Transportadores rodoviários planejam aumentar investimentos em 2012

Com base em projeções de expansão da atividade de transporte e no aumento do número de viagens, os empresários do setor rodoviário de cargas e de passageiros pretendem aumentar os investimentos no setor em 2012. Quase 45% planejam adquirir veículos e o mesmo percentual é registrado entre os que devem manter o tamanho de suas frotas, com a possibilidade de substituir ônibus ou caminhões antigos por outros mais novos.

Os dados são da sondagem ‘Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário 2012’, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta segunda-feira (2). Entre janeiro e o início de março, 289 empresas de transporte rodoviário responderam a um formulário eletrônico. O resultado é um retrato das expectativas dos transportadores em relação ao futuro do país e de sua atividade.

De acordo com o presidente da CNT, senador Clésio Andrade, o objetivo da entidade com o trabalho é, mais uma vez, cumprir o relevante papel de elaborar análises, estudos e pesquisas voltados à melhoria das condições da atividade transportadora brasileira.

Mesmo com as ameaças da crise internacional, que pode trazer impacto à economia interna, os transportadores revelam expectativas de crescimento este ano. Quase 58% esperam incremento de receita bruta. Também 58% esperam um aumento no número de viagens realizadas e 54% programam aumento no volume transportado.

A pesquisa indica que o transportador rodoviário não acredita em desaceleração da produção econômica em 2012. Menos de 10% dos empresários acham que haverá recessão econômica e menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em comparação a 2011. Esse comportamento otimista é reflexo da retomada da trajetória de crescimento econômico no 4º trimestre do ano passado.

Mas apesar do otimismo, os transportadores estão preocupados quanto ao custo dos insumos. Se acontecer elevação dos preços, o aumento pode ser repassado ao valor do frete e acarretar inflação no preço dos bens finais consumidos na economia. A maioria dos entrevistados acredita que os preços de pneus, lubrificantes e diesel irão subir: 73,4%; 68,5% e 60,2%, respectivamente.

A taxa de juros, que tem impacto significativo sobre a atividade do transporte, é outro ponto abordado pela sondagem. Cerca de 65% dos empresários acreditam que essa variável tenha impacto elevado sobre o setor. Apenas um terço aposta que a influência da taxa de juros será baixa ou moderada. Esse resultado preocupa porque previsões pessimistas tendem a reduzir potencias investimentos no ramo de transportes.

Sobre a carga tributária, é consenso entre 87,2% dos transportadores que o recolhimento de impostos tem elevado impacto sobre o serviço de transporte no Brasil. Mais da metade – 51,2% – dos entrevistados acredita que haverá aumento da carga tributária em 2012. Apenas 5,9% responderam que deve haver redução nas alíquotas cobradas do setor este ano.

Fonte: CNT

Taxas para compra de caminhões e ônibus foram reduzidas de 10% para 7,7%

O BNDES está cumprindo a sua parte de reduzir o custo de seus financiamentos para máquinas e equipamentos, além de ampliar prazos e aumentar seus níveis máximos de participação; conforme uma das medidas de estímulo ao investimento anunciadas pelo Governo Federal.

Uma outra iniciativa do Banco é melhorar as condições de seu apoio à inovação, procurando estimular a competitividade dos setores produtores de bens manufaturados (por meio do Programa BNDES Revitaliza) e ampliando o acesso aos recursos do BNDES Progeren, que fornece capital de giro.

O Programa BNDES PSI, que financia máquinas e equipamentos, foi prorrogado por mais um ano, até dezembro de 2013, com redução de taxas, aumento de prazos e dos níveis de participação máxima.

Os juros para aquisição de máquinas e equipamentos caíram de 8,7% ao ano para 7,3%, no caso de grandes empresas, e de 6,5% para 5,5%, no caso de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

As taxas para compra de ônibus e caminhões também foram reduzidas, de 10% para 7,7%, e o prazo máximo de amortização foi estendido de 96 meses para 120 meses. O nível máximo de participação do BNDES foi elevado de 80% para 100% (MPMEs) e de 70% para 90% (grandes empresas).

O Programa BNDES Procaminhoneiro, que financia veículos para o caminhoneiro autônomo, teve sua taxa reduzida de 7% para 5,5%. Nas linhas de exportação, o prazo foi ampliado de 24 para 36 meses, com a taxa permanecendo em 9% para grandes empresas e 7% para MPMES.

Outra mudança importante é a criação de um subprograma do PSI cujo objetivo é apoiar a sofisticação tecnológica do setor industrial brasileiro. O BNDES PSI Projetos Transformadores vai financiar com taxa de 5% ao ano e prazo de até 144 meses investimentos que criem capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade de conhecimento e engenharia. O foco é a produção de bens que ainda não são fabricados no País e que possam induzir encadeamentos e ganhos de produtividade e qualidade.

Todas as linhas (Capital Inovador, Inovação Tecnológica e Inovação Produção) foram unificadas, com taxa de 4% ao ano. Os prazos de carência, que antes eram de 24 meses e 36 meses, respectivamente, aumentaram para 48 meses.

O Programa BNDES Proengenharia, destinado ao desenvolvimento da engenharia nacional, teve sua vigência ampliada até o final de 2013, com taxa reduzida de 7% para 6,5% ao ano.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Vendas de veículos crescem 21% em março

Em março, foram emplacados 483.643 veículos – dentre os quais estão automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários, entre outros – o que representou uma alta de 21,02% sobre as 399.655 unidades alcançadas em fevereiro. As vendas também subiram em relação a igual período do ano passado, incremento de 0,08%. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Apesar do desempenho, segundo Flávio Meneghetti, presidente da entidade, deve se ressaltar que, “ao compararmos os resultados da média diária de vendas entre os meses de março 2012 e 2011, notamos que houve queda de 6,05% nas vendas de automóveis e comerciais leves”.

O executivo explica que a alta da inadimplência, que chegou a 5,5% em fevereiro, fez com que as concessões de crédito ficassem mais restritivas pelas instituições financeiras, impactando nos emplacamentos. “Esta restrição no cadastro gera queda nas vendas, por isso, a média diária foi menor de um ano para outro. Essa situação nos preocupa, pois pode afetar a expansão esperada para o ano”, avalia Meneghetti, que acredita que no fim do primeiro semestre a inadimplência deve cair.

As vendas de caminhões foram beneficiadas pelo maior número de dias úteis (o carnaval foi em março no ano passado) e fecharam o mês, com alta de 22,15%, em relação a fevereiro, com 13.309 emplacamentos. No entanto, no comparativo, com o mesmo período de 2011, quando foram licenciados 14.488, houve queda de 8,14%.

Assim como o segmento de caminhões, o de automóveis e comerciais leves apresentou alta sobre fevereiro (20,46% com 284.166 licenciamentos) e queda (1,58%) sobre março do ano passado.

Já o comércio de ônibus ascendeu 14,13%, em março, em relação ao mês anterior, com 3.117 unidades vendidas contra 2.731. Diferentemente de caminhões e automóveis, o segmento apresentou crescimento também sobre igual período do ano passado, alta de 6,53%.

Embora tenha registrado, no mês passado, queda nas vendas diárias em alguns setores, a Fenabrave mantém as perspectivas para 2012, com um crescimento de 5,76%, totalizando 5.890.733 milhões de licenciamento. Desta quantia, automóveis e comerciais leves devem responder por 3.579.699 milhões de unidades, alta de 4,5% sobre 2011; caminhões apresentarão 189.235 emplacamentos e evolução de 9,6%; já os ônibus terão 39.718 mil unidades vendidas e incremento de 14,3%.

Fonte: Webtranspo

Fim do ciclo Euro III

Independente dos estoques armazenados nos concessionários autorizados, cujo volume esta difícil apurar, o fato é que encerrou nesta sexta-feira, dia 30 de março, um importante ciclo da indústria brasileira. Essa é a data legal limite para as montadoras faturarem a entrega dos veículos comerciais da safra Euro III para a rede autorizada. A partir de segunda-feira, dia 02 de abril, as fábricas só poderão entregar para suas lojas autorizadas veículos comerciais pesados com tecnologia Euro V. A importância da data está no fato de que essa mudança eleva o Brasil, ao menos neste particular, ao bloco dos países de primeiro mundo nas questões de controle de emissões geradas por veículos automotores.

Pelo acordo, as montadoras poderiam processar a manufatura dos veículos comerciais pesados Euro III até o dia 31 de dezembro 2011 e entregar a produção para a rede até final de março. A partir de primeiro de janeiro só veículos com tecnologia Euro V poderiam ser produzidos no Brasil. Muitas montadoras, para atender a alta demanda do mercado pelos veículos antigos (e mais baratos) no ano passado, elevaram a produção o que acabou gerando um estoque que tem o dia 30 de março como prazo máximo para ser escoado. Com isso, a indústria acabou batendo seu recorde de produção e venda em 2011 quando as compras antecipadas contribuíram para o histórico volume total de 207.410 unidades, sendo 172.661 caminhões e 34.749 ônibus. No início dessa semana algumas montadoras estavam com os pátios cheios de modelos Euro III.

Com a tecnologia Euro V, o Brasil se posiciona bem e com destaque entre os países que aplicam políticas avançadas para o controle de emissões veiculares. A fase 7 do Proconve exige a redução de 80% nas emissões de Material Particulado e de 60% nas emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx), em relação à legislação atual. Para alcançar essas metas os fabricantes recorreram às mais avançadas tecnologias que vão resultar em melhor qualidade do ar, especialmente nas grandes metrópoles. A diminuição do volume de emissões é alcançada basicamente de duas formas, sendo que a maior parte utilizada a tecnologia SCR – redução catalítica seletiva, com o auxílio do aditivo Arla 32 para pós-tratamento dos gases de escape. A outra é a EGR, mais usado nos comerciais leves, que recorre à recirculação dos gases emitidos pelo escapamento como forma de redução de HC e CO. Nesse, os materiais particulados são reduzidos através da alta pressão de injeção de combustível e não há necessidade de usar aditivos.

Fonte: Transpoonline

Mercado continua “maravilhoso”, diz Ziegler, Presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da Daimler América Latina

Apesar do tombo projetado de 10% a 15% nas vendas de caminhões acima de 6 toneladas este ano, “o Brasil deve consumir algo perto de 145 mil unidades este ano (contra 165 mil em 2011) e será o nosso segundo maior mercado do mundo, o que é maravilhoso”, afirmou Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da Daimler América Latina, que atualmente comanda o maior programa de investimento entre as montadoras de veículos comerciais instaladas no País, no total de R$ 1,5 bilhão no período 2010-2013.

“No início deste ano o cenário se mostrou um pouco mais difícil do que prevíamos, mas estou otimista porque todas as condições para o crescimento continuam aqui”, avalia o executivo, citando a grande demanda por caminhões que deve ser gerada nos próximos anos pelo crescimento econômico do País, especialmente nos segmentos de construção civil, agropecuário e mineração.

Com a entrada em vigor em 1º de janeiro da nova etapa da legislação brasileira de emissões para veículos pesados, o Proconve P7, os caminhões com a nova tecnologia Euro 5 ficaram de 8% a 15% mais caros e as vendas no País recuaram 4% no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período de 2011. Mas com o fim dos estoques de modelos Euro 3, que foram produzidos até dezembro e podem ser faturados até o fim de março, o tombo tornou-se mais pronunciado, com recuo nos emplacamentos de 12% na primeira metade deste mês em relação a idêntico intervalo do ano passado.

Falta de incentivo para o P7

A situação levou muitas montadoras a promover paradas nas linhas de produção, inclusive a Mercedes-Benz, que já programou férias coletivas de 10 dias (7 úteis) a partir do começo de abril. “Percebemos a dificuldade e por isso vamos parar”, justificou Ziegler, mas destacou que espera por novas medidas do governo de incentivo à produção e exportação que deverão reverter a situação. Nesse sentido, o executivo espera que seja aprovado o chamado Finame Verde, financiamento do BNDES com taxas reduzidas para a aquisição de caminhões Euro 5, que seria justificado pelo ganho ambiental da renovação da frota.

“É preciso lembrar que o salto tecnológico e o investimento entre o Euro 3 e 5 é muito grande. Aqui no Brasil a indústria não teve nenhum incentivo para fazer essa transição de forma mais suave, como aconteceu, por exemplo, na Alemanha, onde foram concedidos benefícios para a compra de veículos comerciais menos poluentes”, pondera Ziegler.

Outro ponto destacado por ele é a necessidade de tornar flexível a produção para os momentos de baixa do mercado, por meio de acordos mais maleáveis com os trabalhadores: “Temos limitações na utilização do banco de horas e na contratação de mão de obra temporária. Esse é um ponto substancial para elevar a competitividade do País”, defende.

Segundo Ronald Linsmayer, vice-presidente de operações da Mercedes-Benz do Brasil, a empresa está nesse momento em negociações com o sindicato para a melhor utilização do banco de horas. “Da maneira que está hoje só é flexível quando a produção sobe, não quando baixa”, disse. Em 2011, ele informou que a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) precisou fazer 25 jornadas adicionais ao longo do ano, para dar conta da produção recorde, que se aproximou da capacidade máxima da planta, de 80 mil unidades.

Promoção

Os estoques de caminhões e ônibus Euro 3 já terminaram e a Mercedes-Benz não revela quantos Euro 5 já produziu nem quantos vendeu, mas o departamento comercial estima que apenas mil veículos comerciais P7, de todos os fabricantes, tenham sido vendidos até agora no mercado brasileiro. Com o pátio cheio, a montadora resolveu fazer uma ação mais ousada para atrair clientes: até o fim de abril vai enviar mil novos caminhões para testes diretamente na operação dos clientes (leia aqui), além de oferecer contrato de manutenção grátis por um ano e 1,2 mil litros de Arla 32, o reagente à base de ureia necessário para fazer funcionar o catalisador dos veículos P7 com sistema SCR de redução de emissões de poluentes.

Para Ziegler, a ordem agora é direcionar todos os esforços para vender as vantagens dos novos modelos Euro 5, que são mais caros, mas também mais econômicos. “Temos de informar o custo total de propriedade, não apenas no valor de compra. O novo (pesado) Actros, por exemplo, gasta 9% menos combustível, é uma grande economia”, ressalta.

Apesar do tropeço (já amplamente antecipado) das vendas no início do ano, Ziegler está bastante otimista com o desempenho da Mercedes-Benz. “Nossa meta é ser o número um, amanhã se possível”, enfatiza. “Temos condições para isso. Renovamos nossa linha inteira de veículos e começamos a fazer o Actros aqui (montado em Juiz de Fora), assim temos um caminhão pesado a mais no portfólio para competir”, lembrou, destacando que no primeiro bimestre o modelo foi o extrapesado mais vendido do País, com cerca de 24% das vendas do segmento.

Fonte: Automotive Business

Crise de nervos no mercado de caminhões

Com a comercialização de apenas 540 caminhões P7 no mercado interno até 13 de março, de um total de 30,3 mil unidades emplacadas, os fabricantes de veículos comerciais e seus fornecedores estão à beira de um crise de nervos. O que deu errado afinal na estratégia para a mudança na legislação?

A grande maioria dos veículos vendidos no ano corresponde a motores ainda da classe Euro 3 (P5). Embora os pátios das montadoras estejam praticamente limpos desses produtos (caminhão Euro 3 da fábrica deve ser necessariamente faturado para a rede até 30 de março), a rede ainda tem estoques elevados.

A preocupação maior na virada da legislação, em 1º de janeiro, era não haver combustível limpo (Diesel S50) ou Arla 32, agente redutor necessário para atender as tecnologias de pós-tratamento SCR. Os caminhões ficaram prontos a tempo, mas hoje a atenção volta-se para a pequena frota de caminhões P7 em circulação, que não garante o giro do Diesel S50 nos postos. Esse diesel limpo, com menor conteúdo de enxofre, tem vida curta, por causa do biodiesel, sujeito à ação de bactérias. O resultado é a deterioração do combustível.

Enquanto as vendas de caminhões derrapam, fabricantes e seus fornecedores buscam respostas para a hesitação dos frotistas em ir às compras. Para alguns analistas, o avanço nos preços dos veículos seria um obstáculo. Haveria um custo operacional elevado pelo custo extra do Diesel S50 e Arla 32. Ressabiados, os operadores logísticos estariam à espera de referências para fazer as encomendas.

A queda nas vendas e na produção já levou à programação de férias coletivas nas fábricas. O baixo volume de encomendas de componentes, no entanto, representará uma ameaça ao emprego e, em segunda etapa, na retomada do setor.

Dados da Anfavea apontaram recuo de 28,8% no número de caminhões produzidos em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em janeiro o resultado da produção industrial já tinha sido prejudicado por férias coletivas em quase todo o setor. A paralisação teve o intuito de adequar o parque industrial à exigência prevista na legislação de mudança do motor para o modelo Euro 5, com tecnologia menos poluente. O segmento contribuiu para a queda de 2,1% na produção total do País de janeiro em relação a dezembro e de 3,4% na comparação com janeiro de 2011.

A Anfavea aponta que foram produzidos 11.974 caminhões em fevereiro de 2012, ante 16.806 em fevereiro de 2011. A fabricação de veículos responde por 10% a 11% da taxa da produção industrial; os caminhões têm fatia de 1,5%. Se as novas paralisações nas linhas de montagem ocorrerem de fato, podem contaminar a fabricação de peças, motores e chassis.

Alerta igonorado

Pouca gente deu atenção ao CEO da MAN, Roberto Cortes, quando em outubro do ano passado sugeriu a adoção de um Finame Verde para incentivar a introdução da nova geração de caminhões com powertrain Proconve P7. Os empresários que antecipassem a compra dos veículos com tecnologia equivalente a Euro 5 teriam taxas menores, justificadas pela contribuição ao meio ambiente com menor nível de emissão.

É preciso admitir que não havia muito clima, na época, para o Finame Verde, apesar da sensatez que ele sugeria. O governo, a ANP, a Anfavea, os fornecedores e outros players estavam empenhados em um corrida para fechar o programa P7 e apresentá-lo na Fenatran, assegurando que não haveria um fiasco como o ocorrido na passagem frustrada para Euro 4.

Fonte: Automotive Business

Daimler espera melhora na demanda por caminhões no Brasil

A Daimler Trucks, maior fabricante de veículos comerciais do mundo por receita, vê “enorme” potencial de maior crescimento nos mercados emergentes, que ficará no topo das expectativas da empresa, de alta de dois dígitos nas vendas nos próximos anos.

A montadora previu uma melhora na demanda por caminhões no Brasil e na Europa no segundo semestre e reafirmou meta estratégica de aumentar as vendas de veículos para meio milhão no próximo ano, excluindo suas alianças na China e Rússia. O número deverá subir para 700 mil em 2020.

Luz verde para aumentar a participação na Kamaz
A Daimler está em negociação para aumentar sua participação na Kamaz, fabricante de caminhões da Rússia controlada pelo Estado, mas ainda tem que chegar a um acordo.

O grupo tem o direito de preferência por uma participação de 10% de ações do Banco Troika Dialog, que agora faz parte do estatal Sberbank. O conglomerado estatal russo Technologies também é um potencial vendedor de parte de sua participação 49,9% para a Daimler Trucks.

Fonte: Reuters

Consórcio Iveco cresce 20% em 2011 e projeta alta de 25% para 2012

O Consórcio Iveco vem crescendo 17,5% por ano desde 2009. E após fechar 2011 com um volume de crédito acima de R$ 260 milhões e a venda de 1.513 cotas, o programa de financiamento da Iveco projeta terminar este ano atingindo créditos que ultrapassem os R$ 300 milhões, junto com a estimativa de vendas de 1.800 cotas e crescimento de 25% em seus negócios.

Hoje, a Linha Daily responde por 48% de participação nas cotas vendidas, seguida da linha Stralis (31%) e dos modelos Vertis e Tector (ambos respondem pelos 21% restantes). Em 2011, a entrega mensal de veículos girou entre 80 e 100 unidades por mês, e para 2012 a meta é entregar 110 unidades mensalmente.

“Cada vez mais os clientes querem pagar menos juros, e o consórcio é a melhor alternativa. Por isso, de 2009 para 2010 nossas vendas cresceram 15%, e de 2010 para 2011 o crescimento chegou a 20%”, analisa Adriano Bruni, Gerente de Operações do Consórcio Iveco.

De acordo com o executivo, a expectativa da Iveco é continuar crescendo em ritmo acelerado. “Para acompanhar o crescimento da nossa fábrica, estimamos 25% de aumento nas vendas para 2012 e também para 2013. E nosso planejamento é continuar lançando planos atrativos e diferenciados, que vão atrair cada vez mais os transportadores brasileiros, como já fizemos nos últimos anos”, acrescenta Bruni.

Segundo Adriano, hoje 40% dos consorciados são clientes autônomos e 60% são frotistas, sendo que a maioria destes últimos é de médio e grande porte: “Isto mostra a profissionalização do setor”, observa.

Para se destacar da concorrência, o Consórcio Iveco utiliza taxas reduzidas: “Só cobramos a taxa de administração (13% para linha de médios e pesados e 14% para linha leve) e fundo de reserva (0,5% – obrigatório por lei), o que reduz muito o custo dos nossos planos e facilita a compra. Nossos grupos são de 100 meses e 500 participantes. E oferecemos planos lineares e reduzidos, em que o cliente escolhe como quer pagar seu plano”, explica o Gerente de Operações.

Além das taxas reduzidas, o Consórcio Iveco aposta em planos especiais, como o da linha de pesados batizado de “Você no Maior do Mundo”. “O cliente que comprar uma cota do Iveco Stralis até o dia 31/07/12 ganha automaticamente 01 Cruzeiro de 08 dias pelo Caribe, a bordo do Allure of the Seas, o maior Navio do Mundo. Tudo isso sem sorteio e com acompanhante. O pacote ainda inclui 02 dias em Miami para um roteiro de compras, além das passagens aéreas SP ou RJ/Miami/SP ou RJ. Já temos mais de 1.000 clientes confirmados”, conta Adriano Bruni.

Fonte: Portal SEGS

Scania entrega 34 caminhões Euro 5 para Expresso Nepomuceno

Por meio da concessionária Itaipu, localizada em Contagem, MG, a Scania entregou um lote de 34 caminhões modelo G 440 6×4 equipados com motores Euro 5 para a Expresso Nepomuceno, empresa de logística e transporte de carga com sede em Minas Gerais. Os veículos serão utilizados em uma usina de cana-de-açúcar em Costa Rica, MS, um dos nove estados em que a empresa atua.

Os motores Euro 5, que atendem a nova legislação em vigor Proconve 7, entregam 440 cv de potência e contam com caixa de câmbio de 14 velocidades e sistema Retarder, que oferece cinco estágios de frenagem que permitem melhor controle do caminhão. A manutenção dos veículos será feita pela revenda P.B. Lopes, da capital mato-grossense Campo Grande, que manterá um profissional mecânico nas instalações da Nepomuceno em Costa Rica.

“Como os veículos serão usados em off-road, em que o desgaste é maior, preparamos nossa equipe de pós-venda para dar todo o suporte e atender a essa necessidade do cliente”, informa Thiago Santana, gerente de negócios da Scania na região.

Fonte: Automotive Business