboram leis sem conhecer a realidade da estrada, Locatelli lembra a absurda proibição de pagamento de frete em dinheiro ou cheque. “ Ajudo o caminhoneiro oferecendo transporte para a cidade. Levamos ele ao banco para retirar dinheiro, para que possam pagar suas despesas na viagem.” E reforça a importância da vivência prática: “Eu vivo do caminhoneiro, conheço seus problemas, fico horas ouvindo o que eles estão enfrentando.”

Existem muitos terrenos, galpões, as margens das rodovias que podem ser usados para estacionamentos. Naturalmente que, pelo custo e pouca áreas livres, perto de grandes centros, tudo fica mais mais complicado. Os próprios postos de rodovia que podem ampliar estacionamentos mas precisam de receita paa justificar o investimento. Pode ser através de consumo de combustível ou na área de alimentação, e até pela cobrança do uso do estacionamento.

Segundo apuramos com proprietários de grandes postos de rodovia, para pavimentar um estacionamento que atenda cerca de 200 caminhões, com iluminação adequada, é necessário investir pelo menos R$ 5 milhões, sem contar o terreno de cerca 50.000 m².

Para que se tenha uma idéia, a construção de 300 postos, em rodovias federais pavimentadas, média de 01 a cada 200 km, custaria cerca de R$ 1,5 bilhão para atender por noite aproximadamente 60.000 caminhões, equivalente a menos de 10% dos que se estima estejam nas estradas todos os dias.

A construção de áreas de estacionamento estava prevista na concessão de várias rodovias, como a Dutra, principal ligação entre Rio e São Paulo, mas, na maioria dos contratos, essas obras foram trocadas pela ANTT por outras obras. O mesmo foi ocorrendo nas concessões estaduais.

Estacionamentos das concessionárias nas rodovias, ou mesmo dos governos, também não é garantia de solução. Na rodovia Dom Pedro I (Campinas – Jacareí), três dessas áreas foram fechadas pela concessionária Rota das Bandeiras, porque estavam se tornando ponto de prostituição e venda de drogas.

Portanto, é preciso soluções rápidas em termos de espaço, mas será necessário garantir segurança. No Brasil real isso significa que somente cobrando por estacionamento e segurança, em áreas fechadas e administradas por postos ou outras empresas, será possível resolver a questão. Esse custo vai passar para o frete, deverá ser pago pelo embarcador (dono da carga) e no final das contas pelo consumidor. Não há como fugir desta realidade.

Acreditar que de vamos ter áreas gigantescas para estacionar caminhões, com toda segurança e grátis, é o mesmo que acreditar que um posto que vende muito mais barato que todos os concorrentes, está trabalhando com combustível de qualidade.

Esperar que o Governo resolva a questão também não é possível. Afinal, Governo Federal somente pode cuidar de 1/3 das malha rodoviária, o restante são rodovias estaduais. Além do mais, num país em que faltam escolas, hospitais, saneamento básico, segurança pública, é impossível justificar politicamente que o Governo tem que investir em estacionamentos gratuitos para caminhões.

O que fica evidente é que a sociedade terá um custo incial mas o limite de tempo de direção vai salvar vidas, reduzir acidentes, diminuindo o custo econômico, inclusive do transporte e principalmente humano.

Fonte: Portal Estradas

Caminhoneiros dizem que não há local adequado para cumprir nova lei

A cada quatro acidentes, um deles envolve caminhões. Por isso, a partir do dia 15 de setembro passará a valer no país a nova legislação trabalhista para motoristas de caminhão e de ônibus. A cada quatro horas ao volante eles terão direito a intervalo com meia hora de descanso. Nesta quarta-feira (25), em vários estados, motoristas fizeram protesto contra o Governo Federal. Em Barra Bonita (SP), alguns motoristas também pararam. Já em Ourinhos, os caminhoneiros que passaram pela BR-153 foram orientados sobre a nova lei.

Até o fim do mês, o trabalho da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério Público do Trabalho será de orientação, que regulamenta o tempo de trabalho e de descanso. A polícia vai usar as informações do tacógrafo para fazer a fiscalização. Números da polícia revelam que, só no ano passado, metade dos 192 mil acidentes nas rodovias federais envolveu caminhões: 4.404 motoristas que se envolveram em acidentes e sobreviverem disseram que dormiram ao volante. Alguns confirmaram que para vencer o cansaço tomaram remédios para tirar o sono. Para o Ministério Público do Trabalho, a nova legislação é uma vitória para a categoria.

A nova lei nem entrou em vigor e já preocupa muita gente. Na opinião dos caminhoneiros, a maioria dos postos não tem estrutura para acomodar todos durante os intervalos obrigatórios. “As rodovias nossa, além de estar em mal estado de conservação, os postos são em distâncias longas devido à concorrência. Para a gente dormir nos postos é preciso abastecer. Porque, geralmente, os guardas que fazem a manutenção não deixam a gente dormir. No acostamento a gente não pode parar porque corre o risco de ser assaltado e perder o caminhão. E o trajeto longo do jeito que a gente faz são 6 horas sem parar. E não tem condição de parar. Porque se você parar é assaltado”, disse o motorista José Aparecido Maradona.

Fonte: TV TEM