Estudo mostra piora nas condições das estradas brasileiras




Pesquisa aponta falhas na pavimentação, na sinalização e na geometria das principais estradas do país

A Pesquisa CNT de Rodovias, versão 2009, avaliou 100% da malha rodoviária federal pavimentada e os principais trechos sob gestão estadual e sob concessão. O estudo apontou para uma conclusão perigosa: a maioria das estradas brasileiras está no limite. Cerca de 69% das rodovias estão em situação regular, ruim e péssima. Apenas 31% das estradas apresentaram condições boas ou ótimas. A Pesquisa CNT de Rodovias 2009 é o diagnóstico mais atualizado e preciso sobre as condições de trafegabilidade da malha rodoviária do país.

Se o foco for o pavimento, 54,2% das estradas estão em situação regular, ruim e péssima. Novamente, três entre 10 estradas brasileiras apresentam condições boas ou ótimas. Em termos de sinalização, 63,9% das rodovias estão regulares, ruins e péssimas. As estradas em condições ótimas ou boas chegam a 36,1%. Na geometria analisada pela pesquisa, o número de estradas em condições péssimas, ruins ou regulares aumenta. No Brasil, 79,8% das vias estão nestas condições. Apenas 21,1% estão em boas ou ótimas condições.

A melhoria registrada em relação ao último estudo aparece só na pavimentação e na sinalização. O pavimento apresentou redução de 4,6% das estradas em situação ruim, péssima ou regular. E na sinalização, o estudo mostra que houve queda de 7,1% nas estradas com condições ruins, péssimas ou regulares.
Por região, a diferença entre os polos mais desenvolvidos do país é bem acentuada. O sudeste apresenta o melhor quadro, com 45% de estradas consideradas boas ou ótimas. Na outra ponta, está a região norte, com 93,7% das rodovias em condições regulares, ruins ou péssimas.

Aumento de custos

Segundo a pesquisa, o estado de maior depreciação das estradas significa um aumento de 28% no custo operacional de caminhões, elevação de até 5% no consumo de combustível, queda na velocidade operacional e maior emissão de poluentes.

O estudo da CNT contou com 16 equipes para avaliar 89.552 km de rodovias, sendo 60.784 km federais, 28.768 km estaduais e 14.215 km concedidas. O tempo de avaliação da pesquisa foi de 45 dias de trabalho. A pesquisa apontou também que o investimento necessário para manter, reconstruir e restaurar as rodovias deve ser da ordem de R$ 32 bilhões.

Fonte: TranspoShop




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