Sest Senat oferece curso de Condução Segura e Econômica para veículos pesados

caminhão sest senatO correto funcionamento de todos os componentes dos veículos, inclusive os pesados, é importante para que eles rodem pelas estradas do país de maneira segura e econômica. O Sest Senat, preocupado com a qualificação dos trabalhadores em transporte, oferece em algumas unidades o curso de Condução Segura e Econômica. Em Campinas (SP), por exemplo, duas turmas começam as aulas nesta segunda-feira (10).

O treinamento mostra aos alunos os procedimentos para a prática da condução segura e econômica, além dos benefícios e tecnologias disponíveis para quem deseja dirigir dessa forma. O curso tem carga horária de 32 horas e ministra disciplinas como ‘O Transporte sobre Rodas’, ‘Comportamentos Técnicos e Operacionais’ e ‘Direção Comentada’.

O público-alvo são condutores de veículos de cargas e passageiros. Para participar, basta possuir o Ensino Fundamental completo e ser portador de Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as qualidades desenvolvidas pelo aluno, eles aprendem a identificar aspectos que dificultam o descolamento dos veículos, impedindo um maior rendimento durante as viagens.

Segundo o técnico de formação do Sest Senat Valdecir de Souza, o curso é procurado tanto por empregados de transportadoras, profissionais autonômos ou motoristas desempregados que desejam uma nova oportunidade no mercado. Em média, duas a três turmas são formadas por mês. “Em janeiro, por exemplo, tivemos uma turma específica para transportadores de passageiros”, explica.

Souza conta que o curso é prático e teórico. Na primeira parte, o motorista realiza um percurso em uma carreta da Mercedes-Benz. Um técnico acompanha e anota todas as observações sobre o comportamento do motorista. Depois, na sala de aula, após a aprender a teoria, o instrutor ensina toda a parte técnica e corrige os erros individuais de cada aluno.

Após aprender sobre consumo eficaz de combustível, tempo de percurso e troca de marchas, o aluno volta para a pista prática e refaz o percurso. Compara os dois trajetos, o antes e depois, e aplica os conhecimentos da sala de aula para dirigir caminhões, carretas ou ônibus de maneira mais segura e econômica.

Interessados em fazer o curso podem entrar em contato com as unidades do Sest Senat e consultar a disponibilidade do treinamento.

Consulte a lista de unidades e o calendário de cursos, CLICANDO AQUI.

Fonte: Agência CNT de Notícias

Procuram-se motoristas profissionais

motorista-de-caminhaoMotoristas com renda familiar de até R$ 1.635,00 terão direito a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de graça para as categorias B, C, D e E. O projeto é do senador Clésio Andrade (PMDB-MG) e foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Um dos objetivos deste projeto é resolver o problema da falta de mão de obra especializada no setor de transporte. De acordo com a CNT (Confederação Nacional de Transportes), há 40 mil vagas ociosas no Brasil hoje em dia.

E esta falta de profissional qualificado também atrapalha as entregas de mercadorias. É isso que afirma o presidente da Abepl (Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Logística), Anderson Moreira. “Falta muito caminhoneiro no País. Mas a dificuldade maior é encontrar motorista com conhecimento em transporte, sabendo dirigir um caminhão moderno”, explicou. Lembrando que os novos modelos possuem computador de bordo, funções diferentes no painel, mecanismos avançados para descarga de mercadorias, entre outros itens. “Há no mercado alguns modelos que precisam de um feedback dos motoristas, e, para isso, eles precisam atualizar o computador de bordo e enviar relatórios com o passo a passo da viagem online. Mas poucos sabem fazer isso”, pontuou.

Ainda de acordo com o presidente da Abepl, se não for tomada alguma providência imediata, o País deverá sofrer uma escassez de motoristas. “O Brasil está produzindo cada vez mais, a logística já representa 15% do PIB (Produto Interno Bruto), e, para que esse crescimento continue, será preciso preparar motoristas”, acrescentou.

Tradição e insistência

O caminhoneiro Douglas Bernardes Marcos Nogueira, 29 anos, teve de se adaptar às exigências da empresa em que trabalha e aprender a usar os equipamentos mais modernos. “A própria empresa deu o treinamento porque há pouquíssimos cursos profissionalizantes para motoristas”, destacou.

Ele também fala da falta de profissionais no mercado. “Realmente falta, e falta muito. Mas não é qualquer um que pode virar um motorista de caminhão”, observou. Douglas manteve a tradição na família e seguiu a profissão do pai e dos tios, mas não por indicação familiar, e sim por opção própria. “Ninguém queria que eu seguisse esse caminho porque é perigoso e tal. A minha família queria que eu estudasse, seguisse outro caminho, mas eu quis ser caminhoneiro, não teve jeito”, contou.

Como já viajou por todo o País desde que optou por essa carreira, há oito anos, ele sabe o que é preciso para ser um bom motorista. “A profissão não é muito valorizada porque a fama de caminhoneiro não é tão boa. Mas muitos são capacitados e sabem enfrentar muitos obstáculos”, lembrou.

O presidente da Abepl confirma que as empresas têm investido nos profissionais. “Faltam cursos profissionalizantes e de capacitação.

Muitos acreditam que só tirar a carteira basta, mas as instituições precisam abrir os olhos para essa demanda”, frisou.

Baixa renda vai ter CNH de graça

Objetivo de projeto de lei é facilitar o acesso às categorias que formam motoristas de caminhões, visando à defasagem da categoria. O projeto que tramita no Senado pretende facilitar o acesso dos motoristas às categorias C, D e E, necessárias para a condução de veículos pesados (a partir de 3,5 mil Kg) como ônibus, caminhões e carretas. Para José Guedes, presidente do Sindicato das Autoescolas de São Paulo, a aquisição da habilitação para veículos pesados é um investimento. Por causa do preço, as pessoas mudam de categoria apenas quando são solicitadas.

“Muitas empresas fazem convênio com as autoescolas e custeiam essa mudança”, informa.

Para Norival de Almeida Silva, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São Paulo, além da habilitação subsidiada, os motoristas precisam de qualificação. “Não existem muitos cursos para reciclar e qualificar o profissional”, reclama.

Marcosalem de Andrade, 33 anos, percebeu a oportunidade no setor e tenta uma vaga de motorista de caminhão. “Eu via que as empresas de transporte pagavam muito bem, mas eu precisava me qualificar”. O cobrador de ônibus conseguiu as categorias C, D e E da CNH de graça, uma parceria entre o poder público e uma multinacional.

Profissão-perigo

Que paixão é essa que move milhares de jovens por todo mundo? Paixão que faz você ficar dias longe da família, se arriscando nessas estradas e, muitas vezes, passando até fome?! O transporte de carga é uma das profissões mais arriscadas. Só nos três últimos meses foram 330 assaltos nas rodovias do interior de São Paulo, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Fonte: Editora Na Boleia

Librelato contribui para qualificação de motoristas nas estradas

Fabet  (1)O Brasil é um dos países que possui o maior número de acidentes de trânsito com vítimas fatais. E, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é o 5° país mais violento no mundo. Números apontados pelos Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) registram 150 mortes por dia.

Mudar isso, não passa apenas por ações governamentais. É um dever de todos, sociedade e empresas. Neste ano a Fabet – Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte – completa 17 anos de história e, a Librelato S.A. Implementos Rodoviários renovou pelo quarto ano a parceria de cooperação técnica educacional voltada ao transporte, para atender a demanda do mercado de trabalho e capacitar profissionais que estão nas estradas todos os dias. “Nos sentimos motivados a sermos parceiros da Fabet nessa importante missão de auxiliar a profissionalizar motoristas. É uma grande necessidade que temos por todo o país e precisamos apoiar escolas desse porte como a Fabet que forma profissionais qualificados”, analisa o diretor de marketing da Librelato, Pedro Bolzzoni.

A Fabet tem um saldo de mais de 35.000 profissionais capacitados. Somente em 2013, cerca de 5.200 profissionais do setor do transporte rodoviário de cargas foram qualificados. A fundação criou programas educacionais específicos que visam qualificação e atualização dos profissionais. O impulsionador da Fabet foi o Programa Caminhão Escola, idealizado por Pedro Rogério Garcia, em outubro de 1995. O curso busca a profissionalização do motorista de caminhão através de uma educação que salva vidas. Foi devido à expansão e ao sucesso do Programa Caminhão Escola que Pedro Rogério Garcia, juntamente com outras lideranças do sindicato dos transportadores e do setor, decidiram criar uma instituição que gerisse o curso e, em 1997 foi criada a Fabet.

Através da Fabet, mantenedora da FATTEP, a Faculdade de Tecnologia Pedro Rogério Garcia, são oferecidos cursos básicos, técnicos e superiores. O Programa Caminhão Escola Básico é oferecido mensalmente, para quem quer iniciar na profissão de motorista, mas ainda não tem experiência na estrada, com início de turmas na primeira semana de cada mês. O aluno fica 15 dias na sede fazendo aulas teóricas e práticas com caminhão e implementos da Librelato S.A. Após essas aulas, o aluno é encaminhado para a prática na rodovia, acompanhado por um instrutor. Em 2013, 378 alunos foram formados através deste programa.

No Programa Caminhão Escola Avançado é oferecido também mensalmente, para quem já tem experiência e deseja se qualificar. O objetivo deste curso é transmitir ao motorista a cultura de parceiro da empresa, orientando-o para melhores resultados. Em 2013, 193 alunos foram formados neste programa. No treinamento In Company a Fabet procura contribuir na implementação e consolidação de um novo perfil de profissional, mais conhecedor e comprometido com os objetivos e metas da companhia.

Em 2013, 4.632 alunos se formaram nesse treinamento. “A Fabet é a mentora e executora destes programas, mas as conquistas são compartilhadas com todos os apoiadores da fundação, como é o caso da Librelato. A vinda da Librelato ao nosso grupo de parceiros é um reconhecimento ao trabalho da fundação, mas também demonstra claramente a visão da empresa e sua preocupação com a profissionalização do setor e, sua política de responsabilidade social em apoiar uma instituição que contribui para a redução de acidentes e, consequentemente, a preservação da vida, nosso bem maior”, pontua o diretor geral da Fabet, Luis Carlos Schaurich. Além disso, a qualificação também contribui para a redução de custos, dos caminhões e implementos, através do aprendizado de técnicas para melhor aproveitamento dos mesmos.

Fonte: Librelato

Marcopolo faz treinamento de motoristas do Sistema MOVE de Belo Horizonte

vialebrtmoveA Marcopolo, que recentemente anunciou o fornecimento de 66 ônibus do modelo Viale BRT para o MOVE (Sistema BRT da cidade de Belo Horizonte), está auxiliando no treinamento dos motoristas que conduzirão os veículos para o transporte da população da capital mineira. A ação, realizada em parceria com a BHTrans, tem como objetivo repassar aos profissionais as melhores formas de condução e manobras nos corredores exclusivos que serão inaugurados a partir de fevereiro próximo.

Segundo Paulo Corso, diretor comercial da Marcopolo, devido aos modernos conceitos aplicados no desenvolvimento do Viale BRT e de suas características, é importante uma forte ação para treinamento dos motoristas que utilizarão os veículos no MOVE. “Esta ação da BHTrans permitirá que os profissionais conheçam melhor os veículos e possam conduzi-los com maior segurança, eficiência e proporcionar aos passageiros ainda mais conforto e bem-estar durante o trajeto. Nosso compromisso não é apenas fornecer o melhor modelo para cada operação. Sabemos que é importante também passar diversas questões técnicas e operacionais para os motoristas que diariamente trabalharão no MOVE”, explica o executivo.

Desenvolvido para aplicação nos modernos sistemas de transporte coletivo em grandes centros urbanos, o Marcopolo Viale BRT é o mais avançado já fabricado no Brasil e consumiu dois anos de pesquisas e desenvolvimento. A versão articulada tem capacidade para transportar até 145 passageiros e foi concebida com inéditos conceitos de design, ergonomia, conforto, segurança e eficiência.

Internamente, o Viale BRT inova na ocupação de espaço e de ergonomia. A maior largura interna, associada à configuração das poltronas, proporciona maior área livre e facilita a circulação dos passageiros, tornando a viagem mais cômoda e confortável. A altura interna também foi aumentada, permitindo a inclusão de eficientes dutos de ar, alto-falantes e amplo espaço para propaganda nas laterais superiores.

O Viale BRT é um veículo robusto e extremamente confiável, imagem conquistada junto às pessoas que o utilizam, produto de excelente relação custo/benefício, atributo reconhecido pelos empresários do setor de transporte urbano de passageiros. Outras características importantes são a redução de custos, sustentabilidade do produto, praticidade e tecnologia embarcada.

Ideal para o transporte urbano em vias segregadas, o Viale BRT possui câmbio automático e sistema de segurança para que o ônibus não se movimente com as portas abertas. O veículo atende todas as exigências dos sistemas de plataformas de embarque existentes no País, com opção de porta com 1.100 mm de vão livre na frente do rodado dianteiro e piso elevado, adaptados à acessibilidade.

MOVE

O MOVE terá 23,1 km de extensão, em três ligações (Avenida Antônio Carlos, com 14,7 km de comprimento; Cristiano Machado, de 7,1 km de extensão e Hipercentro, de 1,3 km), equipado com 42 estações de transferência com distância média de 400 metros uma da outra. O número de passageiros atendidos será de 700 mil diariamente e haverá um ganho médio de 45% na redução do tempo de viagens entre as localidades do sistema.

No novo sistema MOVE ainda serão instaladas modernas estações (com pisos nivelados aos dos ônibus), onde os passageiros poderão comprar a passagem antes de embarcar, o que garantirá mais segurança e agilidade. E os veículos terão maior capacidade de transporte, proporcionando conforto e acessibilidade.

Fonte: Marcopolo

Navig lança simulador para formar caminhoneiros

SimuladorUm dos principais problemas que assolam o setor de transporte no Brasil é o apagão de mão-de-obra qualificada. Para proporcionar uma solução relativamente rápida para esse problema, o piloto de Stock Car (ex-Fórmula 1) e comentarista da TV Globo, Luciano Burti, lança uma empresa especializada em treinamento e reciclagem para motoristas de caminhões e ônibus.

A Navig oferece cursos por meio de simuladores, muito parecidos com os que são utilizados no treinamento de pilotos de voos comerciais. “É quase um videogame”, afirma Burti. Toda a parafernália funciona dentro de um escritório móvel transportado dentro de um caminhão. “Esse é um dos principais diferenciais, já que a Unidade Móvel de Treinamento irá até o cliente e ficará à sua disposição o tempo necessário”, diz.

Segundo ele, a unidade é auto-suficente, bastando um espaço para estacioná-la dentro da empresa. Além de oferecer a unidade móvel com o simulador, a empresa coloca à disposição do cliente dois instrutores que cuidarão do treinamento teórico e prático dos motoristas. No fim do curso, há a avaliação dos resultados. O custo médio para a empresa é de R$ 300 a R$ 350 por motorista.

“Nos meses seguintes ao treinamento, acompanharemos o resultado desses motoristas em seu dia a dia e ele receberá o certificado de qualificação da Navig, caso atinja os resultados de acordo com o curso que foi ministrado”, conta Burti, que trouxe o simulador do Canadá. O investimento na empresa foi de R$ 3,5 milhões.

O equipamento é produzido pela Virage Simulation, empresa que utiliza em seu processo de desenvolvimento o mesmo conceito de simulação aérea. Os engenheiros da empresa vieram da CAE, empresa referência em simuladores aéreos responsáveis pelo desenvolvimento de alguns simuladores da Airbus, da Boeing e da Embraer.

Há diversos módulos de treinamento. O carro-chefe, segundo ele, é o curso de direção econômica, que leva o motorista a economizar combustível durante o trajeto. “Após preparar-se com esse módulo, o motorista é capaz de diminuir em 10% a média de consumo de combustível. Em alguns casos chega a 15%.” Outro foco do curso é a direção defensiva. O simulador também poderá ser utilizado como uma ferramenta para avaliação de motoristas em processos seletivos.

Unidade_Mvel_de_Treinamento_2Por enquanto, a empresa tem duas unidades móveis. Um dos simuladores já está sendo testado em São Paulo pela Braspress, uma das maiores transportadoras especializadas em encomendas expressas do país. “O fato de o simulador vir até a empresa diminui o ônus que teríamos com o deslocamento do profissional”, diz Urubatan Helou Júnior, controller de frota da Braspress.

Para importação de equipamento, customização da Unidade Móvel de Treinamento, elaboração de conteúdo e contratação de instrutores, a empresa fez um aporte inicial de R$ 3,5 milhões, com projeção para retorno do investimento em um período de três anos.

Fonte: Carpress

Pesquisa revela o que pensa o motorista de caminhão brasileiro

sisvestrinUma pesquisa de opinião realizada com motoristas profissionais aponta que, se tivessem a oportunidade, 55% dos caminhoneiros deixariam a profissão e que 86% não gostariam que o filho seguisse o mesmo caminho. Ao todo, foram ouvidos 1.512 motoristas profissionais que frequentam a Casa do Cliente das empresas Randon.

“A partir deste resultado a pergunta que fica é: teremos motoristas profissionais amanhã?”, afirma Nereide Tolentino, coordenadora da pesquisa, consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e especialista em comportamento do motorista. “Considerando que a continuidade de pai para filho está em declínio, que a profissão oferece riscos e baixa qualidade de vida, e que a característica de liberdade e aventura não existe mais, já que hoje tudo é controlado, corremos o risco de ter um apagão de mão de obra especializada”, afirma.

Atualmente, o Brasil vive a realidade da falta de motoristas profissionais. Estimativas apontam que 10% da frota de caminhões estaria parada por falta de condutores qualificados. Este número corresponde a mais de 100 mil veículos.

Além da baixa qualidade de vida e dos riscos que envolvem a profissão, outra dificuldade enfrentada pelo setor é a necessidade de uma melhor qualificação, devido à maior sofisticação e alto grau de tecnologia embarcada nos caminhões. “Durante as entrevistas, ficou claro que o que levou os caminhoneiros mais velhos a optarem pela profissão foi uma remuneração razoável, apesar da pouca escolaridade. Porém, os jovens com maior escolaridade têm muitas outras oportunidades”, diz Nereide.

Do total de entrevistados, 70% revelaram que tinham um sonho de ser caminhoneiro desde a infância e 53% que iniciaram na profissão por influência familiar. O que mais os atrai na profissão é a oportunidade de conhecer lugares (31%), a possibilidade de conhecer novas pessoas (19%) e o sentimento de liberdade (11%).

A pesquisa revela também que 76% dos caminhoneiros informam que a maioria dos colegas de profissão usa rebite; que 59% alegam que têm algum problema de saúde, como dor nas costas, pressão alta, estresse e obesidade; e que 93% considera a profissão arriscada devido ao alto número de acidentes, roubos e assaltos.

Saídas

Uma das saídas apontadas pela coordenadora da pesquisa é uma mudança radical na condição de trabalho do motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga horária de direção.

“Só reduzir a carga horária não vai resolver o problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora de casa, ele acha ruim”, argumenta Nereide.

Uma das soluções apontadas pela especialista é o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte rodoviário de passageiros. Outra é investir na valorização e no desenvolvimento, oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga e descarga. “Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina possante é algo que fascina jovens e adultos”, destaca Nereide.

Um dos exemplos de bom acolhimento são as Casas do Cliente que oferecem aos motoristas um ambiente que proporciona qualidade de vida. Além de uma boa estrutura para descanso e higiene, ele recebem uma boa refeição, podem assistir filmes, conversar com os colegas de profissão, jogar e ler livros e revistas deixados à disposição.

Perfil dos entrevistados

Idade

17% têm até 30 anos
65% têm de 31 a 50 anos
18% têm acima de 60 anos

Estado Civil

14% são solteiros
86% são casados
98% têm filhos

Escolaridade

31% cursaram até a 5º série
31% cursaram até 8º série
29% possuem ensino médio
3% possuem graduação

Origem da profissão

70% tinham a expectativa de ser motorista de caminhão desde a infância.
53% iniciou na profissão por influência familiar.
29% trabalhavam em atividades agrícolas antes de serem caminhoneiros

Tempo de viagem

42% das viagens têm mais de 6 dias
42% têm entre 2 e 6 dias
14% têm apenas um dia

Transformar é o mais inovador programa de desenvolvimento de motoristas de caminhão

O Grupo Volvo América Latina mantém o mais inovador programa de treinamento de motoristas de caminhão do Brasil. Com o lema “Vida e economia na mesma direção”, o Transformar é baseado no gerenciamento de riscos da viagem e é executado levando-se em consideração o cotidiano do condutor.

“O foco de todo o trabalho é o condutor do caminhão”, afirma Solange Fusco, gerente de comunicação corporativa do Grupo Volvo América Latina. “Um motorista consciente é fator-chave para a segurança na estrada”, complementa Carlos Pacheco, gerente de desenvolvimento de concessionárias da Volvo para a América do Sul. Com o “Transformar”, a Volvo investe numa área que representa um valor central para a marca: a segurança. A empresa quer contribuir para a redução do número de acidentes no Brasil, um dos grandes problemas da atualidade no País.

Estatísticas de entidades e empresas ligadas ao setor de transporte estimam que anualmente ocorrem perto de 100 mil acidentes com o envolvimento de veículos de carga nas rodovias brasileiras. O setor calcula que estas ocorrências resultam na morte de aproximadamente 8 mil pessoas, 4 mil delas motoristas de caminhões. No total, o Brasil perde em torno de R$ 22 bilhões por ano com acidentes, cerca de R$ 10 bilhões somente com o transporte rodoviário de carga. “É um prejuízo muito maior que o montante de R$ 1 bilhão de perdas com o roubo de carga”, observa Pacheco.

Comportamento

“O programa Transformar é voltado para o comprometimento dos motoristas com um trânsito mais seguro nas estradas, mas também está dirigido para uma condução mais econômica”, diz Solange. “A mudança de comportamento do motorista é o que pode fazer a diferença”, completa Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST).

“Toda a metodologia do programa está dirigida para melhorar a conduta do motorista nas diferentes etapas da viagem, desde o planejamento e a implementação das verificações, passando pela operação propriamente dita, até a avaliação final dos resultados da viagem”, diz Nereide Tolentino, especialista em desenvolvimento comportamental e coordenadora pedagógica do programa.

Silvestrin Frutas investe no TransFormar para reduzir acidentes

Buscando reduzir o número de acidentes envolvendo veículos de sua frota, a Silvestrin Transportes, braço logístico da Silvestrin Frutas, de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, encontrou no TransFormar a solução para aumentar a segurança de suas operações. Desde 2009, a empresa envia, todo ano, de dez a vinte motoristas de seu quadro de funcionários para participar do treinamento em uma das concessionárias do Estado, ou em Curitiba, sede do Grupo Volvo na América Latina.

“Desde que nossos motoristas começaram a participar do TransFormar, o número de acidentes reduziu-se muito. De 2009 até agora, tivemos apenas oito acidentes, todos sem gravidade”, declara João Silvestrin, proprietário da Silvestrin Frutas. Antes de ingressar no treinamento, a empresa registrava em média, quatro acidentes por ano embora contasse com um número inferior de veículos.

Do atual quadro de motoristas, mais de 60% já passaram pelo TransFormar. Outra turma, com onze profissionais está agendada para fazer o curso na última semana de setembro.

Outro ganho destacado pela empresa foi o maior comprometimento dos motoristas com o trabalho. O comportamento muda. O curso promove uma imersão de conhecimento que, além de estimular o comportamento seguro, tem o poder de energizar e comprometer a equipe com os objetivos da empresa. Ser motorista de longa distância, não é fácil. Por isso manter o profissional motivado é algo fundamental neste segmento”, explica Rafael Somacal, Diretor de Logística.

A Silvestrin Transportes congrega 68 motoristas que dirigem uma frota de 64 caminhões pesados. Atendendo a necessidade de comercializar as frutas produzidas pela Silvestrin, a empresa, que nasceu em 1992, com apenas um caminhão. Atualmente, também presta serviços para outras companhias e é especializada no transporte de cargas refrigeradas como frutas, pescados, carnes, sucos e diversos congelados. No Brasil, os caminhões da Silvestrin circulam pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e por algumas cidades do Nordeste. Fora do país, faz também transportes de cargas refrigeradas na Argentina, Chile e Uruguai.

Fonte: Volvo

Mercedes-Benz Trucks oferece trinamento de condução segura e econômica para 45.000 motoristas na Alemanha

atego europeuEm um período de somente cinco anos, mais de 45.000 motoristas obtiveram êxito no treinamento oferecido pela Mercedes-Benz Trucks, na Alemanha, de acordo com a legislação de qualificação de motoristas profissionais. Em 2008, a Mercedes-Benz tornou-se a primeira fabricante de caminhões a receber aprovação governamental para esses cursos, que foram elaborados conforme as diretrizes da lei. Hoje, oferece seu amplo repertório de programas de qualificação em cerca de 180 centros de treinamento certificados, distribuídos pela Alemanha. Nesse sentido, 24 caminhões Actros de 40 toneladas, com cabinas modificadas e sete assentos, estão disponíveis atualmente para esta finalidade.

“Estamos dedicados a oferecer aos nossos clientes o melhor suporte nas operações do dia-a-dia, desde os conceitos de veículos orientados ao motorista, até as medidas de treinamento correspondentes”, observa Stefan Buchner, chefe da Mercedes-Benz Trucks. “Estou muito satisfeito de ver que nosso programa de treinamento foi tão bem recebido pelos clientes. O total de motoristas qualificados em cinco anos é um número impressionante e significa maior segurança em nossas estradas e esforços responsáveis pela conservação de recursos”.

A cada fim de semana, cerca de 80 instrutores da Mercedes-Benz Driver Training visitam clientes com o objetivo de explicar em detalhe a tecnologia a bordo dos veículos comerciais da marca. Isso permite que os clientes possam explorar ao máximo os benefícios econômicos de seus caminhões.

O treinamento de motoristas profissionais de veículos comerciais faz parte de uma ampla gama de programas de qualificação conduzidos pela Mercedes-Benz Driver Training. A Empresa oferece várias ações de treinamento visando cobrir as áreas de competência exigidas pela lei. Conceitos de qualificação correspondentes foram agora estabelecidos como normas válidas para toda a União Européia no treinamento Mercedes-Benz de motoristas. Isso significa que os clientes que operam internacionalmente recebem cursos com os mesmos conteúdos e o mesmo alto padrão de qualidade no treinamento de motoristas, independetemente de onde ele venha a ocorrer.

O programa oferecido aos clientes cobre as seguintes áreas: Treinamento do Motorista “PLUS”, que foca a tecnologia do veículo; “Eco-Training”, para promover um estilo mais econômico de dirigir; “Driver safety training”, para treinamento de segurança; “Load securing training”, treinamento de fixação da carga; “Regulations in goods transport” (Normas do transporte de bens) e “The truck as a workplace” (O caminhão como local de trabalho).

A aplicação da lei para motoristas profissionais

A lei alemã de qualificação de motoristas profissionais se aplica a todos que utilizam as vias públicas para transportar bens ou passageiros para fins comerciais e que precisam ter uma carteira de habilitação Classe C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D ou DE para essa finalidade. Todos estes motoristas profissionais precisam fornecer a confirmação de que concluíram 35 horas de treinamento dentro de um período de cinco anos, para que possam se qualificar para a renovação de suas carteiras de habilitação.

Essa lei visa melhorar a segurança nas estradas, promover um estilo de condução econômica e estabelecer um padrão comum de treinamento e educação entre os motoristas profissionais comerciais dentro da União Européia. A lei se aplica à Europa inteira, devendo ser implantada na legislação nacional de cada país.

Fonte: Mercedes-Benz

Direção econômica pode reduzir consumo de combustível em 10% em média

painel mb actrosVocê sabia que, se dirigir de forma adequada seu veículo, é possível diminuir em, média, 10% o consumo de combustível? Além disso, a vida útil dos equipamentos pode ser prolongada, reduzindo, também, a emissão de gases poluentes. As informações são da técnica da Coordenação de Estudos e Projetos do Sest Senat, Katiane Batista.

“A direção econômica, ou condução econômica, consiste no conjunto de conhecimentos e práticas que visam um melhor aproveitamento dos recursos naturais, de equipamentos e de mão de obra. Dessa forma, significa operar o veículo de modo a acionar os mecanismos de controle (acelerador, freios, direção, caixa de transmissão) em sintonia com as situações que acontecem ao logo da viagem (subidas, descidas, retas e curvas)”, explica Katiane.

Katiane cita a experiência recente do Sest Senat de São Vicente (SP). A unidade realizou acompanhamento de duas turmas do curso Condução Segura e Econômica, promovida em parceria com uma montadora e constatou que, quando comparados o modo de condução dos alunos no primeiro e no último dia do curso para motoristas de caminhão, há uma melhora de 14% no consumo de combustível e 19% no tempo gasto no trajeto.

A influência do condutor na eficiência energética é um dos temas que serão tratados durante o 1º Seminário Internacional sobre Eficiência Energética de Veículos Pesados, que acontece nos dias 5 e 6 de junho, em Brasília. O evento é promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pelo Programa Ambiental Despoluir, em parceria com o International Council on Clean Transportation (ICCT) e o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).

Em agosto de 2012, a CNT e o Sest Senat firmaram parceria com a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos – COPPETEC. Um dos objetivos desta parceria é desenvolver, implementar e avaliar um programa de direção econômica voltado para o transportador urbano de cargas. Os resultados do Programa também serão divulgados no 1º Seminário Internacional sobre Eficiência Energética de Veículos Pesados.

Confira dicas para dirigir de forma econômica:

- Guiar com previsão (não frear nem acelerar sem necessidade);
- Operar na faixa ideal de rotação do motor;
- Sempre que possível, pular marchas;
- Não acelerar durante a troca de marchas;
- Aproveitar a inércia do veículo, considerando as fontes de resistência ao deslocamento do veículo (a aceleração deve ser feita de modo lento e gradual);
- Utilizar corretamente os freios;
- Trafegar apenas com o veículo engrenado;
- Manter pneus calibrados;
- Acompanhar o desempenho do veículo.

Serviço

1º Seminário Internacional sobre Eficiência Energética de Veículos Pesados
Data: 05 e 06 de junho
Local: Auditório Thiers Fattori Costa, Sede da CNT, em Brasília/DF (Setor de Autarquias Sul, Quadra 01, Ed. CNT)
Faça sua inscrição no site do Despoluir. A participação é gratuita. Vagas limitadas!

Fonte: CNT

Motorista treinado pode zerar índices de acidentes com veículos pesados

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs números são assustadores e a solução, mais uma vez, reside na educação, conscientização e treinamento. A prática do conhecimento é fator determinante para o sucesso e é com este objetivo que o Velopark desenvolveu um curso de pilotagem para motoristas de veículos pesados seja ele, ônibus ou caminhão. De acordo com dados do Daer e da Polícia Rodoviária Federal, só em 2012 o Rio Grande do Sul registrou 7165 acidentes envolvendo veículos pesados, em rodovias federais e estaduais. Mais de 90% dos casos são em decorrência de falhas humanas. Mesmo representando apenas 2,2% da frota de veículos do estado, são eles os responsáveis pelos acidentes mais graves. De acordo com o presidente do SETCERGS Sergio Neto, entre os principais fatores estão a falta de infraestrutura adequada, a alta incidência de caminhões nas estradas, falta de treinamento e acompanhamento dos motoristas, principalmente dos autônomos.

Apesar dos possíveis investimentos ainda existe muito trabalho a ser feito, principalmente na educação dos motoristas. Atualmente o Rio grande do Sul tem 400.315 mil motoristas habilitados nas carteiras C, D e E. Entretanto o SEST SENAT do Estado não sabe mensurar quantos desses motoristas recebem algum outro tipo de qualificação. Por isso, Neto ressalta a importância do acompanhamento dos motoristas que começam a trabalhar como profissionais, dirigindo veículos pesados.

Para algumas empresas, a preocupação em oferecer treinamentos inovadores é o segredo para qualificar a equipe e garantir a satisfação do cliente. Uma das maiores transportadoras do Estado, a Ouro e Prata, dedica aproximadamente 160 horas para treinamento dos motoristas. O resultado é um índice de satisfação do cliente e da equipe acima de 97%, e o mais importante, índice zero de acidentes com vítimas desde 2004.

“Todo novo motorista precisa de acompanhamento diuturnamente. As empresas efetuam testes e operações acompanhadas, com vistas a se certificar de que estão aptos ao desempenho com segurança. Normalmente, quando o motorista atinge essas categorias ele já possui carteiras AB, dirige e conhece bem as leis de trânsito e as dificuldades que um motorista profissional tem para estar capacitado no dia a dia. O ‘estágio’ tem a finalidade de adaptá-lo a uma nova Categoria de tamanho e pesos diferentes. O que importa é que ele já conhece e sabe dirigir profissionalmente. Precisa agora conhecer novos desafios.”, afirma o presidente do SETCERGS.

A Ouro e Prata que atua no mercado brasileiro há mais de 70 anos conta, no total, com 72 linhas que atendem o Estado dia e noite e uma linha nacional que parte do RS em direção ao Pará. Os profissionais que ingressam na empresa passam por cursos de qualidade no atendimento, direção defensiva, direção econômica e padrões de postura no trabalho, além de estarem mensalmente envolvidos em reciclagem.

Em 2013, a empresa de transportes aderiu ao novo curso de direção segura para motoristas profissionais do Velopark. A proposta é orientar e qualificar a classe sobre a segurança do condutor e passageiro e testar os limites do veículo em uma situação de emergência. O módulo também contempla a evolução dos veículos em tecnologia embarcada e a correta utilização desses recursos.

“Esta é a primeira edição que realizamos e aborda principalmente situações de emergência em frenagem e desvios. O Velopark é a opção mais segura em ambiente sem contar na experiência do Jorge Fleck”, diz Carlos Bernaud, diretor de operações da Ouro e Prata.

O instrutor do curso, Jorge Fleck, é o piloto gaúcho que mais acumula títulos nacionais em diversas categorias e foi bicampeão brasileiro de Fórmula Truck. Mas, a experiência com caminhões veio do histórico familiar no setor de transportes. Fleck é filho de caminhoneiro e por muitos anos foi motorista transportador, o que lhe rendeu o conhecimento necessário para desenvolver a estrutura do curso.

“Os treinamentos eram basicamente teóricos, realizamos uma rodagem em estradas porém, dentro das condições apresentadas, aqui estamos simulando outras situações como as diferenças em pista seca e molhada e desvios de obstáculo em curto espaço de tempo e com diversidade na pista”, acrescenta Bernaud .

Fonte: Divulgação