New Holland Construction fornece ao Governo Federal parte de lote de máquinas para combate à seca e infraestrutura

patrola new hollandA New Holland Construction, marca de equipamentos para construção, entrega dia 30 de setembro 36 motoniveladoras, modelo RG140.B, ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Esses equipamentos fazem parte de um lote de 693 máquinas, composto por 603 motoniveladoras RG140.B e 90 pás-carregadeiras W130, adquiridas pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário por meio de licitação, no ano passado, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2.

Além da entrega das máquinas, que serão direcionadas à região semiárida de Minas Gerais em caráter emergencial, a New Holland Construction vai qualificar os 25 operadores dos equipamentos e irá fornecer a assistência técnica e manutenção durante dois anos.
A aquisição dessas máquinas faz parte da segunda etapa do PAC Equipamentos e tem orçamento de mais de R$ 1 bilhão já aprovado pelo Congresso Nacional. A quantidade de equipamentos destinados ao PAC representa um volume adicional de cerca de um terço do mercado de retroescavadeiras e dois terços do mercado de motoniveladoras no Brasil.

Para atender a demanda e sem prejudicar a produção para outros projetos, a fábrica da New Holland em Contagem (MG) aumentou sua capacidade produtiva desde o início de 2013.

Fonte: Divulgação

Governo Federal entrega mais de 130 caminhões pipa no RN

Carro-pipa-Foto-Elisa-ElsieO Governo do Estado entregou 18 caminhões pipa para prefeitos potiguares. Além destes, outros 131 veículos de mesmo porte serão entregues nas próximas semanas. Recursos federais na ordem de R$ 37 milhões, ao todo, foram investidos para a aquisição destes 149 equipamentos.

De acordo com o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RN, Raimundo da Costa Sobrinho, a entrega dos caminhões pipa vem para complementar o trabalho já iniciado com a entrega de 163 retroescavadeiras, 149 motoniveladoras, 80 caminhões caçambas e 36 pá carregadeiras. “São ações integradas, uma vez que os equipamentos entregues possibilitaram a melhoria das estradas pelas quais os caminhões pipa agora vão trafegar. Então, aquelas áreas em que não se imaginava que poderiam receber água pelo caminhão pipa agora podem. Precisamos continuar dialogando com as comunidades rurais para encontrarmos mais formas de minimizar os efeitos da estiagem e é isso que estamos buscando”, explica o delegado do MDA no RN.

Raimundo da Costa Sobrinho enfatiza que todos os caminhões pipa já estão comprados e que, por isso, o tempo para a entrega pode ser reduzido. Segundo ele, a meta do Governo Federal é de realizar a entrega dos veículos até o próximo mês de fevereiro. Porém, a intenção do Governo do Estado e do MDA no RN é antecipar este prazo para até dezembro deste ano.

“Como todos os equipamentos já estão comprados, estamos dependendo agora apenas da entrega do fabricante. Como são cerca de 2 mil caminhões pipa para todo o semi-árido brasileiro, a entrega tem sido feita de forma escalonada e ainda teremos mais três lotes para o Rio Grande do Norte”, completa.

Fonte: Tribuna do Norte

É mais fácil levar milho para a China do que para Recife

Paraná supera expectativas e colhe safra recorde de 14,67 milhões de toneladas de sojaEnquanto o Nordeste vê parte de seu rebanho ser aniquilada por falta de comida, numa das piores secas da região, o Brasil se transforma no maior exportador de milho do mundo.

A situação, que à primeira vista pode parecer um contrassenso, é mais um efeito devastador do caos logístico que assola o País. Produto há. O que não tem é transporte para levar o milho do Centro-Oeste para o Nordeste.

Hoje, apesar dos enormes congestionamentos nos portos, tem sido mais fácil atravessar 17 mil km de oceano até a China do que transpor 3,5 mil km entre Sorriso (MT) e Recife (PE), por exemplo.

Com a safra de soja à plena carga e estradas em péssimas condições, os caminhoneiros se recusam a levar o milho até as cidades nordestinas. Quando raramente aceitam, o preço do frete dobra o valor do produto.

Uma das justificativas, além das deficiências da malha rodoviária, é que no transporte até os portos, o caminhão vai com soja e volta com fertilizantes, por exemplo. Para o Nordeste, além de gastar entre oito e dez dias (dependendo da cidade) de viagem, a carreta sobe cheia, com milho, e volta vazia.

Segundo o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho, a nova lei dos caminhoneiros também é um obstáculo.

— Junta-se a isso a nova lei dos caminhoneiros, que reduziu a carga horária dos profissionais e, consequentemente, diminuiu a frota de veículos disponível para o transporte no Brasil.

Para tentar resolver o problema no Nordeste, a Conab, do Ministério da Agricultura, decidiu fazer três leilões para aquisição do produto, com cláusulas que obrigam o vendedor a entregar o produto na região.

No primeiro, realizado no fim de março, o governo comprou 50 mil toneladas de milho por R$ 43 a saca – em Campinas, uma das referências nacionais, o preço é de R$ 25. Nesta quarta-feira (17), a Conab promove outro certame para 103 mil toneladas de milho, que deverão ser entregues nos portos do Nordeste.

A expectativa é usar a cabotagem para fazer o transporte. O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo de Araújo Melo afirma que haverá uma doação aos Estados e um outro leilão para compra de mais 70 mil toneladas nos moldes da primeira disputa.

— [Eles] poderão vender o produto a R$ 18,12 a saca. O governo está sendo ágil. Agora precisamos rezar para chover.

Mais caminhões

Na opinião dos produtores locais, será preciso muito mais para resolver os problemas. Segundo o presidente da Associação Cearense de Avicultura, João Jorge Reis, “só entre os pequenos produtores a demanda é de 300 mil toneladas de milho”.

Para ele, a situação tende a piorar daqui para frente, se não chover na região. Com a produção de soja sendo escoada para os portos e o início da safra de açúcar, a demanda por caminhões vai aumentar.

— Seremos duplamente sacrificados, ou pelo aumento do preço do frete ou pela falta do produto.

Ele explica que durante muitos anos o Nordeste foi abastecido pela importação de milho da Argentina, de 15 em 15 dias. A partir de 1995, a compra foi suspensa e os produtores passaram a adquirir milho do Centro-Oeste. Em 2007, essa parceria terminou.

— O governo parou de comprar milho e fazer estoque. Agora estamos nessa situação.

A solução apresentada por Reis e por Ramalho, da SRB, é voltar a importar milho do país vizinho, apesar de os produtores de grãos terem o produto estocado.

Fonte: Cenário MT