Passado o pico da colheita, preço do frete em MT cai 20% em um mês

Produção recorde de milho derruba os preços e eleva o frete em MTO custo do transporte de grãos caiu em Mato Grosso. Com o fim da colheita da soja, a procura por caminhões diminuiu e o valor do frete teve uma boa redução.

Caminhões carregados de soja cruzam a todo momento as rodovias de Mato Grosso e o escoamento da safra está mais barato no início deste mês. O custo para transportar uma tonelada do grão de Rondonópolis, no sul do estado, para Paranaguá, no Paraná, por exemplo, é de aproximadamente R$ 190, cerca de 20% menos do que o valor cobrado há 30 dias.

A queda está diretamente relacionada com o fim da colheita das lavouras de soja e a explicação é simples. Como a maior parte dos grãos já foi retirada do campo e levada para os armazéns, a demanda por caminhões ficou menor.

A redução era prevista, segundo o diretor de uma transportadora, Nicolau Bissoni , que tem 180 caminhões.

O ritmo mais lento da venda da soja, a contratação antecipada do frete por muitos agricultores e o aumento da frota de algumas transportadoras também influenciaram, mas de acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), apesar da desvalorização, o preço atual ainda pesa no bolso dos agricultores. “Quem paga o frete é o produtor. Para as transportadoras pode estar mais barato, mas para a gente, o valor do frete hoje ainda encarece bastante”, diz Sérgio Mattei, delegado da Aprosoja.

O valor do frete deve sofrer nova alta na época da colheita do algodão e do milho safrinha, previstas para junho.

Fonte: Globo Rural

Defasagem do frete entre Manaus (AM) e São Paulo (SP) é de 34%

iveco stralis bitrem 9 eixosUm estudo do Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos (Decope) da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) aponta que o custo do frete entre Manaus (AM) e São Paulo (SP) acumula uma defasagem de 34,7% para um conjunto cavalo mecânico tracionando uma carreta de três eixos.

Segundo a entidade, a rota rodo-fluvial entre as duas cidades é responsável pela distribuição de grande parte dos produtos fabricados na Zona Franca e na capital paulista. O trajeto tem 2,9 mil km de estradas e, somado ao transporte por balsa, totaliza seis mil km, que exigem quase um mês de viagem.

Os custos relativos aos veículos e à balsa representam 78% do valor total da viagem. O restante equivale a tributos e despesas administrativas.

Conforme o assessor técnico da NTC&Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, se a viagem tem custo de R$ 36 mil, os transportadores estão conseguindo cobrar aproximadamente R$ 24 mil. “Com um movimento de renegociação, será possível recuperar até 15% desses valores. Mas é uma situação difícil porque tem linhas que operam neste trajeto que precisam prestar o serviço e acabam oneradas em razão desta defasagem”, explica. No entanto, ele pondera que grandes empresas poderão reduzir os serviços no percurso para reduzir o prejuízo financeiro.

A entidade considera necessária a recomposição dos valores para evitar que o transporte de cargas no percurso fique estagnado e que o serviço seja prestado abaixo do padrão de qualidade.

Fonte: Agência CNT de Notícias

Início da colheita de soja em MT eleva em 35% preço do frete

colheita sojaCom o avanço da colheita da soja em Mato Grosso – que atingiu 36% do total da área plantada – o custo do frete disparou, em média 35% no Estado em um mês, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na cidade de Sorriso, a maior produtora de soja do mundo, o ajuste de preço para o transporte da oleaginosa até o porto de Paranaguá (PR) foi de 31,82% de janeiro para fevereiro.

“Há sempre um aumento nos preços quando a colheita começa, mas este ano foi menos intenso que em 2013”, diz o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Pedro Lenz. No ano passado, o setor de transportes chegou a reajustar o valor em 60% em razão da entrada em vigor da lei dos caminhoneiros (nº 12.619/12), que regularizou a profissão e reduziu a jornada de trabalho dos motoristas.

De Sorriso à Paranaguá, por exemplo, o transporte de soja custa R$ 290 por tonelada. De Sorriso a Rondonópolis, cidade ao sul do Estado, o valor do frete é de R$ 110 a tonelada, com variação mensal de 30%.

“O aumento só não foi maior porque a colheita está paralisada na última semana em função das chuvas”, diz Lenz. Em Sorriso, 50% da área plantada já foi colhida. “Por enquanto não registramos perdas significativas, mas se as previsões estiverem certas e chover na região até o dia 24, teremos um aumento de ardido nos grãos e isso poderá reduzir nossa lucratividade”, afirma. O presidente do sindicato, porém, acha que é alarmante falar do assunto agora e não faz estimativas de perdas.

A negociação de soja na cidade está, em média, em 50% do total plantado, com preço estável há três semanas em torno de R$ 51 a saca.

Fonte: Valor Econômico

Alta dos combustíveis pode impactar em até 2,3% o custo do frete

abastecendo dieselA partir do reajuste de preço dos combustíveis praticado pela Petrobras desde o último sábado, 30 de novembro, o Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística – DECOPE – realizou um estudo para prever o impacto direto no custo operacional dos caminhões. A gasolina e o diesel tiveram aumentos de 4% e 8%, na refinaria, respectivamente.

A análise levou em conta o aumento de 7% na bomba, pois, segundo Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística, o reajuste de 8% é válido apenas para o preço da refinaria e nem todo o aumento chegará às bombas. O cálculo considerou o consumo de combustível de um caminhão trator 4×2 tracionando carreta furgão de três eixos, com capacidade para 26,2 toneladas de carga.

“A previsão é que o custo tenha um aumento médio de 2,05% (distâncias de 800 km), mas o número pode variar para mais ou para menos de acordo com a distância percorrida pelo veículo”, explica Neuto. Para quilometragens longas (2,4 mil km), o aumento pode chegar a 2,24%.

Ainda de acordo com o estudo, o custo do caminhão pesado poderá sofrer um impacto de 0,73% quando o trajeto for de 50 km, 1,83% em um trajeto médio de 400 km e 2,30% quando o trajeto for muito longo. Deve-se levar em consideração que estes valores foram baseados em carga lotação e, dependendo da operação, a representatividade do combustível varia de 15% a 40%.

Em operações urbanas ou rotas curtas, o combustível pode representar entre 15 e 20% do custo de operação. Já em uma operação rodoviária, por exemplo, do agronegócio, onde são utilizados veículos pesados que percorrem grandes distâncias, o peso do combustível pode subir para 40% ou mais.Tabela_precoatualizada

Fonte: NTC&Logística

Produtores de MT temem falta de caminhões para escoar a produção

Scania 113Produtores de Mato Grosso estão preocupados com a falta de caminhões para transportar a produção agrícola da safra atual. Por mais que os trabalhos estejam concentrados nos campos, os agricultores temem prejuízos e gastos extras com a colheita da safra, que deve ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2014.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro, destaca que a super produção da safra mato-grossense irá contribuir para a demanda aquecida por caminhões. “A nossa safra cresceu de 15 milhões de toneladas para 25 milhões de toneladas nos últimos anos. Só a produção de milho passou de 7 milhões de toneladas para 22 milhões de toneladas em dois anos. Implicando na necessidade de mais veículos para transportar os grãos, levando em conta que temos a rodovia como principal modal utilizado no estado”.

Ele afirma ainda que há uma competição entre os fretes curtos, que é da lavoura até os armazéns, e os fretes longos, dos armazéns aos portos brasileiros. “Entre o frete curto e longo, a prioridade é para o longo. Isso acontece porque não temos integração entre diversos modais de transportes”. Para o representante do setor, a falta de caminhões continuará sendo um problema para os produtores mato-grossenses até o momento em que sejam usado caminhões para o transporte curto da produção, integrando com as barcaças e ferrovias nos trechos mais longos.

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidôneo, acrescenta que a elevação no preço do frete, devido o aumento da demanda, é comum neste período. Ele avisa para os produtores ficarem atentos afim de evitar a alta excessiva dos preços. O gasto para o transporte da produção representa 19% do custo total da soja, por exemplo. Segundo o Imea, entre a safra 12/13 e 13/14 esse desembolso aumentou quase 17%, passando de R$ 44,33 por hectare para R$ 44,33 por hectare.

Fonte: AgroDebate

Governo aperta normas para tentar fazer valer a lei dos caminhoneiros

caminhoes-noiteO governo soltou resolução para apertar a fiscalização da lei dos caminhoneiros. Dados do setor de transporte apontam que uma minoria está cumprindo a legislação, o que leva a risco para motoristas nas estradas e a sonegação de tributos.

Desde 1º de agosto, uma ordem do Confaz, órgão que reúne secretários estaduais de Fazenda de todo o país e o governo federal, determina que as cargas transportadas terão que ter um registro eletrônico, o chamado CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico).

Esse registro vinha sendo implantado aos poucos pelos Estados e era obrigatório para alguns tipos de companhias. Agora será compulsório para todas as empresas, exceto as inscritas no Simples. O CT-e facilita a fiscalização e evita a sonegação de impostos nesse setor, estimada em mais de R$ 70 bilhões ao ano.

Alfredo Peres, presidente da Associação das Administradoras de Meios de Pagamento, diz que atualmente 15 milhões de cargas são registradas mensalmente no país.

Mas, segundo ele, esses números não batem com a quantidade de fretes registrados oficialmente na ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) em outro sistema –2,3 milhões. Mesmo considerando que um frete pode ter diferentes cargas, o número é baixo.

“Acreditamos que menos de 10% dos fretes estão sendo registrados”, afirma Peres.

O registro do frete na ANTT, chamado Ciot, foi implantado em 2011 para dar início a processo de regulação da profissão de caminhoneiros. Com o registro, a empresa que contrata um transportador é obrigada a informar a carga, o custo do frete e o tempo da viagem, entre outros dados.

A intenção do governo era obrigar empresas a pagar os caminhoneiros por um meio oficial, evitando assim a chamada carta-frete. Nesse modelo, que foi proibido, os caminhoneiros recebiam uma ordem de pagamento e descontavam o documento em postos de combustível por produtos.

Havia denúncias de que os trabalhadores pagavam valores mais altos que o normal por produtos e ainda taxas extras para receber em dinheiro. Alfredo, que representa as empresas que fazem o registro eletrônico, diz que a prática da carta-frete ainda não acabou.

A ideia do governo agora é unir as informações dos sistemas fazendário e da ANTT para facilitar a fiscalização. Já nas estradas os fiscais terão a informação do origem e destino da carga e o período em que ela é transportada, servindo de prova em caso de os caminhoneiros serem obrigados a trabalhar mais tempo que a lei determina.

Desde o ano passado, uma lei regulamenta o tempo de jornada dos caminhoneiros. O objetivo é reduzir acidentes. Ela tem apoio do caminhoneiros empregados e de grandes empresas de transporte. Mas a legislação tem sido alvo de críticas do setor produtivo e dos caminhoneiros autônomos pelo aumento de custos e dificuldade para cumprir o tempo de descanso imposto.

CATEGORIA VALOR ANUAL (Em R$ bilhões) PERCENTUAL SOBRE A ESTIMATIVA DO CUSTO NACIONAL DE FRETE (R$ 203 bilhões/ano)
Previdência (mortos e feridos em acidentes) 15,7 8%
Horas extras não pagas 33,6 18%
Impostos sobre horas extras não pagos 10,2 5%
Total 62,5 31%

*Empresas que pagam impostos pelo Simples serão obrigadas a partir de 1º de dezembro

CAMINHONEIROS
Aperto na fiscalização: o governo está criando mecanismos para apertar a fiscalização de cumprimento das leis que regulam a jornada e a forma de trabalhar dos caminhoneiros

REGISTROS ELETRÔNICO DA CARGA
Era necessário apenas para alguns tipos de carga em alguns Estados. Passou a ser obrigatório, desde a semana passada, para todos os tipos de carga*

REGISTRO ELETRÔNICO DO FRETE
Desde 2011, o governo determina que todos os fretes devem ser inscrito num sistema chamado Ciot (Código Identificador de Operação de Transporte), que registra custos e tempo de transporte

COMO SERÁ FEITO
A ideia é cruzar o registro da carga com o do frete para facilitar a fiscalização
Dados da indústria apontam que já há mais de 15 milhões de registros eletrônicos mensais de carga, mas apenas 2,3 milhões de registros de frete por ano
O intuito é ter instrumentos para melhorar a fiscalização dos fretes, evitando sonegação e descumprimento dos tempos de direção e forma de pagamento dos caminhoneiros

PREJUÍZOS
Estudo do procurador do Trabalho Paulo Douglas indica que a sociedade vem pagando anualmente 1/3 dos custos do frete, que deveriam ficar a cargo de quem envia as cargas

Fonte: Folha de São Paulo

Transportadoras de São Carlos-SP têm mais custos com Lei do Descanso

caminhoes scaniaAs transportadoras de São Carlos (SP) sentiram o aumento nos custos após a aprovação da lei 12.619/2012, que regulamentou a profissão do caminhoneiro, a chamada Lei do Descanso. A cada quatro horas seguidas o condutor é obrigado a fazer uma parada de 30 minutos e, além disso, a cada 10 horas de trabalho o motorista tem direito a 11 horas de descanso. Com as novas normas, foi necessário fazer novas contratações e aumentaram os gastos com hotel.

A lei que entrou em vigor para reduzir o risco de morte que os motoristas estão sujeitos nas rodovias do país gerou 10% mais gastos em uma transportadora da cidade. “Mesmo com o aumento de 3% no valor do frete que repassamos ao consumidor, não é possível cobrir todos os gastos que estamos tendo. Tivemos que contratar mais dois caminhoneiros para dividir o serviço. Além disso, adaptamos um antigo escritório para quarto de descanso, mas ainda existem os gastos extras com estadias em hotéis”, explicou o gerente da transportadora Éber Alexandre de Oliveira.

O caminhoneiro Isaias Ribeiro assinala em uma ficha todas as paradas. “Tenho que marcar tudo de acordo com a legislação. O que estiver na planilha tem que corresponder com o tacógrafo, se não coincidir o motorista é multado”, explicou.

O transportador autônomo Ronilson Cerqueira Santos reclama da regulamentação. “Estou a caminho de Cuiabá, com a lei levo um dia a mais para fazer a viagem, portanto minha renda diminuiu”, contou.

Porém, mesmo com a lei nem todas as empresas conseguem seguir à risca a determinação. “Estou vindo de São Paulo, tenho prazo para realizar as entregas. Paro por uma hora, uma hora e meia, no máximo”, disse o caminhoneiro Cristiano dos Santos.

Multa

Caminhoneiro assinala em uma ficha todas as paradas

Caminhoneiro assinala em uma ficha todas as paradas

A punição para o motorista que não cumprir os intervalos durante a jornada é uma multa de R$ 127 e cinco pontos na carteira de habilitação. Além disso, se o condutor dirigir durante mais de 24 horas seguidas, a pena é de seis meses a um ano de prisão.

Falta segurança

Segundo o condutor Tadeu Macedo Ribeiro, ele dorme e depois faz o café no próprio veículo. “Eu cumpro a lei, mas faltam pontos de parada. Há bastantes postos desativados, precisávamos de um ponto de apoio, com lanchonete, restaurante que não fosse tão carro para nós”, contou.

Há cerca de 15 dias, bandidos quebraram o vidro do caminhão enquanto o motorista descansava em um posto entre Taquaritinga e Matão. A vítima foi rendida por três homens armados que entraram no veículo e seguiram pela rodovia, sentido capital.

Os policiais foram avisados por outro caminhoneiro que viu o assalto e acompanharam o veículo durante uma hora e meia até os bandidos se entregarem. Os suspeitos estavam armados com um revólver calibre 38 e seis munições, que também foram apreendidas.

Associação de Caminhoneiros

O Presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abicam), Claudinei Pelegrine, sugere alterações na lei para que haja melhoraria, por exemplo, a redução para oito horas de descanso e o condutor ter liberdade para definir quando e onde parar, já que nas rodovias são poucos os pontos seguros de descanso.

“Há postos que o interesse maior é vender combustíveis e para o motorista pernoitar é obrigado a abastecer uma certa litragem, caso contrario não permitem que o motorista fique, além disso pagar de R$ 5 a R$ 10 um banho”, explicou.

Sobre a reclamação do presidente da Abicam, o Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) de Araraquara, Fernando Bicaletto, informou que desconhece a obrigatoriedade de abastecimento nos postos pelos caminhoneiros que param e taxas para banhos.

Ele confirmou apenas que nos grandes postos de combustíveis são cobradas taxas de estacionamento, justificadas pelos investimentos em segurança que os proprietários fazem nestes locais.

Fonte: G1

Despesas aumentam mais no transporte

491 - BITREM AMARELO GRANELEIRO VOLVOProdutores rurais de Mato Grosso gastaram R$ 826 milhões a mais nos 5 primeiros meses deste ano com o escoamento de soja, milho e algodão, conforme cálculos realizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), comparando com o desembolso realizado no ano passado.

Montante equivale a 85% do valor despendido pelos agricultores da região Centro-Oeste, estimado em R$ 974 milhões, com base no volume exportado até maio e o custo do frete até os portos. De acordo com Imea, esse valor seria suficiente para asfaltar 500 km de estradas. Obviamente os custos serão ainda maiores ao final deste ano, alertam os analistas do instituto, já que um volume maior será escoado, devido ao incremento na produção de grãos na safra.

Apesar das perdas com as falhas na infraestrutura logística no Estado, o setor produtivo antevê um cenário mais favorável nesse aspecto para a safra 2013/2014, como comenta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Otoni Prado.

Durante o lançamento da Bienal dos Negócios da Agricultura nesta terça-feira (18), na sede da entidade, ele lembrou que a conclusão da BR-163 irá facilitar a retirada de 40% da produção estadual de grãos pelos portos do Norte e Nordeste, desafogando o tráfego para os portos do Sul e Sudeste.

“A aprovação da MP dos Portos também facilita esse processo”. Além disso, a extensão da ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) até Rondonópolis vai acelerar o escoamento da safra matogrossense e reduzir os custos. Contudo, para que a competitividade melhore, o setor produtivo de Mato Grosso ainda depende de uma combinação de investimentos em diferentes modais de transporte, como por exemplo em hidrovias, acrescenta Prado.

Outra cobrança do setor é a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) pelo poder Executivo nas rodovias estaduais. “Hoje o Fethab está desvirtuado e esse dinheiro está tendo outras aplicações”.

Para o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Bartolomeu Barros Pereira a região Centro-Oeste como um todo precisa ser atendida com políticas públicas diferenciadas, por ser a principal produtora de alimentos e responsável pelo superávit na balança comercial brasileira.

“Temos condição de produzir ainda mais, mas precisamos melhorar a competitividade de nossos produtos”. Ele afirma que se os preços das principais commodities agrícolas retroagirem neste ano, os produtores terão dificuldades para investir no próximo ciclo produtivo, por causa dos elevados custos de produção. “Em Goiás, 30% dos nossos gastos são com logística”.

O evento está programado para os dias 8 e 9 de agosto, em Cuiabá. A programação contempla a discussão e análise de outros temas estratégicos para a agricultura, como a mão de obra, a sucessão em negócios familiares e a cobrança de royalties sobre a tecnologia empregada nas lavouras.

Fonte: Cenário MT