Estoque de Euro 3 deve terminar em maio

De acordo com estimativa da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o estoque de caminhões que atendem à legislação de emissões Euro 3 deve acabar até o fim de maio.

Segundo Alarico Assumpção, diretor executivo da entidade, a rede de distribuição ainda tem 12 mil veículos armazenados, entre pesados, furgões e vans. “Em 20 ou 30 dias a situação será normalizada”, afirma Assumpção.

Com o fim do estoque de Euro 3, as vendas de caminhões com tecnologia Euro 5, ou Proconve P7, deverão crescer. A Fenabrave estima que as montadoras iniciaram o ano com 45 mil veículos Euro 3 em estoque, sendo que essas unidades só podiam ser vendidas por elas até 30 de março. Porém, com a demanda mais fraca do que a esperada, as empresas tiveram que enviar o volume excedente para a rede de concessionárias.

Calcula-se que aproximadamente 25% dos caminhões vendidos no mercado nacional entre janeiro e abril tinham tecnologia Euro 5. “É difícil ter certeza. Nos baseamos no número de emplacamentos, que não mostra diferenciação entre os modelos”, diz Assumpção.

Ao contrário de diversas fabricantes do segmento, que projetam retração do mercado em 2012, por conta do aumento dos preços dos veículos e da redução do ritmo de expansão da economia, a Fenabrave espera crescimento no ano. Em um relatório divulgado na semana passada, a entidade prevê que as vendas de caminhões crescerão 2,6%, com 177,1 mil unidades comercializadas.

Fonte: Webtranspo

Receio de falta de novo diesel derruba a venda de caminhões

A entrada em vigor do novo diesel S50 (Euro V) derrubou as estimativas de vendas de caminhões para 2012. Para duas das maiores marcas brasileiras (MAN e Mercedes-Benz), a queda será de 15% a 18% em relação ao ano passado, quando foram comercializadas 172.660 unidades.

Segundo os presidentes das empresas, o reajuste nos preços dos caminhões e o receio de não encontrar o novo combustível nos postos afastaram os compradores.

O diesel S50 é menos poluente por lançar menos enxofre na atmosfera. Desde 1º de janeiro, os fabricantes de caminhões só produzem os veículos com a nova tecnologia. Porém, ainda podem ser encontrados caminhões com diesel S5000 em revendedoras do país.

“O frotista não vai comprar um caminhão novo sabendo que lá no Amazonas o S50 ainda não está disponível. Então ele adia a compra”, disse o presidente da MAN América Latina, Roberto Cortes.

Dados da Fenabrave (distribuidores de veículos) apontam queda de 9,19%, para 48.063 unidades, nas vendas de caminhões no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período de 2011.

Fonte: Folha de S.Paulo

Primeiros quatro meses de 2012 anunciam mercado brasileiro de caminhões em baixa

Na contramão do mês de março, abril foi um mês desfavorável para o mercado dos “brutos”. Com 20 dias úteis em março, contra 19 do mês anterior, o setor apresentou retração de 18,58% na comparação com o mês anterior (foram emplacados 13.316 unidades contra 10.842). A diferença é ainda maior se comparados os mesmos meses, sendo que em abril de 2011 foram comercializadas 13.514 unidades, uma queda de 19,77%.

No acumulado de janeiro a abril de 2012, o segmento registrou 48.063 unidades emplacadas, o que também representa redução, pois o primeiro quadrimestre do ano anterior marcou 52.925 caminhões comercializados, o que resulta em queda de 9,19% no mesmo período.

As marcas que mais se destacaram no setor entre janeiro a abril foram Volkswagen/MAN com 14.970 produtos manufaturados; Mercedes-Benz com 12.499; Ford com 7.975; Volvo com 4.687; Iveco com 3.938 e Scania com 3085 unidades computadas.

Consequentemente, as montadoras que mais venderam caminhões no quarto mês do ano foram Volkswagen/MAN com 3.736; Mercedes-Benz com 2.661; Ford com 1.697; Volvo com 985; Iveco com 828 e Scania com 718 unidades comercializadas.

A maior fatia na participação de mercado ficou por conta da fabricante Volkswagen/MAN com 34,46%, seguida da Mercedes-Benz com 24,54%; Ford com 15,65%; Volvo com 9,09%; Iveco com 7,64% e Scania com 6,62% de market share.

Nos primeiros quatro meses do ano, as mesmas companhias se mantiveram no ranking no que tange à participação de mercado. Sendo Volkswagen/MAN com 31,15%; Mercedes-Benz com 26,01%; Ford com 16,59%; Volvo com 9,75%; Iveco com 8,19% e Scania com 6,42%.

O modelo de caminhão mais vendido em abril na linha de Semileves foi o F 350 da Ford, com 146 unidades; na linha Leve o modelo 8.150 da Volkswagen/MAN com 644 unidades; na linha de Médio o 13.180 também da mesma marca, com 359 unidades; na linha Semipesado o modelo 24250 também da Volkswagen/MAN com 862 unidades; e na linha dos Pesados, o FH440 da Volvo, com 118 unidades contabilizadas.

O segmento de ônibus apresentou retração de 30,06% no mês de abril. Foram emplacadas 2.180 unidades, contra 3.117 em março. Na comparação com o mesmo período de 2011 (2.776 unidades), o segmento também registrou queda de 21,47%.

Os setores de caminhões e ônibus, juntos, apresentaram queda de 20,76%, no comparativo entre março e abril, e retração de 20,06% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Scania tem lucro maior que previsto no 1º trimestre

A Scania apresentou nesta terça-feira um cenário mais otimista do que o esperado para a demanda no impactado mercado europeu, com estabilidade na queda de encomendas e recuo menor que o esperado no lucro.

A crise de dívida na zona do euro e mudanças de motores no Brasil interromperam um salto na demanda no altamente cíclico mercado de caminhões, levando a Scania a adotar menor ritmo de produção, dispensar funcionários temporários e travar investimentos.

Embora as encomendas de caminhões e ônibus da companhia tenham caído 19% no primeiro trimestre sobre um ano antes, o desempenho ficou em linha com a estimativa de analistas e foi melhor que a queda de 27% sofrida nos três últimos meses de 2011.

As encomendas na Europa, maior mercado da Scania, recuaram apenas 6% na relação anual por queda na atividade na Espanha, Itália e Holanda, enquanto as operações melhoraram na Rússia e Ucrânia.

O lucro operacional da empresa caiu para 2,32 bilhões de coroas suecas (342 milhões de dólares) no primeiro trimestre, ante 3,34 bilhões de coroas suecas no mesmo período do ano passado, mas ficou acima da previsão de 2,13 bilhões de coroas suecas, segundo pesquisa da Reuters.

Fabricantes de caminhões também têm enfrentado queda nas vendas no Brasil, um dos principais mercados da Scania, onde novas regras de emissão de poluentes devem conter a demanda no primeiro semestre, após retomada desde a crise financeira em 2008.

As encomendas na América Latina despencaram 39% entre janeiro e março, segundo a companhia.

Fonte: Veja

Mudanças no PSI beneficiam mercado de implementos

As medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda atendem reivindicações da ANFIR e dos demais segmentos produtivos da sociedade e deverão produzir efeitos positivos após sua efetiva implementação. “Esperamos que as novas medidas consigam reverter a queda nas vendas de implementos rodoviários”, afirmou Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR.

De janeiro a março de 2012 a indústria produtora de implementos rodoviários entregou 41.835 unidades, um resultado 1,9% inferior ao total do primeiro trimestre de 2011 quando o volume foi de 42.645. A maior queda foi registrada no segmento Pesado (Reboques e semirreboques) com resultado negativo de 8,84%. O setor Leve (Carroceria sobre chassis) manteve as vendas com resultado positivo: 1,24%.

Até a apresentação das novas medidas de incentivo a produção industrial, a fatia financiável pelo PSI era de 70% – mudança ocorrida em abril de 2011 quando até aquela ocasião o mercado podia financia 100% do bem. Nesse período, o ritmo de crescimento da indústria foi perdendo força e iniciou 2012 com resultados negativos no primeiro bimestre e no primeiro trimestre.

Pelas medidas apresentadas, o financiamento para a compra de implementos rodoviários no PSI teve suas taxas de juros alteradas. Para os compradores classificados como grandes empresas a taxa passa a ser de 7,3% ao ano (antes era 8,7%) e para a micro, pequenas e médias empresas o patamar será de 5,5% ao ano (antes era 6,5%). A parte máxima financiável pelo PSI ficou em 90% (grandes empresas) e 100% (MPME) sem alteração do prazo máximo: 120 meses.

Procaminhoneiro

O programa Procaminhoneiro do BNDES também deve beneficiar o segmento produtor de implementos rodoviários. Em circular do BNDES ficou estabelecido que a taxa de juros fixa será reduzida dos atuais 7% ao ano para 5,5%. Além disso, o aumento do nível de participação do BNDES nos financiamentos concedidos no âmbito do Produto BNDES Finame passará de até 90% para até 100% (cem por cento). Essas normas devem entrar em vigor no dia 30 de abril, considerando a publicação até essa data no Diário Oficial da União.

O benefício será estendido as pessoas físicas residentes no Brasil e que trabalham com transporte rodoviário de carga, assim como os empresários individuais e as microempresas também estão contemplados na circular do BNDES.

A medida do BNDES também concede as mesmas condições de financiamento aos implementos rodoviários usados, registrados nos órgãos de trânsito competentes e que tenham até 15 anos de idade. A ANFIR compreende que é importante incentivar igualmente o mercado de produtos seminovos e usados mas alerta para a qualidade de conservação desses produtos. “O setor é responsável pelo transporte de 60% da carga brasileira e isso exige muita atenção com a segurança”, diz Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.

A entidade tem, desde sua fundação, trabalhado junto aos órgãos públicos para aumentar cada vez mais a segurança nas estradas. A Comissão Técnica ANFIR (CTA), integrada por representantes das empresas associadas, estuda soluções para a melhoria do transporte de carga e as encaminha ao Comitê Brasileiro de Implementos Rodoviários (ABNT/CB-39), da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Algumas medidas aprovadas e que contaram com a participação decisiva da ANFIR foram a inclusão da proteção lateral em reboques e semirreboques e a obrigatoriedade de uso de freios ABS em implementos rodoviários, entre outras.

Fonte: Frota Online

Caminhões: novo Finame salva o ano

Com a entrada em vigor, em janeiro deste ano, da nova etapa do programa de controle de emissões de poluentes de veículos diesel, o Proconve P7, as vendas de caminhões já recuaram quase 5% no primeiro trimestre e a média das apostas, até agora, aponta para um mercado entre 145 mil e 150 mil unidades em 2012 inteiro. Contudo, já existem analistas refazendo essas contas – e para cima.

Para a consultoria autoAnálise, dos economistas Francisco Trivellato e Francisco Mendes, o aumento de prazo e redução das taxas de juros da linha Finame/BNDES abriram uma “janela de oportunidade” para o segmento, que em vez de cair poderá crescer em torno de 3%, para 175 mil caminhões vendidos, ou até mesmo mais de 11%, para 190 mil, caso os fabricantes segurem os aumentos de preços dos modelos Euro 5, que segundo as montadoras variam de 5% a 15% em relação aos correlatos Euro 3.

No início de abril, como parte do pacote anunciado pelo governo de medidas de incentivo à indústria automotiva no País, o BNDES baixou de 10% para 7,7% ao ano a taxa do Finame para compra de caminhões, além de aumentar de 96 para até 120 meses o prazo máximo de financiamento, elevando também o porcentual financiável de 70% para 80% do valor do bem; e de 80% para 100% no caso de micro, pequenas e médias empresas. Na linha Procaminhoneiro, para autônomos, o juro anual foi reduzido ainda mais, de 7% para 5,5%. Para a autoAnálise, essa flexibilização do crédito para o setor muda completamente o cenário para 2012.

Como o Finame financia quase 90% das vendas de caminhões no País, os cálculos a consultoria apontam para uma rápida expansão da demanda por caminhões já a partir deste mês. “Ao aplicar os novos parâmetros de crédito do Finame no modelo de estimativa de mercado desenvolvido pela equipe autoAnálise, o potencial de aumento de vendas no período entre abril e dezembro de 2012 é de 23% sobre o mesmo período de 2011”, diz o estudo.

Como esse mercado costuma responder fortemente a notícias positivas, os economistas da autoAnálise estimam que ainda haveria tempo este ano para a demanda por caminhões superar 190 mil unidades. Mas eles ponderam que a medida desse crescimento será dada por dois fatores. O primeiro é a disponibilidade e rapidez na liberação dos empréstimos pelo BNDES e bancos repassadores do Finame. Neste ponto, a aposta é que “há motivos para acreditar na disposição em emprestar, pois o cliente quer o novo produto”. O segundo fator moderador é o preço do caminhão. As montadoras deverão escolher entre cobrar mais e vender menos ou diluir o lucro por unidade com volumes maiores.

A análise da consultoria conclui que se os preços se mantiverem iguais ou com variações marginais o potencial máximo de 190 mil unidades pode ser atingido. Caso os preços sejam plenamente corrigidos, ainda assim o volume de negócios deve fechar 2012 próximo a 175 mil caminhões vendidos, número acima dos 168,8 mil de 2011.

Fonte: Automotive Business

Argentina anuncia linha de crédito para renovar frota de caminhões

A presidente da Argentina, Cristina Kichner, anunciou nesta quarta-feira (11/04) uma linha de crédito do Banco da Nação, cujo objetivo é a renovação da frota de caminhões do país. Na ocasião, a líder do país vizinho admitiu que “não teve êxito” um plano anterior dirigido aos transportadores. A modificação, segundo ela, é que será dado um financiamento a taxas de 5 a 9,5%. De acordo com ela, serão contempladas as vendas de 10 mil caminhões por ano, novos e usados.

Os créditos serão destinados para a aquisição de veículos novos exclusivamente de produção nacional, além de unidades usadas, de três a dez anos, de qualquer origem de fabricação. Segundo Cristina, os transportadores terão até cinco anos para quitar os veículos zero quilômetros e até três anos para veículos usados. Além disso, a instituição financeira financiará até 70% do valor da unidade.

De acordo com a presidente, este plano é um “redirecionamento de subsídios” porque os pequenos e médios não se beneficiaram – como se esperava – do antigo plano governamental. Este ano, segundo ele, valerá 8.500 pesos (moeda argentina) para financiar as vendas.

Fonte: O Carreteiro

Caminhões: retomada nas vendas ocorrerá no 2º semestre

O segmento de pesados passa por momento complicado no mercado nacional. A falta de políticas e ações de incentivo por parte do governo para a compra de caminhões menos poluentes e o grande volume produzido de modelos Euro 3 no fim do ano passado, hoje encalhados nas concessionárias por conta da pequena antecipação de compras, já começam a tirar o sono dos fabricantes instalados por aqui.

Durante o painel Cenários para Veículos Comerciais, executivos do setor até tentaram minimizar as dificuldades, atribuindo a retração do primeiro trimestre à desinformação por parte dos frotistas quanto aos benefícios da motorização Euro 5, ao fraco desempenho econômico do País e ao achatamento dos fretes. “A partir de junho, com a efetivação da redução da taxa do Finame, deveremos ter uma retomada e o mercado deverá fechar com baixa de apenas 12% ante o excelente 2011”, projeta o diretor de vendas e marketing da Iveco, Alcides Cavalcanti.

Na visão do diretor de vendas, marketing e pós-vendas da Man Latin America, Ricardo Alouche, o momento não é de crise, mas de transição. “Nosso programa de produção está normal e será mantido. Os cortes que deveriam ser feitos foram realizados no ano passado e não temos planos de parar a produção”, afirma. O executivo acredita que com o fim dos estoques, hoje beirando 30 dias de venda, o consumidor voltará a comprar. Em alguns fabricantes, vale ressaltar, os estoques chegam aos 60 dias.

Para o assistente técnico da NTC, Antônio Lauro Valdivia Neto, a elevação do custo operacional em torno de 6% com modelos Euro 5, as variações de preços do Arla 32 e a desinformação dos médios e pequenos frotistas são os principais motivos da baixa. “O alto preço cobrado pelo Arla 32 em alguns locais assusta os transportadores”, afirma. Por outro lado, o diesel S50 vem sendo vendido dentro dos padrões, apenas R$ 0,05 mais caro do que o diesel tradicional. De acordo com o Valdivia Neto, incentivos fiscais para a aquisição do combustível deverão aumentar a distribuição do S50, já que os donos de postos se sentirão mais confiantes para a compra do produto que, até então, tem baixíssima saída pelo baixo volume de modelos Euro 5 na praça.

Enquanto a situação para os pesados se mantém complicada, para os leves o panorama é mais tranquilo. “O mercado de caminhões leves cresce de forma sustentável por conta das restrições de circulação impostas para os modelos pesados. Acredito que neste segmento a transição será suave e não deverá ser percebida”, aposta Cavalcanti, uma vez que os modelos da marca para tal segmento são dotados da tecnologia EGR.

Fonte: Automotive Business