Falta de motorista qualificado obriga empresas de Rio Preto-SP a vender frota

transporteA falta de motoristas qualificados para dirigir caminhões obrigou algumas empresas da região noroeste paulista a vender os veículos para diminuir prejuízos. O pátio de uma empresa de São José do Rio Preto (SP) está cheio de caminhões que deveriam estar rodando nas estradas. O problema é que a transportadora, uma das maiores da cidade, não encontra motoristas para contratar.

Um caminhão parado representa em média para uma transportadora como essa um prejuízo de R$ 50 mil por mês. Depois de seis meses sem preencher as 50 vagas abertas, a solução foi colocar os 50 veículos à venda. “Não tem outra saída, porque você não tem o motorista, você tem o caminhão, mas você tem as despesas dele, financiamento, seguro, parte administrativa correndo todo mês,. Aí você tem que desembolsar, melhor coisa é vender a frota”, afirma o gerente de transporte José Luís Apoloni.

Em outra transportadora, 20 caminhões estão parados no pátio, o que representa 15% da frota, um prejuízo alto no fim do mês. “Hoje o mercado está propício para fazer investimentos devido as taxas atraentes do financiamento do BNDES, mas a empresa pensa duas vezes antes de fazer o investimento porque ela vai comprar, investir, aumentar a sua frota, mas a mão de obra qualificada para estar pegando esses caminhões e saindo para viagem não tem”, diz o gerente geral José Ricardo Magnani.

Um problema que ocorre em todo país. Uma pesquisa da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística revela que 56% das empresas brasileiras têm hoje veículos parados nos pátios por falta de profissionais.

De acordo com a associação, o Brasil tem hoje 100 mil vagas para motoristas em aberto. A situação que se arrasta há algum tempo piorou este ano com a super safra de grãos e com o início da colheita da cana de açúcar. “Hoje os motoristas têm pouca motivação de estar com essa profissão, devido a própria infraestrutura das rodovias, risco de acidentes que o motorista acaba sofrendo nas estradas, assaltos”, afirma o vice-presidente da Setcarp José Salgueiro.

Uma empresa de bebidas de Potirendaba (SP) investiu em novas máquinas e em tecnologia para crescer, mas teve que pisar no freio por causa da falta de motoristas. Os caminhões parados atrapalham a distribuição das três milhões de caixas de refrigerantes e sucos produzidas por dia. Um prejuízo de R$ 1 milhão. “Estamos com uma estrutura para distribuição, planejamos aumentar a nossa distribuição e estamos tendo dificuldades na contratação dessa mão de obra qualificada, que está em falta”, afirma o empresário José Luiz Franzoti.

A solução foi treinar os ajudantes para virarem motoristas. Além disso, a empresa arca com todos os custos da nova carteira de habilitação. “É um programa onde a gente busca os talentos que a gente já tem dentro da empresa, dentro do setor de distribuição a gente paga os ajudantes de motoristas”, diz o encarregado de RH Flávio Bertolin. O motorista interessado em se qualificar pode procurar o Sest/Senat mais perto de casa.

Fonte: G1

Produção de caminhões e safra garantem lucro da Randon

carreta randonO crescimento da demanda por transporte provocado pela “supersafra” agrícola deste ano e a produção de caminhões em níveis acima do esperado foram os responsáveis pela alta do desempenho da Randon no segundo trimestre. Segundo o diretor de Relações com Investidores, Geraldo Santa Catharina, o ganho de escala proporcionado pelo aumento dos volumes de produção e o impacto favorável da desvalorização do real sobre as exportações permitiram ao grupo recolocar as margens em linha com os “patamares históricos” para o período.

Conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (8), o grupo fechou o trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 68,9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 4,7 milhões apurado em igual período do ano passado. O lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) passou de R$ 65,9 milhões para R$ 151 milhões, o que proporcionou uma alta de 7,5% para 14,3% na margem Ebitda. A receita consolidada líquida avançou 19,8%, para R$ 1,059 bilhão.

A margem bruta consolidada do grupo chegou a 25,1%, ante 20,5% no segundo trimestre de 2012, quando os efeitos da seca sobre a agricultura e a transição dos veículos a diesel para o padrão de motorização “Euro 5″ comprometeram o desempenho dos segmentos de reboques e semirreboques rodoviários e de autopeças. “Acima desse nível é acidente de percurso e abaixo dele é sinal de alguma crise”, disse o executivo.

No segmento de autopeças, a margem bruta cresceu de 25,5% no segundo trimestre de 2012 para 27% neste ano, enquanto no de implementos rodoviários a alta foi de 13% para 20%. No ano passado, com a demanda fraca, houve queda de produção e preços das linhas de reboques e semirreboques porque a Randon foi obrigada a acompanhar as promoções feitas pelos concorrentes. Na linha de autopeças também ocorreu retração de volumes, mas o impacto sobre os preços não foi acentuado devido às características dos contratos com as montadoras, explicou Santa Catharina.

Agora, com o mercado andando num ritmo “mais positivo do que se esperava”, a Randon está operando com 90% de utilização média da capacidade instalada nas linhas de implementos rodoviários, contra 65% a 70% no mesmo período de 2012, disse o executivo. Segundo ele, o grupo confirma as projeções para o acumulado de 2013, que incluem receita bruta total de R$ 6 bilhões, receita líquida consolidada de R$ 4,1 bilhões, investimentos de R$ 130 milhões, exportações de US$ 300 milhões e receitas no exterior de US$ 92 milhões.

O diretor disse ainda que espera, para as “próximas semanas”, o ingresso dos R$ 200 milhões em debêntures emitidos numa operação estruturada pelo Bradesco. A emissão foi anunciada no fim de julho e servirá para alongar o perfil da dívida da companhia, explicou Santa Catharina. Os títulos terão vencimento em agosto de 2020, não serão conversíveis em ações e pagarão remuneração equivalente a 100% da taxa DI mais 1,15% ao ano.

No fim de junho o endividamento financeiro líquido consolidado da companhia somava R$ 790,3 milhões, o equivalente a 1,88 vez o Ebitda acumulado em 12 meses, ante a relação de 1,94 vez no fim do primeiro semestre de 2012. Considerando apenas o segmento industrial (excetuando o Banco Randon e a operação de consórcio), a relação dívida líquida/Ebitda recuou de 1,74 para 1,46, o equivalente a R$ 629,3 milhões no fim do segundo trimestre deste ano e “totalmente adequada às expectativas e ao planejamento” do grupo, conforme o diretor.

Fonte: Valor Econômico

Safra recorde puxará vendas de caminhões

transporte de caminhoes novosA transformação da economia agrícola internacional e seus impactos na indústria de caminhões foram os temas que nortearam Alexandre Mendonça de Barros, sócio-consultor MB Agro, e Tereza Maria Fernandez Dias, diretora da MB Associados, no painel “O futuro da distribuição em caminhões”, apresentado na quinta-feira, 7, durante o 23° Congresso Fenabrave. “Houve uma inversão da condição que tivemos nos últimos cem anos, de predomínio da oferta de commodities agrícolas, para um cenário totalmente diverso, em que a demanda passou a ser o driver do mercado”, explica Barros. “A necessidade por alimento é hoje maior do que a capacidade produtiva.”

Um dos fatores determinantes para este drástico aumento de demanda é a migração das populações, que antes viviam da agricultura de subsistência, para os aglomerados urbanos. E, com isso, passaram a depender da produção de outrem. Países como China e Índia são exemplos desse êxodo que, com verdadeiras populações mudando para os grandes centros, transformaram a economia agrícola de como fora no último século. Por outro lado, alimentando a fome dessa população que cresce vertiginosamente, está o Brasil, comemorando um recorde após o outro na colheita de grãos. A perspectiva para o período 2013/2014 é de 200 milhões de toneladas, contra 185 milhões da safra 2012/2013.

E boa parte do caos logístico instalado no Brasil está, justamente, nesses números. “A logística é tão complexa e complicada que derruba o preço no produtor. Ele é obrigado a baixar para vender, para ter competitividade no mercado internacional”, ressente Barros, sobretudo quanto ao uso do caminhão como silos “que não existem em quantidade suficiente”.

Ganham com isso os empresários do setor de transportes, em especial de vendas de caminhões e implementos rodoviários, que sentem no bolso a rentabilidade de sucessivas boas safras. A agricultura, de acordo com a diretora da MB, Tereza Maria Fernandez Dias, vai aquecer pelos próximos anos a indústria, aliada a outros setores que também terão impacto nas vendas, principalmente de veículos semipesados e pesados, como transporte e logística, construção civil, em função do enorme déficit habitacional ainda vigente no País, e produção sucroalcooleira. “Nossa expectativa é de crescimento na faixa dos 2,5% ao ano nos próximos dez anos do PIB brasileiro. Com esse cenário se concretizando, apostaria em algo entre 60% e 70% de incremento nos números absolutos de vendas de caminhões e implementos até 2023.”

E mesmo que a queda vertiginosa de exportações no segmento de mineração, muito por conta da “mudança do modelo de desenvolvimento da China, agora mais focado em investimento interno e consumo doméstico”, Tereza mantém as projeções positivas: “Obras de infraestrutura para rodovias, portos, aeroportos e ferrovias também devem ser grande filão de negócios. A estrutura logística do Brasil como está não pode mais ficar, precisa melhorar. Nos próximos cinco anos acredito que haverá muita movimentação nesse sentido, o que vai pedir caminhões.”

Fonte: Portal Automotive Business

Auto Sueco São Paulo fecha venda de caminhões FH e VM para Quimitrans

vm_(640x480)A Quimitrans é uma empresa especializada em transporte de produtos químicos a granel com 20 anos no mercado e mantém sua parceria com a Volvo, concluindo a compra, intermediada pela concessionária Auto Sueco São Paulo, de 25 caminhões, sendo 20 unidades do modelo FH 460 6×2, com I-shift, e 5modelo VM 270. A nova frota será utilizada em todo o território nacional, atendendo a uma vasta gama de setores da indústria, como químico; petroquímico; farmacêutico; higiene e limpeza; alimentício; e tintas e vernizes.

O desempenho e a segurança da nova frota serão garantidos por Planos de Manutenção Ouro. “Fizemos contratos de cinco anos para a manutenção preventiva e corretiva de 100% destes novos caminhões da Quimitrans, o que reforça a preocupação com a preservação dos equipamentos e a qualidade do serviço oferecido”, afirma Luís Gambim, gerente comercial da Auto Sueco São Paulo.

O Programa de manutenção Ouro da Volvo é o mais abrangente da montadora, com base no Serviço Planejado, elaborado de acordo comas especificidades de cada caminhão e as condições da operação. O plano prevê toda a manutenção preventiva e corretiva, não só da linha motriz, mas reparos nos sistemas de freios, suspensão e cabine, com a garantia de aplicação de 100% de peças genuínas. “Oferecemos um serviço diferenciado e personalizado, que atende as necessidades de cada cliente, que acaba se tornando um parceiro de negócios. Com o cronograma de manutenções que elaboramos para cada frota, as empresas ficam menos tempo com os caminhões parados”, reforça Mário Oliveira, diretor-superintendente da Auto Sueco São Paulo.

A concessionária da Volvo disponibiliza ainda o Programa de Treinamento de Motoristas, com o objetivo de assegurar que os veículos sejam conduzidos de maneira econômica, maximizando o desempenho dos equipamentos.

“As condições oferecidas pelos planos de manutenção foram determinantes para fecharmos o negócio. Com as revisões em dia, teremos caminhões que vão nos possibilitar ganhos de produtividade, diminuindo o custo operacional. Como transportamos carga perigosa, o plano de manutenção nos dá maior segurança quanto ao Pronto Atendimento em um eventual problema em viagem”, afirma Oswaldo Nardi, diretor da Quimitrans.

Com motor de 13 litros e o freio motor mais potentes do mercado, a linha Volvo FH é a melhor opção em produtividade e disponibilidade para longas distâncias. Seu trem de força – que conta com motor D13A, I-Shift (caixa automática+ABS)e eixos traseiros com relações de diferenciais longas – fornece um grande fluxo de potência.

Já o Volvo VM é um caminhão apropriado para diversas operações de distribuição urbana e regional, aplicações rodoviárias de curtas e médias distâncias, e operações de construção.

“Nós sabemos da qualidade do equipamento que estamos adquirindo. Mais de setenta por cento da nossa frota, que chega a 96 caminhões, são da Volvo”, finaliza o diretor da Quimitrans, Oswaldo Nardi.

Fonte: Divulgação

Volvo lança Call Center para venda de seminovos

volvo vm - volvo vikingPara atender a alta demanda por caminhões seminovos da marca, a Volvo está lançando um Call Center dedicado exclusivamente aos interessados em comprar um dos veículos anunciados no site Viking Seminovo Volvo.

“Com uma estrutura de Call Center estamos ampliando o nosso horário de atendimento para oferecer mais agilidade e qualidade aos interessados em adquirir um seminovo da Volvo”, explica João Domingos Milano, coordenador de Seminovos da Volvo.

O contato é o 0800 643 4443 com atendimento de segunda à sexta das 9h às 21h e aos sábados da 8h às 13h. O serviço funciona integrado ao site de vendas de caminhões seminovos da Volvo, que reúne todo o estoque disponível no país. O interessando pesquisa os modelos no site e entra em contato com a empresa via 0800. “Hoje, a maioria dos contatos para a compra de um caminhão seminovo é feita via telefone”, diz Cesar Costa, regional de vendas de seminovos.

Desde que foi colocado no ar, em outubro do ano passado, o site de vendas de caminhões seminovos da marca (www.seminovosvolvo.com.br) tem, em média, 16 mil acessos e recebe mais de 600 propostas de compra por mês. “O volume de negócios gerado pelo site superou as nossas expectativas e já representa 10% das vendas de seminovos”, destaca Milano.

No site, o interessado em comprar um dos veículos anunciados encontra informações como preço, modelo e ano do caminhão, quilometragem rodada, detalhes e fotos, além de informações sobre financiamentos e as facilidades oferecidas pelo Banco Volvo para a aquisição dos caminhões da marca.

Para facilitar o acesso, o site com as ofertas de seminovos Volvo é multiplataforma e pode ser acessado também em celulares e tablets.

Programa Viking

Todos os caminhões seminovos vendidos pela empresa têm garantia de procedência e qualidade de fábrica. Por meio do Programa Seminovos Viking, a montadora faz uma análise detalhada dos veículos e de seus documentos para garantir aos clientes tranquilidade e segurança na compra.

Antes de um caminhão ser disponibilizado para a venda, os seus principais componentes e mecânica passam por um processo de avaliação para garantir a qualidade do produto.

Fonte: Volvo

Mercado de caminhões sofre retração de 3,6% na primeira quinzena de julho

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O mercado de caminhões apresentou leve queda de 3,6% na primeira quinzena de julho em relação ao mesmo período de junho (6.990 unidades contra 7.251). No entanto, 2013 ainda se apresenta como um ano mais favorável para as fabricantes. Na comparação dos primeiros quinze dias de julho deste ano com a primeira quinzena de julho do ano passado, o crescimento é de 28,71% (foram 5.431 veículos emplacados no mesmo período do ano passado). Com isso, o desempenho do acumulado de vendas segue aumentando. Em 2013 foram vendidos até o momento 81.354, número 8,5% melhor que os 74.978 comercializados em 2012.

Na participação de mercado (market share) do período, a MAN Latin America (Volkswagen Caminhões) segue líder, com 26,09% das vendas, somando os modelos Volkswagen e MAN faturados. Na sequência segue a Mercedes-Benz, com 24,91%. A terceira posição agora é da Volvo, que com 15,35% deixou para trás Scania (12,66%), Ford (12,53%) e Iveco (7,07%). Outras marcas respondem por 1,39% do market share.

Nos segmentos, o Volkswagen Delivery 5.150 foi o semi-leve mais vendido, com 86 unidades emplacadas. Em segundo está a Sprinter 515, com 68 faturamentos, e o Iveco Daily 55c17, com 44. Nos leves, o Volkswagen Delivery 8.160 (321) e foi o mais vendido, com 592 unidades. Acccelo 815 (308) e Ford Cargo 816 (303) completam o pódio da categoria.

Nos médios, os três primeiros foram o Volkswagen 13.190, o Mercedes-Benz Atron 1319 e o Ford Cargo 1319 que venderam, respectivamente, 136, 76 e 68 unidades. Nos semipesados, o Volkswagen Constellation 24.280 segue liderando, com 377 vendas, seguido pelo Volvo VM 270 (240) e pelo Ford Cargo 2429 (218).

Por último, no grupo dos pesados, a Scania lidera com 407 unidades do R440 vendidas. Na sequência, dois Volvos: o FH 460 (393) e o FH 540 (198).

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Auto Sueco São Paulo aposta em segundo melhor ano da história

fachada Auto SuecoA Auto Sueco São Paulo comemora a recuperação do mercado de caminhões e ônibus no primeiro semestre e já prevê fechar o ano com o segundo melhor resultado da história. A empresa conta com um bom desempenho na venda de veículos pesados para atender ao crescimento da safra agrícola e à retomada de grandes projetos de construção civil, além do estímulo provocado pelos juros baixos praticados pelo programa de renovação da frota do BNDES.

“Percebemos em junho o movimento de crescimento e, historicamente, o segundo semestre é mais favorável ao mercado de pesados. Este ano a Fenatran faz parte do nosso calendário oficial, o que também deve impulsionar os negócios”, afirma Luiz Gambim, gerente comercial da Auto Sueco São Paulo, concessionária da marca Volvo.

O aumento dos pedidos nas últimas semanas já provoca um crescimento no prazo de entrega para novos caminhões da Auto Sueco São Paulo. “Estávamos trabalhando com uma margem de 60 dias, e agora esse prazo já está passando para 90 dias”, acrescenta Fernando Ferreira, diretor comercial de vendas e pós-venda da empresa.

“O mercado está em um momento de aquecimento, motivado pela procura maior pelo transporte de mercadorias. Nosso crescimento será um pouco acima do mercado, entre 15% e 17%, e com isso teremos o segundo melhor ano da história, atrás apenas de 2011″, afirma o diretor-superintendente da Auto Sueco São Paulo, Mário Oliveira.

A empresa teve um faturamento de R$ 650 milhões no ano passado, e pretende investir R$ 50 milhões até junho de 2014. O montante será destinado para a construção de duas novas unidades da rede, uma em Limeira, no interior de São Paulo, e outa na Rodovia Anhanguera.

Fonte: Auto Sueco São Paulo

Caminhões Volkswagen ganham mercado no transporte de bebidas da Bolívia

pacenaAté o fim de maio, 60 caminhões Volkswagen foram embarcados no Brasil rumo à Bolívia para operarem no transporte de bebidas do país. Tratam-se das primeiras unidades da marca adquiridas pela empresa Cervecería Boliviana Nacional (CBN). Fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, a MAN Latin America produziu caminhões sob medida do modelo VW Worker 10.150 para atender às necessidades específicas do cliente.

Os caminhões vão operar na distribuição urbana de bebidas da CBN na capital La Paz e nas cidades de El Alto Santa Cruz, Cochabamba, El Alto e Oruro. Originados do modelo de linha VW Worker 9.150, os veículos ganharam eixo reforçado para aumentar sua capacidade de carga e chegar a uma configuração mais alinhada à estratégia do cliente, convertendo-se no VW Worker 10.150, que já é o caminhão Volkswagen mais vendido no país. Antes de sair do Brasil, as unidades receberam ainda carroceria lonada da Facchini.

seven_upQuando chegarem à Bolívia, os veículos serão entregues pela Hansa División Automotriz, o importador da MAN Latin America no país, e poderão contar com seu atendimento no pós-vendas. Os motoristas e mecânicos da cervejaria passarão ainda por um treinamento para que obtenham a melhor relação custo-benefício do VW Worker 10.150.

Tradicional no mercado boliviano, a Cervecería Boliviana Nacional tem seis fábricas no país, com mais de 800 empregados. É responsável por 11 marcas de cervejas, tendo em seu portfólio produtos de grande sucesso como Paceña, Huari e Bock. Líder na Bolívia, a Paceña chega a ser exportada para América do Norte, Europa e Ásia.

Fonte: MAN Latin America

Depois de salto, produção de caminhões deve diminuir o ritmo

montagem de caminhao volvoA produção de caminhões deve encerrar maio com leve retração na comparação com o mês passado. Em abril os volumes alcançaram pico de 18,1 mil unidades, com elevação de 7% sobre março. “Foi uma recomposição dos estoques das concessionárias, que querem estar prontas para fornecer nas próximas oportunidades”, explica Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea.

Segundo ele, a aceleração das vendas em março e abril deixou a rede desabastecida. O executivo lembra que, nesse período, houve alta na procura por extrapesados para atender a demanda da área agrícola, que terá safra recorde este ano. Os negócios foram concretizados mais no início do ano para que os caminhões entrem em operação até junho, período de transporte desta safra.

Saltini acredita que, depois do salto do mês passado, os volumes devem se acomodar em patamar mais sustentável, em torno de 16 mil unidades mensais. Segundo ele, esse volume de produção seria capaz de atender mercado interno de cerca de 13 mil caminhões por mês e exportações próximas de três mil unidades mensais. “Não vendemos para outros países o suficiente para sustentar produção de 18 mil veículos pelo resto ano ano.”

A expectativa é de que, se o crescimento da economia continuar estável, o ritmo do setor de caminhões vai se manter em junho apesar do aumento da taxa de financiamento pelo BNDES/Finame no mês seguinte, que passará dos atuais 3% para 4% ao ano. Ao contrário do que acontece no segmento de automóveis quando há perspectiva de elevação do IPI, o setor de caminhões não deve antecipar compras por causa da evolução dos juros. “É um aumento leve, as taxas continuarão negativas. O importante é que, como as condições já foram anunciadas até o fim do ano, o cliente tem previsibilidades”, avalia.

O vice-presidente da Anfavea reconhece que o financiamento com taxas reduzidas não é acessível para todos os clientes. Alguns acabam não conseguindo oferecer todas as garantias e comprovações necessárias para receber o crédito, principalmente os autônomos. Para Saltini, o problema sempre existiu e não será resolvido de imediato. Ainda assim, a queda lenta da inadimplência tende a tornar os bancos menos rigorosos para liberar o financiamento.

Fonte: Portal Automotive Business